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sábado, 17 de novembro de 2018

Kingdom of Ash (Throne of Glass #7)



SPOILER FREE

E finalmente foi publicado o último volume da mega saga Trono de Vidro! A louca aqui, claro, comprou o livro ainda no pré-lançamento, e ficou só esperando o bendito aparecer no kindle. Vantagens da vida moderna!

Confesso que não sei quando a Record vai lançar esse livro, e há uma chance deles fazerem o mesmo que fizeram com Império de Tempestades, que foi vendido no Brasil dividido em dois tomos. Isso porque o livro tem quase mil páginas. Você leu certo. Mil páginas!

As mil páginas parecem menos do que isso, vou logo avisando, porque Sarah J. Maas resolveu elevar a um novo nível a alternância entre diversos pontos de vista. Ela já tinha feito testes desse formato em livros anteriores da série, e realmente ela foi ficando melhor nisso, e acredito que isso tenha dado a coragem necessária para finalmente colocar a sua habilidade a prova aqui. Entre os pontos de vista da Aelin, Chaol, Aedion, Dorian, Rowan, Manon e mais alguns, ela consegue não se perder e manter o ritmo da leitura ao fazer o estilo de narrativa de alternância de histórias que sempre pausam em momentos dramáticos.

Não é o meu estilo favorito. Me lembra muito Dan Brown, o que eu não considero um elogio.

Mas como ela consegue manter isso tudo indo por mil páginas? A resposta: muitas batalhas. Sério, eu nem sei quantas batalhas épicas ela inclui no livro, não me dei o trabalho de contar. São muitas, e todas bastante emocionantes, é preciso dizer. E claro, tinha aquele um zilhão de pontas soltas que ela foi deixando ao longo dos livros anteriores, até porque o livro sexto não tratou de nenhuma delas, só acrescentou.

Considerando isso tudo, o livro é satisfatório, porque realmente trata de todas elas, ou pelo menos de todas as mais importantes (considerando que essas sejam as que eu mesma conseguia lembrar). Tem uma questão deus ex maquina, tem, claro que tem, é um livro da Sarah J. Maas num mundo cheio de magia e seres fantásticos. E eu preciso lembrar que a autora ainda por cima tem um amor por personagens que beiram a perfeição, por mais que sejam imperfeitos?

Tem o problema dos mates? Tem, mas talvez por ter outras histórias e coisas acontecendo ao mesmo tempo a questão fica menos presente, ou pelo menos chama menos atenção e não enche tanto o saco. Exceto nas vozes da Aelin e do Rowan, nesses momentos uma dose de insulina é necessária.

Ela mata personagens importantes? Bem... é uma questão controversa, primeiro porque não quero dar spoiler, segundo porque precisa definir o que é ou não importante... mas sim, temos mortes no livro, e vou deixar só isso. Até porque com tantas batalhas como poderia ficar sem mortes?

Eu entendo o dilema que a autora acabou criando com relação a essa questão. Depois de tantos livros com personagens tão marcantes que tanta gente se apaixonou, as batalhas finais precisam de sangue, mas como decidir entre todas essas personagens? Considerando que o estilo young adult tem uma propensão maior a seguir as vontades dos fãs e a criar finais felizes, Sarah J. Maas se colocou realmente numa sinuca de bico.

É preciso levar isso em consideração para avaliar o livro. Kingdom of Ash não faz feio no final das contas, e a leitura é muito agradável, dinâmica e possui muitos bons momentos de adrenalina. Dentro do estilo que a autora está desenvolvendo é um dos melhores livros dela, e isso é muito positivo. Mas o livro não é perfeito e não é genial.

Acredito que Sarah J. Maas tem potencial para fazer coisas muito melhores do que essa série. Mas não sei se vão permitir que ela alce esse tipo de voo. A indústria da literatura young adult é bastante poderosa e Sarah me parece que já foi engolida por ela. Prevejo que ela vai continuar escrevendo bons young adult, mas infelizmente não acredito que ela vá largar esse osso e tentar coisas mais abrangentes como ela me parecia ter vontade nos livros anteriores. Nesse sentido, Kingdom of Ash me parece um aviso da autora sobre o que ela pretende fazer no futuro.

