Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
The ruby circle
SPOILER FREE
Enquanto o meu navegador principal continua brigado com o blogger as resenhas se acumulam... mas vamos ver se consigo colocar em dia! Já tem uma lista atrasada, ai ai ai...
Esse livro eu simplesmente não resisti de curiosidade e peguei logo para ler, porque se trata do último volume da série spin-off de "Vampire Academy", "Bloodlines", e apesar de ter achado essa série inferior à série original, especialmente nos últimos 2 volumes, eu realmente estava curiosa para saber como iria terminar.
Sabe o ditado "a curiosidade matou o gato"?
"The Ruby Circle" conseguiu ser o pior livro dessa série, o que achei muito triste e indigno para algo que começou tão bem e tinha tanto potencial. A insistência da autora em manter a narração dividida entre Sydney e Adrian é imcompreensível para mim, porque o Adrian é extremamente chato. Quanto mais eu lia na voz dele, mais eu não conseguia entender o quê diabos a Sydney tinha visto nele, todo o charme que aparecia na descrição da Sydney sobre o vampiro se desfazia diante dos meus olhos conforme lia a versão dele dos fatos. Tem algo mais triste do que isso?
Tem. Sabe aquele enredo super óbvio, em que dá para adivinhar até o que os personagens vão dizer? O livro não só é assim, como eu perdi a paciência com o tempo em que os personagens demoraram para entender o que estava acontecendo, e mais, achei o final super sem graça e lugar comum.
Eu entendo que autores precisam de dinheiro, todos nós precisamos, não é mesmo? Mas realmente acho complicado estender uma série desse jeito, ao ponto em que fica óbvio demais que é só mais um livro para fazer arrecadação com base no sucesso de livros anteriores. Eu me sinto enganada, e é nessas horas em que a vontade de piratear livros desse tipo.
Nota 5.
Nota da série 6, pela destruição causada pelos últimos livros.
links para os demais livros da série:
Bloodlines
The golden lily
The indigo spell
The fiery heart
Silver Shadows
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Silver Shadows
SPOILER FREE
Então, depois da minha saga com "Os Miseráveis" eu precisava ler algo bem leve para espairecer. Como tinha acabado de sair o quinto (mas não último) volume da saga "Bloodlines" (aquela que é spin off de "Vampire Academy"), resolvi aproveitar que fazia muito pouco tempo que eu tinha terminado de ler os outros livros da série e ver o que acontecia em seguida na história da alquimista Sidney Sage.
Assim como no livro anterior, o tal que me deixou cheia de ódio no coração, nesse volume a narração também é alternada entre a Sidney e sua cara metade Adrian, a diferença é que aqui essa alternância é realmente necessária, senão não tem como contar a história. Mas claro que isso não torna a parte do Adrian menos chata, ele continua um personagem infantil e um narrador sofrível. Confesso que desde que ele virou co-narrador eu não consigo entender o que a Sidney viu nele.
Não sei o que aconteceu dessa vez, se foi a minha leitura dos Miseráveis e de outros livros interessantes, ou se foi mesmo um problema da Richelle Mead, mas achei "Silver Shadows" mais bobinho do que a média dos livros dela, e o plot é absurdamente previsível, quase dá para adivinhar as falas. A coisa toda é tão boba e previsível que eu simplesmente não me surpreendi com o final (e dá para perceber que a autora se esforçou para fazer algo surpreendente), e, sério, a reação de incredulidade e dúvida dos personagens é simplesmente cômica de tão surreal (porque é muito óbvio o que aconteceu!!! como alguém pode dizer que não sabe o que aconteceu??).
Talvez o problema seja que a autora queira levar a sua própria história a sério demais, tentando inserir assuntos mais sérios e chocantes no meio para "encorpar", quando ela podia muito bem aproveitar e fazer algo mais bonachão e leve (um pouco do que acontece na série original, cuja protagonista tem um senso de humor muito mais interessante para uma história tão longa). Talvez o problema seja que os personagens nos primeiros livros tinham um quê mais cinzento, e agora estão muito preto ou brancos. Não sei bem, mas se a série tivesse um clima mais "Buffy" (se levando menos a sério e com uma dose interessante de humor com relação a si mesma) certamente o resultado seria mais interessante.
