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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019




RETROSPECTIVA 2019


Eu sei que está tarde para isso. Mas 2019 foi um ano muito difícil, mais do que a média. E eu comecei 2020 com umas sete resenhas atrasadas. Não dá pra fazer retrospectiva sem as resenhas todas, não é mesmo?

Apesar do ano complicado, em temos de leitura 2019 foi lindo, consegui bater meu recorde pessoal de livros lidos: 132 livros. Li livros muito bons, aumentei a leitura de poesia e de literatura brasileira. Li meu primeiro livro em espanhol, e consegui completar o Desafio Literário Popoca.

Pelo menos algo se salvou nesse ano!

Como boa estatística que sou, seguem alguns números importantes:

Total de páginas lidas (contadas pelo Goodreads): 33.491
Livro mais longo: The Legend of Holly Claus, com 554 páginas (eu sabia que ele era longo demais!)
Livro mais curto: Crafting a daily practice, com 32 páginas
Média de páginas por livro em 2019: 253 páginas

Total de livros escritos por mulheres, que era uma meta pessoal minha para esse ano: 99, equivalente a 75% dos livros lidos!

Total de livros brasileiros, outra meta pessoal: 12, equivalente a 9,1% dos livros lidos, um recorde pessoal!

Total de livros de poesia, porque leitura diária é importante computar: 24, equivalente a 18,2% dos livros lidos, nada mal!

Livros de fantasia: 51, equivalente a 38,7% dos livros lidos, uma preferência óbvia, né?

Livros de autores orientais (me chamaram atenção que é orientalista isso, mas eu simplesmente não quero listar os países): 9, acho que é a primeira vez que leio mais autores brasileiros que orientais.

Quadrinhos: total de 16, o que me surpreendeu, achei que fosse menos.

2 livros de autores africanos e 3 de autores latinos, não brasileiros.

Livros de temática LGBT: 10! Mais uma meta batida!

Normalmente aqui eu faria um comentário rápido sobre os livros todos de 2019, mas sério, não vou escrever sobre 132 livros, viraria um livro por si só. (eu sei que tem gente que já escreveu livros sobre isso, quem sabe um dia?)

Então, falarei apenas de alguns livros que me marcaram positivamente ou negativamente. Aviso que me recuso a apontar o melhor livro do ano, tem livros que não são comparáveis.

Mas, eu tenho um pior do ano, que nem cheguei a resenhar aqui, por uma mistura de pena e não querer brigar com minha sogra (não literalmente, ok?) ou causar algum problema. O balão caiu, da brasileira Claudia Ildefonso, é o pior livro que li esse ano, e ele briga pelo posto de pior livro que já li na minha vida. Conta a história de como Claudia foi cuidar da sua mãe, que caiu num balão na Turquia. Sugiro lerem as notícias na internet se ficaram interessados e passem longe do livro.

Entre os pontos altos do ano estão livros de alguns autores que eu amo de paixão e que gosto de ler com frequência: A máquina de fazer espanhóis do Valter Hugo Mãe, que vale demais a leitura, recomendo. Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchet, uma releitura muito bem escolhida, não só porque o livro é divertido demais, mas por conta do lançamento da série de TV baseada nele. Esse ano descobri a brasileira Conceição Evaristo, li um livro de poesia e um romance meio biografia. Ela entrou no meu hall pessoal de autores favoritos por causa deles.

Entre os quadrinhos, vou ressaltar Nimona, que me surpreendeu, e a série Monstress, que ainda está sendo publicada e continua partindo meu coração por causa disso. Leituras muito recomendadas. No ramo comédia, descobri uma série sensacional, chamada Superheroes Anonymous, estilo indie, ninguém conhece e não está na lista dos mais vendidos, mas foi das melhores leituras desse tipo para mim esse ano.

No quesito livro infantil e infantojuvenil, tenho duas indicações sensacionais de 2019, A Day in the Life of Marlon Bundo, encomendado pelo John Oliver, cliquem no link do livro para entender, vale a pena. E o outro é A garota que bebeu a lua, um dos melhores livros do ano, de tão maravilhoso.

Livros que olhando na minha lista eu queria ressaltar aqui: O alegre canto da perdiz, da autora africana Paulina Chiziane, o livro com a maior quantidade de marcações que li em 2019. As primeiras quinze vidas de Harry August, que foi um dos livros mais bem escritos que já li, a autora Claire North fez milagre ao criar 15 vidas diferentes e mistura-las num só livro, incrível. The particular sadness of lemon cake, da Aimee Bender, foi um dos livros mais lindos que li esse ano, apesar de ter lido num momento pouco propício, por isso a nota que dei na época, ele é daqueles livros que fica com você e conforme o tempo passa você gosta mais e mais dele. E, por último, porque sei que todos nós temos que ler os livros de 2020, This song will save your life, da Leila Sales, outro livro muito lindo e maravilhoso, que indico para quase todas as idades.

Ufa! E essa foi a retrospectiva de 2019! 

E para 2020? Bom, 2020 promete ser um ano complicado, mas é para isso que serve o escapismo da leitura. Esse ano pretendo seguir o Desafio Literário Popoca, mas, para facilitar minha vida, não pretendo escolher os livros de antemão, até porque já reparei que nunca sigo mesmo o que eu pretendo ler. Então, que 2020 seja cheio de leituras maravilhosas!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018 - parte 2



Sim! Esse ano resolvi fazer a retrospectiva dividida em duas partes.

A primeira parte você encontra aqui e trata bem rapidamente de todos os livros que eu li. O que quer dizer que o post é um tanto longo esse ano.

A segunda parte é a parte divertida para quem gosta de números e estatística! Vamos lá! 

Total de livros lidos: 107
Total de páginas (segundo o Goodreads): 29.320
Média de páginas por livro: 274

Confesso que fiquei muito boba com a quantidade de páginas, mesmo vendo as contas é difícil de acreditar nesse número.

Gêneros:
Poesia: 15
Young Adult: 20
Não ficção: 17
Graphic Novel: 18
Contos: 5

Esse foi um ano marcado por Graphic Novels, poesia e young adult! Posso dizer que eu já sabia o resultado antes de contabilizar? Mesmo assim consegui ler uma quantidade razoável de livros de não ficção. Fiquei satisfeita.

