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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

My True Love Gave To Me: Twelve Holiday Stories - O Presente do Meu Grande Amor: Doze Histórias de Natal

SPOILER FREE

Nessa época de fim de ano sempre gosto de ler livros temáticos! Dessa vez escolhi essa coletânea de contos (nem tão curtos assim) natalinos de diversos autores que estão na moda. Entre eles a Gayle Forman, que escreveu Se eu ficar, Jenny Han, autora de Para todos os garotos que já amei e Rainbow Rowel, autora de diversos livros de sucesso, como Eleanor & Park.

Apesar de eu ler esse tipo de coletânea com alguma frequência, tenho consciência de que elas funcionam como uma loteria literária, às vezes a gente se dá bem, às vezes se dá mal. E normalmente o resultado final é uma salada mista com altos e baixos.

Dessa vez, ganhei o grande prêmio. My true love gave to me é uma das coletâneas mais consistentes e de melhor qualidade que já li. Entre os seus doze contos não tem nenhum que eu possa dizer que achei ruim ou que não gostei. Uma raridade incrível.

Mas não posso garantir que todos irão concordar comigo. É preciso apontar que todos os autores dessa coletânea escrevem livros do gênero young adult e nem todos curtem, então, é preciso deixar clara a proposta desse volume.

E todas as histórias estão relacionadas ao Natal de alguma forma, algumas de forma mais literal e clássica, outras de forma tangencial ou até mesmo pagã. Mas todas as histórias são boas e divertidas de ler.

Para quem gosta do tema e do gênero, é um prato cheio que indico muitíssimo.

Nota 10.

sábado, 26 de maio de 2018

Where She Went (If I Stay #2) - Para onde ela foi



SPOILER FREE

Como o mês ainda não acabou e eu já tinha terminado o livro do tema do desafio literário, achei que era hora de colocar algumas continuações de livros que já li em dia.

O primeiro que eu estava de olho dessa lista (sim tenho uma lista de continuações para ler, triste, né?) era a continuação de "Se eu ficar". Depois de quase dois anos na minha wishlist da amazon, finalmente consegui o livro numa promoção!!! Juro que comemorei.

O primeiro livro da série é realmente fofo, e nele eu lembro vagamente de ter lido uns dois capítulos dessa continuação. Claro que precisei ler tudo de novo depois de dois anos e sei lá quantos livros entre um e outro. De qualquer forma, o primeiro capítulo passou sem nenhum tipo de reconhecimento da minha parte, eu não lembrava de absolutamente nada, já o segundo capítulo foi mais marcante e  o identifiquei ao ler "Para onde ela foi", bom sinal.

Novamente a autora, Gayle Forman, escreveu um livro fofo. Acho que é a especialidade dela. Os livros dela são todos fofos e excelentes leituras para adolescentes. Novamente não tem relacionamento abusivo, mas... como tem drama! Deve ter sido para compensar a falta de exagero do primeiro volume, Gayle caprichou nesse. CAPRICHOU. Tem tanto drama que confesso que revirei os olhos algumas vezes. Ok, muitas vezes.

Em compensação, lá pelo meio do livro, quando finalmente Mia e Adam tem aquela senhora discussão sobre o relacionamento deles, a discussão do século (é épico, não tem outra forma de descrever), a coisa começa a andar de um jeito que eu fiquei realmente surpresa! Agradavelmente surpresa! Confesso que comecei a pensar nessa resenha naquele momento, de tão maravilhoso! E aí... a coisa desandou. Quer dizer, a autora perdeu a coragem e foi pelo caminho mais fácil. E toda a gloriosa resenha que ela teria recebido foi para o saco e eu agora estou escrevendo essa resenha aqui.

Foi absolutamente brochante para mim. Tudo bem que eu sei que esse livro não é o tipo de livro onde se encontra o que a autora me deu esperanças de encontrar. Mas ela me deu esperanças!!! E me senti uma criança que teve o seu doce roubado. Fiquei absolutamente furiosa. Depois desse ponto, apesar da fofice de tudo, eu simplesmente não consegui mais me conectar com as personagens, que me pareciam falsos e exagerados.