Agora nos resta aguardar a nova série spin-off de Corte de Espinhos e Rosas para ver se estou certa ou não.

Nota 9.

Nota da série: 8.

Não lembra da série? Veja as resenhas anteriores aqui:

Trono de Vidro
Coroa da Meia Noite
Herdeira do Fogo
Rainha das Sombras
Império de Tempestades
Torre do Alvorecer
A lâmina da assassina - novelas

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A Court of Frost and Starlight - Corte de Gelo e Estrelas



SPOILER FREE

Confesso que já comecei a leitura do quarto livro da série Corte de Espinhos e Rosas bem desanimada, por motivos de não entender a necessidade de existir mais um volume (como você pode ver aqui na resenha do volume anterior).

Uma das coisas mais tristes que podem acontecer com um livro é você ter expectativas ruins sobre ele e elas se realizarem. Infelizmente esse foi o caso.

Corte de Gelo e Estrelas não é exatamente mais um volume na série, tanto que a autora o chamou de "novella", o que quer dizer que no final das contas ele é uma história razoavelmente curta no universo da série Corte de Espinhos e Rosas. Mas o problema na verdade não é o tamanho do livro, é a falta de conteúdo.

Depois de 3 livros tensos e cheios de história (cheios até demais), Sarah J. Maas gasta quase 300 páginas para falar de uma festa, sobre o ponto de vista de diversos personagens. Tentativa de ponto de vista, pois alguns personagens parecem os mesmos, se não fosse o nome no início do capítulo eu não saberia quem que estava falando.

Com exceção de alguns capítulos, ou ponto de vista de poucos personagens, o livro é uma grande ode à perfeição do casal principal. É tanto açúcar que mais parece uma fanfic do que um trabalho original da Sarah. Eu já tinha sentido isso no terceiro livro da série, que ela estava começando a exagerar na dose de Feyre e Rhysand, mas aqui ela perde completamente o controle. O livro fica chato, repetitivo e eu não aguento mais ler a palavra mate. 

Não sei como ficou a tradução de mate em português, mas a ideia na história é de alma gêmea. O problema é que em inglês o termo também denota companheiro, amigo, e é usado a rodo no Reino Unido em geral entre os homens. Ela usa tanto essa palavra que mais parece um livro inglês do que americano. Aliás, li uma parte do livro imaginando dois homens tendo os diálogos entre Feyre e Rhysand e foi a melhor parte da leitura.

E o que ela resolveu fazer com a Nesta? A irmã mais velha de Feyre era um personagem tão interessante, e agora ela se tornou só chata. Sarah resolveu fazer todos os seus leitores odiarem a Nesta. E eu não entendi o motivo, visto que, pelo pedacinho do livro seguinte que veio na minha edição, o quinto livro/spin-off da série vai ser justamente sobre ela.

Faltou um bom assessoramento editorial aí.

Não faz jus aos outros trabalhos da autora.

Nota 5.

A Court of Wings and Ruin - Corte de Asas e Ruína

 
 
SPOILER FREE

Se o primeiro livro foi ruim, talvez de propósito ou não, e o segundo foi uma lição aprendida a duras e longas penas sobre relacionamentos abusivos e como treinar para ser uma High Fae guerreira, o terceiro livro, Corte de Asas e Ruína é a guerra!

No terceiro livro da saga Corte de Espinhos e Rosas, Sarah J. Maas leva Feyre de volta para a Corte da Primavera, mas dessa vez ela está preparada para lidar com a situação e sabe exatamente o que ela quer. E isso é só o que antecede a grande guerra contra Hybern. E a guerra toma conta de todo o livro, no final das contas, intercalado com romance e sexo, claro.

Se o segundo livro é sobre Feyre descobrir o que é legal para ela e se aperfeiçoar, o terceiro é a hora de colocar as mãos na massa, num grande épico cheio de lutas, sacrifícios, traições e revelações! Sarah J. Maas vem mostrar como pode ser eclética, com cenas apoteóticas de batalhas. Porque um romance young adult não precisa ser focado apenas nos relacionamentos amorosos, claro que não. Apesar deles abundarem ao longo de todo o livro e serem o provável motivo de muito leitor continuar a série.

