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sábado, 4 de abril de 2020

As mais belas coisas do mundo



SPOILER FREE

Valter Hugo Mãe é um autor português que estou sempre de olho para novos lançamentos, pois sou muito fã do seu trabalho. E esse ano, antes da quarentena, encontrei essa pequena pérola dele, numa belíssima edição da Biblioteca Azul, com ilustrações de Nino Cais, que já trabalhou com o autor em outro volume.

Apesar do tamanho diminuto do livro, o que o leva a ser uma leitura um pouco rápida demais, seu conteúdo é de uma beleza ímpar. Baseado em memórias do autor do seu próprio avô (o que o leva a ser uma leitura indicada para o Desafio Literário Popoca de abril), As mais belas coisas do mundo traz um pequeno conto com trocas de conversas entre um menino e seu avô sob a perspectiva infantil. O que não significa que seja um livro para crianças, é um livro sem idade.

Valter Hugo Mãe é, na minha humilde opinião, especialista nesse tipo de texto, uma prosa com grande qualidade poética, que não necessariamente precisa de um enredo complexo. E As mais belas coisas do mundo é justamente desse tipo, portanto, é uma leitura realmente imperdível, uma excelente demonstração do trabalho do autor no seu melhor meio. E de quebra, essa edição em especial está muito bonita, vale a pena ter na coleção.

Nota 10!

terça-feira, 31 de março de 2020

The Automobile Club of Egypt by Alaa Al Aswany



SPOILER FREE

Para fechar o Desafio Literário Popoca do mês de março, com o tema autores orientais, resolvi ler o autor mais celebrado do Egito hoje, Alaa Al Aswany. Autor de diversos best-sellers traduzidos para nem sei quantos idiomas, o egípcio é considerado o novo Naguib Mahfouz (para os desavisados, ele foi o primeiro ganhador do Nobel de Literatura do mundo árabe, recomendo a leitura também).

Apesar de The Automobile Club of Egypt ser meu terceiro livro desse autor, é a primeira vez que a comparação com Naguib Mahfouz me pareceu realmente apropriada. Não só pela riqueza do enredo desse livro, mas também pelas posições políticas dos personagens e a escolha da época que se passa a história, isto é, o final da ocupação do Egito pelos Britânicos, que é um período histórico extremamente usado pelo prêmio Nobel árabe.

Apesar de Alaa Al Aswany ser bem mais picante que seu conterrâneo, ele soube retratar de forma muito rica uma família vinda do Alto Egito em desgraça financeira, que acaba se estabelecendo no Cairo e se envolvendo com o Clube do Automóvel do Egito, uma instituição bastante inglesa patrocinada pelo rei do Egito. É importante apontar que o Egito, durante a ocupação inglesa, foi uma monarquia fantoche dos britânicos, e que diversos movimentos conhecidos até hoje, como a Irmandade Muçulmana, surgiram nessa época, o que explica seu favoritismo pelos autores locais.

Pessoalmente eu gosto muito da história do Egito moderno, e estudei muito essa fase em particular, portanto, posso atestar a qualidade do retrato feito pelo autor. Soma-se a isso excelentes personagens e uma história cheia de reviravoltas e surpresas e você tem The Automobile Club of Egypt. Não é uma leitura exatamente leve, mas vale os momentos mais tensos e pesados.

Apesar de ainda não ter sido traduzido para o português, é possível encontrar o livro em inglês e espanhol. Recomendo a leitura!

Nota 10.

Crazy Rich Asians (Crazy Rich Asians #1) - Asiáticos Podres de Ricos



SPOILER FREE

Aproveitando o último respiro de março, com o tema do Desafio Literário Popoca de autores orientais, resolvi ler algo um tanto quanto diferente, por mais que o livro tenha feito tanto sucesso que virou filme em 2018. Dessa vez apostei num autor de Cingapura.

Cingapura é uma ilhota ao sul da Malásia, e é uma versão mais chique e mais rica do país asiático, que, por acaso, visitei ano passado (super recomendo aliás). Também é uma versão mais chinesa e mais ocidentalizada que o país muçulmano vizinho. O autor Kevin Kwan retrata a porção mais rica de um país bastante rico, não é a toa que o nome do livro ficou Crazy Rich Asians, com a tradução Asiáticos Podres de Ricos em português.

O estilo de vida das famílias retratadas não deixa nada a desejar às famílias reais europeias, sultões e grandes magnatas. E isso tanto do lado de quantidade de dinheiro quanto do lado de esnobismo. Mas, como em qualquer lugar do mundo, existem as pessoas legais e as pessoas letais. 

Esse primeiro volume do que veio a se tornar uma trilogia por causa do estrondoso sucesso, acompanha a história de Rachel, uma americana de origem chinesa criada nos EUA desde bebê, que é convidada pelo namorado Nick Young a conhecer sua família em Cingapura. O que ela nem desconfia é que Nick faz parte de uma das famílias mais ricas e influentes do país. Claro também que a família Young é pega de surpresa com uma namorada que ninguém sabia que existia e por isso todos assumem que ela é uma alpinista social atrás da fortuna da família.

A história é retratada sob diversos pontos de vista diferentes, o que torna a leitura bastante interessante, pois o leitor acompanha a trama de todos os lados e é apresentado a muitas opiniões divergentes. E isso tudo imerso numa cultura extremamente rica, diversificada e interessante. O texto, por exemplo, é recheado de expressões de origens chinesas e malaias, de vários idiomas distintos, além de ser apresentado a muitas explicações da riquíssima culinária local (que não recomendo para quem não gosta de pimenta e temperos fortes).

Apesar das tramas diabólicas, a leitura é leve e a história é extremamente divertida. Mal se sente que o livro tem mais de 500 páginas (o que me deixou surpresa quando descobri). É muito claro que a razão do sucesso do autor está nas suas belíssimas construções de personagens, aliado a um senso de humor original e o tempero asiático que o torna exótico, mas facilmente relacionável.

Para tempos de quarentena é uma excelente leitura!

Nota 9.

sábado, 7 de março de 2020

Contemporary Iraqi Fiction: An Anthology



SPOILER FREE

Seguindo o tema autores orientais do Desafio Literário Popoca de março, resolvi pegar um livro raro. Sem tradução para o português, Contemporary Iraqi Fiction é uma lindíssima coletânea de contos de autores iraquianos, traduzida e editada por Shakir Mustafa. Não o ator Mustafa Shakir, favor não confundir, apesar dele ser um colírio.


Aqui estamos falando do PHD e professor de árabe Shakir Mustafa, que se deu ao trabalho de levantar uma lista extremamente variada de autores iraquianos com pouca ou nenhuma tradução para qualquer outra língua. E põe variada, a lista inclui homens, mulheres, muçulmanos, judeus e cristãos de variadas épocas do século XX, com ênfase na produção literária do Iraque a partir dos anos 80. Com direito a diversas histórias sobre as diversas guerras no Iraque, guerra com o Irã, guerra do golfo (aquela do Kuwait), embargos e a invasão americana. Sem deixar de lado as questões do governo Saddam Hussein.