Uma pena.

Mas eu entendo que existe um mercado para esse tipo de livro e ele dá muito dinheiro. Entendo perfeitamente a escolha da autora, que não resistiu ao poder do mercado, entendo mesmo. Mas isso não me tira a sensação de tristeza pela perda de uma história muito mais interessante, apesar de certamente menos romântica e fofa.

Fiquem avisados do teor de fofice e de açúcar.

Nota 8.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Just one night



SPOILER FREE

Finalmente o final da saga que começa com "Apenas um dia", é recontada pela outra parte em "Apenas um ano", e, numa grande jogada para ganhar uma graninha extra, termina em "Just one night" (ainda sem título em português).

Eu fiquei muito chateada com a existência desse mini livro, como expliquei aqui, mas, como não consegui resistir, acabei comprando e lendo. E aí, fiquei mais chateada ainda.

Não sei porquê eu esperava algo diferente do que eu encontrei (açúcar em quantidade para deixar um continente inteiro diabético), mas era o que queria, e, claro, não foi isso que achei.

Talvez porque o primeiro livro tenha me surpreendido, e fiquei na esperança que Allyson e Willem fossem mais interessantes, ou, pelo menos, menos clichês...

Enfim, acabei não curtindo. Mas entendo o porquê de fazer sucesso e porque a autora acabou por lançar o livro. Eu só imagino o tamanho da pressão dos fãs, e, claro, ela fez exatamente a vontade deles, o que é compreensível.

Mas não me caiu bem, por isso a nota lá no final. Entretanto, não considero descartar livros futuros da Gayle Forman por causa disso, e ainda quero ler a continuação de "Se eu ficar". Mas quem sabe o que outras obras dela vão me fazer pensar, talvez isso mude.

Nota 6.
Nota para a saga: 7.

Just one year - Apenas um ano



SPOILER FREE

Então, essa é a continuação de "Apenas um dia", que eu precisei ler assim que terminei o primeiro livro, porque o final era muito legal, mas quando descobri que existia uma continuação a curiosidade venceu.

Aí, a desinformada aqui descobriu que "Apenas um ano" não é uma continuação. Não, senhores. Lembra quando a autora de Twilight resolveu reescrever a história pelo ponto de vista do rapaz do casal principal? Pois é, isso define esse livro.

Mas, ao contrário da autora de Crepúsculo, Gayle Forman sabe escrever, e como, nesse caso, os dois personagens realmente têm histórias separadas e distintas, a coisa fica interessante e não um repeteco da mesma lenga-lenga.

O que me surpreendeu na versão de Willem da história é que ela é mais água com açúcar do que a versão da Allyson, o que é adorável por um certo lado, mas chato por outro. Foi interessante descobrir o passado desse personagem que tanto inspira mistério no primeiro livro, e ele tem lá o seu charme, mas eu, pessoalmente, acho o excesso de açúcar irritante. Mas o enredo tem coisas boas, gostei particularmente do relacionamento do Willem com a sua família, e amei as viagens que ele faz ao longo da história.

Porém, confesso que fiquei chateada com o final. Afinal de contas, não custava nada ir mais um pouquinho além daquele ponto na narrativa, porque foi isso que me fez ler esse livro em primeiro lugar. E sabe o que me chateou ainda mais? Descobrir que a autora depois de repetir o mesmo final em dois livros, ao invés de bater o pé e dizer "esse é o final e ponto", resolveu ganhar uma grana extra com um livro mais curtinho (chamado de novela), lançado como "Just one night", que conta exatamente aquilo que ficou todo o mundo doido pra saber. Tenho certeza que deixei a orelha da autora vermelha.

Mas comprei o maldito livro, porque não sou de ferro.