A autora resolve abraçar algumas pautas feministas ao longo da narrativa, aproveitando para fazer os próprios personagens questionarem o que acontece no seu mundo, que por sinal é bastante machista, caso você ainda não tenha percebido nos livros anteriores. Não só questionarem mas também tomarem ações para mudar o que eles acreditam ser injusto. É bem interessante, porém nem sempre Sarah acertar na dose.

Como experiência de leitura, apesar de ser maior que o segundo, achei que Corte de Asas e Ruína é mais rápido e objetivo de ler, e cansa menos. Talvez por conta das batalhas e de todo o clima de intriga entre as cortes do mundo High Fae, que dificulta muito parar no meio da leitura. Confesso que foram 6 dias tensos, pensando nos próximos minutos livres que eu teria para continuar a ler. Excelente sinal para qualquer livro.

Mas o livro não é perfeito. Independentemente das tentativas feministas e de representatividade de algumas minorias, Sarah J. Maas insiste em algumas coisas que me incomodam, mas que fazem parte da avassaladora maioria dos livros young adult. Tanto em Corte de Espinhos e Rosas quanto em Trono de Vidro ela insiste na questão de ter um mate (não sei como traduziram esse termo), que é equivalente a ideia da alma gêmea. Gente, coisa do século passado isso, por favor. E todo o mundo precisa ter um, para que esse exagero? Ninguém existe sozinho. Os que não possuem mates são todos maus na história, sério. Eu entendo a questão dos hormônios, a galera quer ler sobre casais, ok, mas vamos colocar limite?

Além disso, preciso dizer que o final não me agradou. Depois de tanto esforço para ser diferente no universo atual de young adult, Sarah J. Maas caiu no clichê logo no finalzinho da corrida. Uma pena! E ainda por cima num clichê tão cheio de água com açúcar que meus olhos quase caíram de tanto revirar. Receito o uso de insulina literária para a leitura desse final.

E para que deixar um final tão aberto? Mais 50 páginas (o que são mais 50 páginas depois de 700?) e ela podia terminar a série ali. Mas não. Ela precisava escrever mais um livro. O livro seguinte, Corte de Gelo e Estrelas, que saiu agora em maio desse ano, é tão pequeno perto dos demais (tem menos de 300 páginas) que você fica se perguntando para que ele serve. Além dela ganhar uma grana extra, claro.

Independente do que vai acontecer no quarto livro, Sarah J. Maas já avisou que o quinto livro vai ser um spin-off, isto é, a série em si acaba no quarto livro. Graças aos deuses, de série longa dela já basta Trono de Vidro. Não entendo essa necessidade de fazer essas séries de livros que não terminam nunca.

A questão no final das contas é que a série é bem interessante para aqueles que ainda não percebem a necessidade do feminismo, e de como algumas questões sociais que ainda temos muito forte hoje em dia precisam ser mudadas. Mas, se você já está numa fase mais desconstruída, os livros não parecem grandes coisas.

Tudo depende do que você achou do primeiro livro, quanto mais você gostou dele mais você precisa ler os seguintes.
Nota 8.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A Court of Mist and Fury (A Court of Thorns and Roses, #2) - Corte de Névoa e Fúria


SPOILER FREE

Depois de um primeiro livro morno, beirando ao ruim, Sarah J. Maas resolveu pagar todos os seus pecados e acertar todos os problemas no segundo livro. E no processo conseguiu reverter completamente a minha percepção dessa série.

Em resumo: depois de sobreviver, numa forçação do sentido da palavra, aos testes de Amarantha, Feyre retorna à Corte da Primavera com o amor da sua vida. Mas coisas começam a acontecer e ela passa a perceber que o seu conto de fadas não é lá essas grandes coisas e a se perguntar se é isso mesmo que ela quer para a sua nova vida (literalmente).

