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domingo, 29 de setembro de 2019

Kissing Ted Callahan (and Other Guys)



SPOILER FREE

Apesar dos problemas que são inescapáveis em histórias adolescentes, preciso confessar que curto esse tipo de livro. Às vezes eu até encontro um muito acima média e onde os problemas tradicionais simplesmente não fazem diferença, e preciso começar essa resenha dizendo que Kissing Ted Callahan (and Other Guys) é uma dessas pérolas.

A autora americana Amy Spalding traz a história de Riley, uma baterista de 16 anos que descobre junto com seu amigo e colega de banda Reid, que os outros dois membros da banda, Lucy e Nathan, sendo que Lucy é sua melhor amiga, estão se pegando. O flagra acaba por gerar alguns conflitos para Riley e Reid, que resolvem unir forças para não serem mais os únicos celibatários da banda.

E é aí que a coisa já começa de forma interessante. Primeiro que Riley e Reid são amigos de verdade, e eles resolvem se ajudar a conseguir conquistar outros adolescentes através de trocas de experiências e dicas num caderno. Reid está topando quase qualquer coisa que tenha XX no seu DNA, enquanto Riley resolve focar no seu crush Ted Callahan. O problema, além de Riley considerar Ted inalcançável, é que ela descobre que outros adolescentes também são interessantes, e quem diz que ela precisa só do Ted?

De forma geral, o livro é uma leitura leve e extremamente divertida. Riley é uma das melhores personagens que já li, e suas aventuras são simplesmente maravilhosas. E o livro consegue escapar de diversos problemas, como misoginia, slutshaming, machismo e excesso de drama. 

Gostei tanto que nem esperei para pegar logo o livro seguinte, que não é uma continuação,  Kissing Ted Callahan (and Other Guys) pode ser lido sozinho e funciona muito bem assim.

Espero apenas que a autora amplie o leque de elogios que eu posso fazer aos seus textos, incluindo mais personagens de outras etnias e LGBT, se ela seguir nesse caminho vai ser ainda mais maravilhosa.

Nota 9.

Grand Bal du Printemps/Charmes de Londres



SPOILER FREE

Quem segue o meu blog sabe que eu leio poesia com alguma frequência, e que tenho uma paixão pelo autor francês Jacques Prévert.

Prévert é um desses autores que eu preciso ter sempre a mão, porque seus textos simplesmente me fazem bem. E apesar de não ter tantas traduções assim para o português, eu consigo lê-lo no original, o que torna a experiência muito mais interessante.

Prévert é um autor excêntrico. Seus livros de poesia muitas vezes são intercalados por textos supostamente de outros autores, como uma piada interna. Outras vezes os livros possuem imagens feitas pelo autor ou em colaboração com diversos outros artistas, porque Jacques Prévert trabalhou com muita gente diferente ao longo da sua carreira, além de se de embrenhar em diversas linhas artísticas distintas.

Algumas de suas poesias e textos têm um quê mais irreverente e um tanto quanto nonsense, enquanto outros trabalhos são focados em críticas sociais bastante duras, em especial com relação a pobreza, guerra, colonialismo e status social.

Os dois livros reunidos nesse volume da Folio que consegui não são muito diferentes disso. Ainda bem.

Tanto Grand Bal du Printemps quanto Charmes de Londres seguem as características marcantes do autor, que no fundo é a razão pela qual gosto dele. Então, para mim não há a menor dúvida:

Nota 10.

Zami: A New Spelling of My Name



SPOILER FREE

O tema do Desafio Literário Popoca de setembro é um livro que tenha sido lançado no ano que você nasceu, e eu posso dizer que fui bastante feliz com esse tema. 

Um dos livros lançados em 1982 é a autobiografia da ativista negra, lésbica, poetiza, filha de imigrantes caribenhos e uma das pioneiras nas definições que criariam o feminismo intersecional Audre Lorde. A autora americana têm diversos livros lançados, entre livros de poesia, livros de textos militantes e autobiografias, mas Zami é o primeiro que tive o privilégio de ler.

Infelizmente a autora é muito difícil de encontrar traduzida para o português, o que é uma pena, e mostra o quão atrasados estamos em algumas coisas, afinal, a autora nasceu em 1934 e começou a publicar ainda na década de 60.

