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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

My True Love Gave To Me: Twelve Holiday Stories - O Presente do Meu Grande Amor: Doze Histórias de Natal

SPOILER FREE

Nessa época de fim de ano sempre gosto de ler livros temáticos! Dessa vez escolhi essa coletânea de contos (nem tão curtos assim) natalinos de diversos autores que estão na moda. Entre eles a Gayle Forman, que escreveu Se eu ficar, Jenny Han, autora de Para todos os garotos que já amei e Rainbow Rowel, autora de diversos livros de sucesso, como Eleanor & Park.

Apesar de eu ler esse tipo de coletânea com alguma frequência, tenho consciência de que elas funcionam como uma loteria literária, às vezes a gente se dá bem, às vezes se dá mal. E normalmente o resultado final é uma salada mista com altos e baixos.

Dessa vez, ganhei o grande prêmio. My true love gave to me é uma das coletâneas mais consistentes e de melhor qualidade que já li. Entre os seus doze contos não tem nenhum que eu possa dizer que achei ruim ou que não gostei. Uma raridade incrível.

Mas não posso garantir que todos irão concordar comigo. É preciso apontar que todos os autores dessa coletânea escrevem livros do gênero young adult e nem todos curtem, então, é preciso deixar clara a proposta desse volume.

E todas as histórias estão relacionadas ao Natal de alguma forma, algumas de forma mais literal e clássica, outras de forma tangencial ou até mesmo pagã. Mas todas as histórias são boas e divertidas de ler.

Para quem gosta do tema e do gênero, é um prato cheio que indico muitíssimo.

Nota 10.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Always and Forever, Lara Jean (To All the Boys I've Loved Before, #3) - Agora e Para Sempre, Lara Jean


SPOILER FREE

Resolvi aproveitar a onda do novo filme da Netflix sobre o primeiro livro dessa série para ler a continuação e, graças aos deuses, último livro da série To All the Boys I've Loved Before.

Vamos começar com o filme da Neflix! O filme é fofo e engraçado como o primeiro livro, mas é um filme. Isso quer dizer que coisas precisaram ser cortadas para caber no tempo médio de um filme romântico para adolescentes. A parte divertida da história está no lá, isto é, a questão das cartas etc. Porém, toda a problemática apresentada no livro sobre a origem étnica da personagem principal foi cortada, e boa parte da repercussão do bullying e do machismo na escola também. Resultado: virou mais um filme romântico e só.

O filme é tão comédia romântica que eles escolheram para o pai da Lara Jean aquele cara que fez Casamento Grego. Me senti velha vendo ele fazendo um pai de 3 filhas com a mais velha na faculdade.

O casting em geral foi bem escolhido, pelo menos as três irmãs são asiáticas, e não fazem feio. Mas os fãs que me perdoem, os interesses românticos do filme são bem sem sal. Pela descrição da autora no livro eu esperava meninos mais bonitos.

Cortes que tiram a graça do livro original à parte, o filme é divertido para o que se propõe e serviu bem para relembrar os personagens da história, visto que li o livro anterior da série há dois anos.

Agora o terceiro livro...

Se o segundo livro (resenha aqui) já não foi tão bom quanto o primeiro, o terceiro volume foi totalmente desnecessário. É visível que a autora escreveu puramente por pressão dos fãs e para agradar os fãs, especificamente os fãs do final do segundo livro. Não tem mais história para contar, esse é o problema. Problema principal, pois o livro tem vários.

Nada realmente original acontece, como é o caso do primeiro livro, que tem aquela premissa extremamente divertida. Não há dúvida sobre o que a personagem principal sente ou quer da vida. Não há nenhuma reviravolta ou surpresa. O livro é monótono, chato de ler.

Para piorar, a personagem principal tem paixão por filmes românticos dos anos 80. Veja bem, nenhum dos filmes considerados românticos nos anos 80 pode ser considerado romântico hoje, são todos histórias com homens abusadores. Inclusive, o mocinho do filme preferido da Lara Jean (Sixteen Candles no original e Gatinhos e Gatões no Brasil) é um cara que oferece a namorada para um estupro para se livrar dela. É sério. Isso era aceitável nos anos 80.

Claro que isso reflete não só na escolha que Lara Jean fez no final do segundo livro, mas também no que ela atura e acha romântico no terceiro. Em outras palavras, o livro além de não ser um bom exemplo para leitoras mais jovens, é antiquado até dizer chega.