Sarah J. Maas resolveu, não sei por questões de pegar a galera do amor-romântico-possessivo pelo pé, ou se por questões de mas você já reparou que a história que você escreveu é machista?, que estava na hora de apontar tintim por tintim todos os problemas do relacionamento abusivo do primeiro livro. E isso ela faz extensamente. Por mais de 600 páginas de livro. É muito defeito para apontar e corrigir, gente.

Tudo bem que ela incluiu aí no meio todo o treinamento de Feyre para se tornar uma guerreira e dominar as magias que ela ganhou no final do primeiro livro. E isso tudo inclui uma quantidade difícil de enumerar de clímaces (precisei pesquisar esse plural) e uma lição bastante completa e abrangente de como um relacionamento legal deve ser.

Pessoas, em especial os homens héteros, leiam esse livro para aprender como devem tratar suas parceiras, por favor. Inclui instruções na cama.

Mulheres hétero, de nada.

Preciso dizer que o segundo livro acaba fazendo valer a leitura do primeiro, por todos os seus pontos positivos. Ele me fez me apaixonar tanto pelos personagens que agora eu estou com medo de que a Sarah os mate nos livros seguintes. Preciso de mais Feyre, Rhysand, Mor, Azriel, Cassian e Amren na minha vida de leitora. Toda a dinâmica que ela conseguiu construir para eles é muito divertida de ler.

Mas nem tudo são rosas. O livro é longo demais, detalhado demais, tudo demais. É tanta coisa que acontece que o resumo que eu pude usar aqui é ridículo de pequeno. Pode ser viciante e gostoso de ler, mas cansa. Me senti numa maratona de leitura!

E Sarah ainda comete um pecado capital para mim: o livro termina num gancho. Um gancho daqueles bem ruins de você ler e não ter o livro seguinte para começar assim que virar a última página. Maldade pura.

Problemas à parte, Sarah J. Maas subiu de novo no meu conceito e eu recomendo muitíssimo a leitura dos dois primeiros livros de Corte de Espinhos e Rosas. Vale o esforço e o gancho, mas já deixe o volume seguinte a postos.

Nota 9.

domingo, 30 de setembro de 2018

A Court of Thorns and Roses - Corte de Espinhos e Rosas



SPOILER FREE

Acho que essa vai ser uma das resenhas mais difíceis que já fiz. Não só porque o tema é espinhoso (piadinha infame proposital), mas porque comecei a ler o livro seguinte e isso muda muito a perspectiva, porém vou registrar minha primeira impressão aqui.

Sarah J. Maas é a mesma autora de Trono de Vidro, mas essa é a segunda série que ela publicou. Nos últimos anos ela tem alternado as publicações das continuações das duas séries, mas Trono de Vidro veio primeiro.

Isso fica bastante claro na qualidade da escrita da autora, que aqui é mais parecida com o segundo ou terceiro livro de Trono de Vidro, o que é bastante positivo para a história. E novamente ela traz uma personagem feminina principal, Feyre, que é forte e precisa lutar por sua sobrevivência e pela segurança das pessoas que ela ama.. Até aí tudo lindo e maravilhoso.

O problema começa pelo fato de que Corte de Espinhos e Rosas é uma história baseada em A Bela e A Fera. Sim, isso mesmo, e não, não há como negar, todos os principais pontos do conto de fadas estão presentes aqui. Isso é tão claro que está em todos os blurbs desse livro. A questão é que eu detesto a história de A Bela e A Fera, para mim esse conto de fadas é uma história de uma relação abusiva vendida como romântica.

E é exatamente isso que acontece nesse livro. Temos uma relação absurdamente abusiva que é vendida como romântica, e a autora leva o abuso de forma muito literal, com direito a diversas passagens bastante pesadas em termos de violência. Já saquei que Sarah J. Maas adora torturar suas personagens, o que não é exatamente ruim por si, mas às vezes eu acho que ela exagera na mão.

Para piorar a situação, diferente da Celaena de Trono de Vidro, Feyre não é exatamente brilhante. Preciso confessar que passei boa parte do livro revirando os olhos e xingando mentalmente a personagem principal. Parte desse problema é até explicável pela história de vida da personagem, mas parte não é. Mais um ponto onde eu acho que a autora pesou demais na mão.

