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domingo, 19 de janeiro de 2020

Feline the Flames (The Firehouse Feline #2)



SPOILER FREE

Depois de um primeiro volume muito divertido, apesar dos problemas, as autoras Lacey Carter Andersen, L.A. Boruff e Laura Greenwood retomam a história de Callie, a jovem que vira um gato por conta de uma maldição e que está começando a se envolver com três bombeiros. Sim, três, é um reverse harem!

Como o primeiro livro é muito curto, o segundo também, e a proposta é não dar spoiler, não posso falar muito do enredo. Mas posso adiantar que continua muito divertido, com mais adrenalina que o volume anterior, e finalmente com o que todo leitor de literatura erótica quer.

Como também é uma história de aventura, entendo que não tenha tantas passagens calientes quanto eu gostaria, até porque não tem muitas páginas para isso. Apesar de que já li alguns young adults que tem mais sexo que Feline The Flames, o que é muito triste.

Mas, a história é divertida o suficiente para me manter como leitora, pelo menos por enquanto. Até porque o terceiro volume ainda não foi publicado. Ainda bem que os personagens masculinos são todos iguais, dá menos trabalho para lembrar quem é quando quando o livro sair.

Nota 8.


Feline The Heat (The Firehouse Feline #1)



SPOILER FREE


Quem segue o blog sabe que há algum tempo descobri um estilo de literatura erótica chamado reverse harem, que é exatamente o que o nome sugere. De vez em quando eu me aventuro buscando novos livros desse tipo, Feline The Heat foi um dos últimos que encontrei e que resolvi experimentar.

Escrito a três mãos pelas autoras Lacey Carter Andersen, L.A. Boruff e Laura Greenwood, o livro traz a história de Callie, uma jovem órfã que sempre teve dificuldades nos seus lares adotivos porque ela foi amaldiçoada quando criança. Por causa da maldição ela vira um gato nos momentos mais loucos e inapropriados. Manter seu segredo por tantos anos não só foi difícil como também a tornou uma criança e uma adolescente complicada.

Agora já uma jovem adulta, ela busca respostas de um mundo sobrenatural que faz de tudo para se manter escondido, atrás de alguma bruxa que possa remover a sua maldição e responder o que houve com os seus pais, que ela tem certeza que foram assassinados. Ao chegar numa nova cidade, sua forma felina resolve visitar com frequência os bombeiros locais, onde 3 homens acabam por se envolver com ela e tentam ajuda-la. Reverse harem, lembram?

Confesso que quando descobri que o livro era sobre uma mulher que vira um gato e se envolve com três bombeiros eu nem pensei duas vezes e comprei. Não me arrependo, o livro é muito divertido. Em termos de regras de magia e como o mundo funciona, ele é até bem escrito. Também, com 3 autoras para se vigiarem, não podia ter buracos óbvios, certo?

Diversão e cenas quentes à parte, meu problema com Feline The Heat é que os personagens masculinos parecem todos os mesmos, o que, pelo o que já li, é um problema comum em reverse harem. Outro problema é que o livro é curto demais, mais parece uma novela do que um livro, e como é uma série, que realmente é uma série com diversas continuações, nada de outro casal que conhece a galera dos livros anteriores, achei sacanagem dividirem a história para ganhar mais dinheiro.

E por fim, o pecado capital em literatura erótica: prometer e não cumprir o objetivo da literatura erótica.

Espero que lancem logo a coleção num volume só para justificar a compra e a leitura. Porque apesar dos diversos problemas, confesso que gostei do enredo e de Callie, e pretendo continuar lendo a série.

Nota 8.


sábado, 18 de janeiro de 2020

My Name on His Tongue: Poetry (Arab American Writing)



SPOILER FREE

Na minha eterna busca por livros de literatura árabe, por vezes me contento com autores de origem árabe que vivem ou nasceram em outros países. Laila Halaby nasceu nos EUA, mas seu pai é de origem árabe, o que a torna uma mestiça que sofre um preconceito especial desde setembro de 2001.

Nesse livro de poesias, Laila fala justamente disso, da sensação de não pertencer a lugar nenhum, e como sua vida mudou desde a queda do World Trade Center. Com um texto pungente e poderoso, ela evoca sensações, histórias e sentimentos de perda, tristeza, incompreensão, pertencimento e não pertencimento.

É sempre enriquecedor descobrir textos assim, especialmente quando a autora consegue fazer poemas soarem tão verdadeiros e sentidos.

Apesar desse volume em particular não ter recebido nenhum prêmio, Laila já ganhou diversos prêmios com outras obras, e a razão para isso transparece no seu trabalho em My Name on His Tongue.

Fica a dica para quem curte poesia, pois vale cada palavra.

Nota 10.

Undead Girl Gang



SPOILER FREE

Esse livro entrou na minha lista de leituras assim que foi publicado e fiquei sabendo que era sobre uma adolescente wiccan que resolve trazer sua melhor amiga de volta dos mortos para descobrir que a matou. Como passar por essa sinopse e não querer ler?

A história é contada do ponto de vista de Mila, uma adolescente gordinha e de origem latina, que tem como melhor e única amiga Riley, filha dos únicos agentes funerários da cidadezinha de Cross Creek. Além de inseparáveis, as duas são as únicas adolescentes wiccan da escola. Isto é, até Riley morrer, a terceira morte em menos de um mês no colégio.

Mila tem certeza que sua amiga, e as demais meninas, June e Dayton, foram assassinadas, e apesar dos conselhos contra da dona da única loja esotérica da cidade, ela resolve fazer um ritual de ressurreição. Que dá certo, talvez um pouco demais. Agora Mila precisa lidar com três adolescentes mortas vivas enquanto tenta descobrir quem as matou.