Como não achei a lista de autores de forma clara em nenhum site sobre esse livro, então segue para futura consulta e referência de todos: Mohammad Khodayyir, Lutfiyya al-Dulaimi, Mahdi Isa al-Saqr, Mayselun Hadi, Abdul Rahman Majeed al-Rubaie, Samira al-Mana, Abdul Sattar Nasir, Samir Naqqash, Salima Salih, Samuel Shimon, Mahmoud Saeed, Nasrat Mardan, Jalil al-Qaisi,Ibtisam Abdullah, Ibrahim Ahmed e Shmuel Moreh.

Não sei o que me deixou mais triste, as histórias mais pesadas da coletânea ou o fato de que não consegui achar mais quase nada desses autores para ler depois. Porque, conforme prometido pelo editor, esses são autores pouco traduzidos, o que me pareceu um grande desperdício quando li o livro, que é simplesmente maravilhoso.

Me sinto revoltada quando leio livros assim tão maravilhosos que, por conta de barreiras linguísticas e sociais, acabam tendo um alcance tão limitado. O mundo perde muito com esse tipo de situação.

Os contos escolhidos para compor Contemporary Iraqi Fiction são de altíssima qualidade, e o trabalho de tradução está primoroso, mesmo nos casos em que o editor escolheu romances para traduzir e montou contos com pequenos pedaços deles. Sim, tem essa heresia no livro, mas como está bem feita eu perdoo.

Meu amor pela literatura árabe só aumenta quando encontro obras assim. Indico para todos que possam ter acesso e ler.

Nota 10.

Kindred Spirits



SPOILER FREE

Depois de ler Landlines, prometi a mim mesma ler mais livros da americana Rainbow Rowell, e acabei cruzando com essa pequena pérola.

Pequena de forma literal, Kindred Spirits, ou Universos afins em português, tem meras 40 páginas. Mas nunca julgue um livro pelo seu tamanho. O quase conto é divertido até dizer chega, e extremamente fofo de uma forma bem nerd.

Aqui a autora traz o que acontece quando uma jovem, Elena, decide acampar na fila para assistir Force Awakens (O despertar da força) na estreia. Isso mesmo, é um livro sobre super fãs de Star Wars, com direito a leves discussões sobre mulheres no mundo nerd, o que é ser nerd num mundo onde a nerdice virou pop e os chatos pré-requisitos para você ser considerado fã.

Eu digo leves porque o livro é simplesmente curto demais para fazer qualquer discussão mais profunda sobre qualquer coisa. Para fãs de Star Wars é uma leitura com direito a easter eggs, claro. Mas, é preciso apontar que a maioria dos personagens aqui são adolescentes, então, talvez a leitura não agrade os fãs mais antigos da franquia.

Pessoalmente, eu adorei a leitura. Portanto, pretendo ler ainda mais livros da autora.

Nota 9.

I Could Pee on This, Too: And More Poems by More Cats



SPOILER FREE

Eu comprei esse livro simplesmente porque gostei do primeiro volume do autor gatófilo Francesco Marciuliano. Apesar do nome, ele é norte americano e tem no currículo não apenas livros escritos como se fossem de gatos, mas também de cachorros. 

Posso atestar pelo primeiro livro e por esse também que o autor entende de gatos. De cachorros não sei porque não li e não pretendo ler, pelo menos por enquanto.

Assim como o primeiro volume, I could pee on this too é recheado de fotos fofas de gatos entre os poemas para não só encher linguiça, mas também para enriquecer a leitura felina. Apreciadores de gatos de plantão certamente agradecem.

Apesar da qualidade felina do texto, confesso que não gostei tanto desse volume quanto do primeiro. Talvez a novidade não seja mais tanta, talvez o autor não tenha sido tão original aqui, o que me transpareceu pelos textos um tanto quanto repetitivos e curtos. Talvez ele simplesmente não tenha acertado na mão.

Para gatófilos de plantão, a leitura ainda vale a pena, mas não recomendo para amantes de poesia pela qualidade do texto.

Nota 7,5.

domingo, 1 de março de 2020

O coração disparado



SPOILER FREE

Quem acompanha o blog sabe que descobri há alguns anos a mineira Adélia Prado. Desde então já li Bagagem e uma coletânea de poesias da autora, que entrou na minha lista de poetas que vou comprando livros conforme encontro.

O coração disparado foi lançado nos anos 70 e foi vencedor do Prêmio Jabuti, o que me parece justo, pois é um livro muito inovador em termos poéticos, com a qualidade e o jeitinho de Adélia. A mineira tem uma forma de escrever poesia muito própria, com uma mistura um tanto quanto inusitada de dia a dia, um amor pelas coisas terrenas bem mineira e o catolicismo que era presente com tanta força no Brasil.

Apesar do prêmio, o livro não é o meu favorito dela até o momento, mas isso é uma questão muito mais minha do que de Adélia Prado, com certeza absoluta. Para quem gosta de poesia, ler a mineira é sempre uma boa opção.

Nota 8.


Only For A Night (Lick #1)



SPOILER FREE

Naima Simone é atualmente uma das minhas autoras favoritas de literatura erótica. Com algumas ressalvas, gostei de tudo que já li dela, e Only for a night, o primeiro livro da série Lick, não foi uma exceção.

Se você está procurando por enredo, não se preocupe, aqui não tem. O lance desse livro é que ele se passa dentro de uma casa de sexo, onde são oferecidos serviços bastante variados. A desculpa para ler sobre a casa Lick é Harper Shaw, uma jovem recém viúva que resolve virar a página da sua vida com a antiga paixão de adolescente Rion Ward, que é ex-membro de uma gangue e um dos donos da Lick.

Apesar de curtinho, o livro é recheado de cenas picantes muito boas e bem escritas. Uma das marcas de Naima Simone é a garantia de coisas bem picantes. E aqui, certamente, ela não se faz de rogada. Terminei o livro comprando o volume seguinte da série, porque se for nessa mesma linha, eu vou gostar de ler.

Para quem gosta do estilo, é uma excelente leitura.

Nota 10.




A Girl Like That



SPOILER FREE

O Desafio Literário Popoca de março, que tem como tema autores orientais, começou muito bem e de forma muito multicultural para mim. Escolhi como primeiro livro o aclamado A girl like that, da indiana criada na Arábia Saudita e no Canadá Tanaz Bathena. O livro ainda não foi traduzido para o português, mas, para quem prefere, tem em espanhol.

A autora tira um grande proveito da sua própria história multicultural e traz um enredo fascinante, apesar de absurdamente triste. Em A girl like that o leitor acompanha de forma não cronológica a história de Zarin Wadia, uma jovem de 16 anos que vive em Jeddah na Arábia Saudita. Como a autora, Zarin nasceu na Índia, de mãe zoroastra e pai indiano, o que a marca como alguém que não se encaixa nem numa cultura e nem na outra. Órfã desde pequena, ela é criada pelos tios zoroastras, que arranjam emprego no país árabe.

Como a Arábia Saudita é um dos países mais bizarros em termos de regras sociais do mundo, dizer que Zarin tem dificuldades para se encaixar nessa sociedade é no mínimo redundante. Ela não só sofre com as questões da sua própria família, que tem dificuldade de aceitá-la, como também sofre com as limitações sociais da sua escola, se tornando uma jovem de pouquíssimos amigos.