Como um livro solo, os pontos positivos são poucos perto dos negativos, e preciso dizer que a experiência como um todo não me agradou. Só me decidi por ler os livros seguintes da série porque uma grande amiga minha me prometeu que a série em si era boa. O primeiro livro não me convenceu em nada disso.

Nota 6.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

The Assassin's Blade - A lâmina da assassina



SPOILER FREE

Então, esse é um livro de novelas da mesma autora de Trono de Vidro. Eu já sabia que ele existia fazia tempo, mas demorei para conseguir comprar em promoção, então, estou lendo depois do, não sei bem, sexto livro?

Enfim, são diversas histórias que de alguma forma são mencionadas nos livros originais da série Trono de Vidro, mas todas elas acontecem antes do primeiro livro. A leitura não fica comprometida com relação à ordem, dá para ler tranquilamente entre qualquer outro livro ou até mesmo antes do primeiro. O interessante de ter lido no momento que eu li é que de alguma forma as novelas apresentam com alguns personagens no último livro que li, e eu gostei de vê-los novamente sob outro ângulo e em outro momento da saga da personagem principal.

Em compensação, lê-lo depois de você descobrir algumas coisas nos volumes seguintes quer dizer que o seu coração fica super apertado, porque obviamente você já sabe o que vai acontecer. Para mim isso não fez diferença em termos de ficar chateada com spoiler ou algo do gênero, as histórias em si não dependem inteiramente das coisas não ditas para serem interessantes ou emocionantes.

O fato da autora ter escrito essas novelas depois de pelo menos os dois primeiros livros também quer dizer que a qualidade do seu texto está melhor do que no início da série, o que é muito positivo para essa coletânea.

Dentro do conjunto da saga, a leitura é válida, acrescenta profundidade à personagem principal, é divertida e bem escrita. Mas não deixa de ser um livro para os fãs da série. Não faz sentido ler só esse livro e ele não é uma boa propaganda para o primeiro volume de Trono de Vidro, visto que o estilo é melhor e não é no mesmo formato de romance.

Nota 8.

domingo, 24 de setembro de 2017

Tower of Dawn (Throne of Glass 6) - série Trono de Vidro


   Chaol Westfall, former Captain of the Royal Guard and now Hand of the newly crowned King of Adarlan, had discovered that he hated one sound above all others.
   Wheels.
   Specifically, their clattering along the planks of the ship on which he'd spent the past three weeks sailing through storm-tossed waters. And now their rattle and thunk over the shining green marble floors and intricate mosaics throught the Khagan of the Southern Continent's shining palace in Antica.
   With nothing to do beyond sit in the wheeled chair that he'd deemed had become both his prison and his only path to seeing the world, Chaol took in the details of the sprawling palace perched atop one of the capital city's constless hills. Every bit of material had been taken from and built in honor of some portion of the khagan's mighty empire.

SPOILER FREE

Finalmente consigo parar para fazer essa resenha! Como eu mencionei no post anterior dessa saga (veja aqui para lembrar), comecei a ler esse livro no dia em que ele foi lançado, graças ao Kindle, como eu amo esse aparelho.

Minha primeira impressão foi um choque. Não esperava que esse volume fosse ser sobre o personagem do Chaol (coisa de quem não presta atenção em blurb), primeiro porque o final do livro anterior me deixou absurdamente ansiosa para saber o que aconteceria com a Celaena/Aelin, segundo porque eu não gosto do Chaol.

Passado o choque inicial, resolvi dar uma chance, claro, tudo na série até o momento era bom, só porque agora envolveria o Chaol não precisava ser necessariamente ruim, certo? Ainda bem que fui em frente, "Tower of Dawn" é uma excelente continuação, e realmente muito importante para a saga como um todo, traz revelações impactantes que vão mudar tudo para o próximo (e último? Tomara,7 livros tá bom, né?) volume da saga!