Em Zami, Audre Lorde narra como foi a sua infância com seus pais imigrantes, e como era ser considerada cega, porque Audre tinha uma miopia tão forte que ela era considerada legalmente cega e mesmo com óculos tinha muita dificuldade de ver. Sua mãe conseguia passar por branca, mas seu pai, ela e suas irmãs, não. O racismo vivenciado em sua infância por sua família é algo que marca muito a sua escrita de forma geral, e em especial a primeira parte de Zami.

Mais tarde, além de negra, a autora se descobre lésbica, o que causa uma outra gama totalmente diferente de problemas e preconceitos. Como a cena lésbica na sua adolescência e início da fase adulta não era lá muito abrangente, Audre se envolve com diversas mulheres com muitas histórias diferentes, e muitas delas são brancas, o que a faz começar a pensar nas diferenças de preconceitos que ela e suas amantes brancas sofrem.

O livro cobre a vida de Audre Lorde até meados dos anos 50, antes dela começar a publicar suas poesias, e, a própria autora adverte que se trata de uma biomitografia, o que pode dar certas liberdades à autora com relação a veracidade daquilo que ela nos apresenta.

Mas o importante no texto de Audre definitivamente não é a veracidade dos acontecimentos, mas sim o retrato que ela nos mostra de uma época, além das reflexões e pensamentos que mais tarde iriam fomentar todo o seu ativismo. E nisso, Zami é um prato cheio, delicioso de ler. Apesar de ser um livro obviamente pesado, vale a pena cada palavra.

Nota 10.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Sin and Ink (Sweetest Taboo #1)



SPOILER FREE

Quem segue o blog já percebeu que eu realmente gostei do estilo da escritora Naima Simone. E como literatura erótica costuma ser barata, confesso que minha biblioteca do gênero cresceu nos últimos tempos, e que Naima Simone tem muitos títulos nela.

Essa série, Sweetest Taboo, segue o esperado, cada volume fala de um homem diferente num determinado grupo, mas como esse é o primeiro volume, até agora todas as personagens são novidade. O lance é que nessa série, a autora trata de temas considerados de alguma forma tabu. Nesse volume o tabu é se apaixonar pelo irmão do seu marido morto.

Considerando que o marido já não está mais em cena, nem achei o tabu essa coisa toda, mas certamente Naima fez os personagens criarem uma senhora tempestade em torno do assunto. Nesse sentido, o livro é recheado de pensamentos torturantes e as personagens quase morrem de culpa. O que equilibra a situação, e torna a leitura mais interessante, é que a autora sabe escrever sexo. Quando eu ia ficando de saco cheio do drama vinha uma bela cena e eu me sentia melhor.

Outra questão positiva, é que dentro do gênero é infelizmente muito comum coisas machistas serem descritas como românticas, e certamente não é esse o caso na maioria dos livros de Naima. Knox e Eve tem um relacionamento bastante saudável nesse sentido, e rola todo um respeito e uma tentativa de um ajudar o outro sem querer dominar que é raro de ver nos livros. 

Não é a toa que tenho lido tanto Naima Simone. Sugiro fortemente para quem curte o gênero.

Nota 8.

How to Wake an Undead City (The Beginner's Guide to Necromancy #6)



SPOILER FREE

Depois de cinco livros torcendo para que pelo menos o final da história fosse satisfatório, finalmente cheguei no último livro da série The Beginner's Guide to Necromancy.

Confesso que quando peguei o sexto livro, eu já não tinha muitas esperanças da história acabar aqui, e fiquei muito, mas muito feliz, de descobrir que sim. Apesar de que ainda será lançada uma novela com um epílogo mais caprichado, e que Hailey Edwards já iniciou uma nova série que continua onde essa termina, mas com foco em outras personagens. Vou tentar não focar na nova série, porque ela já me irritou antes mesmo de eu ler, o que na verdade não pretendo fazer.

Depois de tudo o que aconteceu até esse momento em The Beginner's Guide to Necromancy, o final foi acima da média da série, mas não necessariamente ele é satisfatório. O básico dos problemas realmente foram finalizados, e aquele ar de felizes para sempre não é exatamente ruim, nem é longe do que eu esperava, para ser sincera.

O problema não é nem o fim, mas toda a construção para chegar ali e as coisas fazerem sentido. A série como um todo tem diversos problemas e enrolações que não têm como não influenciar no final, mesmo com um final mais bem escrito.

