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sábado, 16 de junho de 2018

Muhammad's Wives

 
 
SPOILER FREE

Depois de ler alguns livros esse ano relacionados a história do mundo árabe e do islamismo, fiquei curiosa com relação às esposas de Maomé. Pelo o que pude perceber, as histórias delas são dignas de novela mexicana!

Se eu bem me lembro, esse livro ou estava numa lista bibliográfica de algum dos livros que eu li, ou ele apareceu como sugestão quando fui buscar alguma outra referência, e ele estava baratinho. Não preciso dizer mais nada, não é mesmo?

O livro, infelizmente, não era tudo o que eu estava esperando.

Primeiramente ele é muito curto, tem apenas 40 páginas, o que quer dizer que as informações contidas neles são resumidas ao máximo. Uma das esposas chega a ter apenas dois parágrafos destinados a ela.

Segundo, o que de certa forma deriva do primeiro, o livro é tão superficial, que não contem nem um parágrafo para as esposas cujos status do relacionamento são contestados (em específico uma copta e uma judia), e que dependendo da fonte elas são consideradas concubinas e não esposas.

E pior, não tem as histórias dignas de novela... apenas as mais conhecidas e imprescindíveis para se conhecer o básico de cada esposa.

Mas, para quem não sabe nada e para uso de referência é interessante.

Outra limitação é que o livro foi escrito por uma muçulmana bastante devota, o que é interessante por um lado, mas por outro ela acaba por fazer uso do texto para fazer propaganda. Nada contra, mas podia ser mais discreta, né?


Nota 7.

domingo, 10 de junho de 2018

No God But God: The Origins, Evolution and Future of Islam


SPOILER FREE

O autor Reza Aslan é mais conhecido no Brasil por conta do livro Zelota, que trata da história de Jesus. Mas nos EUA ele é mais conhecido por suas obras sobre história geral das religiões, e em especial o Islã, visto que ele é iraniano e muçulmano.

Resolvi ler esse livro como uma espécie de complemento ao livro da Karen Armstrong, e nesse sentido posso dizer que consegui o meu objetivo. O livro da Karen é mais completo historicamente falando, pois cobre com uma quantidade razoavelmente constante de detalhes os quase 13 séculos de história do islamismo, enquanto o livro do Reza Aslan é mais profundo em suas explicações teológicas, enquanto não trata de toda a história da religião.

Os estilos também são bem diferentes, a Karen é mais acadêmica, seu texto pode ser bem distante e frio, enquanto o Reza gosta de incluir os seus sentimentos e experiências para ilustrar o que ele quer dizer, o que torna a leitura um tanto quanto diferente.

Pesa bastante o fato do autor ser muçulmano e falar árabe, isso faz com que a sua tradução de trechos do Corão e de outros livros árabes tenha uma maior probabilidade de estar mais corretas do que se vê por aí (existem umas traduções do árabe que só Allah salva), além do torná-lo mais simpático ao assunto e com muito mais propriedade para falar sobre ele. As suas dicas de melhores traduções de textos clássicos são valiosas!
O que foi negativo para mim no livro é que um: o autor realmente não trata toda a história do Islã como eu esperava; dois: eu entendo que ele queira fazer diversos paralelos entre diferentes momentos históricos, mas a forma como ele escolheu fazer isso muitas vezes é um tanto quanto confusa, poderia ter ficado melhor; e três: na edição para kindle que eu comprei não aparecem links para as notas que existem no final do livro, quando cheguei no final e as descobri lá foi difícil de conectar os seus conteúdos com o que eu já havia lido.

Minhas questões à parte, o livro é muito bom e esclarecedor. É uma pena que ainda não tenha sido traduzido para o português, porque é uma excelente fonte de informação. Sinto que faltam muitos livros a serem traduzidos no Brasil sobre o Islã, não é a toa que as pessoas por aqui ficam perdidas no assunto.

Nota 8,5.

domingo, 20 de maio de 2018

Islam: A Short History



SPOILER FREE

Nas minhas pesquisas sobre o Oriente Médio acabei por descobrir essa autora, Karen Armstrong, que escreve muito sobre o desenvolvimento das três religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo). Andei conseguindo algumas das suas obras para kindle, mas ainda não tinha conseguido parar para ler nada dela.

Esse livro em particular, tem como objetivo contar de forma bastante sucinta a história do Islã, desde a revelação do Corão a Maomé até a primeira guerra no Iraque (aquela com o Kuwait). Como a edição que eu comprei tem uma revisão, no final a autora acrescentou um epílogo que fala sobre o 11 de setembro, o que achei muito interessante e particularmente bem colocado dentro do contexto do livro.

