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domingo, 15 de setembro de 2019

Os Trabalhos e as Noites



SPOILER FREE

Depois de ler meu primeiro livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik, me arrependi de não ter comprado logo de cara os dois únicos volumes disponíveis dela em português. Claro que corrigi esse erro logo depois de ter terminado Árvore de Diana.

Os Trabalhos e As Noites segue o mesmo cuidado da editora Relicário em Árvore de Diana, com belíssimos prefácio e posfácio, em uma edição muito bonita e bem trabalhada. Vale a leitura extra.

Alejandra Pizarnik tem um estilo muito interessante. Suas poesias são em geral curtas e bastante econômicas, não só na escolha das palavras, mas também nos temas, mas isso acaba por resultar num trabalho muito denso e intenso ao invés de puramente simples.

Pessoalmente, gostei muito dos seus livros, e minha única tristeza com isso é que eles acabam rápido demais, e o fato de não haver mais traduções me deixa com uma sensação de quero mais que não tem muita solução no momento. Até porque nem em Kindle tem muita coisa dela, pelo menos não em espanhol. 

Vou precisar reler para matar a vontade.

Nota 10.


Female Energy Awakening - O Despertar Da Energia Feminina



SPOILER FREE

Depois de ler o primeiro livro da Miranda Gray, Lua Vermelha, fiquei muito animada em ler seus outros trabalhos. Além disso, o seu trabalho energético com a Bênção Mundial do Útero é extremamente bonito.

Dessa forma, preciso dizer que sou fã dela, mas nada me impede de ser crítica onde devo ser. O Despertar Da Energia Feminina é um livro muito interessante para quem já leu a Lua Vermelha, e para quem realmente curte o trabalho da Miranda. E apesar do conteúdo do livro ser muito rico e interessante, em especial a última parte do livro, que tem um ciclo enorme de exercícios e meditações que cobrem todo o ciclo menstrual, ele sofre de um defeito: propaganda.

Se você não conhece o trabalho da Miranda, não comece com esse livro, ele vai te deixar com uma má impressão nesse sentido, porque ele é cheio de propaganda dos eventos dela. Não que os eventos não sejam bons ou legais, pelo contrário, acho todos o máximo. Mas, num livro, preciso dizer que ficou um tanto estranho para quem nunca entrou em contato.

Em outras palavras, é um livro para quem ou já leu Lua Vermelha, ou para quem participa dos eventos da Miranda. Se você não faz parte de nenhum desses grupos, leia Lua Vermelha ou participe de uma Bênção Mundial antes de pegar O Despertar Da Energia Feminina, vai ser mais interessante e a leitura mais proveitosa.

Só por causa disso, nota 9.

sábado, 7 de setembro de 2019

Promethea, Book Two



SPOILER FREE

Preciso confessar que enrolei para fazer essa resenha porque ela vai ser difícil. Por causa de diversos motivos, um deles é realmente fazer essa resenha sem nenhum spoiler, acho que nem deveria fazer essa promessa, mas vou tentar. Outro motivo é que ela não vai ser tão positiva quanto os fãs de Alan Moore e de Promethea esperam.

O segundo volume com seis capítulos da série Promethea traz a continuação da saga de Sofie e seu alter ego como Promethea. Depois de um primeiro volume cheio de ação e aventura, os próximos capítulos até começam animados, mas em seguida emendam numa fase de aprendizagem de Sofie/Promethea sobre magia, realidade vs imaginação e como os poderes da Promethea funcionam.

A parte esotérica e simbólica utilizada pelo Alan Moore tem lá uma base nos princípios clássicos dessas coisas. Mas o autor dá uma forçada aqui e ali, que fazem parte de qualquer ficção, então nem posso dizer nada. O que me incomodou nem foi isso, é a forma como Sofie/Promethea conseguem negociar com o mago para ele ensinar. Achei totalmente despropositado, não enobrece em nada as personagens, serviu pura e simplesmente para saciar o lado pervertido do autor. Olha! Sem spoiler!

Além de ficar extremamente incomodada com isso, a coletânea sofre com a quebra de ritmo entre as aventuras e os ensinamentos, porque quando eles começam parece que todo o resto para por muito, muito, muito tempo. Em outras palavras, a leitura fica lerda, e porque não dizer logo, chata.

A parte gráfica continua belíssima, mas sofre exatamente do mesmo problema do volume anterior, é uma personagem feminina que deveria ser muito empoderada, mas é claramente vista e apresentada de um ponto de vista exclusivamente masculino.

Em outras palavras, o segundo volume é bem pior que o primeiro. Confesso que fiquei triste ao perceber isso.

Nota 7,5.


domingo, 1 de setembro de 2019

The Brightsiders



SPOILER FREE

Esse é um dos livros mais pop de 2018 e finalmente ele saiu da estante! A autora australiana Jen Wilde tem feito sucesso com suas personagens jovens e abertamente LGBT, e The Brightsiders é só mais um exemplo do que ela tem feito.

Um dos pontos altos desse livro em particular, é que ele não tem nenhum personagem relevante que não faça parte da sigla LGBT, e só isso é incrível. E não, as personagens não são estereótipos ou clichês de nenhuma das letrinhas.