Um dos problemas é que a sociedade dos necromantes é descrita como matriarcal, e a isso se soma o fato de que a religião deles é centrada numa deusa (não vou tecer comentários sobre a escolha dessa deusa). A ideia em si é muito legal, e certamente torna a leitura interessante. Porém, se a autora não martelasse a descrição da sociedade como matriarcal, essa informação jamais seria óbvia, porque as personagens não se comportam como se vivessem numa sociedade matriarcal.

E é esse tipo de problema que assola a série como um todo. Por exemplo, o nível de poder que pode ser utilizado pelos necromantes parece oscilar ao longo da narrativa, e o poder relativo dos vampiros também. Em diversos momentos eu fiquei me perguntando porque os necromantes ainda eram supremos nessa sociedade se os vampiros me pareciam tão mais poderosos. Esse é o tipo de questionamento que acaba por desmontar o mundo onde a história se passa, e daí vem o poder da autora na narrativa, que se utiliza de descrições sumárias para afirmar coisas que não transparecem no enredo.

No fundo é uma pena, porque as ideias são muito boas, mas a realização deixa muito a desejar.

Nota 7 para o sexto livro e 5 para a série.

domingo, 15 de setembro de 2019

Os Trabalhos e as Noites



SPOILER FREE

Depois de ler meu primeiro livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik, me arrependi de não ter comprado logo de cara os dois únicos volumes disponíveis dela em português. Claro que corrigi esse erro logo depois de ter terminado Árvore de Diana.

Os Trabalhos e As Noites segue o mesmo cuidado da editora Relicário em Árvore de Diana, com belíssimos prefácio e posfácio, em uma edição muito bonita e bem trabalhada. Vale a leitura extra.

Alejandra Pizarnik tem um estilo muito interessante. Suas poesias são em geral curtas e bastante econômicas, não só na escolha das palavras, mas também nos temas, mas isso acaba por resultar num trabalho muito denso e intenso ao invés de puramente simples.

Pessoalmente, gostei muito dos seus livros, e minha única tristeza com isso é que eles acabam rápido demais, e o fato de não haver mais traduções me deixa com uma sensação de quero mais que não tem muita solução no momento. Até porque nem em Kindle tem muita coisa dela, pelo menos não em espanhol. 

Vou precisar reler para matar a vontade.

Nota 10.


Female Energy Awakening - O Despertar Da Energia Feminina



SPOILER FREE

Depois de ler o primeiro livro da Miranda Gray, Lua Vermelha, fiquei muito animada em ler seus outros trabalhos. Além disso, o seu trabalho energético com a Bênção Mundial do Útero é extremamente bonito.

Dessa forma, preciso dizer que sou fã dela, mas nada me impede de ser crítica onde devo ser. O Despertar Da Energia Feminina é um livro muito interessante para quem já leu a Lua Vermelha, e para quem realmente curte o trabalho da Miranda. E apesar do conteúdo do livro ser muito rico e interessante, em especial a última parte do livro, que tem um ciclo enorme de exercícios e meditações que cobrem todo o ciclo menstrual, ele sofre de um defeito: propaganda.

Se você não conhece o trabalho da Miranda, não comece com esse livro, ele vai te deixar com uma má impressão nesse sentido, porque ele é cheio de propaganda dos eventos dela. Não que os eventos não sejam bons ou legais, pelo contrário, acho todos o máximo. Mas, num livro, preciso dizer que ficou um tanto estranho para quem nunca entrou em contato.

Em outras palavras, é um livro para quem ou já leu Lua Vermelha, ou para quem participa dos eventos da Miranda. Se você não faz parte de nenhum desses grupos, leia Lua Vermelha ou participe de uma Bênção Mundial antes de pegar O Despertar Da Energia Feminina, vai ser mais interessante e a leitura mais proveitosa.

Só por causa disso, nota 9.

sábado, 7 de setembro de 2019

Promethea, Book Two



SPOILER FREE

Preciso confessar que enrolei para fazer essa resenha porque ela vai ser difícil. Por causa de diversos motivos, um deles é realmente fazer essa resenha sem nenhum spoiler, acho que nem deveria fazer essa promessa, mas vou tentar. Outro motivo é que ela não vai ser tão positiva quanto os fãs de Alan Moore e de Promethea esperam.