Gêneros - parte 2:
Livros escritos por mulheres: 64
Livros com protagonistas femininas: 42

Confesso que esse ano rolou um esforço da minha parte para dar preferência para autoras mulheres, e estou muito feliz com o resultado.

Origem:
Brasil: 2
Estados Unidos e Inglaterra: 74
África: 4
Oriente Médio: 8
América Latina: 5

Eu juro que eu tento fugir do meio anglófono, mas é muito difícil. Já fiquei feliz por ter lido qualquer coisa brasileira esse ano, considerando que li quase tudo via kindle, e eu preciso dizer que eu esperava um resultado melhor de autores do Oriente Médio. Talvez minha cabeça tenha confundido autores com o assunto, porque realmente li mais do que 8 livros sobre essa região. Melhoria para o próximo ano!

Agora é só parar e organizar as leituras para 2019! Mas isso é um problema para o ano que vem...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018


Esse ano de 2018 foi especial para as minhas leituras, primeiro porque li muita coisa legal, segundo porque pela primeira vez na vida cheguei no marco de 100 livros lidos. Confesso que nunca imaginei que chegaria nesse número. No dia que terminei o livro n°100 eu comemorei. Aliás, se você quiser dicas minhas de como chegar lá também, veja aqui!

Agora eu preciso confessar que não tenho a menor ideia se chegarei de novo nesse número. (ano novo é para se começar sem culpas ou sujeira embaixo do tapete, então essa é a hora das confissões)

O final do ano se aproxima e eu não tenho a menor ideia de como serão os meus horários ou minha agenda no próximo ano, por questões totalmente alheias ao meu controle, portanto, não é um bom momento para pensar em metas ousadas para 2019. Quem sabe ao longo do ano eu perceba que é possível chegar de novo nessa quantidade e eu volto a pensar no assunto.

Até lá, vamos para a Retrospectiva 2018! Sente-se num lugar confortável e com uma bebida geladinha (no hemisfério sul, nesse verão de rachar) ou quentinha (no hemisfério norte, que o inverno está prometendo ser pesado esse ano), porque haja retrospectiva para cobrir tanto livro. Tentarei ser sucinta.

O início do ano vai ser rápido de rever, foram duas séries completas de Graphic Novels que aproveitei para ler nas férias e no Carnaval. Comecei o ano com Sandman, numa edição dividida em 10 volumes, o clássico que lançou ao estrelato o maravilhoso Neil Gaiman, e que deu origem aos quadrinhos de Lucifer (que totalizam 5 volumes), um filhote meio bastardo do Mike Carey, que infelizmente não chegou aos pés do brilhantismo de Gaiman.

Mais ou menos na mesma época eu li um livro de poesia da mineira Adélia Prado, que aprendi a apreciar, mais um clássico, Robinson Crusoé, que não consegui entender porque ainda é lido, porque é chato até dizer chegar, e uma série arthuriana de 3 volumes, dessa vez do ponto de vista da Guinevere, que, apesar de ter boas intenções, teve lá os seus problemas de execução.

Terminando esse monte de séries resolvi ler coisas que não tivessem continuação, daí sobre o mundo árabe eu li O Corão (não fiz resenha por motivos éticos), Extraordinary Women, com rápidas biografias de mulheres incríveis do mundo islâmico, Nove Partes do Desejo, um estudo jornalístico sobre as mulheres no mundo muçulmano, Madinah, uma coletânea de contos de autores árabes que me gerou uma lista de autores para pesquisar, e Islã da historiadora Karen Armstrong.

Para dar uma quebrada nesse clima, eu li também Let's Pretend This Never Happened, da mesma autora de Furiously Happy, o que é sempre certeza de diversão, The Golem and The Jinni, que mistura as mitologias judaica e árabe, uma obra belíssima que deve receber uma continuação (desnecessária mas quem sou eu para reclamar) no próximo ano, The life-changing magic of not giving a f*ck, uma paródia maravilhosa do livro da Marie Kondo, Mr. Penumbra's 24-hous Bookstore, um livro muito doido que me surpreendeu e amei, Her Reasons, meu primeiro livro da linha harém reverso, o que descobri que existia esse ano e, bem, não posso reclamar da sua existência, e num tom mais espiritual li Omnipresent, uma coletânea de textos sobre a(s) deusa(s).

Daí precisei de uma limpeza cerebral mais pesada e fui terminar séries, começando com Where she Went, mais uma continuação desnecessária mas fofa, Real Vampires take no prisoners, cuja série simplesmente deixou de me agradar e não pretendo ler mais nada da autora por falta de paciência até alguém me convencer, e o mais erótico Jock Row, porque, bem, eu gosto.

Limpeza mental feita, li os mais técnicos Belly Dance Around The World, uma coleção de artigos na linha das ciências sociais sobre a dança do ventre ao redor do mundo, No God But God, uma breve história do Islã do iraniano Reza Aslan, Muhammad's wives, sobre as diversas esposas oficiais do profeta Maomé e Kings and Presidents, uma análise de um ex-agente da CIA sobre a relação entre os reis sauditas (desde a fundação da atual Arábia Saudita) e os respectivos presidentes norte americanos.

Mais ou menos nessa época terminei vários livros de poesias, entre eles: A arte de pássaros do Neruda, que não parece Neruda, The garden of Heaven do Hafiz, numa tradução meio blé, A criança em ruínas do português José Luís Peixoto, um dos melhores livros de poesia desse ano, Letter to my daughter da maravilhosa Maya Angelou, virei fã e quero mais, e, por fim, Dog Songs da Mary Oliver, que pela fama eu esperava mais.

Entre os livros mais pesados e as poesias, li The Astonishing Color of After, um livro lindo demais e que estou doida pra ser lançado no Brasil, Ten Women da chilena Marcela Serrano, uma grande descoberta para mim de autoras latino-americanas. Num tom mais leve, Getting over Garrett Delaney, um livro muito bom para adolescentes, Celtic Tales, cujo título já explica que são histórias celtas, The Collaborative Habit da bailarina americana Twyla Tharp, que prometia mais do que entregou, A Mystic Guide to cleansing and clearing, que mais pareceu um livro de receitas, para o bem e para o mal, e The hating game, o melhor livro que já li da linha de inimigos a amantes.

