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segunda-feira, 8 de julho de 2013

O vermelho e o negro


SPOILER FREE

Quando a pessoa aqui, que devora livros como uma louca, demora um mês inteiro num livro de menos de 400 páginas é porque tem algo errado. Nesse caso, é com o livro mesmo.

Gente, O Vermelho e o Negro é um dos livros mais chatos que já li na minha vida. Fazia muito tempo que eu não encarava uma coisa dessas, até Madame Bovary foi menos chato e durou menos tempo.

Originalmente eu o escolhi para o tema "romance psicológico" do mês passado do Desafio Literário, mas demorei tanto para ler que ele acabou reclassificado em livros com cor ou cores no título. A única coisa interessante no livro é que sim, o título tem a ver com a história, se considerarmos que o "vermelho" é a cor da nobreza e o "preto" a cor da igreja (com base nas roupas usadas na época).

Fora isso, a história é chata, os protagonistas são chatos e absurdamente inconstantes psicologicamente falando (daí a classificação como "romance psicológico"), e o narrador gosta de descrever cada nuance dessa inconstância, de forma a deixar a leitura mais chata ainda. Não entendi porque Stendhal é tão famoso, sua escrita é modorrenta, e ele mesmo não consegue se decidir o que acha dos próprios personagens. Ele consegue fazer a sua narrativa ser sobre tudo e ao mesmo tempo sobre nada, tão inconstante quanto os seus próprios personagens.

Nota 3.