O livro abre com o acidente de carro que mata Zarin junto com outro jovem, Porus, que também é de origem indiana, porém eles não são parentes, o que por si só já é um grande escândalo na sociedade saudita. Por que os dois estavam juntos? Como se conheciam? Seriam namorados? Essas e outras perguntas são feitas pelos os que conheciam Zarin, como suas colegas de turma, que apesar da proximidade, nunca realmente conheceram a jovem.

É um enredo muito rico. A autora conseguiu misturar culturas e retrata-las de forma impecável. Ouso dizer que é um dos melhores livros de 2020 para mim, de tanto que gostei. Recomendo muitíssimo a leitura.

Nota 10!

The Real Thing (Sugar Lake #1)



SPOILER FREE

No meio de leituras um pouco mais intensas eu preciso dar uma respirada, e para isso tenho usado literatura erótica com alguma frequência. Para o bem ou para o mal.

Infelizmente dessa vez não acertei muito com The Real Thing da americana Melissa Foster. Não que o livro sofra de forma intensa com grandes problemas como machismo ou relacionamentos abusivos. Só um pouquinho. O problema é que a história é só bobinha mesmo.

Aqui temos a dona de uma padaria, Willow, que é apaixonada pelo melhor amigo de infância do seu irmão mais velho que depois virou artista de cinema Zane. Os dois fazem um joguinho de gato e rato por anos, tudo por medo de dizer o que sentem. Detesto enredo que se baseia em não dizer as coisas.

Os dois são fofos, tem algum drama rolando, mas não chega a ser nada de mais. Parece aquele doce de padaria que parece muito mais gostoso do que realmente é, e no final, por ele não ser tão bom, você sente uma certa culpa pelas calorias extras.

Pelo menos Melissa Foster escreve direitinho, e a história ou as personagens não dão raiva, o que é positivo nesse estilo.

O resultado é simplesmente mediano.

Nota 7,5.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Mau Começo (Desventuras em Série) - The Bad Beginning (A Series of Unfortunate Events #1)



SPOILER FREE

Ainda no tema de fevereiro do Desafio Literário Popoca, resolvi mudar completamente de ares e optei por um livro infantil, mas razoavelmente moderno. Mau começo foi lançado em 1999 pelo autor Lemony Snicket, um pseudônimo do cineasta Daniel Handler, que não só virou filme em 2004, mas também virou série no Netflix em 2017.

Confesso ter assistido ao filme e à primeira temporada da série, mas guardei apenas informações essenciais. O que já foi suficiente para ter a sensação de que ambos são extremamente fiéis, o que faz sentido, visto que o autor dos livros participou dos roteiros das duas adaptações.

Como livro infantil, Mau Começo é bem fofo, em termos, por conta de toda a tragédia, e diverte. Imagino que faça mesmo muito sucesso com o público infantil, o que justifica os números de vendas e o fato de já ter ganhado mais de uma adaptação num espaço curto de tempo. Pelo formato do livro, que é o primeiro de uma série com 13 volumes (o último foi lançado em 2006, o que significa que o autor conseguiu lançar em média 2 livros por ano!), a série do Netflix é um formato mais interessante para adaptar. Apesar de que não consegui passar da primeira temporada. Os motivos foram: infantil demais e outras séries mais legais para assistir.

O livro tem menos cara de infantil demais que a série, o que é um ponto positivo. Em compensação, tem algo nele que não me fisgou. Entendo o sucesso, mas faltou aquele quê que define uma grande leitura ou sucessos mais estrondosos, como Harry Potter. Já me disseram que a série melhora nos volumes seguintes, e eu pretendo arriscar, mas apenas pagando na promoção. Definitivamente não vale pagar o preço cheio.

Para crianças, a leitura deve ser bem mais interessante do que foi para mim. Mas na minha definição, bons livros não tem idade, por isso:

Nota 8.

A espada do destino - Sword of Destiny (The Witcher #0.75)



SPOILER FREE

Continuando o Desafio Literário Popoca de fevereiro, depois de ter um primeiro gostinho das histórias de Geralt de Rivia, Witcher, que além de livro e videogame de sucesso virou também série no Netflix, confesso que fiquei um tanto quanto viciada. Nem parei para respirar para começar a ler o livro seguinte, que como o primeiro, é uma coletânea de contos.

O segundo livro de The Witcher, A espada do destino, que ainda não faz parte da série de livros, e por isso é chamada de 0,75 (vai entender essa necessidade de numerar as coisas a partir do número 1), segue o padrão estabelecido no livro de contos anterior, O último desejo. São diversas histórias com gostinho de monstro da semana que se passam antes da saga, que começa de verdade em O sangue dos elfos. Pelo menos as histórias aqui se passam depois das histórias do volume anterior, o que é bom por um lado e ruim por outro.

Por um lado, tem diversas histórias realmente interessantes, e elas estão em sua maioria de alguma forma apresentadas na série do Netflix (apesar das mudanças com ou sem sentido, para melhor ou para pior). Por outro lado, Geralt passa a maior parte do livro sofrendo de amor pela Yennefer. Aquela paródia faz cada vez mais sentido. Isso quer dizer que o A espada do destino sofre com um certo exagero de drama, apesar dessa novela entre os dois terem pontos interessantes, como um trio amoroso que não fica claro na versão live action. Eu queria muito que estivesse, teria sido épico.

Outro ponto negativo é a Ciri. Depois de ver a versão do Netflix, a versão original é muito chata. Chata de doer os olhos de tanto revirar. O autor polonês Andrzej Sapkowski fez uma menina muito muito muito muito estereotipada. Dá vontade de torcer contra de tão chata.

Em resumo, o livro não é ruim, mas achei pior que o primeiro. E por causa dele resolvi fazer um respiro antes de continuar lendo e começar de verdade a saga. Algo me diz que quando eu começar O sangue dos elfos vai ser difícil de parar, e o Desafio Literário Popoca tem muitos outros temas para ler esse ano.

Nota 8.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

West Wind: Poems and Prose Poems



SPOILER FREE

Mary Oliver é uma poetisa norte americana ganhadora de diversos prêmios (mas não um Nobel, uma pena) que viveu boa parte de sua vida de forma um tanto quanto reclusa. Infelizmente ela veio a falecer no ano passado, o que foi muito triste, porque suas poesias são uma delícia, e agora não temos mais poesias novas dela.

Seu tema favorito, como boa introvertida, é a natureza, a vida no campo, seu amor pelos cachorros e a vida simples. Se ela fosse mais contemporânea talvez incluísse as vantagens do Netflix, compras pela internet e pelo iFood para não falar com outras pessoas também.

Apesar da autora ter dado pouquíssimas entrevistas ao longo da vida, alguns fatos interessantes acabaram sendo revelados. A autora certa vez afirmou que sofreu abusos quando era criança, e que seu amor pela poesia e pela literatura veio como uma forma de escapar da sua família. A natureza, por estar disponível a ela quando jovem, veio a somar e, dessa forma, ela se tornou uma das poetisas mais lidas do país, sendo diversas vezes comparada com Ralph Waldo Emerson.

