Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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sábado, 26 de maio de 2018
Omnipresent: The Sacred Feminine Balance
SPOILER FREE
Esse é o tipo de livro que eu gosto de manter no meu celular. Diversos textos curtos e bens escritos, perfeito para ler antes de dormir. Mas, li ele inteiro fora desse objetivo por motivos que prefiro não mencionar aqui... o que foi uma pena no sentido que ele realmente é perfeito para isso.
O livro consiste em pequenos textos escritos por mulheres acerca do que cada uma pensa sobre o sagrado feminino. Alguns eu gostei pessoalmente porque me identifiquei com diversos dos pensamentos expostos, outros me deram um certo nervoso, mas isso meio que já é normal para mim. Tenho uma visão muito particular e um tanto chata do que seria o sagrado feminino, visto a nossa necessidade como sociedade de um feminismo forte e militante, que esse feminismo não tem como não moldar a minha forma de pensar.
Dito isso, a maior parte dos textos é muito interessante, e eu leria outras obras de algumas autoras que estão nesse volume, como a Joss Burnel , Jacqueline L. Robinson, Britanny N. Selle, Beth Shekinah (que é de origem judia!) e a Melissa Rae Thompson.
Mas não sei dizer exatamente qual é o objetivo desse livro ou qual seria o seu público alvo principal. Os textos não são exatamente profundos e nem explanatórios sobre nada em particular. Eles são exatamente o que o subtítulo do livro indica: "contemplações sobre o divino na terra". Alguns textos tem um teor mais biográfico, outros um jeitão mais poético, outros são reminiscências. O que mantém a coesão do livro é fato de que todos os textos apresentam um ponto de vista mais pagão do que seria o sagrado feminino e todos as autoras são mulheres.
É uma leitura interessante, mas eu não diria imprescindível, sobre o assunto.
Nota 8,5.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
The Simple Sabbat: A Family Friendly Approach to the Eight Pagan Holidays
I bought and read every book I could get my hands on about Witchcraft, some were great, and others were not. One thing I noticed was that most of them had the same information surrounded by a whole lot of "fluff". I finally sought out a teacher and learned more with her than I ever did out of a book. It was during that process that I realized that magic and being Pagan didn't have to be as hard as it was portrayed in some books,it really is so very simple and natural. It is about connecting with the elements, the basic building blocks of the universe. This path seemed so natural and so fluid; like I was remembering something I once did a lifetime ago. Many things were as natural as breathing, I had already been doing them for years.
SPOILER FREE
Então, quem segue o blog sabe que às vezes eu leio sobre paganismo, e esse livro em particular me chamou atenção por prometer ideias simples de comemorar as datas especiais do roda do ano, e como estava em promoção, lá fui eu.
A autora é meio doidinha, preciso dizer isso, o seu site pessoal então, é de assustar os incautos, mas o livro em si é bem bonitinho e entrega o que promete: ideias para celebrar as estações do ano. Excelente pedido para quem não tem muito tempo disponível ou quem quer sugestões de atividades que possam ser feitas em família, em especial com crianças. Bem organizado e com itens fáceis de achar na versão digital, apesar de ter lá umas questões de formatação.
Pessoalmente, o meu único problema com o livro é que eu não sigo a tradição específica dele, logo, diversas coisas me soaram um tanto estranhas e seria necessário diversas adaptações, o que é normal no meio pagão, vamos combinar. Outro ponto que não curti muito foi algumas explicações de significado das estações, o que ainda está no mesmo problema da tradição, mas é um pouco mais complicado de adaptar do que direções e seus elementos.
Outra questão pessoal foi a parte de receitas, que apesar de ser legal para quem é vegetariano ou vegano, pois ela dá sugestões de adaptações, não tem nada que dê para aproveitar para quem não come glúten, que é justamente o meu caso. Por que a mania de pão e bolo, gente?
Em resumo, é um livro para um público bastante específico, visto que não é para iniciantes e nem para quem já possui um grupo que já dê um suporte, mas é interessante para os curiosos também, visto que desmistifica algumas coisas para quem não conhece nada sobre paganismo.