Depois desse livro eu passei até a gostar mais do Chaol, o que realmente não achava que seria possível, mas não, ainda não caio de amores por ele. E como livro, o único defeito é o excesso de pares românticos dessa parte da história. Realmente precisava que todos, absolutamente todos os personagens tivessem ou desenvolvessem um caso amoroso? Para amenizar isso, pelo menos tem casal não normativo. Ponto positivo para a Sarah, a autora tem futuro.

Em termos de qualidade literária, assim como no volume anterior, dá para perceber o crescimento da autora como escritora, e estou adorando ver isso, espera só ela ficar madura, vai ser sensacional. Mas o estilo dela está ficando um tanto quanto descritivo demais, o que pode ser chato para alguns leitores, e o que torna os livros um tanto longos (esse livro, por exemplo, tem 700 páginas!). Pelo menos ela descreve coisas importantes, e não gasta páginas e páginas falando das árvores.

Se eu já estava ansiosa para a continuação da saga, agora estou mais ainda! Agora, só em maio de 2018... ainda bem que tenho uma montanha de livros para ler (e isso é praticamente literal, prefiro nem pensar no assunto).

Nota 9.

domingo, 10 de setembro de 2017

Empire of Storms (Throne of Glass 5) - Império de Tempestades


     The bone drums had been pounding across the jagged slopes of the Black Mountains since sundown.
    From the rocky outcroppingon which her war tent groaned against the dry wind, Princess Elena Galathynius had monitored the dread-lord's army all afternoon as it washed across those mountais in ebony waves. And now that the sun had long since vanished, the enemy campfires flickered across the mountains and valley below like a blanket of stars.
     So many fires - so many, compared to those burning on her side of the valley.
     She did not need the gift of her Fae ears to hear the prayers of her human army, both spoken and silent. She'd offered up several herself in the past few hours, though she knew they would go unanswered.

SPOILER FREE

Como no início de setembro, quase um presente de aniversário, foi lançado o sexto livro da série "Throne of Glass" (Trono de Vidro em português), resolvi que era um bom momento para lembrar um pouco da história e ler o livro anterior, que eu já havia comprado mas acabei não lendo.

(Para quem quiser relembrar comigo: Throne of Glass, Crown of Midnight, Heir of Fire e Queen of Shadows)  


Eu estou adorando a saga de Celaena/Aelin, mas o problema de sagas muito longas, como essa, onde existem muitos personagens para acompanhar, e diversos detalhes para lembrar, é que quando se fica quase um ano sem ler um livro, quando se retoma a memória não acompanha muito bem, eu simplesmente tive dificuldade de lembrar de diversas coisas. O ponto positivo é que a autora, Sarah J. Maas não é daquelas que ficam te lembrando de tudo o tempo todo (o que realmente me irrita, ainda mais quando leio os volumes seguidinho), o negativo é que eu acho que não aproveitei tão bem quanto poderia a história.

(Não é a toa que me recuso a ler Game of Thrones enquanto não terminarem de publicar tudo!)

A continuação da história de Erileia é tão boa, senão melhor, que os livros anteriores, com a vantagem que a autora está melhorando cada vez mais sua capacidade de escrita, definição de personagens e criação de arcos de narrativa. A forma como ela consegue me surpreender no enredo é sensacional. E conforme a saga vai caminhando, Sarah tem aumentado o número de narradores contando a história, e ela tem ficado cada vez melhor na troca de vozes deles.

Tomara que ela continue assim e continue escrevendo muito, vai ser maravilhoso acompanhar seu desenvolvimento.

E finalmente chegou o ponto da história em que os interesses românticos resolvem ser mais escancarados, o que traz diversas passagens que deixam "50 tons" no chinelo (o que não é difícil, mas deu para entender o recado). Pontos extras para quem curte.

A única coisa que me incomodou nesse volume é que talvez a autora tenha exagerado um pouco no sofrimento imposto a personagem principal. Tudo bem que ela é maravilhosa, forte e uma das melhores protagonistas femininas que já li, mas precisava disso tudo? Fiquei um tanto incomodada. Não sei o quão necessário era.