Claro que ninguém precisa saber nada disso para apreciar o trabalho de Mary Oliver, que fala por si só. Seus textos têm uma beleza que transcende essas questões pessoais, e a comparação com Emerson fica muito clara quando se lê o seu trabalho, que é primoroso.
 
Esse não foi meu primeiro livro da autora, e espero que não seja o último, pois aprecio muito suas poesias. Recomendo a leitura.
 
Nota 9.
 

Conamara Blues



SPOILER FREE

Conheci o autor John O'Donohue no site Brain Pickings, onde descobri alguns textos e entrevistas muito interessantes dele. Sendo um poeta irlandês, acabei catando alguns livros dele para kindle para experimentar.

Talvez eu devesse ter prestado mais atenção ao fato que, além de poeta, O'Donohue também era padre e filósofo. A parte do filósofo pode ser até um atenuante, o problema é ser padre e irlandês.

É uma questão pessoal minha, preciso dizer, os textos dele são bons, não é a toa que me interessei e fui comprar obras dele. Meu problema é o tema excessivamente cristão para o meu gosto excessivamente pagão.

E não é como a brasileira Adélia Prado, cujo catolicismo dá uma cor gostosa e com jeitão mineiro para o seu trabalho. John O'Donohue escreve como padre nesse tema, um padre poeta, ok, mas não menos padre. 

Para os católicos e cristãos em geral, indico o seu trabalho. Mas para mim...

Nota 7.

What We Ache For: Creativity and the Unfolding of Your Soul



SPOILER FREE

A autora canadense Oriah Montain Dreamer é uma antiga paixão minha. Ela é provavelmente a única autora do estilo auto ajuda que consigo ler sem revirar os olhos e que, preciso dizer, realmente gosto do trabalho.

Como boa fã, já li tudo, absolutamente tudo o que existe disponível no Brasil dela. Não sei porque demorei tanto tempo a procurar seus livros no kindle, mas é verdade que cometi essa falha. Em compensação, já tenho tudo disponível dela em e-book, inclusive todos os livros dela que já li e que, por diversos motivos já foram doados, trocados ou dados de presente para quem precisava. Minha casa e minha alergia também agradecem a troca pelos livros virtuais, claro.

Então, What we ache for é o único livro dessa leva que eu ainda não havia lido. A autora não é prolixa, não é daqueles autores que reciclam seu próprio material para fazer mil e um livros sem nenhuma novidade dentro. Mais um motivo para gostar dela, claro.

Dessa vez, Oriah trata do tema criatividade artística, o que me surpreendeu porque não lembro de nada parecido nos outros livros dela, que são bem mais voltados para a espiritualidade e o dia a dia. Por ela ser uma seguidora do xamanismo tradicional canadense, seus livros sobre o assunto são realmente interessantes e indico para quem quiser ler sobre isso, que realmente não tem tanto material disponível.

Daí descobri que a mulher há anos conduz workshops de escrita criativa, e What we ache for é recheado de técnicas para isso, além de tratar a parte pessoal da criatividade. Oriah sendo maravilhosa como é, abre o livro explicando que as técnicas que ela vai sugerir são voltadas para a escrita, mas podem ser adaptadas a outros meios de criação artísticas, com alguns exemplos.

Talvez eu seja enviesada para falar do seu trabalho, mas Oriah sempre me agrada e esse livro não foi diferente. Aqui ela trata de técnicas para trabalhar a criatividade, mas ela não deixa de abordar os problemas e dificuldades, com lindos exemplos pessoais, como de costume. Aliás, esse é um dos pontos dos seus textos que eu mais gosto, porque a torna humana. Não há nada mais motivador que perceber que mesmo pessoas incríveis tem problemas e defeitos e tudo bem, continuam sendo incríveis. Não estou falando de coisas imperdoáveis, claro. Artistas pedófilos, racistas e misóginos não são pessoas incríveis.  

Indico para qualquer um que faça arte, de forma profissional ou não, e se gostar, pode ler todo o resto dela disponível em português, infelizmente What we ache for ainda não foi traduzido.

 
Nota 10.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Death Wins a Goldfish: Reflections from a Grim Reaper's Yearlong Sabbatical



SPOILER FREE

Confesso que descobri esse livro, uma pequena joia do ilustrador americano Brian Rea, numa liquidação da Amazon. O que me fisgou foi o título: Death Wins a Goldfish: Reflections from a Grim Reaper's Yearlong Sabbatical (algo como A Morte ganha um peixe-dourado: reflexões de um ano sabático de um Ceifador em tradução livre).

Como o livro foi lançado em fevereiro de 2019, ainda não tem tradução para o português. Infelizmente nem sei dizer se haverá essa tradução, visto que Death Wins a Goldfish é um livro que desafia classificações óbvias. Com cara de livro infantil, na verdade ele é voltado para o público adulto, e, em especial, para os workaholics. Brian Rea, que um dia já sofreu no trabalho, traz uma versão da morte um tanto quanto diferente.

No seu conto, a Morte recebe um comunicado da área de recursos humanos, agradecendo pelo excelente trabalho, porém, como ela nunca tirou nem um dia de folga, depois de tantos anos, será obrigada a tirar um ano sabático para colocar as férias em dia. O livro conta como a morte, que realmente nunca viveu, resolve passar esse ano sabático e o que ela aprende com isso.

É um livro fofo, e que tem uma mensagem importante, especialmente nos dias enlouquecidos de hoje, onde tanta gente trabalha sem poder ou sem querer tirar férias. A história é contada em forma de diário, separado pelos meses, de uma forma temática.

Pessoalmente, eu curti muito a personagem principal, e a mensagem em si é linda.

Mas, de alguma forma, achei que o autor perdeu a chance de ser um pouco mais profundo, especialmente pela escolha da personagem e do tema. Sabe quando você vê uma ideia genial ser bem trabalhada mas não alcançar todo o potencial?

Independente disso, a leitura vale a pena e recomendo. Até porque é curtinho, gostoso, e ótimo para fazer número em desafios literários! Ou apenas para deixar na mesa de centro da sala e observar a cara das pessoas.

Nota 9.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

O Último Desejo - The Last Wish (The Witcher 0.5)



SPOILER FREE

Já faz alguns anos que a série The Witcher está na minha lista de desejos de leitura, mas, com o lançamento da série, detestada por uns, amada por outros, eu precisei colocá-la em modo leitura urgente. Aproveitando de quebra o tema do Desafio Literário Popoca para fevereiro! Nisso, a primeira coisa que me preocupou foi qual é a ordem de leitura?

Explico. The Witcher é uma série que é composta de uma saga (que começa com Blood of elves, ou O sangue dos elfos em português), mas também por diversos livros de contos. Aí começa a complicação, porque os livros de contos foram lançados em forma reunida depois da saga, mas as histórias se passam antes. O tira-teima vem do fato que os contos (em sua maioria) foram publicados antes, de forma separada, e o seu sucesso levaram o autor polonês de nome impronunciável Andrzej Sapkowski a escrever a saga, que, por fim, virou videogame. Desde então, o autor resolveu escrever mais uma prequel, Season of storms ou Tempo de tempestade em português, com histórias que completam o segundo livro de contos, A espada do destino. Confuso, não?