Talvez o problema seja que os livros estejam dando muito dinheiro e por causa disso resolveram esticar a história mais do que deveriam, e agora tudo fica com cara de forçação de barra. Eu apostaria nesse último.
Nota 6, porque não melhorou com relação ao livro anterior.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
The Fiery Heart
SPOILER FREE
E finalmente cheguei no quarto e último livro publicado da série "Bloodlines" da Richelle Mead! E fiquei furiosa.
Minha primeira razão para ficar furiosa é que ela mudou a forma de contar a história, agora além da Sidney como narradora (seguindo a fórmula usada em "Vampire Academy"), a autora colocou o Adrian (interesse romântico da Sidney) como narrador também, alternando entre um e outro. Só que enquanto a Sidney é uma narradora extremamente interessante, o Adrian é chato, muito chato, ele parece ter metade da idade que tem. Inclusive acredito que essa mudança é o maior fator para o segundo problema desse livro: o excesso de água com açúcar. Sério, só dá para ler com insulina na veia, só assim para aguentar tanta melação e drama. Para completar o pacote tem o final, perdoem-me pela palavra, escroto, porque termina no meio da ação.
A sensação que eu tenho é que tudo estava indo bem, mas aí a autora ficou com medo da história começar a perder a graça (e consequentemente o público) e resolveu fazer um final daqueles que não termina coisa nenhuma, fica bem no meio da ação só para garantir que você vai querer ler o próximo livro. É um tipo de recurso barato para quem quer ter certeza que os leitores vão querer ler o livro seguinte e não tem confiança na própria história para garantir que isso vai acontecer sem torturar o pobre leitor. Deve ser um problema específico da Richelle com os quartos livros das séries dela, porque o quarto volume de Vampire Academy é tão ruim quanto e com um final tão sacana quanto. Pensando melhor, em Vampire Academy é pior, por conta das escolhas dos arcos de história seguintes, pelo menos em "Bloodlines" o final do quarto livro faz sentido, por mais que seja sacanagem colocá-lo como um final.
Sabe o mais dá raiva? É que a estratégia funciona. Já estou contando os dias para o lançamento do próximo livro pra saber como a história continua, pode isso? Já está na minha lista de desejos da Amazon, e olho para aquela capa todo dia... maldita Richelle Mead... como ela consegue deixar uma série mais chata e ao mesmo tempo me deixar com vontade de continuar lendo?
Só para finalizar, nesse volume Sidney chegou num ponto de maturidade com relação ao que ela acredita que é certo, o problema é que ninguém pode saber disso, e com a chegada de novos integrantes no grupo de Palm Springs vai ficando cada vez mais difícil esconder. Além disso, as pesquisas para uma vacina anti-strigoi avançam, assim como o projeto pessoal de Sidney para tentar libertar os alquimistas dissidentes.
Nota 6, pela melação e pelo ódio que despertou no meu coração.
terça-feira, 24 de junho de 2014
The Indigo Spell
SPOILER FREE
Então, como eu disse no último livro dessa série (aqui), estou me sentindo como se estivesse devorando um balde enorme de pipoca, é gostosinho, você sabe que não faz bem para a saúde, mas não consegue parar.
Depois de rir até não me aguentar mais com o segundo volume, o terceiro da série não é tão engraçado, mas, em compensação ele foca mais na transformação interna da Sidney, o que era o mais interessante no primeiro livro. É uma troca justa. Além disso, nesse ponto da história a autora resolveu mergulhar mais profundamente na questão da magia, levantada aos poucos nos dois primeiros livros, o que pessoalmente eu gostei muito, afinal adoro histórias com bruxas. Vejo que ela precisa fazer um certo esforço para que tudo se encaixe no universo que ela criou, mas nada que incomode a leitura, por enquanto, pelo menos.