O livro em si é até curtinho, tem apenas umas 300 páginas, o que mostra o trabalho de concisão que a autora precisou fazer. A contrapartida disso é que realmente ela não teve como se aprofundar em absolutamente nada. Levando isso em consideração, o livro é maravilhosamente bem escrito e profundo dentro do possível.

O que achei mais interessante no trabalho da Karen Armstrong é a sua capacidade empática de se colocar no lugar do outro, e assim escrever sobre o pensamento islâmico e sua história de forma tão sincera. Percebe-se que há um esforço para quebrar preconceitos, mal entendidos e desinformação acerca do islamismo. Bravo Karen!

Um dos melhores livros que já li sobre o assunto. Simples assim. O único pecado é a pouca profundidade, mas entendo que esse era o objetivo da obra, então, não posso reclamar.

Recomendo para todos.

Nota 10.

Nine Parts of Desire: The Hidden World of Islamic Women - Nove Partes do Desejo - O Mundo Secreto das Mulheres Islâmicas



SPOILER FREE

Virei fã da Geraldine Brooks quando li As Memórias do Livro, um livro indicado pela minha sogra. E como eu gostei muito, ela ainda me deu de presente essa preciosidade. Como esse seria um livro que eu precisaria fazer diversas anotações e apontamentos, e somando a minha campanha de trocar meus livros físicos por livros digitais (campanha ainda em andamento e de sucesso limitado por questões de amor por livros), acabei por conseguir uma versão em kindle com o texto original em inglês (vide a capa original acima).

Logo, percebe-se que esse foi um livro que já estava na minha lista de leituras há algum tempo, o que é muito normal, mas eu leio tentando diminuir a lista, que só aumenta (novamente a questão de amor por livros). De qualquer forma, finalmente ele entrou em pauta, e novamente não me arrependi de ler Geraldine Brooks.

Além de autora de romances, Geraldine foi durante muitos anos uma repórter que trabalhou exclusivamente com Oriente Médio, morando em diversos países árabes com seu marido, um judeu. Nove partes do desejo é um grande levantamento de tudo o que ela viveu e experienciou durante os anos de estadia em países como Irã, Marrocos, Iraque, Arábia Saudita e Egito.

Levando em consideração que ela é judia (por conversão por conta do casamento), eu confesso que fiquei positivamente surpresa com suas leituras e posicionamentos relativamente sem preconceito (não são 100% livres de preconceito não, preciso apontar). Por questões culturais locais, ela acabou por se relacionar muito mais com as mulheres nesses lugares, e a vida feminina no mundo árabe acabou por se tornar o seu tema principal de trabalho, o que a torna uma das poucas jornalistas que tratam especificamente desse assunto.

Dessa forma, o livro é maravilhosamente rico em informação sobre como as mulheres árabes vivem, sem fantasias orientalistas. Sendo necessário lembrar apenas que esse livro foi lançado no meio da década de 90, e alguma coisa certamente já mudou desde então, enquanto outros temas do livro parecem absolutamente contemporâneos, como a questão da permissão para mulheres sauditas dirigirem.

Fora a questão puramente jornalística, que é muito boa no livro, Geraldine inclui no seu texto diversas críticas relacionadas à questão das mulheres no mundo islâmico. Na maior parte das vezes suas críticas são feitas de forma muito construtiva e até justa. Mas infelizmente é aí que de vez em quando seu posicionamento pode se tornar um tanto quanto preconceituoso, e é necessário que o leitor exerça um certo grau de cuidado na leitura, para acabar não repetindo alguns exageros.

No geral, é um livro absolutamente maravilhoso e uma excelente fonte de informação e até mesmo de quebra de alguns paradigmas. Recomendo. E pretendo ler mais da autora.

Nota 9.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A leitora do Alcorão



SPOILER FREE

Esse livro foi uma indicação da minha professora de árabe, e eu estava super animada com ele, não só pelo conteúdo prometer ser interessante, mas também pelo fato da autora ser escritora profissional.

Digo isso porque o livro é uma autobiografia de uma norte americana, que após os atentados de 11 de setembro, chegou à conclusão que ela queria ser muçulmana e resolveu se converter, além de ir morar no Cairo, no Egito. Como narrativa, é extremamente interessante, mas por ser uma autobiografia sempre corre o risco de ser um "Marley e eu" da vida, uma ótima história, mas escrita por alguém que teria feito melhor ao contratar um ghost writer. Daí a expectativa aumentar ainda mais, pois Willow Wilson é autora de diversos livros de ficção, alguns inclusive de temática oriental.

Na hora do vamos ver, o livro é realmente interessante, a história dessa americana é algo realmente surpreendente, e ela desfia fatos e explicações sobre o islamismo que não costumam ser bem difundidos, o que torna o seu trabalho de interesse geral. Em compensação, é uma autobiografia, e as pessoas normalmente não conseguem ser muito objetivas ou até mesmo muito organizadas quando estão tratando de suas próprias lembranças (lembro dos problemas da autobiografia da Isadora Duncan).