A segunda coisa que me preocupou foi: nunca joguei os jogos, apesar de conhecer de nome, e curti demais a série no Netflix, apesar dos votos contra, mas como seria ler os livros?

Dessa forma, sem saber exatamente sobre quais livros fizeram a primeira temporada, que me divertiu horrores, volto a dizer, resolvi ler o primeiro livro de contos de Witcher, que é carinhosamente numerada como The Witcher 0,5.

Depois de ler quase metade das histórias, descobri por aí que a primeira temporada da série do Netflix é uma adaptação dos dois primeiros livros de contos, O último desejo e A espada do destino. O que já me pareceu um tanto quanto óbvio durante a leitura, apesar das adaptações inevitáveis entre uma mídia e outra.

Agora abro meu coração, o livro me fez gostar ainda mais da série. Veja bem, The Witcher é uma fantasia no sentido muito clássico da palavra, com personagens que parecem saídos diretamente de sessões de RPG onde o autor resolveu jogar. Não é a toa que funciona tão bem como videogame, é perfeito para isso. Os retratos dos personagens na série, com exceção das lentes de contato que realmente são bizarras, é muito fiel ao livro, o que deixou a leitura muito divertida, diga-se de passagem.

Vamos ser sinceros, o gênero fantasia não gera com frequência uma grande obra literária. Tolkien que me perdoe, mas é verdade. The Witcher é divertido, muito mesmo, e não é nem mal escrito, mas não foge muito da média do estilo. Assim como a série. E o livro também tem os diálogos toscos e os seres monstruosos absurdos. Mas tudo se encaixa bem, não é a toa que fez sucesso. A ideia em si de Geralt of Rivia, Yennefer, Ciri, Dandelion e todo o mundo mágico, com suas pitadas de política, é simplesmente boa e original o suficiente para justificar todo o resultado.

Aviso para os que se aventurarem a ler O último desejo que, assim como a série, o livro trabalha com mais de uma linha de tempo entre os diversos contos. E que, apesar de muitas vezes eles parecerem desconexos ou sem propósito, todos tem uma importância na história principal.

Fiquei tão animada que já emendei no segundo livro de contos! Me sinto brincado de bingo, essa história eu já vi! Estou ansiosa pelos próximos volumes e temporadas!

Nota 9. 


Sweep with Me (Innkeeper Chronicles #4.5)



SPOILER FREE

E finalmente a dupla de autores, um casal composto por uma russa e um americano, que compõe Ilona Andrews, lançou mais um livro na série Innkeeper Chronicles. Talvez chamar de livro seja um exagero, visto que eles mesmos classificam como uma novela e numeraram de 4.5 ao invés de 5.

A história da Innkeeper Dina, dona do Gertrude Hunt, e sua busca pelos seus pais desaparecidos não exatamente continua, mas, entendo porque esse volume é necessário. Depois dos acontecimentos do volume 3, realmente Dina e Sean precisavam de algo na linha de Sweep with me, primeiro porque Dina termina o livro 3 bastante debilitada, segundo porque ela e Sean precisavam de um tempo para se desenvolverem como casal.

Nesse sentido, o volume 4.5 da série atinge bem os seus objetivos. E eu confesso que gostei muito desse formato mais curto para as histórias da série. Dessa vez os autores conseguiram alcançar um bom tom para a Dina como narradora, o que era um problema nos livros anteriores. E eu gostei particularmente da história desse volume, que além de trazer novos personagens muito interessantes, explora bem a questão dos inns na Terra, o seu papel no universo, e ainda explora melhor personagens que surgiram nos livros anteriores, como o cozinheiro Orro.

Apesar de todos os pontos positivos, continuo chateada com a espera obrigatória pelos próximos volumes.

Nota 9 por causa disso.


domingo, 26 de janeiro de 2020

The Ten Thousand Doors of January



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Para abrir o Desafio Literário Popoca 2020, cujo tema é livros com números no título, resolvi escolher um livro aclamado pela crítica, apesar de ainda não ter recebido nenhum prêmio literário, sem contar o merecido Goodreads Awards (que é de público, não de crítica) de melhor livro de estreia. A autora americana Alix E. Harrow traz uma história sobre Portas. Nada como começar o ano abrindo portas.

The Ten Thousand Doors of January engana com o seu título. Apesar de realmente terem Portas no enredo, o livro é sobre o poder das Histórias, e é contado do ponto de vista de January, uma menina órfã de mãe, cujo pai corre o mundo capturando artefatos para um homem rico, que em troca cuida dela. É uma história sobre aventura, escolhas, imaginação, preconceito, o perigo de uma única história (vide aqui Chimananda Adichie sobre esse tema), amor, família e superação.

E é lindamente escrito, daqueles livros que dá vontade de sublinhar um monte de passagens. Não é exatamente uma história feliz, mas isso não é importante, a grande lição de January não é sobre felicidade, e sim tomar as rédeas da própria vida, mesmo que ela tenha que lutar para isso.

Confesso que a princípio eu não gostei muito de January, ela não é uma protagonista de história de aventura comum. Mas como o texto alterna entre ela e um livro que ela está lendo, meu desgosto foi facilmente superado, e como valeu a pena. A menina me surpreendeu no final, que eu não vou contar, óbvio.

Como o livro foi lançado em setembro de 2019, ainda não há tradução para o português, mas espero que acertem isso até o final desse ano, quero comprar várias cópias para dar de natal para a família. Livro bom se compartilha!

Nota 10!


Coral e outros poemas



SPOILER FREE

E o primeiro livro de poesia de 2020 é da portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen. Nem lembro mais quando comprei o livro dela, mas, preciso dizer que foi uma escolha acertada.

A poetisa tem uma certa paixão pelo mar que se repete por toda a coletânea Coral e outros poemas, o que é algo muito português, diga-se de passagem, e um jeitão um tanto quanto clássico de escrever poesia. Mas quando ela acerta, ela acerta muito em cheio. Fiquei positivamente surpresa com o trabalho que a Companhia das Letras fez. E agora tenho vontade de ler mais obras da autora.

Além da paixão pelo mar e mitos gregos, nesse livro você encontra poesias sobre a pobreza, guerra, fascismo, esquerda e, quem diria, sobre o Brasil. Aparentemente, Sophia gostava de diversos autores brasileiros, o que foi uma agradável surpresa.

Para quem gosta de poesia é uma excelente escolha, fica a dica.

Nota 9.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Ask Me



SPOILER FREE

Impressionante. Toda vez que entro na onda de dar uma boa relaxada com leituras eu exagero. Tanto na quantidade, quanto na qualidade duvidosa dos livros eróticos.

Ask Me, da americana M. Malone, foi a gota d'água desse início de ano. Não só o livro não é exatamente bem escrito (onde estava o editor? os amigos que fazer leitura de teste?), como ele é recheado de clichês, e não estou falando dos bons, e de machismo disfarçado de romance. 

Pelo menos os meus olhos fizeram algum exercício, de tanto revirar.