Além disso, "The indigo spell", que em português foi traduzido como "o feitiço azul", tem a fórmula que Richelle gosta de seguir à risca: um pouco (mais) de drama adolescente, muita ação com direito a um clímax que me surpreendeu pela qualidade (eu esperava menos) e teorias da conspiração para passar o tempo (para substituir o mistério da primeira série). E tem o final, que pela primeira vez nessa nova série conseguiu me surpreender. Não que isso seja positivo... confesso que me preocupa como ela vai resolver a situação no próximo livro, porque esse até o finalzinho tinha muita cara de finalização de arcos no enredo, e ela resolveu abrir um precedente meio perigoso.
Na média, o livro é uma boa continuação, apesar de não ser tão divertido quanto o segundo ele tem os seus pontos fortes, que acabam balanceando os pontos mais fracos, mantendo o nível de qualidade, o que já superou minha expectativa (já notaram que eu nunca tenho grandes expectativas com esse tipo de livro? ou que quando tenho são baixas?). Claro que já comecei o livro seguinte... vamos ver até onde a autora consegue esticar a história sem deixar a coisa muito feia.
Nota 9, por enquanto... tenho um pressentimento ruim...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
The Golden Lily
SPOILER FREE
Sabe aquela sensação de comer pipoca? Você começa e não quer parar por mais que saiba que não é saudável? É assim que eu estou me sentindo com a série "Bloodlines", da mesma autora de "Academia de Vampiros".
"The golden Lily", que saiu um português como "O lírio dourado", é a continuação de "Bloodlines", que me surpreendeu positivamente como o início de uma série spin-off de "Vampire Academy". Assim como no primeiro livro dessa série, "The golden Lily" é muito divertido e dinâmico de se ler, e assim como no primeiro livro, você percebe que a autora tem um certo apego (grande apego, na verdade) pelos seus personagens, o que até agora, nessa nova série, não comprometeu o andamento da história.
Dessa vez, Sidney, a personagem principal dessa nova série, se aprofunda cada vez mais na parte que eu achei interessante no primeiro volume: os seus questionamentos com relação às crenças que foram incutidas na sua cabeça desde que ela era criancinha e foi preparada para ser uma alquimista. É muito interessante perceber como a sua visão de mundo vai se tornando mais complexa, conforme ela vê que o mundo é muito mais cinza do que preto e branco, tornando-se uma pessoa muito mais madura enquanto sua percepção da realidade vai se tornando mais pessoal e menos uma mera cópia do que disseram para ela.
Claro que durante esse processo a autora aproveita para colocar os ingredientes básicos dos seus livros: uma draminha adolescente aqui, um bocado de ação ali, teorias da conspiração acolá, e surpreendentemente uma dose maior que o de costume de humor. O desenrolar do drama romântico adolescente é tão engraçado, mas tão engraçado, que diversas vezes dei graças a deus por estar lendo em casa, porque eu gargalhei compulsivamente diversas vezes, o que me deu até medo do que os vizinhos poderiam pensar da louca que não parava de rir. Mas, enfim, rir faz bem, então valeu a pena.
Levando tudo isso em consideração, apesar de novamente o enredo ser previsível, o desenrolar da história é tão divertido e engraçado que esse detalhe perde completamente a importância, deixando o segundo volume da série melhor do que o primeiro! Achei isso simplesmente surpreendente, pois não tinha esperanças de que a autora pudesse fazer isso, mas vamos ver até onde ela consegue levar, afinal já saíram 4 livros e mais um vai ser lançado em julho, será que ela mantem esse fôlego até o final?
Nota 9 pelas lágrimas de riso.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Bloodlines
SPOILER FREE
Então, como eu prometi lá em janeiro, resolvi pegar a série filhote de Academia de Vampiros para ler, porque depois de "Museu da inocência" e de "Alice através do espelho" e alguns meses de excesso de estresse, minha sede literária por "junk food" foi às alturas, coisa que só uma série adolescente sobre vampiros poderia suprir.