Em outras palavras, o livro muitas vezes é meio confuso. A narrativa não é exatamente linear, indo e voltando no tempo algumas vezes, de uma forma que lembra o fluxo de pensamentos ou memórias, mas como a gente faz na nossa cabeça, isto é, sem avisar ao leitor que não está mais sendo tratado o mesmo episódio, e nem mesmo a mesma época. Dessa forma, o corte na leitura ficou muitas vezes um pouco abrupto, lembrando mais um roteiro de cinema ou televisão do que um livro. Aliás, esse é um problema que tenho encontrado com frequência em muitos autores contemporâneos, especialmente os americanos, imagino se isso se deve a um excesso de contato com essa mídia ou se os leitores mais jovens já esperam algo assim, algo como "um programa de televisão escrito". Pessoalmente, eu não curto esse tipo de abordagem, acho que ela é da mídia audiovisual, mas não funciona bem na literatura, precisando de uma adaptação para que as trocas de momentos sejam percebidas por palavras ao invés de uma imagem.

Apesar desse problema, lá pelo meio do livro você começa a se acostumar com o estilo, e a leitura passa a fluir melhor, e, assim, dá para apreciar mais a história de vida da Willow, que é, sem sombra de dúvida, extremamente interessante.

Nota 8.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Respected Sir






SPOILER FREE

Para quem segue o meu blog há algum tempo já deve ter reparado que eu tenho uma queda pelo autor e prêmio Nobel do Egito Naguib Mahfouz. E sim, minha coleção de livros dele é bem grande, mas ainda está longe de cobrir toda a sua obra, que é imensa.

Como eu mencionei anteriormente, na resenha de The Voice of Egypt, em setembro eu precisava ler um livro sobre história de um derterminado período e um romance do mesmo período, e resolvi aproveitar para ler mais um livro do Naguib Mahfouz. Porque tudo é desculpa para ler esse grande mestre.

"Respected Sir" não é a obra prima do autor egípcio, mas isso não o torna menos interessante. O livro narra a história de um funcionário público egípcio nascido de uma camada baixa da população cairota que tem como grande sonho da sua vida virar Diretor Geral numa época que podemos estimar como uma das revoluções no Egito do século XX (antes de 70), e não deixa de ser uma alegoria muito interessante para a condição de qualquer ser humano com excesso de ambição. O livro retrata de forma magistral como alguém pode levar um objetivo na vida como algo próximo à devoção religiosa, e faz uma descrição extremamente real de diversos problemas e situações comuns na sociedade egípcia (e em outros lugares também! não vamos nos enganar).

Para quem curte o autor é um prato cheio, para quem gosta de ler sobre a sociedade egípcia também. Inclusive o ar desse livro me lembrou um pouco a sensação que tive ao ler Todos os nomes do Saramago, só que com mais ironia com relação ao aspecto religioso que as pessoas são capazes de colocar no seu dia a dia e nos seus objetivos de vida. Aliás, esses dois autores tem algumas características em comum interessantes, especialmente em alguns livros do escritor egípcio, onde Naguib tenta captar as motivações humanas por trás da sociedade onde ele viveu sem se ater à narrativa realista que o fez célebre com a Trilogia do Cairo. Fico muito triste quando vejo que tão pouca coisa dele foi traduzida para o português, sua riquíssima obra merece mais atenção. E quem tiver a oportunidade de ler mais desse autor nas traduções em inglês ou francês eu recomendo muitíssimo.

Nota 9,5.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Uma História dos Povos Árabes



SPOILER FREE

Então, esse é um livro que ficou muito tempo na minha estante esperando a sua vez. Confesso que as suas mais de 650 páginas e a promessa de ser um livro muito denso, pesado, cheio de informações e notas de rodapé me assustaram e eu fiquei um bom tempo empurrando a sua leitura com a barriga. Mas como esse ano começou bem, e em menos de duas semanas eu já tinha lido 4 livros, achei que podia me dar o luxo de fazer uma leitura mais longa: levou exatamente uma semana. Claro que só consegui lê-lo nessa velocidade porque me coloquei o desafio de ler 100 páginas dele por dia, e teve um dia que simplesmente eu não li nada por motivo de show e dor de garganta maiores.

O limite de 100 páginas também foi importante porque a leitura desse livro deve realmente ser feita devagar. A tal promessa de ser um livro muito denso, pesado, cheio de informações e notas (não de rodapé, mas no final do livro) se cumpriu e a leitura leva mesmo algum tempo. Ainda por cima, como o autor se propôs a falar de um assunto absurdamente vasto ele precisa ser econômico. É claro que ele explica algumas palavras e conceitos (palavras em árabe!), mas quando ele precisa se referir novamente a eles ele não se repete, senão o livro não acabaria nunca! Então eu me peguei diversas vezes tendo de parar, lembrar o que significa aquilo que ele estava falando, de onde era exatamente a dinastia mencionada (e de preferência a época também), e só então continuar a leitura.

