Vi essa ideia no blog Quitandinha, que viu no pontoLivro, que viu no Distopicamente da Isabel e resolvi copiar também! Adorei a ideia! Só não copiei as imagens porque enquanto escrevo essa pequena introdução ainda não sei quantos autores vou colocar na lista!
Então vamos começar a brincadeira:
- Bernard Cornwell
Pois é, eu gosto dele assim, mesmo quando o livro não é lá grandes coisas. Sempre vale a pena ler o que quer ele tenha escrito.
-Amélie Nothomb
Eu amo essa belga maluca. Coisa de fã mesmo. E olha que estou cheia de livros não lidos dela em casa... aguardem o próximo mês do Desafio Literário, Amélie sairá da estante para surpreender o mundo!
-Fernando Sabino
Li muito pouca coisa dele, mas o que já li foi suficiente para ele aparecer por aqui. E olha que só esse ano eu li 2 livros dele.
-Naguib Mahfouz
Egípcio ganhador do nobel de literatura! Já li praticamente tudo disponível em português e agora estou catando o que puder em inglês e francês. Ainda não encontrei um livro mais ou menos dele, tudo o que ele escreve é simplesmente excelente. E ainda por cima fala do oriente médio! Imperdível.
-José Saramago
Outro nobel... há algo simplesmente incrível na forma como ele escreve sem vírgulas ou pontos e você simplesmente entende tudo mesmo assim que não tenho como ignorar e coloca-lo aqui.
-Neil Gaiman
Confesso que ainda não li nenhuma das suas Graphic Novels, e olha que ele ganhou fama por causa delas! Mas eu virei fã mesmo assim, não tem como não estar nessa lista. Eu leria até os livrinhos pra criança dele (ele acabou de lançar o primeiro em inglês!)
-Salman Rushdie
Meu primeiro contato com ele foi com um livro infantil, quando eu ainda era criança, e como ele só tinha aquele livro infantil, demorei muitos anos a voltar a lê-lo, e fiquei tão satisfeita quanto da primeira vez. Ainda lerei muitas obras desse autor! Estou atrasada com relação à sua produção...
-Oriah Mountain Dreamer
Ok, agora eu vou assustar todo o mundo com essa escritora. Ela escreve auto-ajuda. Juro. E eu odeio auto-ajuda. Mas adorei demais os dois livros disponíveis dela em português. Inexplicável. Agora estou com o terceiro livro que ela lançou em inglês me esperando... vai rodar rapidinho.
-Tariq Ali
Editor da revista New Left Review, ele além de escrever livros de ciências políticas, também escreve romances. Pena que escreve poucos. Mas os que ele escreve... agora estou numa cruzada para encontrar novos livros dele para ler.
-Rosina Fawzia Al-Rawi
Iraquiana, escreve sobre a condição da mulher no oriente médio. O seu livro sobre dança do ventre "Grandmother's Secrets" é simplesmente o máximo. Pena que só tem livros em inglês e alemão, mais pena ainda que é pouco traduzida para o inglês e eu não sei alemão!
-Ismail Kadaré
Autor do famoso "Abril despedaçado", tudo o que esse albanês escreve é lindo, mesmo quando é triste.
Então, esses são os autores que eu leria literalmente QUALQUER COISA. Tem aqueles que por pouco não entraram na lista: Anne Rice (não leio nada desde que ela enlouqueceu, portanto fica fora da lista), Christian Jacq (confesso que não tenho vontade de ler se não é sobre o Egito) e Marjane Satrapi (ela tem muitos livros infantis que eu não tenho vontade de ler, mas as Graphic Novels... comprei todas as disponíveis, estão me aguardando!)
Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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quinta-feira, 7 de março de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
O grande mentecapto
SPOILER FREE
Demorei mais de duas semanas para parar para escrever essa resenha, é a famosa preguiça da conjunção do Carnaval com o fim das minhas férias, fruto também de uma leve tristeza causada pelo término do meu descanso. Mas vamos lá, que daqui a pouco os livros acumulam!
O Grande Mentecapto é um livro muito divertido e engraçado! Não imaginava que ele fosse ser do formato que é, pois o narrador é um intruso que fica o tempo todo conversando com o leitor, justificando as suas escolhas na hora de contar a história. Por vezes ele pula alguns causos e se detém por mais tempo em outros, o que ele explica por vezes como sendo necessário por conta da falta de fontes de informação sobre o personagem principal, que obviamente é tratado como sendo real e que o tal narrador precisou fazer uma grande pesquisa de campo para escrever o livro. Para mim, que adoro esse tipo de brincadeira, já valeu a leitura, e adorei todas as piadinhas feitas às custas do narrador.
Fora isso, as histórias contadas beiram o nonsense, mas com um tempero bem brasileiro, o que eu também curto, então não é nenhuma surpresa se eu disser que amei o livro e que o devorei rapidamente (só a resenha é que demorou mesmo). O personagem principal, o tal Mentecapto, realmente faz jus ao seu nome (segundo o Aurélio: adj. Que perdeu o uso da razão; alienado, louco, idiota.), e a lista de demais alcunhas do personagem (e como elas foram obtidas) é uma das atrações da narrativa.
Fernando Sabino é um apaixonado pela sua terra, pois O Grande Mentecapto é uma descrição deliciosa de Minas Gerais, com direito a coisas boas e ruins, senão não ficaria no Brasil, não é mesmo? As descrições da paisagem, dos tipos mineiros mais comuns e a forma como os mineiros viviam na primeira metade do século XX são muito gostosas de ler.
Agora uma curiosidade sobre o livro: o autor demorou mais de 20 anos para escrever a obra, que começou a ser escrita ainda no início da sua carreira, porém ele a deixou de lado por muitos anos, até que uma amiga o convenceu a terminar o romance, que, apesar disso, ficou tão bom que ganhou o Prêmio Jabuti quando foi lançado. E foi merecido!
Nota 9
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O menino no espelho
SPOILER FREE
Salve a literatura nacional! Depois de um janeiro equilibrado entre lixo e diamantes, fevereiro começou muito bem! Eu já curto as crônicas do Fernando Sabino há muitos anos, mas confesso que nunca tinha lido nenhum romance dele, e resolvi escolher o mês de livros que nos fazem rir para estrear um!
"O menino no espelho" não chegou a me fazer gargalhar, mas juro que fiquei o tempo inteiro com um sorriso no rosto. As aventuras do menino Fernando são simplesmente deliciosas! Não só me fizeram lembrar das histórias da infância do meu pai, como me fizeram pensar em como antigamente a vida era mais simples, e era mais fácil ser criança e se divertir, nem que fosse apenas na sua imaginação. E como Fernando tinha imaginação de sobra!
O livro é mas não é um romance, se parece mais com uma coleção de histórias de um menino muito levado, mas de bom coração, que se mete em diversas encrencas, às vezes muito reais, outras puramente imaginadas, mas não menos emocionantes por causa disso. É uma grande visita à infância realmente inocente, onde o importante é simplesmente brincar e se divertir. Um presente da meninice da primeira metade do século XX para todos os atolados na correria do século XXI.
Vale cada segundo de leitura! Pena que dura tão pouco... como a nossa infância.
Nota 9
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