No final das contas temos mais de 300 páginas de lenga-lenga com excesso de açúcar e drama adolescente dos anos 80. Não recomendo a não ser que seja o tipo de leitura que você curta (tem gosto para tudo nesse mundo).


Nota 5.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

P.S. I still love you



SPOILER FREE

Então, depois de ler sobre terrorismo eu precisava de algo leve para distrair, e resolvi pegar a continuação de "To all the boys I've loved before". Aliás, o primeiro livro já saiu em português, com o título "Para todos os garotos que já amei".

Então... confesso que a continuação pareceu muito mais um repeteco do primeiro livro do que uma continuação. Eu poderia simplesmente repetir exatamente o que coloquei na resenha de "Para todos os garotos que já amei". Sério. Tudo, palavra por palavra. Exceto a parte das gargalhadas. O segundo volume não é tão engraçado quanto o primeiro.

E, na verdade, esse é o maior defeito desse livro, porque apesar da história continuar, os personagens continuam exatamente os mesmos, ninguém aprendeu nada (a não ser novas fofocas). Tudo bem que se passa pouco tempo entre um livro e outro, mas mesmo assim, eu esperava mais.

Talvez seja realmente uma questão de expectativas, porque além de esperar algo melhor, ou pelo menos diferente, eu me lembrava do primeiro livro como sendo melhor do que ele é.

Enfim, achei uma pena, pois o livro não atinge todo o seu potencial.

Nota 7,5.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

To all the boys I've loved before


SPOILER FREE

Então... julho, além de ler um livro grande (estou lutando com Os Miseráveis, aguardem), eu precisava ler um chick lit. Como vocês já devem saber, eu sou uma ratinha da Amazon, sempre à caça de um livro a um bom preço, e no começo desse ano me deparei com esse título aí, que me deixou curiosa por conta da premissa: jovem adolescente de 16 anos tem como costume escrever cartas para os meninos de quem ela gosta para desabafar e "superar" o seu amor, depois ela guarda as cartas e segue com a vida. Tudo vai bem até que um dia alguém encontra essas cartas e as envia pelo correio.

Pois é... achei a ideia extremamente instigante! O que você faria quando algum antigo namorico seu resolvesse te abordar porque recebeu uma carta dessas? Olha a situação! E curiosa do jeito que eu sou não resisti e comprei o livro, estava barato mesmo...

E confesso que me surpreendi! É bem draminha adolescente? É. Tem momentos extremamente constrangedores? Claro, com essa premissa não tinha como não ter. É divertido? Muito, mas muito mesmo, em um momento o meu marido veio ver se eu estava passando bem de tanto que eu ria. Sério.

Mas o livro é mais do que isso, porque para deixar as coisas mais interessantes, ele foi escrito por uma americana que é descendente de coreanos, e claro que a personagem principal e sua família tem essa mesma característica, então temos um retrato muito interessante do que é ser uma adolescente com o "estigma oriental", que, por exemplo, não pode se fantasiar de qualquer personagem da Disney no Halloween porque é confundida com personagens de mangá, e que mantem o contato com sua cultura ancestral através da comida. É muito bacana ver esse tipo de coisa sendo retratada num livro para adolescentes, por mais que a autora não ofereça nenhum tipo de reflexão sobre o assunto, é importante e interessante ver isso sendo mostrado.

Seguindo o mesmo tipo de raciocínio, o livro também acaba abordando (ainda que sem refletir, mas pelo menos apontando e deixando bem claro) situações de machismo e de bullying pelas quais as meninas adolescentes passam nas escolas americanas, o que também achei muito válido, ainda mais em conjunto com a questão étnica. Por isso que é um livro muito legal para adolescentes lerem, afinal não vem "cheio de lição de moral", mas como tem as situações explícitas tem como tratar desses assuntos por fora da leitura, o que pode ser muito enriquecedor.

Agora, o livro não é perfeito. O problema maior, na minha opinião, está na falta de consistência da personagem principal, que na verdade mesmo não sabe muito bem o que está sente pelos meninos para os quais escreve. Se você acha que adolescentes são assim mesmo, não é um problema, mas sei lá, achei meio superficial nesse sentido.

O resultado final é um livro muito divertido e com grande potencial de agradar.

Nota 9.