O livro traz a história de Andre, um italiano que é designer de roupas masculinas, rico, famoso e gostoso. E hétero, porque não? E de Casey, uma jovem recém chegada do interior dos Estados Unidos, sem dinheiro, sem educação, e que dá a maior sorte de virar recepcionista numa mega agência de publicidade.

Toda a história dos dois à parte, se pelo menos o objetivo do livro, as cenas picantes caso não esteja claro, estivesse bem feito, ainda dava para relevar o resto. Mas não, a maior parte delas inclusive está cortada. Olhem a capa do livro, porque diabos a autora acha que ele vende? E ela ainda por cima não entrega? Se a história fosse boa até rolava, mas definitivamente não é esse o caso, é só ler o parágrafo anterior.

Depois dessa, sei que M. Malone pode sair da minha lista de escritores de erótica que podem ser lidos. Sim, eu tenho uma lista dessa, e uma dos autores para manter a distância.

Nota 3.

Josh and Hazel's Guide to Not Dating



SPOILER FREE

Depois de dois livros mais ou menos abrindo o ano, finalmente acertei um. A autora Christina Lauren, que na verdade é o pseudônimo de duas irmãs, traz uma história fofa e absurdamente divertida em Josh and Hazel's Guide to not dating.

Ainda sem tradução em português, porque o livro foi lançado em janeiro de 2020, temos a história de Hazel, uma jovem maluquinha beleza (bem maluquinha, mas do bem, adoraria ter uma dessas na minha vida) que é apaixonada por Josh, apesar de ter certeza que não há a menor possibilidade deles funcionarem como casal. Já Josh, filho de um casal de coreanos, redescobre Hazel, depois de ter histórias épicas dela na época de faculdade, porque sua irmã se tornou a melhor amiga dela.

Por questões de destino,ou enredo, os dois começam a conviver e fazem um pacto para se auto ajudarem em blind dates. A partir desse ponto, ou até antes, a dupla de autoras consegue criar uma história romântica, sem machismo, divertida, com momento de risadas de encher os olhos de lágrimas de rir.  

Todas as personagens são interessantes e divertidas. As situações podem ser um tanto quanto estranhas, mas como Hazel é doidinha, elas passam como críveis. O relacionamento de Josh e Hazel é um dos mais fofos que já li, com direito a lição de como ter um relacionamento saudável, seja como amigos, seja como algo mais.

Excelente leitura.

Nota 9,5.

The 48-Hour Hookup (Chase Brothers #4)







SPOILER FREE

Continuando na minha fase de manter as leituras leves, resolver me manter numa busca por bons livros de literatura erótica. Uma pena que The 48-hour hookup não entrou nessa lista, apesar de uma premissa no mínimo interessante.

A autora, Sarah Ballance, traz a história de uma jornalista famosa por ter fugido de três cerimônias de casamento, onde ela era a noiva, claro, e de um meme de internet. Isto é, um cara bonitão que viralizou por conta de uma foto sua enquanto malhava. Os nomes não são importantes, porque os dois personagens são muito mais conhecidos e mencionados por seus apelidos de internet.

Todo o drama ocorre porque, como os dois são famosos, e os dois querem deixar de ser, eles não podem ser vistos juntos.

É um drama fofo para um primeiro encontro. Até dá para enrolar pelo final de semana que eles passam juntos. Mas, depois que o final de semana (as tais 48h do título) mais parece meses de namoro com direito a uma repetição pouco saudável do drama, deixa de ser divertido, ou dramático, e passa a ser só chato.

Se ao menos as cenas picantes fossem boas... mas, elas são basicamente inexistentes.

Tem comédia. O livro tem excelentes passagens cômicas, daquelas de gargalhar, mas elas são curtas, e não chegam a redimir a chatice. Achei uma pena, porque a premissa é divertida e podia ter rendido coisas muito mais interessantes.

Nota 6.

Moonlighter (The Company #1)



SPOILER FREE

Resolvi começar 2020 de forma leve, porque de pesado basta todo o resto. Então, nada como ler um romance, quer dizer, literatura erótica, com um jogador de hockey. Hockey porque meu marido joga, claro.

Em Moonlighter, a autora americana Sarina Bowen traz a história de Alex, uma jovem com um ex um tanto quanto perigoso, que resolve gastar seu dinheiro com segurança privada. Algumas mulheres podem, mas não vamos problematizar. 

Entra em cena Eric Breyer, jogador de hockey e irmão do responsável pela segurança de Alex. Por questões de destino, Eric e Alex são conhecidos de longa data, e por isso, Eric acaba sendo arrastado para o esquema de segurança. Mas quem acaba em risco é a cama do hotel que eles dividem. Piada infame, eu sei, mas não resisti.

Considerando o estilo literário, Moonlighter é divertido e com excelentes cenas picantes. Tem os seus defeitos? Claro. Alex não é exatamente uma personagem que gera empatia. E para quem trabalha com software, sua falta de percepção de segurança da informação não é lá muito realista. Mas Eric e o sistema/aparelho tipo mordomo compensam.

No geral, é uma boa leitura para quem curte o estilo. Sem grandes pecados, mas sem grandes pontos fortes. Excelente para matar tempo nas férias.

Nota 8,5.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019




RETROSPECTIVA 2019


Eu sei que está tarde para isso. Mas 2019 foi um ano muito difícil, mais do que a média. E eu comecei 2020 com umas sete resenhas atrasadas. Não dá pra fazer retrospectiva sem as resenhas todas, não é mesmo?

Apesar do ano complicado, em temos de leitura 2019 foi lindo, consegui bater meu recorde pessoal de livros lidos: 132 livros. Li livros muito bons, aumentei a leitura de poesia e de literatura brasileira. Li meu primeiro livro em espanhol, e consegui completar o Desafio Literário Popoca.

Pelo menos algo se salvou nesse ano!

Como boa estatística que sou, seguem alguns números importantes:

Total de páginas lidas (contadas pelo Goodreads): 33.491
Livro mais longo: The Legend of Holly Claus, com 554 páginas (eu sabia que ele era longo demais!)
Livro mais curto: Crafting a daily practice, com 32 páginas
Média de páginas por livro em 2019: 253 páginas

Total de livros escritos por mulheres, que era uma meta pessoal minha para esse ano: 99, equivalente a 75% dos livros lidos!

Total de livros brasileiros, outra meta pessoal: 12, equivalente a 9,1% dos livros lidos, um recorde pessoal!

Total de livros de poesia, porque leitura diária é importante computar: 24, equivalente a 18,2% dos livros lidos, nada mal!

Livros de fantasia: 51, equivalente a 38,7% dos livros lidos, uma preferência óbvia, né?

Livros de autores orientais (me chamaram atenção que é orientalista isso, mas eu simplesmente não quero listar os países): 9, acho que é a primeira vez que leio mais autores brasileiros que orientais.

Quadrinhos: total de 16, o que me surpreendeu, achei que fosse menos.

2 livros de autores africanos e 3 de autores latinos, não brasileiros.

Livros de temática LGBT: 10! Mais uma meta batida!

Normalmente aqui eu faria um comentário rápido sobre os livros todos de 2019, mas sério, não vou escrever sobre 132 livros, viraria um livro por si só. (eu sei que tem gente que já escreveu livros sobre isso, quem sabe um dia?)