Nota 7.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Just one day - Apenas um dia



SPOILER FREE

Então, ainda numa tentativa aparentemente fútil (mas eu não vou desistir) de esvaziar o meu kindle (até porque tem livros para baixar que eu queria ler ainda esse ano), e tendo ainda alguns dias sobrando no final de agosto, antes de mergulhar no tema de setembro do desafio literário, resolvi apelar.

"Just one day" é mais um livro com jeitão água com açúcar da Gayle Forman, de quem já resenhei outro best-seller aqui. Deu uma sensação muito engraçada ao ler esse livro, pois me senti igual ao ler o livro anterior dela, só que com outra história.

O que quero dizer é: o livro promete ser um grande dramalhão adolescente, o típico livro adolescente-água-com-açucar-por-favor-me-dê-insulina, mas ele te pega de surpresa ao tratar de coisas muito mais interessantes (e importantes) do que o amor-instâneo-tipo-romeu-e-julieta-que-as-pessoas-acham-que é-romântico-mas-é-só-trágico.

Enfim, "Apenas um dia" (título da tradução para o português) traz a história de uma adolescente norte-americana que está terminando a escola e indo para a faculdade, de presente ela ganhou uma viagem para a Europa dos seus pais. No final dessa viagem ela tem uns dias para ficar junto com a família de uma amiga em Londres e acaba por conhecer um rapaz que a convida para passar um dia em Paris. Após uns ajustes com a tal amiga, ela simplesmente vai. Claro, dá confusão, e ela passa mais da metade do livro tentando arrumar a própria cabeça. E é aí que o livro surpreende.

Se você conseguir sobreviver ao dia em Paris e o que acontece imediatamente depois, a leitura vai valer a pena, por isso, soque muitas almofadas, se o seu livro for físico pode bater com ele na mesa ou joga-lo contra a parede, coloque a raiva pra fora e siga em frente, respire fundo, porque melhora.

Nota 8.

quinta-feira, 3 de março de 2016

If I stay - Se eu ficar



SPOILER FREE

Como eu mencionei em outro post, estou com um problema de espaço/memória no meu kindle, por isso estou enlouquecida lendo tudo o que parece ser curtinho para esvaziar o aparelho e poder baixar alguns livros que ainda pretendo ler até o final do desafio literário desse ano. Por isso, assim que terminei o livro anterior, fui dar uma olhada no que eu tinha no início da minha lista de obras no kindle (a lista está tão grande que é difícil navegar por ela, uma vergonha), e quando passei por esse título pensei "taí um livro que tenho curiosidade de ler, já que o filme é tão bonitinho", e como ele parecia curtinho, foi ele mesmo.

E sim, o livro é muito pequeno. Fiquei surpresa quando cheguei no final, sabe aquela sensação de "já"? Pois é.

E o livro é realmente bonitinho, que nem o filme, só que bem melhor, claro. As diferenças entre um e outro é que o livro é fofo, apesar dos exageros inerentes de uma história dramática com adolescentes, enquanto o filme é piegas e mostra um relacionamento não muito saudável entre Mia, a personagem principal, e Adam.

A história em si é a típica armadilha: adolescente talentosa e com grande potencial artístico musical sofre um acidente de carro com a sua família e entra em coma, enquanto isso sua mente/espírito/o-que-quer-que-você-queira-interpretar continua presente e pode observar o que está acontecendo a sua volta. Intercale as situações no hospital/ambulância/etc com passagens do seu passado em forma de memórias, com direito a um relacionamento conturbado com outro adolescente músico, e você tem "Se eu ficar".

Vou confessar que o livro acabou me surpreendendo, tendo visto o filme, eu esperava algo bem mais meloso e com relacionamentos insalubres, e como não tem nada disso, superou as minhas expectativas. Dentro das premissas e do seu público alvo, e até muito bom. E, claro, tem uma continuação, que eu ainda não tenho, e só vou comprar se/quando entrar em promoção, lógico!

Mas não é nenhum suprassumo literário, nem nenhuma obra prima, e também não tem nada de novo.

Por isso, nota 8,5.