Depois de tanta coisa levinha li para compensar um livro do maravilhoso autor egípcio ganhador do Nobel, Naguib Mahfouz, The Harafish, fechando minha meta anual de ler algo dele sempre, Girls of Ryad, um romance escrito por uma saudita que é simplesmente chocante, o clássico do Philip K. Dick que deu origem ao filme Blade Runner, Androides sonham com ovelhas elétricas?

Daí um tive outro surto de limpeza mental e li seguidinho Heartbreakers e Paper Hearts da Ali Novak, Love Machine da Kendall Ryan, The Accidental Harem da JJ Knight, The Player e The Catch da K. Bromberg e Taking the heat da Victoria Dahl. Desses eu só recomendo o Accidental Harem.

Para não perder o ritmo, pois a limpeza mental não tinha sido lá essas coisas, li 3 livros de histórias curtinhas, A lâmina assassina, novelas do universo de Trono de Vidro que serviram para refrescar a memória enquanto eu aguardava o lançamento do último livro da série, The Djinn Falls in Love, uma coletânea de contos sobre gênios (os da lâmpada mesmo) e Broad Strokes, uma coletânea de breves biografias e análises de 15 mulheres artistas plásticas.

Por ocasião do dia dos pais li Morreste-me, mais um livro do português José Luís Peixoto, que caiu super bem para mim. E continuei na saga de terminar séries de livros deixadas pela metade, com os três últimos livros de Please Don't Tell My Parents I'm a Supervillan, que eu adoro de paixão e de fofura, Always and Forever Lara Jean, porque estava na hora antes que eu esquecesse o nome das personagens todas, e no embalo li a série completa de Corte de Espinhos e Rosas (4 livros).

Para contrabalancear, eu li Robert Fisk on Afghanistan, com as matérias do jornalista especialista em Oriente Médio durante a guerra contra o Talibã, A Belly Dance Journal, um livro bastante técnico apesar de simples com sugestões de práticas voltadas para a dança do ventre, e terminei O Tarô Mitológico, que é uma versão das cartas do tarô usando mitologia grega. Terminei também os livros de poesia Poesia Completa de Yu Xuanji, uma das poetisas chinesas mais importantes e Les Fleurs du Mal, do francês Baudelaire, que eu nem sei quanto tempo levei para ler.

Daí entrei numa vibe ler sobre mulheres e devorei Men Explain Things to Me, que achei maravilhoso e bem no ponto, assim como I'm Judging You da nigeriana Luvvie Ajayi. Virei fã dela. No ramo ficção li The girl you left behind, uma história linda de mulheres incríveis, a série já publicada de Monstress (apenas 3 volumes até hoje), terminei a série Themis Files (2 livros e um mini conto), que apesar de não ser escrita por uma mulher tem mulheres fodas. Li a poetisa brasileira Laura Erber com A Retornada, e finalmente o último livro da série Trono de Vidro.

No meio dessa leitura feminina toda, eu li Odd and the Frost Giants do Neil Gaiman, que é uma categoria a parte, publicação da mortalidade, do português Valter Hugo Mãe, e o livro Histoires do francês Jacques Prévert, que eu amo.

Fora isso, continuei firme na linha feminina, com Made you up da Francesca Zappia, Poeta X da Elizabeth Acevedo, A filha perdida da Elena Ferrante, dois livros da Sarah Andersen, Herding Cats e Big Mushy Happy Lump, Dance was her religion, sobre 3 bailarinas do início do século XX que só criaram a dança moderna e mais uma corrida de livros que eu esperava que fossem eróticos mas... deixaram a desejar: A passionate love affair with a total stranger da inglesa Lucy Robinson, Sweetshop of dreams da inglesa Jenny Colgan, Part-time lover da Lauren Blakely e Dear Jane da Kendall Ryan, vencedor do título pior livro do ano. Em compensação teve o delicinha Scoring the wrong twin da Naima Simone.

Fechando o ano, terminei o livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik e dois livros de poetas de Moçambique, Rui Knopfli e Sangare Okapi. O livro super feminista para adolescentes Moxie e um de contos de natal, My True Love Gave to Me. Ufa.

Que 2019 seja recheado de livros maravilhosos para todos! Aliás, já viram o Desafio Literário do Popoca para o próximo ano? Excelentes dicas de livros para ler! Nem todas minhas, mas o que não foi meu eu pretendo usar! Clica aqui!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

Estamos no apagar das luzes do ano, então estou tentando fechar um post de retrospectiva do ano a tempo, levando em consideração que tem livros terminando ainda esse ano no momento que estou escrevendo, o objetivo ainda não está cumprido! Mas os deuses da literatura são poderosos e hão de me ajudar!

Vamos a algumas estatísticas interessantes:

Total de Livros Lidos: 78
Total de páginas lidas: 20.675
Livro mais curto: Invasão: um conto urbano - 5 páginas
Livro mais longo: The Prize - 929 páginas
Média de página por livro: 265 páginas
Total de livros de poesia: 22
Livros brasileiros: 3
Livros de não-ficção: 20
Livros de contos: 4
Livros de vencedores do Nobel: 6
Livros escritos por mulheres: 45

Retrospectiva:

O ano de 2017 começou extremamente auspicioso, primeiro comecei o ano meio doente (o que não é auspicioso, mas releva), então eu precisava de livros que me fizessem me sentir bem, logo, abri o ano só com gente boa: William Blake - The Marriage of Heaven and Hell, Valter Hugo Mãe - Homens imprudentemente poéticos e Ondjaki - E se amanhã o medo. Apostei em alguns nomes desconhecidos para mim, como Randa Ghazi - Sonhando a palestina, que me emocionou muitíssimo e Muriel Barbery - A elegância do ouriço, que já entrou na minha wish-list para eu ler outras obras da autora francesa. Ainda em janeiro, li a fabulosa Amélie Nothomb - Le sabotage amoureaux, Ismail Kadaré - Uma questão de Loucura e Nikki Giovanni - Bicycles. E consegui finalizar alguns livros iniciados no final de 2016, como Um amor feliz - Wislawa Szymborska, Cem Poemas - Kabir e Poemas - Adonis, sendo que esse último eu comecei a ler quase na virada para 2017.

Janeiro foi um mês extremamente produtivo, com todo o tempo que passei em casa de licença médica e de férias. E eu digo isso porque ainda terminei nesse mês mais livros bacanas: Weird Things Customers Say in Bookshops (volumes 1 e 2) - Jen Campbell e Fountain and Tomb - Naguib Mahfouz.