Em Brightsiders, Jen traz a história de Emmy King, uma adolescente prestes a completar 18 anos que precisa lidar não só com a fama (ela é baterista de uma banda famosa que chegou ao estrelado há pouco tempo), mas com os seus pais abusivos (fica o alerta para quem tem problemas com o tema), e com a sua bissexualidade.

Se você acha que isso já é problema demais para colocar num livro só, respira fundo, porque Jen Wilde ainda trabalha transfobia, bifobia, relacionamento abusivo (de pais e de namoradxs), empoderamento feminino e vício em drogas. É um prato cheio, beeeeeeem cheio.

Se por um lado o livro é de uma grande beleza, justamente pela forma com que a autora consegue lidar com todos esses temas tudo junto e misturado sem deixar a peteca cair no campo do preconceito. Por outro lado, Jen Wilde consegue a façanha de ser didática demais. O livro é explicadinho demais, e isso é o seu maior defeito.

Não há o menor espaço para reflexão do leitor, que é carregado o tempo inteiro para as conclusões que a autora quer que ele entenda. Em compensação, a escrita é bastante fluida e recheada de pequenos poemas que são as canções do grupo. 

E os personagens principais são fofos. 

Com pontos positivos e negativos que de alguma forma acabam por se equilibrar, e considerando a importância desse tipo de livro hoje em dia:

Nota 8,5.

Storm (Ashes & Embers #1) by



SPOILER FREE

Ainda na vibe de ler coisas que me façam me sentir menos mal, porque o mundo não está ajudando, resolvi voltar a ler algo que fosse mais picante, porque nem toda série young adult tem material desse tipo.

Esse livro estava no meu kindle há muito muito muito tempo. A premissa é interessante, uma mulher fica presa numa nevasca e um cara enorme e todo tatuado a ajuda e os dois passam um final de semana presos na pickup dele no meio da neve.

Até aí tudo muito interessante e cheio de promessas de coisas quentes que podem acontecer nesse cenário.

Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, você descobre que a personagem principal é chata, hipócrita, não perde tempo e parte direto para o slut shaming. O interesse romântico é interessante na descrição física, mas é possessivo ao extremo, não respeita os limites da personagem chata e é controlador.

E isso tudo mata todo o interesse da premissa da história.

Por mais que esse tenha sido o primeiro livro da autora Carian Cole, preciso dizer que não pretendo ler mais nada dela, a não ser que venha com resenhas muito maravilhosas e que indicam que ela superou esses problemas.

Nota 4.

How to Live an Undead Lie (The Beginner's Guide to Necromancy #5)



SPOILER FREE

Preciso confessar que quando comecei a ler o quinto livro da série The Beginner's Guide to Necromancy eu achava que esse era o último. Ou pelo menos era o último que eu já tinha comprado.

A leitura foi bem no estilo finalmente Hailey Edwards vai fechar as pontas soltas e acabar com a história. Só que... o livro não é o último da série. E sim, acabei comprando o livro seguinte, que eu já não tenho muitas esperanças de ser o último.

Se tivesse muito mais história para contar eu nem teria ficado chateada. E o quinto livro tem pontos altos muito interessantes, em especial entre Grier, Linus e Boaz. Porém, a autora se utiliza dos mesmos clichês dos livros anteriores para fazer o enredo andar, e esse tema repetitivo está começando a encher demais o saco.

Em outras palavras, está começando a parecer encheção de linguiça para ganhar mais dinheiro fazendo as pessoas comprarem  mais livros dentro da mesma série. E quem lê as minhas resenhas sabe que eu tenho ojeriza a essa prática, acho que é um truque barato de autores que na verdade não tem muito mais história pra contar, mas querem espremer mais dinheiro com o que eles conseguiram criar.

Dessa vez, Grier finalmente acorda pra vida com relação a Linus, porém, uma nova facada nas costas a aguarda de quem ela confiava. Pronto, é esse o resumo da história.

Por conta disso tudo, voltamos à nota 5.

How to Dance an Undead Waltz (The Beginner's Guide to Necromancy #4)



SPOILER FREE

Depois de uma melhora no terceiro volume da série The Beginner's Guide to Necromancy, a autora Hailey Edwards parece ter finalmente encontrado uma forma de tornar a história de Grier mais interessante.

No quarto livro da série, Grier agora precisa não apenas sobreviver ao seu coração partido (alguém achava que seria diferente?), mas também precisa sobreviver às diversas tentativas de assassinato e/ou captura. A lista de inimigos da necromante meio vampira só aumenta, e ela precisa aprender a navegar na sociedade que ela sempre detestou, e isso implica em muitas vezes ter de agir de forma diferente do que ela realmente gostaria.

Para sorte dela, Linus continua do seu lado, não apenas como professor de necromancia, mas, quem diria, como um verdadeiro amigo. E sendo obrigada a repensar suas amizades já há alguns livros, Grier está começando a enxergar melhor o seu pseudoprimo.

Hailey Edwards não é nenhuma grande escritora, e ela se apoia em clichês demais para o meu gosto, mas, ela está começando a acertar o tom para a série, o que torna a leitura mais agradável e interessante. Considerando que eu já tenho a série até o sexto volume é um grande alívio!

Nota 7.