Mas fora isso, me deixou doidinha pra ler o livro seguinte, tanto que comecei a ler no dia que lançou (agradeço aos deuses pelo Kindle ser wireless) e já estou quase acabando. Aguardem a resenha. Vale mencionar parte da loucura para ler o livro seguinte foi devido ao gancho absurdo no final. Só não foi tão ruim assim porque veio num quase anticlímax e acompanhado de tanta violência que realmente... confesso que foi bom ter uns dias para descansar (foram 2 dias lendo outro livro).

Nota 9,5.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Queen of Shadows



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no último livro já lançado da série "Throne of Glass"! Foram mais de 600 páginas de muita tensão e uma certa tristeza, pois saber que agora terei de esperar até setembro pelo próximo volume, e que ainda haverá mais um título a ser lançado no próximo ano, que nem título tem, é realmente algo digno de tristeza para um leitor.

Em termos de qualidade narrativa e de escrita, vou manter o terceiro volume como o meu favorito, pois aqui as histórias paralelas não funcionam tão bem, apesar de continuarem interessantes. Alguns personagens crescem, o que é muito bom, porém outros ficam meio mais ou menos. Chaol, um dos primeiros interesses românticos da personagem principal, perde muita graça nesse volume, e cai alguns níveis de "personagem legal", apesar de recuperar alguma coisa no final, outros perdem a graça por se tornarem menos malvados. Não entendo essa necessidade de fazer os personagens legais serem bonzinhos.

O final do livro também deixa um pouco a desejar, o desfecho da trama desse volume é interessante e me pegou de surpresa, o que foi fantástico, mas o pós clímax me pareceu um tanto apressado. E um pouco perigoso, pois não me pareceu uma decisão lá muito sensata dos personagens, o que ficou, de certa forma, pouco característico dos mesmos. Poderia ter sido mais coerente sem comprometer o andamento do enredo. E nesse meio tempo dava para explorar outras partes da narrativa. Enfim, ficou com cara de "o prazo acabou, então vou terminar o livro correndo".

Apesar disso, a saga continua valendo a pena a leitura, e super recomendado para quem curte fantasia e aventura. Bônus para quem curte personagens femininas fortes!

Nota 9.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Heir of Fire - Herdeira do Fogo



SPOILER FREE

Terceiro livro da saga "Throne of Glass", e até agora o melhor dos 3 volumes! Como ainda estamos em maio, e a resenha ainda não atrasou, continuo no tema muito necessário do desafio literário de "livros escritos por mulheres". E para coroar o tema ainda temos uma fantasia com uma protagonista maravilhosa, forte e guerreira até a pontinha dos lindos cabelos.

Como já falei nas resenhas anteriores (aqui e aqui), a qualidade do trabalho da Sarah J. Maas vai melhorando a cada livro, e esse em particular é um divisor de águas. Enquanto nos livros anteriores toda a narrativa seguia a protagonista Celaena que nem cachorro pidão, agora a história se divide em três arcos distintos que vão sendo alternados ao longo do livro, o que deixa a história bem mais dinâmica e o desespero ao ter de parar de ler no meio muito maior.

Dessa vez vamos seguir a continuação da saga do desenvolvimento da protagonista para algo além de assassina, redescobrindo o seu passado e sua família, para então conseguir abraçar o seu destino, enquanto os amigos que ela deixou para trás se encontram no meio de uma nova trama e precisam se virar sozinhos para evitar as armadilhas que estão sendo armadas. E num novo arco, começamos a acompanhar a história de uma bruxa, Manon, de uma raça até então pouco explorada nos livros, que apesar de ser má até a última gota do seu ser,  consegue ser tão cativante que você se sente obrigada a torcer por ela de alguma forma.

Até agora (estou quase em 1/3 do livro seguinte), esse é o meu livro favorito da série. É o livro que me deu uma vontade enorme de ver essa história no cinema ou na TV, porque seria muito legal uma protagonista dessas com uma história dessas numa mídia mais mainstream. Precisamos muito de mais histórias como essa.