Nota 8.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
The Natural Year
If we, too, regulated our lives by our natural clock we would find a much easier ride. Our bodies would be healthier, our emotions more balanced, our hopes and aspirations might stand a better chance of becoming reality. Living by the seasons, learning through the seasons, we could get back into balance with the natural scheme of life. Losing weight can become easy when you pick the right time to do it, with the right preparation. Relationships become less fraught when you understand that our emotions equally have cycles - that there are times to be close and loving but equally times to get away from each other and venture into the wider world. Choose the right time to change your job and your whole careerpath could transform overnight. And your soul will rejoice if you give it back its rightful sojourn of solitude and contemplation.
SPOILER FREE
Esse foi um livro que eu comecei a ler no ano passado, mas por motivo de férias e de tamanho do bichinho, só terminei de ler na semana passada. A ideia é bem objetiva, a autora apresenta um trabalho na linha do jornalismo sobre o que grandes linhas da filosofias orientais (especialmente a ayurveda e a medicina chinesa) sobre as formas mais adequadas de ajustar o nosso dia a dia com as estações do ano.
Com uma pitada sobre os festivais celtas presentes no paganismo moderno que marcam as estações do ano, Jane Alexander apresenta as principais características de cada uma e como elas influenciam nossos corpos e mentes, e como tirar proveito de cada estação para maximizar suas possibilidades, além, é claro, de formas de prevenir os males mais comuns de cada época. Isso inclui descrições com graus variados de detalhes de inúmeras terapias, sugestões de dietas, exercícios físicos e explicações básicas sobre os tipos físicos que são usados na medicina indiana e na chinesa.
Tudo isso é muito interessante e o livro é realmente muito informativo. Mas ao mesmo tempo torna a leitura um tanto quanto lenta, e às vezes um pouco repetitiva, pois depois da 20ª terapia você não lembra mais da primeira e elas se misturam na sua cabeça. Talvez se a seleção fosse menos extensa a leitura ficasse mais dinâmica.
Para um livro que se propõe informativo e de uso consultivo, senti falta de algumas tabelas de correspondência, resumos ou que, de forma geral, fosse mais fácil encontrar as informações ao longo do texto. Mas o pior nesse sentido é a falta de uma bibliografia ou sugestão de livros no final (ou no início), até porque ao longo do texto a autora cita diversas obras, e eu estava crente que encontraria uma listinha em algum lugar com todas elas e não precisaria ficar anotando ao longo da leitura. Ledo engano.
No final das contas a ideia é muito boa, as informações são interessantes e bem completas, mas a organização e realização do trabalho deixam a desejar.
Nota 7.
domingo, 6 de novembro de 2016
Aradia - Gospel of the Witches
SPOILER FREE
Esse é um livro que eu queria ter lido há muito tempo, mas sabe como são as coisas e você vai empurrando com a barriga.
Aradia é um dos livros usados como base para o desenvolvimento do que hoje chamamos de Wicca e do neopaganismo. Escrito no final do século XIX pelo folclorista americano Charles Leland, o livro é uma coleção de relatos de mitos, feitiços e rituais da bruxaria italiana, chamada Stregheria.
É um livro surpreendentemente curto, e com mitos muitíssimo interessantes, além de lindas poesias. Para os pagãos é uma fonte de informação bastante rica e a leitura vale muito a pena. Mas, é uma questão de gosto e de linha espiritual dentro do paganismo realmente curtir o conteúdo do livro. Para quem curte ocultismo e/ou mitologia em geral também é uma leitura interessante. Fica a dica que eu consegui uma cópia gratuita na Amazon americana.
Nota 9.
quarta-feira, 9 de março de 2016
The Witch's Broom
SPOILER FREE
Na minha corrida para esvaziar o meu kindle (é um esforço muito sincero que estou fazendo), resolvi apelar até para livros mais curtos sobre Wicca. Esse em especial é muito fofinho e é uma leitura interessante até para quem não é praticante, mas se interessa pelo assunto.