Difícil de manter a qualidade depois de tantos livros, então primeiro dei uns azares, com Natural Year - Jane Alexander, que deixou um tanto a desejar, Ariel - Sylvia Plath, que detestei, e os medianos Dreamcartcher - Stephen King e Batman: O cavaleiro das trevas - Frank Miller. Entremeado a eles, para manter a força, consegui coisas boas como: Poemas - Wislawa Szymborska (virei fã de carteirinha, quero ler pra sempre), The Ilustrious Jade Egg - Saida Desilets (muito informativo, me animou a ler outro livro da autora, que espero continuar a ler no ano que vem), Há Prendisajens com o Xão - Ondjaki e A viagem iniciática - Christian Jacq.

A partir desse ponto a coisa virou meio montanha russa, primeiro com o péssimo O diabo veste Prada - Lauren Weisberg, o que me surpreendeu, pois gosto muito do filme, seguido do fofíssimo Howl's Moving Castle - Diana Wynne Jones, que eu curti tanto que ainda li esse ano suas duas continuações (vamos chegar lá), do muito bacana e leve Show your work! - Austin Kleon, e novamente outro ruinzinho, Petrobras: uma história de orgulho e vergonha - Roberta Paduan.

Esse momento montanha russa atingiu até as leituras de poesia, pois consegui ler Neruda - Teus pés toco na sombra e outros poemas inéditos e Jacques Prévert - Paroles, dois gigantes da poesia, junto com 2 livros meio méh, o Poemas da Antologia Palatina - José Paulo Paes, que não me animou, e o péssimo-nunca-mais-leio-nada-da-autora A teus pés - Cristina Cesar.

Aí entrei numa fase de literatura italiana, pois uma amiga emprestou o seu kindle para eu ler os livros da Elena Ferrante. O que me deixou meio abismada, primeiro porque me emprestaram um kindle, o que achei sensacional, eu não tenho maturidade pra isso, segundo porque Elena Ferrante é maravilhosa e amei tudo: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e, por fim, The Story of the Lost Child. Sim, o último livro eu li em inglês, minha amiga justificou o caso com "em inglês lançou primeiro", e eu não ia reclamar.

Claro que simultaneamente eu li outras coisas que foram bem interessantes, como: The tiny book of tiny stories 2 - Joseph Gordon-Levitt (só a organização!), Hemingway didn't say that - Garson O'Toole, que fez um estudo muito interessante sobre citações de internet, Fortunately the milk - Neil Gaiman (não tem como errar, tudo dele é interessante de ler), A maze me: poems for girls - Naomi Shihab Nye, que não foi lá essas coisas mas deu para aproveitar, Feminist Fight Club - Jessica Bennett, título bem autoexplicativo e leitura sensacional.

Confesso que foi uma fase um tanto de livros visuais, depois do primeiro volume de Tiny Stories e do livro do Neil Gaiman ainda li outros, como Lost in translation - Ella Frances Sanders, Adulthood is a myth - Sarah Andersen, o terceiro volume de The tiny book of tiny stories e Milk and honey - Rupi Kaur.

E dessa forma fui me preparando para o meu primeiro grande desafio do ano, lendo mais um livro do Neil Gaiman - Trigger Warning, dessa vez de contos, a ficção científica sensacional Sleeping giants - Sylvain Neuvel (que foi objeto de uma confusão de gênero da minha parte) e o livro fast-food-que-faz-mal-pra-saúde Beautiful Mistake - Vi Keeland. Então consegui estar pronta para encarar as quase mil páginas de The Prize - Daniel Yergin, ganhador do Pulitzer e quase bíblia de quem estuda história e geopolítica do petróleo.

Depois disso, fiquei um tempo desintoxicando, então li um monte de coisas leves, como A hidden witch - Debora Geary (rainha dos livros onde tudo é cor de rosa e céu de brigadeiro), os dois últimos volumes da série Trono de Vidro, Empire of Storms e Tower of Dawn, o leve 13 dates - Matt Dunn, e pra dizer que nem tudo foi suave, li a autobiografia maravilhosa do bailarino Kenny Pearl, The Dance Gods, e da americana de origem chinesa Amy Chua, Battle Hymn of the Tiger Mother, terminei os livros de poesia do Rûmi, Poemas de Rûmi, T.S.Eliot, Collected Poems 1909-1962, e Mia Couto, Poemas Escolhidos.

Paralelamente a isso, li o monstro Tails of Wonder and Imagination, um livro de contos que tem a proeza de ter 500 páginas. Mas gatos. Não tem como reclamar de gatos.


Então me senti bem o suficiente para o segundo desafio do ano: Orientalismo de Edward Said. Que, obviamente, foi seguido de uma segunda desintoxicação, com os surpreendentes Witches of New York - Ami McKay e The ghostwriter - Alessandra Torre. Como eu estava no ritmo dos contos ainda li o Once upon a curse, que não chegou aos pés dos gatos, claro.

Daí investi em algumas leituras garantidas, como a continuação de Castelo Animado, Castle in the air - Diana Wynne Jones e Spark Joy - Marie Kondo. Então tomei coragem e arrisquei com Invasão: um conto urbano, de um amigo meu, The Simple Sabbat - M. Flora Peterson, que não me deixou tão satisfeita e a surpresa A house in Fez - Suzanna Clarke, que me surpreendeu por não ser da Suzana Clarke e mesmo assim ser bom. Sim, isso mesmo, só leia com atenção.

Daí o ano já foi acabando e eu corri para terminar mais alguns livros de poesia, Poemas do Brasil - Elizabeth Bishop, O gueto/O eco da minha mãe - Tamara Kamenszain, Instante - Wislawa Szymborska (meu terceiro livro dela desse ano, puro amor) e Um útero é do tamanho de um punho. Consegui terminar antes do que eu esperava o livro quase sobre estatística Everybody lies - Seth Stephens-Davidowitz e por isso consegui ainda encaixar nos últimos dias do ano House of many ways - Diana Wynne Jones, o último da série do Castelo Animado, uma Agatha Christie - The murder at the vicarage, o interessante Dusk or Dark or Dawn or Day - Seanan McGuire, mais uma autobiografia, dessa vez da princesa Leia, The Princess Diarist - Carrie Fisher, o cheio de raiva Superman is an arab - Joumanna Haddad e, por fim, o super acadêmico Before they were belly dancers - Kathleen W. Fraser.