Tomei coragem e resolvi voltar ao universo dos moroi, strigoi, dhampir e alquimistas para ver o que mais a autora poderia oferecer se ela resolvesse criar novos personagens (afinal o apego dela por eles foi um dos grandes problemas na série original, como eu comentei nos livros aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui - sim, a série original tem 6 livros, ufa!). Nesse primeiro livro da nova série, que já tem 4 livros publicados e um quinto para sair no mês que vem, Richelle Mead resolveu inovar pouco, e com poucas exceções quase não há personagens novos, o que é compreensível num primeiro volume de um spin-off, mas eu confesso que esperava mais nesse quesito.
Ah, sim, melhor explicar rapidamente do que isso tudo se trata, né? Vamos lá, aula relâmpago: os moroi são vampiros bonzinhos, apesar de se alimentarem frequentemente de sangue humano e de serem seres com acesso à magia, eles não matam seu alimento e tentam manter sua vida pacífica e escondida dos seres humanos em geral; os strigoi são os vampiros clássicos, mortos vivos com sede insaciável por sangue e sem escrúpulos, eles são criados quando um moroi mata sua refeição e também da forma clássica de beber/dar sangue; os dhampir são seres híbridos, uma mistura entre moroi e seres humanos, mas como esse tipo de relação não é mais aceita, eles basicamente são uma mistura de dhampirs com moroi (dado que dhampirs não conseguem ter filhos entre si), eles são basicamente seres humanos com os sentidos aguçados, reflexos melhores e mais fortes; os alquimistas são uma espécie de sociedade secreta de humanos cuja missão é manter os seres sobrenaturais escondidos da sociedade humana em geral; a sociedade dos seres sobrenaturais funciona basicamente assim, os moroi são seres considerados superiores (por eles mesmos, claro), que são protegidos pelos dhampir (que dependem dos moroi para se reproduzir) e perseguidos pelos strigoi, que os consideram uma iguaria sublime. Os moroi vivem num sistema democrático-monárquico bizarro, onde seus reis e rainhas são escolhidos por voto, mas só podem se candidatar os membros mais velhos das famílias reais, o que deixa a maioria dos moroi de fora, claro, e o cargo é praticamente vitalício. Na primeira série, a personagem principal, Rose, é uma dhampir que possui uma ligação psíquica com uma princesa moroi, Vasilissa, e no final de muitas confusões Vasilissa é eleita rainha, mas ela pretende muitas reformas controversas e por isso não tem um apoio total dos moroi. Para complicar, ela só pode se manter no trono enquanto tiver algum outro membro vivo na sua família, o que se resume a uma meio irmã bastarda, que, é claro, vira alvo de todos os seus inimigos.
Dito tudo isso, a série "Bloodlines" conta a história de uma alquimista, Sidney, apresentada no 4° livro de Vampire Academy, que apesar de ter caído em desgraça com os alquimistas por seu envolvimento nos acontecimentos da série original, acaba sendo escalada para a missão de proteger a irmã bastarda da rainha, Jill. Claro que Jill tem um pequeno entourage, e, claro, todos nesse grupinho já apareciam na série original (como eu disse, a autora tem apego pelos seus personagens).
Quanto à história em si, é um bom desenvolvimento com relação à série original, a conexão está lá, faz sentido e é bem plausível e explicadinha, tudo como manda o figurino. No início achei a Sidney uma quase cópia da Rose da série original, especialmente na forma como suas ações são utilizadas para fazer a história andar, mas essa sensação vai mudando ao longo do livro, conforme a personagem vai ganhando mais profundidade e suas características vão ficando mais distintas.
O enredo em si é interessante, e apesar de ser um pouco previsível, a escrita da autora é cativante o suficiente para você não ligar muito para isso. O mais interessante, contudo, é o conflito interno de Sidney, pois conforme ela aumenta o seu contato com seres não-humanos todo o seu sistema de crenças vai sendo questionado, e isso é trabalhado de uma forma muito bacana. Some a isso uma certa dose de ação, magia, e um pouquinho de drama adolescente (muito, muito, muito suave nesse livro na minha opinião, o que é ótimo) e você tem a receita de Bloodlines, que em português foi publicado como "Laços de Sangue".