"The Witch's Broom" é uma espécie de coletânea de lendas, folclore e receitas de feitiços relacionados com vassouras. Ele trata desde o uso de vassouras e derivados ao longo da história da humanidade, até as diversas formas como a bruxaria moderna faz uso desse instrumento tão característico e antigo. Até as bruxas da Disney e Harry Potter são mencionados. Eu gostei particularmente das passagens escritas por outros autores contemporâneos de bruxaria, onde eles contam como fazem uso de vassouras nas suas práticas espirituais, o que se vê são práticas muito individuais e variadas em relatos bem honestos, eu curti.
Em alguns momentos a coisa fica um pouco clichê demais, e a autora parece estufar o livro de informações absolutamente desnecessárias (fica muito na cara que é enrolação para deixar o livro mais longo), o que é de revirar os olhos. Em outros a leitura pode ser meio maçante, se feita como eu fiz, lendo tudo de uma vez, mas isso porque o livro tem um capítulo específico só para rituais utilizando-se vassouras, e bom, é um capítulo mais voltado para consulta do que para ler de uma sentada só, já que o livro possui os rituais completos, que tem diversas partes absolutamente iguais em todos eles. Pessoalmente eu gostei muito, mas eu curto ritual Wicca, então minha opinião é muito tendenciosa.
No geral, o livro é bonitinho e tem coisas interessantes no meio. Mas não é uma leitura imperdível ou imprescindível. Para quem curte o assunto é legal porque concentra bastante informação sobre um tópico que normalmente não é muito trabalhado.
Nota 7,5.
Na minha corrida para esvaziar o meu kindle (é um esforço muito sincero que estou fazendo), resolvi apelar até para livros mais curtos sobre Wicca. Esse em especial é muito fofinho e é uma leitura interessante até para quem não é praticante, mas se interessa pelo assunto.
"The Witch's Broom" é uma espécie de coletânea de lendas, folclore e receitas de feitiços relacionados com vassouras. Ele trata desde o uso de vassouras e derivados ao longo da história da humanidade, até as diversas formas como a bruxaria moderna faz uso desse instrumento tão característico e antigo. Até as bruxas da Disney e Harry Potter são mencionados. Eu gostei particularmente das passagens escritas por outros autores contemporâneos de bruxaria, onde eles contam como fazem uso de vassouras nas suas práticas espirituais, o que se vê são práticas muito individuais e variadas em relatos bem honestos, eu curti.
Em alguns momentos a coisa fica um pouco clichê demais, e a autora parece estufar o livro de informações absolutamente desnecessárias (fica muito na cara que é enrolação para deixar o livro mais longo), o que é de revirar os olhos. Em outros a leitura pode ser meio maçante, se feita como eu fiz, lendo tudo de uma vez, mas isso porque o livro tem um capítulo específico só para rituais utilizando-se vassouras, e bom, é um capítulo mais voltado para consulta do que para ler de uma sentada só, já que o livro possui os rituais completos, que tem diversas partes absolutamente iguais em todos eles. Pessoalmente eu gostei muito, mas eu curto ritual Wicca, então minha opinião é muito tendenciosa.
No geral, o livro é bonitinho e tem coisas interessantes no meio. Mas não é uma leitura imperdível ou imprescindível. Para quem curte o assunto é legal porque concentra bastante informação sobre um tópico que normalmente não é muito trabalhado.
Nota 7,5.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
The Old Magic of Christmas
SPOILER FREE
Vou confessar: comecei a ler esse livro no ano passado. Mas como só terminei hoje no metrô, vou contabilizá-lo nas leituras de 2015. Explico: só aconteceu porque comecei a lê-lo entre o Natal e o Ano Novo, que é uma época muito cheia de coisas para fazer, e depois emendei com uma viagem de 15 dias, onde li muito pouco e dei preferência para livros físicos por conta das restrições nos aviões.