No mais, esse ano eu segui meio mais ou menos o Desafio Literário Corujesco, pois consegui fazer todos os temas do ano, porém, não consegui fazer nos meses previstos, o que não me deixa tão triste porque não li menos livros por causa disso.

Agora, a pedidos de amigos, os melhores do ano! Não vai ter top 5 ou listinha, não consigo, tem muito livro bom pra isso, mas dá para fazer umas concessões!

Melhores autores de poesia do ano: Wislawa Szymborska, Ondjaki, William Blake, Kabir e Mia Couto
Melhor livro de contos do ano: empate entre Fountain and Tomb, Trigger Warning e Tails of wonder and imagination
Melhor autobiografia: The dance gods - Kenny Pearl
Melhor não ficção: Spark Joy - Marie Kondo e Before they were belly dancers - Kathleen W. Fraser
Melhor HQ: Adulthood is a myth
Melhores livros romance: toda a série Napolitana da Elena Ferrante, Homens imprudentemente poéticos do Valter Hugo Mãe, A elegância do ouriço da Muriel Barbery, a trilogia de Castelo Animado da Dianna Wynne Jones, Sleeping Giants do Sylvain Neuvel e Le Sabotage amoureaux da Amélie Nothomb, com menção honrosa para The Whitches of New York de Ami McKay e The Ghostwriter da Alessandra Torre.

Que 2018 seja ainda melhor!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Retrospectiva Literária 2016



2016 foi um ano cheio de altos e baixos literários, e vou me ater apenas a esses tipos, porque senão precisarei escrever um livro inteiro sobre o assunto.

Foi um ano em que bati a minha meta inicial de 50 livros ainda com folga para aumentar a meta para 60 e batê-la novamente! (pausa para dancinha da vitória)

Foi também um ano de livros muito bons e livros muito ruins... mas vamos ver com um pouco mais de detalhe isso.

JANEIRO

O ano começou o romance água com açúcar "Love, Rosie", que veio para cumprir o tema de "livros escritos em cartas", mas que se revelou uma história absolutamente antiquada, o que me fez questionar como ele virou um best-seller. (é simples na verdade, tem muita gente retrógrada nesse mundo)

Depois veio "As vantagens de ser invisível", ainda no mesmo tema, e que veio para contrabalançar o início do ano, que não poderia ser de todo ruim. O livro, que também virou filme, é sensacional, e indico para todo o mundo. Aliás, vi o filme, e também curti, mas o livro é melhor!


FEVEREIRO

No histórico do blog diz fevereiro, mas a resenha saiu atrasada! O livro "Drácula" foi uma leitura de janeiro, ainda com o tema "livros escritos em cartas", e, na verdade, foi uma releitura extremamente apreciada. Não é a toa que é considerado um clássico.

Em seguida, li o livro "Garota exemplar", que virou filme concorrente ao Oscar de 2015, que, sim, é um excelente livro, mas... poderia ser melhor. O que não me impedirá de ler mais livros da autora.

Depois de ler "um quase Oscar", foi a vez de uma vencedora do Nobel de Literatura, a canadense Alice Munro, com "Dear Life", até porque o tema de fevereiro era um livro ganhador de prêmio! No caso do Nobel, quem ganha o prêmio é o autor, não uma obra em específico, mas isso é só uma tecnicalidade.


MARÇO

O mês de março começou com uma resenha atrasada (que vou culpar no Carnaval sem nem olhar o calendário), do livro "The five stages of Andrew Bradley", que ainda não foi traduzido para o português, o que é simplesmente uma tristeza, porque o livro é simplesmente maravilhoso.

E desde o início de 2016 o problema do Kindle já se fazia presente, o que direcionou as duas leituras seguintes, "Se eu ficar" e "The witch's broom". A primeira é um romance armadilha, que tem uma adaptação razoável para filme, mas, claro, o livro é muito, muito melhor, e que surpreende pela ausência de relacionamentos abusivos sendo retratados como exemplo de romance. O segundo é um livro de coletânea de mitos e histórias relacionadas a vassouras, um tema bem gostoso para seguidores de linhas religiosas pagãs.

ABRIL

Abril foi um mês super produtivo em matéria de leituras! Foram 7 resenhas, sendo que os dois primeiros livros resenhados na verdade foram lidos em março, mas quem liga?

O mês começou com um dos meus autores de infantojuvenil favoritos da atualidade, Richard Roberts (aquele dos livros "Please don't tell my parents I'm a Supervillain"), e que me doem o coração ao pensar que ainda não foram traduzidos para o português... Dessa vez eu li "Wild Children", uma espécie de fábula absolutamente fofa! Depois mudei completamente de ares, com a continuação de "O iluminado", escrita e ambientada mais de 20 anos depois, "Doutor Sono", que foi o ponto alto das leituras de março, de tão maravilhoso.

Para continuar numa onda sensacional de livros bons, peguei o clássico "O velho e o mar", que foi o meu primeiro livro do Hemingway (não julguem), e que eu gostei tanto que faltam palavras para expressar meu amor por esse livro. Seguindo pelos clássicos, peguei um livro da mestre do mistério Agatha Christie, "O inimigo secreto", que, bom, não foi lá grandes coisas. Ninguém é perfeito.

Depois resolvi ler algo simplesmente diferente, pegando um livro da ucraniana Oksana Zabuzhko, "Fieldwork in ukrainian sex", que apesar de ser bem pesado, é tão bem escrito e tão poético que simplesmente vale a leitura e as lágrimas. Já tenho outro livro da autora no meu Kindle, quem sabe ano que vem? Ah, ela também ainda não foi traduzida para o português.

Depois de algo tão denso, eu precisava de algo bobo e leve para desobstruir a cabeça, então peguei a série de tirinhas sobre gatos "How to tell if your cat is plotting to kill you", que é até fofinho, mas infelizmente deixou a desejar, apesar de se encaixar no tema do desafio literário, que era livros com títulos longos. E, por fim, eu estava precisando pesquisar para um trabalho, e peguei o livro maravilhoso da Djamila Henni-Chebra, "Les danses dans le monde arabe", que indico para todos os estudiosos de dança do ventre e outras danças orientais.