O segundo volume com seis capítulos da série Promethea traz a continuação da saga de Sofie e seu alter ego como Promethea. Depois de um primeiro volume cheio de ação e aventura, os próximos capítulos até começam animados, mas em seguida emendam numa fase de aprendizagem de Sofie/Promethea sobre magia, realidade vs imaginação e como os poderes da Promethea funcionam.

A parte esotérica e simbólica utilizada pelo Alan Moore tem lá uma base nos princípios clássicos dessas coisas. Mas o autor dá uma forçada aqui e ali, que fazem parte de qualquer ficção, então nem posso dizer nada. O que me incomodou nem foi isso, é a forma como Sofie/Promethea conseguem negociar com o mago para ele ensinar. Achei totalmente despropositado, não enobrece em nada as personagens, serviu pura e simplesmente para saciar o lado pervertido do autor. Olha! Sem spoiler!

Além de ficar extremamente incomodada com isso, a coletânea sofre com a quebra de ritmo entre as aventuras e os ensinamentos, porque quando eles começam parece que todo o resto para por muito, muito, muito tempo. Em outras palavras, a leitura fica lerda, e porque não dizer logo, chata.

A parte gráfica continua belíssima, mas sofre exatamente do mesmo problema do volume anterior, é uma personagem feminina que deveria ser muito empoderada, mas é claramente vista e apresentada de um ponto de vista exclusivamente masculino.

Em outras palavras, o segundo volume é bem pior que o primeiro. Confesso que fiquei triste ao perceber isso.

Nota 7,5.


domingo, 1 de setembro de 2019

The Brightsiders



SPOILER FREE

Esse é um dos livros mais pop de 2018 e finalmente ele saiu da estante! A autora australiana Jen Wilde tem feito sucesso com suas personagens jovens e abertamente LGBT, e The Brightsiders é só mais um exemplo do que ela tem feito.

Um dos pontos altos desse livro em particular, é que ele não tem nenhum personagem relevante que não faça parte da sigla LGBT, e só isso é incrível. E não, as personagens não são estereótipos ou clichês de nenhuma das letrinhas.

Em Brightsiders, Jen traz a história de Emmy King, uma adolescente prestes a completar 18 anos que precisa lidar não só com a fama (ela é baterista de uma banda famosa que chegou ao estrelado há pouco tempo), mas com os seus pais abusivos (fica o alerta para quem tem problemas com o tema), e com a sua bissexualidade.

Se você acha que isso já é problema demais para colocar num livro só, respira fundo, porque Jen Wilde ainda trabalha transfobia, bifobia, relacionamento abusivo (de pais e de namoradxs), empoderamento feminino e vício em drogas. É um prato cheio, beeeeeeem cheio.

Se por um lado o livro é de uma grande beleza, justamente pela forma com que a autora consegue lidar com todos esses temas tudo junto e misturado sem deixar a peteca cair no campo do preconceito. Por outro lado, Jen Wilde consegue a façanha de ser didática demais. O livro é explicadinho demais, e isso é o seu maior defeito.

Não há o menor espaço para reflexão do leitor, que é carregado o tempo inteiro para as conclusões que a autora quer que ele entenda. Em compensação, a escrita é bastante fluida e recheada de pequenos poemas que são as canções do grupo. 

E os personagens principais são fofos. 

Com pontos positivos e negativos que de alguma forma acabam por se equilibrar, e considerando a importância desse tipo de livro hoje em dia:

Nota 8,5.

Storm (Ashes & Embers #1) by



SPOILER FREE

Ainda na vibe de ler coisas que me façam me sentir menos mal, porque o mundo não está ajudando, resolvi voltar a ler algo que fosse mais picante, porque nem toda série young adult tem material desse tipo.

Esse livro estava no meu kindle há muito muito muito tempo. A premissa é interessante, uma mulher fica presa numa nevasca e um cara enorme e todo tatuado a ajuda e os dois passam um final de semana presos na pickup dele no meio da neve.

Até aí tudo muito interessante e cheio de promessas de coisas quentes que podem acontecer nesse cenário.

Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, você descobre que a personagem principal é chata, hipócrita, não perde tempo e parte direto para o slut shaming. O interesse romântico é interessante na descrição física, mas é possessivo ao extremo, não respeita os limites da personagem chata e é controlador.

E isso tudo mata todo o interesse da premissa da história.

Por mais que esse tenha sido o primeiro livro da autora Carian Cole, preciso dizer que não pretendo ler mais nada dela, a não ser que venha com resenhas muito maravilhosas e que indicam que ela superou esses problemas.