Mas terminei! E fiquei super satisfeita! O livro é um grande compêndio de folclores europeus (tanto do leste quanto do oeste) e americanos relacionados à época do Natal, começando em outubro e indo até janeiro, cobrindo festivais, santos, duendes, mitologias e crenças populares. E a grande qualidade da autora é que ela faz tudo parecer interessante e a leitura do livro é muito fácil e dinâmica, com direito a citações lindas de diversos contos de fadas e obras pesquisadas. Mas não pense que o livro só trata de coisas antigas, o bacana é que a autora consegue correlacionar diversos folclores antigos com obras literárias modernas, como Senhor dos Anéis, Nárnia e Harry Potter.
E para deixar tudo ainda mais fofo e divertido, o livro é recheado de instruções do tipo "faça você mesmo" para receitas de bolos, biscoitos, guirlandas, enfeites temáticos e pequenos rituais, tudo relacionado ao tema que ela está tratando.
Sugiro fortemente para quem gosta de mitologia, paganismo e relações inter-religiosas.
Nota 9.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
As Brumas de Avalon - 4 volumes
SPOILER FREE
Então, pela primeira vez esse ano estou super atrasada, isso porque inventei de ler mais um brutamontes: As Brumas de Avalon (a série completa de 4 livros, é claro, senão não tinha graça). E óbvio que eu dei "sorte" de tirar férias justamente nesse período, e meu tempo para ler simplesmente desapareceu e por isso demorei muito, mas muito mais do que o previsto lendo o volume único da série que eu tenho para kindle (graças a deus! imagina carregar o bruto no muque?).
Fiz essa escolha porque em agosto o tema de um dos Desafios Literários que estou seguindo era uma releitura (li essa série aos 15 anos, então faz muito mas muito tempo que eu li), de outro desafio o tema era uma aventura e de outro um clássico de aventura. E como considero que todas as versões da história do Rei Arthur são aventuras e As Brumas é um clássico, os 4 volumes da série estavam contando para todos os desafios (inclusive para o quarto desafio, que é ler 52 livros no ano - com esses cheguei a 46 segundo a contagem aproximada do Goodreads). Os livros que compõe a série conhecida como "As Brumas de Avalon" são: "A Senhora da Magia", "A Grande Rainha", "O Gamo-Rei" e "O Prisioneiro da Árvore", no total são aproximadamente mil páginas. Ah, sim, e caso alguém ainda não saiba, "As Brumas de Avalon" conta a história do Rei Arthur e sua corte, mas o seu diferencial é que ela é contada a partir do ponto de vista das mulheres presentes na história, além de focar na mudança religiosa do paganismo celta-druida para o cristianismo. Por isso, às vezes, a série é considerada feminista.
Mas indo para a análise do conteúdo dos livros, fazia muito tempo que eu não relia algo, e a experiência de ler novamente "As Brumas" foi muito especial. Lembro nitidamente da sensação de ler os livros pela primeira vez, do fascínio que senti e de como foi importante essas leituras para mim na época. Reler o texto hoje foi muito interessante, os livros continuam maravilhosos, e a história é tão cativante quanto eu me lembrava, mas depois de mais de 15 anos a minha forma de ver o mundo e os temas tratados pela autora, em especial o paganismo, é bem diferente, por isso a forma como li os pormenores da história foi completamente diversa da primeira leitura, e eu pude ser bem mais crítica do que quando era adolescente e pouco sabia dos assuntos ligados à Wicca.
Achei interessante confirmar algumas impressões bem fortes acerca de alguns personagens do livro, como a Guinevere ser uma chata, o Mordred um fdp e o Arthur meio bundão, mas, em compensação, na minha memória a Morgana era espetacular, e na releitura já não a achei tão especial assim. Confesso que em alguns momentos fiquei sem paciência com alguns personagens e achei que algumas situações foram alongadas talvez um pouco demais da conta ao longo das obras, mas no final a leitura continuou agradável. E eu continuo indicando os livros para qualquer um que se interesse pelas lendas arthurianas e por paganismo. Só não indico como fonte histórica de nada, pois além da mitologia arthuriana, que obviamente é apenas um mito, tem gente que acredita que a parte sobre o paganismo e a forma de culto da deusa e dos druidas e a relação das mulheres na sociedade na época (século V d.C. para os distraídos) esteja bem descrita nesse livro, e infelizmente isso não é verdade.