MAIO

 Maio já não começou tão bem... "Zen e a arte da manutenção de motocicletas" foi um livro que custei a conseguir ler até o final. Com um ritmo lento e com um tema que eu simplesmente não me identifiquei. Tanto que ao seguir para o tema do mês do desafio literário, que era livros escritos por mulheres, apelei para um chick-lit (já reparou no padrão?) bem bobinho, "Dating the devil", que foi surpreendentemente divertido. E como esse livro foi curtinho, e eu precisava de uma fase mais longa de "detox", emendei com outro chick-lit, "Party girl", que parece ser uma versão de empresas de eventos de "O diabo veste Prada".

Em seguida, comecei a grande saga de livros do ano, com "Trono de Vidro", que simplesmente acabou virando o meu novo padrão para histórias de aventura com protagonistas femininas. Celaena é o máximo e para uma personagem feminina ser realmente sensacional precisa chegar ao nível dela. Isso vai explicar em parte a minha desilusão com a próxima série do ano, aguardem. Ainda em maio, li mais dois livros dessa série, "Coroa da meia noite" e "Herdeira do fogo".


JUNHO

E junho ainda foi continuação da saga, com "Rainha das Sombras", que desde então foi publicado em português! Para o próximo ano, já tenho o livro de contos relacionados com os personagens da saga e estou apenas esperando baixar o preço do volume 5. E se bobear, ainda começo a ler a outra saga da autora.

Depois li um dos livros mais legais sobre criatividade que já vi (não que tenham sido muitos...), "Roube como um artista" me surpreendeu de forma positiva, e depois ouvi opinião de diversas pessoas sobre o livro, todas positivas também. Então, já viu que o livro é sim uma boa indicação.

Ainda na vibe de literatura feminina, peguei "The light of the world", que foi simplesmente o livro mais bonito que li esse ano. E mais um livro que ainda não foi traduzido (acho que o mercado editorial brasileiro anda comendo mosca). E como o livro foi escrito por uma poetiza, terminei com vontade de reacender a leitura de poesias na minha vida (falaremos novamente sobre isso adiante), e por isso segui com "As poesias de Sapho de Lesbos", que me deixou chateada, porque imaginei uma coisa mas o livro era outra.

E como o problema do kindle estava se tornando grave, resolvi matar leituras leves e rápidas, tudo para esvaziar o bichinho, então peguei a saga da minha amiga e escritora Vivian Wolkoff e li todas as seasons de Blood Red, sua nova série sobre vampiros, e ainda em junho li as Season 1 e Season 2.

JULHO

Comecei o mês terminando que já foi publicado da série Blood Red, com as Season 3 e Season 4. E segui com leituras de escritoras mulheres porque sim, com o maravilhoso, sensacional, uma obra prima, "Hibisco Roxo". Mas como esse livro é daquela seara dos livros pesados estilo tapa na cara, acabei por continuar as leituras com a quase novela das 6 "A modern witch".

Depois li uma indicação do blog Coruja em Teto de Zinco Quente, "Alucinadamente feliz" agora está na minha lista de livros para dar de presente para os meus amigos. É bom assim. E agora eu sigo o blog da autora (super vale a pena) e estou doida para conseguir seus outros livros (desde então ela lançou um livro de desenhos que promete ser maravilhoso).

Então, não tive como escapar do tema do desafio literário do mês, que era um livro com números no título, e escolhi um dos meus novos autores favoritos de terror, e filho do mestre King, Joe Hill, com "Nos4a2". Inclusive já tenho mais livros dele no meu kindle, quem sabe lerei outro dele no próximo ano, porque o rapaz está arrasando.

E aí, entrei em outra saga... aquele esquema de esvaziar o kindle, que está se tornando uma tarefa ineficaz pelo visto. Infelizmente dessa vez não dei sorte, "Through the door" é beeeeeem ruim.

AGOSTO

Infelizmente eu tenho a mania de ler livros e sagas ruins até o final, então continuei com a tortura que foi ler as continuações "Into the fire" e "Among the unseen". Absolutamente deprimente.

Tão deprimente que precisei de algo que me levantasse o espírito, e escolhi Terry Pretchett! "Dragons at Crumbling Castle" é um livro de contos delicioso de ler, obrigatório para fãs do autor. Em seguida li um dos livros mais originais desse ano, "The rest of us just live here" é muito bom! Fiquei com vontade ler outros livros do autor e assim que este for traduzido será devidamente distribuído para as crianças da família. E existe esperança nesse sentido, visto que outros livros do Patrick Ness já existem em português.

SETEMBRO

Setembro começou com uma saga curta da Gayle Forman, a mesma autora que eu já havia lido em março, e que apesar de prometer muito no primeiro volume ("Apenas um dia"), deixou a desejar nos seguintes ("Apenas um ano" e "Just one night"), uma pena.

E só então entrei no tema de setembro, livros lançados no ano que você nasceu! E me dei super bem, pois o clássico "A cor púrpura" pertencia a essa lista de livros, e fiquei muito feliz com isso, porque o livro é muito maravilhoso.

Antes de começar o livro seguinte, que supostamente também era desse tema, e que eu só resenhei em outubro, acabei lendo o livro de tirinhas baseadas em citações "Zen Pencils", que apesar de não ter tradução do português, você pode encontrar todo o seu conteúdo no blog do autor.

OUTUBRO

Comecei o mês atrasada na resenha do outro livro que supostamente era do tema de setembro, "Tia Julia e o Escrevinhador", que na verdade não era do tema, uma certa confusão de datas... mas que valeu super a pena a leitura, porque o livro é maravilhoso. Daí entrei numa onda de ler sobre o mundo árabe para o meu novo trabalho, com "The Rise of the Islamic State", do jornalista Patrick Cockburn, que super recomendo para quem conhece pouco sobre o assunto (sim, o livro foi traduzido para o português).

Mas entre uma leitura séria e outra teve a continuação "P.S. I still love you", e o livro tema do mês "Neverwhere" (tema: livro com títulos de uma palavra só), que infelizmente deixaram um pouco a desejar.

Mas aí eu li o livro de outro jornalista, "Robert Fisk on Algeria", que apesar de um pouco repetitivo foi melhor que do Patrick Cockburn. Virei fã do Robert.