Nota 9,5!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Crown of Midnight - Coroa da Meia-Noite



SPOILER FREE

Então, esse é o livro seguinte a "Throne of Glass", que eu comecei a ler no exato momento em que terminei o livro anterior porque, bem, eu PRECISAVA saber o que aconteceria depois com a protagonista feminina-guerreira maravilhosa criada pela Sarah. Como ainda estamos em maio, resolvi que continuar na leitura da saga era bastante apropriado, já que o tema é livros escritos por mulheres, e quando vejo uma história de fantasia e aventura tão boa com uma personagem feminina e escrita por uma autora, o meu coração aquece de amor e orgulho.

Seguindo a trama de "Trono de Vidro", continuamos a acompanhar a história de Celaena Sardothien, a assassina com um passado misterioso e que, apesar de tentar esconder a todo custo, possui um grande coração. Eu vou tentar evitar conta o final do livro anterior, mas bem, se a história continua, dá para imaginar o final, não é mesmo? Agora, ela está metida num outro tipo de trama, rebeldes se organizam por todos os cantos do reino para tentar derrubar o rei tirano, e Celaena precisará se posicionar de uma forma ou de outra, tanto para seguir o que ela acha certo, mas também para proteger os seus novos amigos. Mas quem serão os seus amigos de verdade? Mais mistérios!

Como mencionei na resenha anterior, a escrita de Sarah J. Maas não é nenhum primor literário, a história prende muito mais do que a qualidade do texto, mas já nesse volume dá para perceber uma melhora no trabalho da escritora. Mas o forte ainda é o enredo, que consegue surpreender mesmo quando você acha que já desvendou os mistérios e sabe exatamente o que vai acontecer. Tudo bem, algumas coisas você realmente consegue prever, mas Sarah consegue te surpreender mesmo assim, nem que seja nos detalhes, o que deixa a leitura muito divertida.

O único fraco do livro, na minha opinião, é o lado amoroso da história. Me incomoda um pouco todo o problema com os apaixonados pela protagonista, apesar dela ter os seus rompantes de "eu não preciso de ninguém", que são muito legais, me deixa um pouco triste essa necessidade de ter que ter um envolvimento romântico. Será que precisava mesmo? Meio desnecessário.

Nota 9!

Throne of Glass - Trono de Vidro



SPOILER FREE

Como eu mencionei anteriormente, maio é o mês dos livros escritos por mulheres, e depois de dois volumes no estilo "chick lit" eu precisava de algo diferente, mas ainda mais leve de ler, logo, resolvi seguir o conselho de duas amigas e ler o primeiro livro da saga "Throne of Glass", que foi lançada em português com o título "Trono de Vidro".

E não é que as minhas amigas tinham razão? O livro (e a saga) é extremamente viciante, daqueles que fazem você virar a noite lendo, ser mal educada com quem te interrompa a leitura e decidir ficar em casa só para terminar o livro. Tudo isso por conta da protagonista, que é uma personagem feminina dessas extremamente fortes e marcantes, e que definitivamente foge do estereótipo das personagens menininhas e princesas. Pessoalmente, a achei mais interessante do que a protagonista de Hunger Games, o que mostra de que tipo de patamar estou falando.

Mas além disso, a história em si é muito envolvente, com diversos outros personagens ricos e interessantes, uma trama política devidamente complexa e uma história de mundo dignamente mitológica, estilo Senhor dos Anéis (só que menos, calma, a autora tinha 16 anos quando desenvolveu esse primeiro livro, vamos manter as devidas proporções).

Aliás, esse foi um ponto que me surpreendeu demais, a idade da autora! A sua capacidade de escrita é fenomenal para a sua idade, e nos livros seguintes (já vou adiantando) só melhora. Pois apesar do enredo ser muito interessante e prender o leitor do início ao fim, a escrita nesse primeiro volume ainda é meio estranha e um tanto amadora mesmo, mas a história e a protagonista fazem o leitor ignorar o problema, que vai reduzindo nos livros seguintes da saga.

Só para atiçar a vontade de ler, a sinopse da Livraria Cultura: "Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, uma jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo."

Nota 9!