Outra coisa que achei interessante foi ver que alguns personagens presentes na Trilogia do Rei Arthur do autor Bernard Cornwell também estão presentes aqui, mas eu simplesmente não me lembrava deles nas Brumas de Avalon, talvez seja uma questão de importância que cada autor tenha dado para eles, talvez minha memória é que tenha falhado. De qualquer forma, achei interessante ver esses personagens sendo descritos de formas tão diversas, mas ainda assim mantendo a linha central do mito arthuriano. Agora fiquei com vontade de reler a obra do historiador inglês e fazer uma comparação mais rica entre os pontos de vista de cada autor. Quem sabe, se der tempo nos próximos meses de Desafios Literários? Dezembro é um mês de tema livre!
Nota 9,5 para a série, porque como li um volume único, fica um pouco complicado de dar notas separadas para cada livro.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
The Earth, The Gods and The Soul - A History of Pagan Philosophy
SPOILER FREE
Mais um livro comprado em promoção na Amazon... e, quem diria, um grande achado!
No início achei que o livro se propunha a algo muito complicado e difícil, mas o autor conseguiu se manter nas linhas em que ele mesmo definiu no início, e faz um grande passeio por milênios de filosofia que tem características pagãs. E ele faz questão de pontuar quando falta algum tipo de característica nos trabalhos que ele analisa para ser considerado realmente filosofia, mas também justifica porque mesmo sem essas características ele os selecionou para tratar no livro. Achei válido dentro do que ele expôs.
A primeira parte do livro cobre alguns textos antigos irlandeses (Poetic Edda e Prose Edda), que eu já tinha ouvido falar, mas que infelizmente nunca li (mas já tenho pelo menos um deles me esperando no kindle, oba!). A segunda parte fala sobre o "nascimento" da filosofia com os gregos, que, para quem é leigo como eu, é uma aula muito legal sobre o desenvolvimento dela. Depois ele passa pelos textos de diversos autores que certamente não se consideravam pagãos (afinal, já estamos falando da época em que o cristianismo se tornou a religião oficial de Roma e até o Renascimento) mas cujo pensamento tinha características que são consideradas pagãs. O mesmo processo ocorre quando ele analisa os trabalhos de autores iluministas, até que com o século XIX fica mais fácil de alguém se dizer não cristão, e aí ele analisa o trabalho de diversos naturalistas americanos e, como não podia deixar de faltar, Nietzsche.
A partir daí, o livro é um bálsamo, com uma análise crítica linda e bem pé no chão de clássicos como Blavatsky, Crowley, Gardner, o surgimento do termo "book of shadows", a inclusão da luta feminista dentro do pensamento pagão (Starhawk!), o entrelaçamento da consciência ecológica com o neopaganismo e a Hipótese Gaia. Inclusive, é justamente a partir do século XX que o livro fica cheio de informações mais interessantes e bem embasadas, de autores com maior calibre acadêmico produzindo textos muito mais profundos e de maior relevância, não só dentro do paganismo mas em estudos comparativos com outras linhas de pensamento.
De uma forma geral, as críticas do autor são muito bem colocadas, e apesar dele ser pagão, ele às vezes é tão certinho e rígido com sua linha de análise que ele aparenta não ser (o que achei um ponto muito positivo). Fiquei muito impressionada com isso. Além disso, ele escreve de forma bastante acessível e com um humor nerd que simplesmente me cativou.
O único problema desse livro é que me deixou com uma lista ainda maior de livros interessantes para ler. Graças aos deuses existe a lista de desejos da Amazon para deixar tudo anotado e aguardando o momento propício para compra-los.
Nota 10.
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