NOVEMBRO

E então chegamos a um dos meses em que mais li, porque o tema do mês era livros para ler numa sentada só, e aí, foi uma profusão de livros curtos, entre eles: "Azul é a cor mais quente", "O paraíso são os outros", "Marvels" e "O árabe do futuro". Entrecortado por outros livros, como o outro livro tema de outubro, "Soufflé", que foi maravilhoso, um livro histórico da Wicca, "Aradia - Gospel of the Witches" e, por fim, um livro de poesia que li aos pouquinhos, "Songs of Experience", sensacional, do William Blake (eu disse que voltaríamos ao tema poesia!).

DEZEMBRO

Na verdade, acho que esse foi o mês que mais li... o que não faz o menor sentido, porque foi o mês mais enlouquecido do ano, em que mais fiquei enrolada. Talvez o estresse tenha tido algum papel nisso...

Mas o mês começou com um livro bastante interessante, "A lógica do cisne negro", que me fez procurar outros livros desse autor. Seguido por "O árabe do futuro 2", que simplesmente não consegui deixar de ler (aliás, consegui o terceiro volume em francês, aguardem!), depois veio o fofíssimo "Mary Poppins"! E porque não consigo ficar longe do Egito, li "Friendly Fire", que foi traduzido para o português, super recomendo. E então, terminei mais um livro de poesia, dessa vez "Elegias de Duíno".

E finalmente ataquei o tema do mês, um livro lançado em 2016, onde consegui ler no meu kindle lotado "This is where it ends", um livro muito interessante sobre mass shootings.

Daí, resolvi fazer número, e li a série inteira The lunar Chronicles, que poderia ser muito melhor do que é, com os volumes "Cinder", "Scarlet", "Cress" e "Winter". E porque 2016 não podia terminar bem com as tristes mortes da princesa Leia e sua mãe, acabei lendo uma porcaria, "The Vampire Next Door".

2017

Como só estou publicando isso em 2017 por motivos de doença maior, posso adiantar que o ano começou super bem, apesar do final trágico do ano anterior... aguardem só mais um pouquinho, porque esse ano tá prometendo! Até lá, tem o meu post sobre meu planejamento de leituras aqui.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015

2015 foi um ano difícil. Foi muito complicado chegar na meta dos 50 livros, que bati no apagar das luzes do ano, e foi um ano em que atrasei a leitura de muitos temas ao longo do ano. Nesse sentido espero mesmo que 2016 seja mais produtivo e pontual.

Foi também um ano de grandes contrastes. Tiveram livros absolutamente sensacionais e livros que me deram muito trabalho para ler até o final. Uma certa falta de paciência da minha parte certamente não ajudou os livros mais complicados.

Mas, lembrando de tudo desde o início, 2015 começou bem, com Valter Hugo Mãe, no seu sensacional (mas pesado, ô ano pesado) "apocalipse dos trabalhadores". Já virei fã de carteirinha do autor português, tão fã que estou me dispondo a conhecer ainda mais autores lusitanos em 2016. Em seguida, consegui terminar um livro que na verdade eu havia começado no ano anterior, "The old magic of Christmas" foi um livro que achei absolutamente maravilhoso, e que eu realmente gostaria de ter terminado de ler durante a época "correta", mas que vale a leitura em qualquer momento do ano. Ainda na onda de início do ano, entrei numa vibe "vou arrumar a minha casa" e li "Miss Minimalist", que foi interessante, mas minimalismo não combina muito comigo, pretendo ler mais sobre arrumação com outros autores no futuro. Ah, a arrumação foi terminada, mas os descartes estão até hoje num canto da casa, uma vergonha.

Depois de tanta leitura informativa ou pesada, entrei na onda da fantasia e li em seguida "The tenth life of Mr Whiskers", que foi fofo demais e eu bem que queria que tivesse mais para ler, "The museum of literary souls", do genial John Connely, outro autor que entrou para a lista de favoritos e agora fico aguardando novos lançamentos. Então fiz uma pequena pausa para ler o clássico "Romeu e Julieta", que, assim, achei ruim, dentro de tudo que já li de Shakespeare, não consigo entender o sucesso dessa obra em específico e nem toda a mitologia em torno do romance, que é muito mais tragédia do que qualquer coisa. Depois disso, só voltando para o gênero da fantasia para tirar o grude do açúcar, então li "Anna dressed in blood", que me surpreendeu tanto que levou uma nota 10 e a sua continuação está na minha wish list da Amazon, aguardando uma queda significativa no seu preço para que eu compre.

Depois de tanto tempo lendo coisas em inglês, fiz um detox com "A confissão da leoa", do moçambicano Mia Couto, porém a leitura foi mais pesada do que eu esperava, e eu simplesmente precisei fazer um detox do detox com Neil Gaiman, com a graphic novel "The sleeper and the spindle". Neil Gaiman é Neil Gaiman, ele faz parte daquela lista de autores de quem eu leria até a lista de compras do supermercado. Mas o livro era muito curto e rápido, então, ainda em fevereiro eu consegui ler "The book of life", último livro da série "discovery of witches". Essa série é daquelas que me deixa triste, tinha tanto potencial para ser fantástica mas é simplesmente medíocre. Uma pena.

A partir de então a velocidade de leituras desandou para o resto do ano, em março eu resenhei apenas um livro, "O jogo de Ripper", da maravilhosa Isabel Allende, muitíssimo recomendado. Mas depois consegui colocar em dia, com outro fechamento de série, "The ruby circle", da série "Bloodlines", outra série cujo potencial não foi realizado, mas que é ainda mais triste, visto que a autora já fez melhor antes. Depois me deprimi profundamente ao ler a autobiografia da divina Isadora Duncan, "Minha Vida", e segui as leituras para o oriente, com a iraniana Marjane Satrapi em "Frango com ameixas", que é muito bom, como as demais obras dela, e o egípcio ganhador do nobel de literatura, Naguib Mahfouz em "O jogo do destino", que é bom, mas dentro do trabalho do autor deixa muito a desejar.

Depois desse passeio, voltei aos livros "young adult", com o sensacional "The Duff" (não vejam o filme!), super super super recomendado. Daí terminei abril com o fundo do poço "Outlander", detestei demais o livro, acho que nada se salva na história, talvez a pesquisa histórica, mas sério, se eu quisesse ler um livro só sobre isso não teria escolhido um romance, muito menos esse romance.