Talvez para quem não se interesse pelo assunto o livro se revele chato e massante, mas como eu estava ávida para entender mais sobre a formação dos países árabes e seus "primos" (mais especificamente os turcos e persas), a leitura foi bem mais leve e tranquila do que eu supunha. E gente, valeu a pena todo o esforço. Albert Hourani realmente conseguiu traçar uma linha geral muito bem explicada de toda a história dos países árabes, desde a conquista de Maomé e os Califas (século VI, VII) até a década de 80 do século XX, explicando como os povos árabes e o islamismo fizeram parte da formação histórica desde o Paquistão, passando por todo Oriente Médio, norte da África até a Espanha Andaluza. Ufa! É muita coisa mesmo. Parando para pensar nem sei como ele conseguiu.

Claro que um trabalho hercúleo desses precisa ter limites, por isso ele não chega a se aprofundar em nenhuma época ou lugar muito específicos, para isso é melhor procurar uma leitura mais, adivinha, específica, mas para ter um entendimento geral o livro é mais do que perfeito. E quando eu digo geral é geral mesmo! Incluindo uma quantidade enorme de campos como política, cultura e religião. Para quem, como eu, já leu muita literatura árabe, é interessante ver como Hourani explica a formação de todo um universo e forma de pensar, e o fato de ter lido esse livro aqui ajudou muitíssimo, fiquei ainda mais fã de Ibn Khaldun.

Recomendo demais.

Nota 10.

domingo, 28 de abril de 2013

O Mundo Falava Árabe


SPOILER FREE

Estou numa fase muito interessante nas minhas leituras, descobrindo diversos livros diferentes... esse livro em particular eu comprei na minha primeira visita a nova Livraria Cultura no centro do Rio de Janeiro porque não consegui resistir. Primeiro porque é um livro escrito em português sobre um tema que ninguém escreve em português, segundo porque trata de uma fase muito interessante do mundo árabe, o início da decadência do grande império muçulmano que dominou o mediterrâneo (mais especificamente o sul da Espanha), que foi seguido de outro grande império muçulmano: o Otomano.

A origem da obra de Beatriz Bissio, como se pode perceber pelo tema, é na verdade uma tese de doutorado sobre como os árabes se relacionavam com o espaço e o seu significado para eles nessa época. Para tal, a autora lança mão dos seus estudos sobre duas grandes importantes figuras dos séculos XIII e XIV do mundo árabe: o historiador e embaixador Ibn Khaldun (alguns dizem que foi um dos criadores dos fundamentos da história moderna, e também de alguns fundamentos da sociologia moderna), e o viajante, praticamente de profissão, Ibn Battuta, que conseguiu viajar por uma distância 3 vezes maior do que Marco Polo, sem sair do domínio islâmico! E claro, escreveu um grande "diário" com as suas peripécias, que  duraram uns 30 anos. (o diário está entre aspas porque 1- foi escrito de uma vez e não ao longo da sua vida, e 2- porque na verdade ele ditou as suas experiências para um poeta (!!!!) colocar no papel para ele)

O livro é dividido em 7 capítulos que tratam de partes específicas do tema. Os três primeiros são mais genéricos e abordam a história em geral da época para situar o leitor, enquanto os quatro últimos tratam mais especificamente da obra dos dois autores estudados e analisa mais esmiuçadamente a questão do muçulmano (ela vai além do árabe, pois os muçulmanos se vêem como uma só nação nessa época, sem distinção de origem) com a organização do espaço, com a civilização e a sua própria história até então.

A leitura, apesar de densa em alguns momentos, é bem mais leve do que eu supunha, e o tema é definitivamente fascinante. Podemos aprender muito no livro da Beatriz Bissio sobre como os árabes se vêem e se relacionam com o mundo e com os outros, e claro, aprendemos coisas interessantíssimas como a quantidade bizarra de palavras em árabe que podem ser usadas para descrever o deserto. Além de aprender que os grandes responsáveis pelo fato das grandes obras escritas clássicas gregas só chegaram na Europa, e nos dias de hoje, por conta dos árabes! Também aprendemos que sem a influência árabe e o seu grande centro de estudos e de cultura e filosofia em Córdoba, a Europa não teria acesso às obras e pensamentos que deram origem ao Renascimento. E relembramos que essa influência foi muito maior do que paramos para imaginar, pois afinal, eles dominaram por 7 séculos essa região!

E tudo isso com um monte de mapinhas explicativos!

Para quem curte o tema e uma leitura um pouco mais densa mas agradável, fica a dica!

Nota 9.