Então, falarei apenas de alguns livros que me marcaram positivamente ou negativamente. Aviso que me recuso a apontar o melhor livro do ano, tem livros que não são comparáveis.

Mas, eu tenho um pior do ano, que nem cheguei a resenhar aqui, por uma mistura de pena e não querer brigar com minha sogra (não literalmente, ok?) ou causar algum problema. O balão caiu, da brasileira Claudia Ildefonso, é o pior livro que li esse ano, e ele briga pelo posto de pior livro que já li na minha vida. Conta a história de como Claudia foi cuidar da sua mãe, que caiu num balão na Turquia. Sugiro lerem as notícias na internet se ficaram interessados e passem longe do livro.

Entre os pontos altos do ano estão livros de alguns autores que eu amo de paixão e que gosto de ler com frequência: A máquina de fazer espanhóis do Valter Hugo Mãe, que vale demais a leitura, recomendo. Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchet, uma releitura muito bem escolhida, não só porque o livro é divertido demais, mas por conta do lançamento da série de TV baseada nele. Esse ano descobri a brasileira Conceição Evaristo, li um livro de poesia e um romance meio biografia. Ela entrou no meu hall pessoal de autores favoritos por causa deles.

Entre os quadrinhos, vou ressaltar Nimona, que me surpreendeu, e a série Monstress, que ainda está sendo publicada e continua partindo meu coração por causa disso. Leituras muito recomendadas. No ramo comédia, descobri uma série sensacional, chamada Superheroes Anonymous, estilo indie, ninguém conhece e não está na lista dos mais vendidos, mas foi das melhores leituras desse tipo para mim esse ano.

No quesito livro infantil e infantojuvenil, tenho duas indicações sensacionais de 2019, A Day in the Life of Marlon Bundo, encomendado pelo John Oliver, cliquem no link do livro para entender, vale a pena. E o outro é A garota que bebeu a lua, um dos melhores livros do ano, de tão maravilhoso.

Livros que olhando na minha lista eu queria ressaltar aqui: O alegre canto da perdiz, da autora africana Paulina Chiziane, o livro com a maior quantidade de marcações que li em 2019. As primeiras quinze vidas de Harry August, que foi um dos livros mais bem escritos que já li, a autora Claire North fez milagre ao criar 15 vidas diferentes e mistura-las num só livro, incrível. The particular sadness of lemon cake, da Aimee Bender, foi um dos livros mais lindos que li esse ano, apesar de ter lido num momento pouco propício, por isso a nota que dei na época, ele é daqueles livros que fica com você e conforme o tempo passa você gosta mais e mais dele. E, por último, porque sei que todos nós temos que ler os livros de 2020, This song will save your life, da Leila Sales, outro livro muito lindo e maravilhoso, que indico para quase todas as idades.

Ufa! E essa foi a retrospectiva de 2019! 

E para 2020? Bom, 2020 promete ser um ano complicado, mas é para isso que serve o escapismo da leitura. Esse ano pretendo seguir o Desafio Literário Popoca, mas, para facilitar minha vida, não pretendo escolher os livros de antemão, até porque já reparei que nunca sigo mesmo o que eu pretendo ler. Então, que 2020 seja cheio de leituras maravilhosas!

domingo, 19 de janeiro de 2020

Feline the Flames (The Firehouse Feline #2)



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Depois de um primeiro volume muito divertido, apesar dos problemas, as autoras Lacey Carter Andersen, L.A. Boruff e Laura Greenwood retomam a história de Callie, a jovem que vira um gato por conta de uma maldição e que está começando a se envolver com três bombeiros. Sim, três, é um reverse harem!

Como o primeiro livro é muito curto, o segundo também, e a proposta é não dar spoiler, não posso falar muito do enredo. Mas posso adiantar que continua muito divertido, com mais adrenalina que o volume anterior, e finalmente com o que todo leitor de literatura erótica quer.

Como também é uma história de aventura, entendo que não tenha tantas passagens calientes quanto eu gostaria, até porque não tem muitas páginas para isso. Apesar de que já li alguns young adults que tem mais sexo que Feline The Flames, o que é muito triste.

Mas, a história é divertida o suficiente para me manter como leitora, pelo menos por enquanto. Até porque o terceiro volume ainda não foi publicado. Ainda bem que os personagens masculinos são todos iguais, dá menos trabalho para lembrar quem é quando quando o livro sair.

Nota 8.


Feline The Heat (The Firehouse Feline #1)



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Quem segue o blog sabe que há algum tempo descobri um estilo de literatura erótica chamado reverse harem, que é exatamente o que o nome sugere. De vez em quando eu me aventuro buscando novos livros desse tipo, Feline The Heat foi um dos últimos que encontrei e que resolvi experimentar.

Escrito a três mãos pelas autoras Lacey Carter Andersen, L.A. Boruff e Laura Greenwood, o livro traz a história de Callie, uma jovem órfã que sempre teve dificuldades nos seus lares adotivos porque ela foi amaldiçoada quando criança. Por causa da maldição ela vira um gato nos momentos mais loucos e inapropriados. Manter seu segredo por tantos anos não só foi difícil como também a tornou uma criança e uma adolescente complicada.

Agora já uma jovem adulta, ela busca respostas de um mundo sobrenatural que faz de tudo para se manter escondido, atrás de alguma bruxa que possa remover a sua maldição e responder o que houve com os seus pais, que ela tem certeza que foram assassinados. Ao chegar numa nova cidade, sua forma felina resolve visitar com frequência os bombeiros locais, onde 3 homens acabam por se envolver com ela e tentam ajuda-la. Reverse harem, lembram?

Confesso que quando descobri que o livro era sobre uma mulher que vira um gato e se envolve com três bombeiros eu nem pensei duas vezes e comprei. Não me arrependo, o livro é muito divertido. Em termos de regras de magia e como o mundo funciona, ele é até bem escrito. Também, com 3 autoras para se vigiarem, não podia ter buracos óbvios, certo?

Diversão e cenas quentes à parte, meu problema com Feline The Heat é que os personagens masculinos parecem todos os mesmos, o que, pelo o que já li, é um problema comum em reverse harem. Outro problema é que o livro é curto demais, mais parece uma novela do que um livro, e como é uma série, que realmente é uma série com diversas continuações, nada de outro casal que conhece a galera dos livros anteriores, achei sacanagem dividirem a história para ganhar mais dinheiro.

E por fim, o pecado capital em literatura erótica: prometer e não cumprir o objetivo da literatura erótica.

Espero que lancem logo a coleção num volume só para justificar a compra e a leitura. Porque apesar dos diversos problemas, confesso que gostei do enredo e de Callie, e pretendo continuar lendo a série.

Nota 8.


sábado, 18 de janeiro de 2020

My Name on His Tongue: Poetry (Arab American Writing)



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Na minha eterna busca por livros de literatura árabe, por vezes me contento com autores de origem árabe que vivem ou nasceram em outros países. Laila Halaby nasceu nos EUA, mas seu pai é de origem árabe, o que a torna uma mestiça que sofre um preconceito especial desde setembro de 2001.