O livro é fofo. Não tem como não se apaixonar pelas personagens, tanto as vivas quanto as mortas. O mistério em si não é lá grandes coisas, o assassino me pareceu muito óbvio, apesar do esforço da autora Lily Anderson em disfarçar. Mas, a graça do livro não está no mistério, e sim nas descobertas de Mila sobre quem ela é e quem os outros realmente são. A melhor parte está justamente no seu amadurecimento. E de quebra, o texto em si é bom.

Undead Girl Gang não é nenhuma obra prima, mas é uma leitura leve, divertida e interessante. Vale a pena pegar para ler, apesar de ainda não ter sido traduzida para o português.

Nota 8,5.

Monstress, Vol. 4: The Chosen



SPOILER FREE

E no final de setembro de 2019 finalmente saiu o volume 4 de Monstress! Como o ano foi meio complicado, apesar de ter comprado no lançamento, demorei para conseguir pegar para ler.

Mas a espera valeu muito a pena! Sana Takeda continua com seu trabalho visual absolutamente perfeito em Monstress. Depois de ver tantas personagens femininas, finalmente alguns homens aparecem com jeito de que vão ficar por um certo tempo, e eles são tão maravilhosamente desenhados quanto as mulheres. Estou simplesmente apaixonada pelo trabalho dessa japonesa.

Mas Monstress não vive apenas do visual incrível, a autora americana Marjorie Liu sabe o que está fazendo. Todos os prêmios que os volumes anteriores de Monstress ganharam são muito merecidos. Marjorie criou um mundo com um viés matriarcal muito rico, interessante, cheio de violência, intriga e mitologias próprias. Suas personagens são apaixonantes, complexas e a história promete ir longe.

Já perdi as esperanças de ser uma série mais curta, acho que ficarei alguns anos sofrendo entre os lançamentos dos seus volumes. Mas se a cada lançamento eu puder ler algo tão bom quanto todos os volumes lançados até agora, vai valer a pena. O prazer de ler tantas personagens femininas maravilhosas, com direito a casamento real lésbico é indescritível.

Nota 10!

Em tempo, o terceiro volume já saiu em português (em Portugal, pela editora Saída de Emergência) com o título Refúgio, no Brasil a editora Pixel está lançando a série, mas até o momento só tem 2 volumes publicados.


Rat Queens vol 6



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no último volume que tenho de Rat Queens. Depois de vários altos e baixos, entendo porque as personagens fazem sucesso e têm um fandom tão grande e dedicado, mas, vou terminar a minha aventura nesse sexto volume.

Nessa coletânea temos uma história que une o passado de Braga e Orc Dave, que é uma aventura interessante e com muita adrenalina. Em paralelo, uma história mais focada em Dee vai se desenvolvendo, e que tinha muito potencial. Na verdade, os dois arcos são interessantes, mas, mal explorados e trabalhados de forma corrida e superficial.

Sabe aquela sensação de é só isso? Cadê o resto? Infelizmente esse é o gosto final de Rat Queens para mim.

No final desse volume tem também uma história especial, totalmente a parte de todas as histórias até aqui. Numa vibe futurista, as Queens são apresentadas como personagens de um mundo repleto de realidade virtual e seus poderes e características são adaptados para isso. E o visual também é completamente diferente.



Pessoalmente não me agradou. Não curti o visual, achei masculinizado demais, o que tira a graça original do grupo de RPG só de personagens femininas, voltando a ter cara de só mais um grupo de personagens guerreiros. Além disso, achei a história sem graça.

Na verdade é uma pena. Um conjunto muito bom de personagens com boas ideias, mas desperdiçado. Pretendo gastar meu tempo agora com outras leituras, foi interessante enquanto durou.

Nota 5.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Rat Queens vol 5



SPOILER FREE

Depois de três volumes muito bons, apesar de ter bastidores questionáveis, o volume 4 de Rat Queens não me deixou muito animada para ler a coletânea seguinte. Mas, como eu sou chata e gosto de reclamar com razão, li o volume 5.

A quinta coletânea de histórias das Rat Queens, grupo estilo RPG, mas 100% feminino e com bastante diversidade, foi exatamente tão ruim quanto eu esperava. Dessa vez a orc Braga, além das já conhecidas Hannah, uma elfa necromante, Violet, uma guerreira anã de um clã de ferreiros, Dee, uma sacerdotisa ateia originária de uma religião bizarra e Betty, uma espécie de hobbit ladina, não estão em histórias dignas de sua grandeza.

Foi muito triste constatar que a melhor parte desse volume é a primeira história, que conta o passado de Orc Dave, um personagem fofo que apareceu em diversos capítulos anteriores.

 
Outras histórias têm passagens interessantes, como as mudanças de traço quando as personagens estão doidonas com drogas ou quando falam de seu passado tão antigo que é como se fosse outra vida. Mas, o arco que liga esse quinto volume é simplesmente ruim. Resolvi ler o volume seguinte só pra saber se pelo menos terminava melhorzinho, porque, claro, termina de novo com um gancho.

Odeio livros com gancho no final.

Mas é quadrinhos, eu entendo, relevo e perdoo. Mas fica o aviso.

Se esse fosse o único defeito de Rat Queens vol 5 não teria problema. O problema, na verdade, é todo o resto. Achei uma pena, uma série tão legal e tão cheia de potencial sendo jogada na lama. Se você não quiser se decepcionar, fique apenas nos primeiros 3 volumes e seja feliz.

Nota 5.