Não sei se por culpa dos livros que li anteriormente esse ano, mas fiquei com a sensação de que o livro é curto, e a leitura é extremamente dinâmica. Bem de acordo com o que eu procurava, com o bônus de ser bem escrito e não comprometer com problemas de enredo. Muito recomendado para quem curte livros para adolescentes (por falta de uma expressão em português para young adults - adultos jovens).
Nota 8,5.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Vampire Academy - Last Sacrifice
SPOILER FREE
E finalmente chegamos no último livro da série Vampire Academy! Ufa! Nesse volume, Rose precisa fugir para se manter viva enquanto tenta limpar o seu nome. No meio da confusão ela descobre segredos há muito tempo ocultos e desvenda seus verdadeiros sentimentos. No Brasil, o livro foi lançado com o nome "Último sacrifício".
Então chegamos ao final de uma saga, com alguns percalços e problemas, mas que no geral é uma boa série adolescente de vampiros. Comparada com Vampire Diaries ou Twilight ela é simplesmente excelente. De uma certa forma lembra muito o seriado de TV Buffy (comparação muito bem pensada de uma amiga minha), com toda aquela história de caçar vampiros maus e uma protagonista forte e guerreira, no sentido literal da palavra, que engana por ser uma adolescente com cara de patricinha.
"Last Sacrifice" é um livro que me surpreendeu e me frustrou ao mesmo tempo, pois apesar de ter boas reviravoltas (não tão óbvias assim, o que é positivo) e um jeitão mais de história de detetive, ele infelizmente se prende a diversos padrões de histórias para meninas adolescentes. Isso me incomodou particularmente porque, no início da saga, Rose prometia ser bem diferente da protagonista padrão feminina. Rose era auto-confiante, sabia-se desejada e aproveitava isso ao máximo, mas ao longo da história ela se revela uma romântica, de um jeito meio bruto, mas ainda assim seguindo o ideal romântico do príncipe encantado. Era uma série que prometia quebrar alguns tabus, mas que na hora h resolveu ficar certinha e até certo ponto careta. Mas apesar disso não é um livro padrão para meninas, pois tem muito sangue, morte e destruição, e isso eu acho positivo. Além disso, apesar de ter o ranço do príncipe encantado, a autora faz questão de quebrar algumas "regras" desse tipo de história, como por exemplo a questão das "almas gêmeas", outro ponto positivo.
Dado tudo o que aconteceu até o 5° livro, o último é um desfecho razoável, mas ficou com cara de que a autora fez uma boa ginástica para que o final fosse mais feliz do que o necessário, com um jeitão meio Disney com direito a sangue. E põe ginástica nisso, porque novamente algumas coisas não fazem sentido e definitivamente não eram necessárias para o final da série ficar bacana.
Agora eu descobri que a série "Vampire Academy" deu filhote: "Bloodlines", que já tem 4 livros publicados (3 já saíram por aqui) e um 5° a caminho, e que trata da continuação da história da alquimista Sidney e da moroi Jill, e até onde eu li sobre ela parece que é interessante. Na minha próxima loucura por fast food literário eu pego para ler.
Nota 8 para o livro, e 7 para a série como um todo.
Vampire Academy - Spirit Bound
SPOILER FREE
E chegando perto da reta final da série Vampire Academy, chegamos ao 5° livro "Spirit Bound" (que em português foi traduzido para "Laços do Espírito"). Depois do estrago feito no final do quarto volume, digamos que a continuação não tinha como ser muito diferente.
O que não quer dizer que é uma boa continuação e que conserte o estrago. Realmente o enredo de forma geral é bom e coerente com o que aconteceu anteriormente (ah, o desastre do quarto livro não sai da minha cabeça), e Richelle aproveita todas as oportunidades para encher a narrativa de ação e adrenalina, o que é bom. O que me incomoda é que ela esquece que personagens considerados inteligentes precisam realmente ser inteligentes e fazerem sentido nas suas ações. E o furo que ela comete escolhendo retomar personagens do passado ao invés de criar novos faz com que esses personagens deixem de fazer sentido. Beira o ridículo a forma como ela trata o antigo vilão, que era tão interessante e que a partir desse momento passa a ser apenas uma personagem estúpida que poderia ter dominado o mundo mais cedo mas pelo poder do enredo fez besteira e foi derrotado. Novamente a autora comete o pecado da preguiça de criar novos personagens e se apega aos que ela já tinha feito até agora e para isso funcionar precisa fazer uns remendos feios.