Nesse livro de poesias, Laila fala justamente disso, da sensação de não pertencer a lugar nenhum, e como sua vida mudou desde a queda do World Trade Center. Com um texto pungente e poderoso, ela evoca sensações, histórias e sentimentos de perda, tristeza, incompreensão, pertencimento e não pertencimento.

É sempre enriquecedor descobrir textos assim, especialmente quando a autora consegue fazer poemas soarem tão verdadeiros e sentidos.

Apesar desse volume em particular não ter recebido nenhum prêmio, Laila já ganhou diversos prêmios com outras obras, e a razão para isso transparece no seu trabalho em My Name on His Tongue.

Fica a dica para quem curte poesia, pois vale cada palavra.

Nota 10.

Undead Girl Gang



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Esse livro entrou na minha lista de leituras assim que foi publicado e fiquei sabendo que era sobre uma adolescente wiccan que resolve trazer sua melhor amiga de volta dos mortos para descobrir que a matou. Como passar por essa sinopse e não querer ler?

A história é contada do ponto de vista de Mila, uma adolescente gordinha e de origem latina, que tem como melhor e única amiga Riley, filha dos únicos agentes funerários da cidadezinha de Cross Creek. Além de inseparáveis, as duas são as únicas adolescentes wiccan da escola. Isto é, até Riley morrer, a terceira morte em menos de um mês no colégio.

Mila tem certeza que sua amiga, e as demais meninas, June e Dayton, foram assassinadas, e apesar dos conselhos contra da dona da única loja esotérica da cidade, ela resolve fazer um ritual de ressurreição. Que dá certo, talvez um pouco demais. Agora Mila precisa lidar com três adolescentes mortas vivas enquanto tenta descobrir quem as matou.

O livro é fofo. Não tem como não se apaixonar pelas personagens, tanto as vivas quanto as mortas. O mistério em si não é lá grandes coisas, o assassino me pareceu muito óbvio, apesar do esforço da autora Lily Anderson em disfarçar. Mas, a graça do livro não está no mistério, e sim nas descobertas de Mila sobre quem ela é e quem os outros realmente são. A melhor parte está justamente no seu amadurecimento. E de quebra, o texto em si é bom.

Undead Girl Gang não é nenhuma obra prima, mas é uma leitura leve, divertida e interessante. Vale a pena pegar para ler, apesar de ainda não ter sido traduzida para o português.

Nota 8,5.

Monstress, Vol. 4: The Chosen



SPOILER FREE

E no final de setembro de 2019 finalmente saiu o volume 4 de Monstress! Como o ano foi meio complicado, apesar de ter comprado no lançamento, demorei para conseguir pegar para ler.

Mas a espera valeu muito a pena! Sana Takeda continua com seu trabalho visual absolutamente perfeito em Monstress. Depois de ver tantas personagens femininas, finalmente alguns homens aparecem com jeito de que vão ficar por um certo tempo, e eles são tão maravilhosamente desenhados quanto as mulheres. Estou simplesmente apaixonada pelo trabalho dessa japonesa.

Mas Monstress não vive apenas do visual incrível, a autora americana Marjorie Liu sabe o que está fazendo. Todos os prêmios que os volumes anteriores de Monstress ganharam são muito merecidos. Marjorie criou um mundo com um viés matriarcal muito rico, interessante, cheio de violência, intriga e mitologias próprias. Suas personagens são apaixonantes, complexas e a história promete ir longe.

Já perdi as esperanças de ser uma série mais curta, acho que ficarei alguns anos sofrendo entre os lançamentos dos seus volumes. Mas se a cada lançamento eu puder ler algo tão bom quanto todos os volumes lançados até agora, vai valer a pena. O prazer de ler tantas personagens femininas maravilhosas, com direito a casamento real lésbico é indescritível.

Nota 10!

Em tempo, o terceiro volume já saiu em português (em Portugal, pela editora Saída de Emergência) com o título Refúgio, no Brasil a editora Pixel está lançando a série, mas até o momento só tem 2 volumes publicados.


Rat Queens vol 6



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no último volume que tenho de Rat Queens. Depois de vários altos e baixos, entendo porque as personagens fazem sucesso e têm um fandom tão grande e dedicado, mas, vou terminar a minha aventura nesse sexto volume.

Nessa coletânea temos uma história que une o passado de Braga e Orc Dave, que é uma aventura interessante e com muita adrenalina. Em paralelo, uma história mais focada em Dee vai se desenvolvendo, e que tinha muito potencial. Na verdade, os dois arcos são interessantes, mas, mal explorados e trabalhados de forma corrida e superficial.

Sabe aquela sensação de é só isso? Cadê o resto? Infelizmente esse é o gosto final de Rat Queens para mim.

No final desse volume tem também uma história especial, totalmente a parte de todas as histórias até aqui. Numa vibe futurista, as Queens são apresentadas como personagens de um mundo repleto de realidade virtual e seus poderes e características são adaptados para isso. E o visual também é completamente diferente.



Pessoalmente não me agradou. Não curti o visual, achei masculinizado demais, o que tira a graça original do grupo de RPG só de personagens femininas, voltando a ter cara de só mais um grupo de personagens guerreiros. Além disso, achei a história sem graça.

Na verdade é uma pena. Um conjunto muito bom de personagens com boas ideias, mas desperdiçado. Pretendo gastar meu tempo agora com outras leituras, foi interessante enquanto durou.

Nota 5.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Rat Queens vol 5



SPOILER FREE

Depois de três volumes muito bons, apesar de ter bastidores questionáveis, o volume 4 de Rat Queens não me deixou muito animada para ler a coletânea seguinte. Mas, como eu sou chata e gosto de reclamar com razão, li o volume 5.

A quinta coletânea de histórias das Rat Queens, grupo estilo RPG, mas 100% feminino e com bastante diversidade, foi exatamente tão ruim quanto eu esperava. Dessa vez a orc Braga, além das já conhecidas Hannah, uma elfa necromante, Violet, uma guerreira anã de um clã de ferreiros, Dee, uma sacerdotisa ateia originária de uma religião bizarra e Betty, uma espécie de hobbit ladina, não estão em histórias dignas de sua grandeza.

Foi muito triste constatar que a melhor parte desse volume é a primeira história, que conta o passado de Orc Dave, um personagem fofo que apareceu em diversos capítulos anteriores.

 
Outras histórias têm passagens interessantes, como as mudanças de traço quando as personagens estão doidonas com drogas ou quando falam de seu passado tão antigo que é como se fosse outra vida. Mas, o arco que liga esse quinto volume é simplesmente ruim. Resolvi ler o volume seguinte só pra saber se pelo menos terminava melhorzinho, porque, claro, termina de novo com um gancho.

Odeio livros com gancho no final.

Mas é quadrinhos, eu entendo, relevo e perdoo. Mas fica o aviso.

Se esse fosse o único defeito de Rat Queens vol 5 não teria problema. O problema, na verdade, é todo o resto. Achei uma pena, uma série tão legal e tão cheia de potencial sendo jogada na lama. Se você não quiser se decepcionar, fique apenas nos primeiros 3 volumes e seja feliz.

Nota 5.