Nota 4.

How to Live an Undead Lie (The Beginner's Guide to Necromancy #5)



SPOILER FREE

Preciso confessar que quando comecei a ler o quinto livro da série The Beginner's Guide to Necromancy eu achava que esse era o último. Ou pelo menos era o último que eu já tinha comprado.

A leitura foi bem no estilo finalmente Hailey Edwards vai fechar as pontas soltas e acabar com a história. Só que... o livro não é o último da série. E sim, acabei comprando o livro seguinte, que eu já não tenho muitas esperanças de ser o último.

Se tivesse muito mais história para contar eu nem teria ficado chateada. E o quinto livro tem pontos altos muito interessantes, em especial entre Grier, Linus e Boaz. Porém, a autora se utiliza dos mesmos clichês dos livros anteriores para fazer o enredo andar, e esse tema repetitivo está começando a encher demais o saco.

Em outras palavras, está começando a parecer encheção de linguiça para ganhar mais dinheiro fazendo as pessoas comprarem  mais livros dentro da mesma série. E quem lê as minhas resenhas sabe que eu tenho ojeriza a essa prática, acho que é um truque barato de autores que na verdade não tem muito mais história pra contar, mas querem espremer mais dinheiro com o que eles conseguiram criar.

Dessa vez, Grier finalmente acorda pra vida com relação a Linus, porém, uma nova facada nas costas a aguarda de quem ela confiava. Pronto, é esse o resumo da história.

Por conta disso tudo, voltamos à nota 5.

How to Dance an Undead Waltz (The Beginner's Guide to Necromancy #4)



SPOILER FREE

Depois de uma melhora no terceiro volume da série The Beginner's Guide to Necromancy, a autora Hailey Edwards parece ter finalmente encontrado uma forma de tornar a história de Grier mais interessante.

No quarto livro da série, Grier agora precisa não apenas sobreviver ao seu coração partido (alguém achava que seria diferente?), mas também precisa sobreviver às diversas tentativas de assassinato e/ou captura. A lista de inimigos da necromante meio vampira só aumenta, e ela precisa aprender a navegar na sociedade que ela sempre detestou, e isso implica em muitas vezes ter de agir de forma diferente do que ela realmente gostaria.

Para sorte dela, Linus continua do seu lado, não apenas como professor de necromancia, mas, quem diria, como um verdadeiro amigo. E sendo obrigada a repensar suas amizades já há alguns livros, Grier está começando a enxergar melhor o seu pseudoprimo.

Hailey Edwards não é nenhuma grande escritora, e ela se apoia em clichês demais para o meu gosto, mas, ela está começando a acertar o tom para a série, o que torna a leitura mais agradável e interessante. Considerando que eu já tenho a série até o sexto volume é um grande alívio!

Nota 7.

How to Break an Undead Heart (The Beginner's Guide to Necromancy #3)



SPOILER FREE

E depois de dois primeiros volumes bem mais ou menos, finalmente a série The Beginner's Guide to Necromancy (sem tradução para o português) começa e ficar mais interessante!

Dessa vez, Hailey Edwards traz a continuação da história de Grier, a necromante que é uma mistura de necromante com vampiros (não pergunte), e como ela agora precisa abrir os olhos para quem está a sua volta que realmente é seu aliado ou não. Finalmente o romance parece estar rolando entre ela e seu amor desde criancinha, Boaz, mas algo estranho está acontecendo e ameaça esse sonho. 

Enquanto isso, Grier continua aprendendo sobre seus poderes com Linus, seu pseudoprimo, e ela finalmente começa a olhar para ele de verdade. Depois de tantos anos ele não é mais aquele menino tímido que ela mal percebia que estava na mesma mesa que ela. E Linus também tem as suas cartas nas mangas...

A leitura dessa série tem servido pelo menos de exercício ocular, porque é para revirar muito os olhos. Apesar da premissa ser muito interessante e o mundo criado pela autora é divertido de ler, a escrita tem lá os seus problemas. Os maiores envolvem a quantidade de clichês e o fato de que dá para saber de antemão o que vai acontecer, o que torna a leitura menos prazerosa.

Contudo, nesse volume, o enredo dá uma melhorada, ficando mais interessante e complexo. Dessa forma, é preciso dar uma ajustada na nota.

Nota 7.