Agora, se ignorarmos o problema central das ações do vilão em questão, o livro funciona melhor do que o anterior, dado que o estrago já foi feito e o show precisa continuar. Há mais ação e menos enrolação e menos drama adolescente, o que de uma forma geral é uma grande vitória. Apesar de boa parte do livro ser previsível, a leitura prende e é dinâmica, e o final é realmente muito bom. Acho que foi o melhor final até o momento para os livros da série, o que é uma afirmação forte, já que os dois primeiros livros também têm finais ótimos. A autora também faz promessas de tentar consertar o problema do terceiro livro, mas confesso que tenho as minhas dúvidas de que elas serão cumpridas, dado o que ela fez até o momento.
Só para constar: em "Spirit Bound" Rose finalmente consegue se formar, e ela e Lissa vão para a Corte Moroi. Uma vez lá, Rose e seus amigos se organizam para tomarem ações drásticas na procura de uma cura para os "vampiros de verdade", e no meio dessa busca acontecem coisas inesperadas que podem mudar a vida de todos.
Nota 7 pela retomada do ritmo anterior.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Vampire Academy - Blood Promise
SPOILER FREE
Esse é o quarto volume da série Vampire Academy (as resenhas anteriores você encontra aqui, aqui e aqui), que saiu com o título "Promessa de Sangue" em português (finalmente uma tradução que faz sentido!). No último livro, Richelle Mead terminou de um jeito promissor para dar uma boa renovada no seu trabalho.
"Blood Promise" realmente começa de uma forma diferente, numa ambientação nova e cheia de novos personagens e isso anima bastante a leitura! Mas... conforme a história se desenrola, a autora começa a cair nas armadilhas de romances adolescentes: excesso de drama, decisões infantis e sem sentido e pura enrolação. Até que chega um momento em que a história engrena de novo e eu fiquei cheia de esperança de um final bombástico! Sabe aqueles finais que prometem mudar tudo, completando de vez a renovação prometida no início do livro? Pois é, tinha tudo para ser isso tudo e ser lindo. Só que não.
Entendo a dificuldade de autores fazerem mudanças, é difícil se despedir de personagens e criar algo novo, mas tem momentos em que isso é necessário, sério. Nesses momentos, caso o autor não consiga se desapegar, o que acontece é uma quebra na credibilidade da história, e o leitor sente que não consegue mais mergulhar na narrativa. No meu caso eu fiquei com tanta raiva que quase joguei o kindle longe (nem pensar!). Richelle teve a oportunidade de tratar de um assunto de uma forma muito mais profunda do que ela tratou até esse ponto, e ia ser tudo de lindo. Mas ela resolveu que ia continuar a história de uma forma bem mais "clássica" e previsível. Detesto promessas não cumpridas (trocadilho proposital, ok?).
Para piorar, ela ainda consegue terminar o livro de um jeito em tudo volta praticamente ao mesmo ponto em que estava antes do livro começar. Me senti enganada.
Nota 5. A raiva foi grande assim, e não houve nova ambientação ou novos personagens que salvassem a sensação final.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Vampire Academy - Shadow Kiss
SPOILER FREE
Então chegamos ao terceiro volume da Série Vampire Academy, que foi traduzido como "Tocada pelas sombras" (nem ficou ruim dessa vez, mas não entendo a mania de mudar o título). Lembra que eu mencionei no segundo livro que a autora estava começando a enrolar demais e que se ela continuasse fazendo a coisa ia ficar óbvia e isso ia parecer que os personagens são idiotas? Pois é. Aconteceu exatamente isso.
Então, além do problema de você conseguir prever (quase) tudo o que vai acontecer e ser descoberto, ainda temos o problema da adolescência dos personagens. Tudo bem que cada livro cobre pouco tempo, e isso até deixa espaço para o pouco desenvolvimento e amadurecimento dos mesmos, mas... cansa. Cansa e o tipo de situação em que eles são envolvidos era para fazer eles terem um choque de realidade e darem uma crescida. Passei metade do livro irritada com a personagem principal, e quase respondendo em voz alta as suas desculpas esfarrapadas para fazer o que não deve. Juro que nos dois primeiros livros as desculpas colavam, mas no terceiro já não colam mais e não convencem. Rose parece dar um passo para frente e dois para trás nesse quesito.
A única coisa que eu realmente gostei foi do final do livro. O final é bom, previsível, mas bom, daqueles que prometem uma reviravolta e uma boa oxigenada na série, com possibilidade de muitas renovações. Ah, e tem novamente a questão adrenalina do meio para o final do livro, que ajuda bastante a levar na esportiva os problemas da narrativa. Pelo menos a escrita da autora continua não comprometendo.
Nesse livro Rose está passando por uma fase importante no seu aprendizado como guarda-costas: experiência de campo. E apesar dela já ter muita experiência de primeira mão no mundo real, os traumas do último livro a atormentam e a atrapalham a passar nos testes, e ela mesma começa a duvidar da sua sanidade mental. Até que novas reviravoltas podem trazer mudanças irreversíveis na sua vida e no mundo.
Nota 7. Vamos ver como os próximos seguem e ver se Richelle Mead consegue recuperar o frescor dos primeiros livros.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Vampire Academy - Frostbite
SPOILER FREE
"Frostbite", a continuação de Vampire Academy e que recebeu o nome incongruente de "Aura Negra" em português (sério, de onde os nossos tradutores tiram essas "pérolas"?), é uma boa continuação ao primeiro livro. Como mencionei na última resenha, eu tinha medo das continuações dessa série, mas até agora Richelle Mead está conseguindo manter o nível com uma história interessante, uma escrita que não compromete e muita adrenalina.
Enquanto o primeiro livro se dedicava a dar uma explicação geral de como é o mundo onde se passa a história e uma boa aprofundada no histórico de boa parte dos personagens principais, o segundo volume é voltado para ação, quase adrenalina pura. E é justamente isso que segura o leitor, porque fiquei com a sensação de que nesse livro a questão "aborrecentes à solta" fica mais forte, mas a ação ininterrupta te distrai e essas coisas acabam por ficar novamente no plano de fundo e não incomodam.
Nessa continuação, Rose continua estudando para virar guardiã da sua amiga Lissa, mas para isso precisa correr atrás de algumas questões onde ela ficou atrasada por perder 2 anos de escola, e numa dessas ela precisa viajar junto com o seu mentor para encontrar um guardião mais velho. Quando eles chegam lá, eles descobrem um fato que espalha terror e insegurança entre a comunidade Moroi. Dessa forma, as férias de Natal acabam sendo transferidas para um grande resort no alto das montanhas para onde todos os estudantes e suas famílias são transferidos. Uma vez lá, Rose conhece o Moroi Adrian, que causa muitos problemas para ela. A partir daí é só adrenalina.
Fora a adrenalina, a autora aprofunda alguns questionamentos que ficaram pendentes no primeiro livro, o que é interessante, mas ela se segura um bocado, dando espaço para os livros seguintes continuem a desvendar aos poucos o mistério que é a ligação entre Rose e Lissa. As duas personagens crescem um pouco também nesse livro, o que é interessante, e é mostrado de uma forma plausível, então mais um ponto para a autora. O que me deixou um pouco preocupada é que ela me deu a sensação de que vai enrolar nos tais mistérios para conseguir preencher seis volumes com eles, e, bom, essa tática não costuma dar certo, porque depois de um ponto o mistério meio que fica óbvio e isso só deixa os personagens com jeito de idiotas. Mas vamos ver conforme as coisas se desenrolam, não é mesmo?
Nota 8, por enquanto.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Vampire Academy
SPOILER FREE
Então, depois de ler um livro super denso e pesado, voltei ao "fast food" literário que descansa a minha mente de tempos em tempos. E nada como uma série de livros que está para virar filme esse ano para isso!
Confesso que depois do trauma com Vampire Diaries e Twilight eu não esperava nada desse livro. Expectativa quase negativa! Eu esperava algo do mesmo nível ou quem sabe pior (por mais que se duvide, sempre pode ser pior), e me surpreendi.
Não é um livro para todos os gostos, vou logo avisando, se você não gosta de vampiros e/ou magia fique longe. Se você gosta, mas se prefere se ater ao clássico do que é vampiro (estilo Bram Stocker ou Anne Rice) fique longe. Se você não gosta de livros para adolescentes (o Young Adults em inglês, então é aquele adolescente um pouco mais velho) fique longe. Não gosta de drama de high school ou de romances fique longe também.
Agora, se você passou bem por todas as perguntas pode ir em frente. Vampire Academy, que em português ganhou o título absurdo de "O beijo das sombras", é diversão garantida. Longe de ser uma obra-prima, o livro pelo menos não incomoda por ser mal escrito, inclusive essa parte chama tão pouca atenção que você nem repara, o lance é a história e os personagens.
O mundo criado para Vampire Academy pode ser fantasioso, mas tem muita coisa em comum com o nosso. A relação entre os tipos de vampiros e o que se poderia chamar de híbridos é no mínimo problemática de ser entendida racionalmente (às vezes até incomoda), pois envolve toda uma cultura muito doida enfiada nas crianças desde que elas nascem. Já li algumas resenhas que destroem os personagens principais tachando-os de hipócritas e sem sentido justamente por causa disso, mas sinceramente? Vivemos num mundo onde a maioria das pessoas é hipócrita (em diferentes níveis, é claro), e a nossa sociedade em si é hipócrita com relação às mulheres e aos variados tipos de preconceito (ainda mais no tema normalmente atacado pelos críticos ao livro: o slut shamming). É verdade que as relações entre as diferentes raças é realmente problemática, mas precisamos olhar em volta também, né? Quem queremos enganar? Também temos um monte de exemplos bem realistas de relações entre grupos (pode ser étnico/religioso/cultural/nacionalista enfim) que não faz o menor sentido. Então não vi nenhum problema sério com essas questões serem colocadas no livro, afinal é uma fantasia sombria, não é um mundo perfeito, e nenhum dos personagens dignos de nota do primeiro livro são humanos. Nenhum.
Bom, dito isso, me diverti muito com a personagem principal/narradora, Rose é uma adolescente de pavio curto, gostosa (e que sabe e gosta disso) e que por mais que esteja por cima, vai sempre estar abaixo pelo fato de ser uma dhampir, apesar disso ela acredita fielmente na sua razão de ser: proteger sua melhor amiga, a moroi Lissa. As duas tem uma espécie de conexão telepática, extremamente rara, de forma que Rose sabe o que Lissa sente, pensa e onde ela está, características perfeitas para ser uma espécie de guarda-costas sobrenatural que todos os moroi têm, e que são todos dhampir, claro. Para deixar a história mais interessante, os moroi são seres mágicos (podem fazer magias), onde cada um desenvolve uma ligação mais estreita com um determinado elemento (água, terra, fogo ou ar), mas Lissa aparentemente não consegue desenvolver essa ligação com nenhum deles. Assim como Rose, ela também é diferente. E elas ainda precisam tomar cuidado com os Strigoi (finalmente vampiros clássicos!), que buscam compulsivamente o sangue de morois. O livro começa com elas fugindo há dois anos da sua escola (a tal Vampire Academy do título), e sendo recapturadas e levadas de volta. Ao retornar, além de lidar com os problemas "normais" de qualquer escola, elas ainda precisam lidar com as razões pelas quais elas fugiram, e novos desafios se desenrolam a partir daí.
Explicado tudo isso, o livro realmente me surpreendeu com uma história diferente e cativante. As chatices adolescentes estão lá, mas não são o foco principal do livro, então dá pra levar. A escrita não compromete a leitura, então já está acima da média. Só não sei se é possível esticar tanto esse universo para durar 6 livros... isso sim confesso que me dá medo.
Nota 8 pela grata surpresa.
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