Junho começou bem melhor, com a original continuação da história de Penny em "Please don't tell my parents I blew up the moon", apesar dos problemas técnicos o enredo é tão legal que em 2016 eu pretendo ler outros livros do autor. Em compensação, segui para um livro que me decepcionou, "The secrets of Egypt", da bailarina portuguesa Joana, pois achei que o texto foi um grande tiro pela culatra. Pelo menos, o que veio depois foi o clássico "História sem fim", que apesar de ficar meio lento no meio, é tão lindo e poético e perfeito que simplesmente me arrebatou.

O mês continuou muito bem, no extremo oriente, com o japonês "O incolor Tsukuru Takazi e seus anos de peregrinação", um exemplo perfeito do que é literatura oriental. Para melhorar ainda mais, li "Choreographic Politics", uma obra imperdível para quem gosta de danças folclóricas ou étnicas. Depois, deu uma amornada com "O legado de Arn", cujo conteúdo histórico era muito, mais muito mais interessante do que o livro em si. Pelo menos eu recuperei o ânimo com o nada tradicional "Real vampires don't sparkle", que apesar de bobo é tão divertido que quase ganhou a nota máxima. Fechando o mês veio "Bloodchild", uma coleção maravilhosa de contos da premiadíssima Octavia E. Butler.

Logo em seguida, por pura falta de controle, li a continuação "Real vampires do it in the dark", porque livros "pipoca-trash" às vezes são necessários para a sanidade mental de uma pessoa. Depois a coisa deu uma boa esfriada com "Pó de lua", que simplesmente me pareceu muito melhor na livraria do que na hora de ler de verdade. Pelo menos "Barbe bleue", da minha autora favorita Amélie Nothomb, veio em socorro do mês de julho para ter pelo menos uma leitura de alta qualidade.

Em agosto tudo virou de cabeça para baixo e eu não li nada. A partir daí, tudo ficou atrasado.

Setembro foi uma correria para tentar colocar alguma coisa em dia e ainda comemorar o meu aniversário. Foi quando li "A leitora do Corão", que é bom, mas eu esperava mais. Depois li "Horns", porque amei o filme e precisei ler o livro, que é ainda melhor que o filme. O problema é que depois afundei na série "Instrumentos Mortais", que apesar de ter sido avisada por amigas que não conseguiram ler tudo, eu insisti em ler até o final. Perda de tempo e de paciência... Aí, resolvi arriscar em um autor português contemporâneo, o que foi uma escolha acertada, se fosse meio depressiva, pois "Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas" é sensacional, mas triste demais.

Outubro foi outro mês morto e cheio de atrasos. Esse ano foi difícil...

Então novembro precisou começar leve, com "LOL", da mesma autora de "Duff", só que o livro não era tão bom quanto o primeiro. Então apelei novamente para Octavia Butler, com "Kindred", que devia ser leitura obrigatória para todos, apesar de ser muito pesado. Ainda bem que o planejamento de leituras foi seguido pelo maravilhosamente leve e divertido "The Duke and I", que foi tão bem avaliado que levou a mais duas leituras até o final do ano.

Só que antes eu li a "Trilogia Milenium", que me deixou absolutamente viciada e vidrada na Salander, personagem feminina das mais interessantes que já li na vida, e isso não é dito levianamente. Finalizando o mês, pequei a rainha do mistério, Agatha Christie, com "Um corpo na biblioteca", que é um livro dentro dos padrões da inglesa, o que significa que é bom.

E finalmente chegamos a dezembro, o mês da correria para cumprir prazos e metas do ano. E 2015 foi um ano chato e complicado até o final.

Começou com "At the mountains of madness", que é um clássico do H.P. Lovecraft, que foi interessante, apesar de lento. Aliás, dezembro foi o mês dos livros lentos, porque a louca aqui continuou com "Notre Dame de Paris", um modelo de como fazer livros lentos. Fiquei tão desesperada que apelei para as continuações de "The Duke and I", "The Viscount who loved me" e "An offer from a gentleman", que não foram tão bons quanto o primeiro volume.

Fechando o ano, ainda consegui ler "The King of Taksim Square", que muito me agradou, afinal sou apaixonada por literatura oriental, e "Tea with the black dragon", uma fantasia com uma estrutura interessante, mas a escrita da autora deixou a desejar.

Na média, o ano foi bastante inconstante, com muitos altos e baixos, segundo o Goodreads, eu li mais de 16 mil páginas esse ano. Razoável, não? Com uma média de 343 páginas por livro nos 50 livros devidamente lidos. Cravei a minha meta! Mas foi suado...

Para 2016 eu espero algo mais tranquilo. Manterei a meta de 50 livros, mas vamos ver se vai ser melhor.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva Literária 2013

Gente, 2013 foi um ano bom demais em termos literários. A primeira coisa boa é que eu finalmente consegui chegar (e superar!!!!) a marca de 60 livros no ano, coisa que eu realmente nunca tinha conseguido fazer. Fiquei tão animada com isso que até coloquei a minha meta em 2014 para 52 livros! Torçam por mim para que eu consiga chegar lá!

Mas além de termos "estatísticos", 2013 foi um ano de boas descobertas e muitos livros que me surpreenderam. O ano começou muito promissor com "The book of lost things", que já começou o ano levando a nota máxima, de tão lindo que ele é. Começar o ano lendo fantasia é tudo de bom!

Para reafirmar a vontade de ler coisa boa, em seguida eu devorei "Skin of Glass", que não só é um livro muito bom como mudou a minha vida. Sério. E claro, desde então tenho DVDs da autora e fiz diversos cursos on-line com ela.

Como a vida é feita de altos e baixos, depois de ler tanto livro bom, era hora de um "fastfood literário", e eu acabei lendo "50 tons de cinza", que valeu a pena só para escrever a resenha mais divertida da história do blog. Talvez não a mais popular... os livros seguintes da série, "50 tons mais escuros" e "50 tons de liberdade" fizeram tanto sucesso que em menos de 3 meses estavam na lista de posts mais lidos do blog. Nada como falar de best sellers.

Claro que entre os livros da série eu PRECISAVA de algo para alimentar o cérebro, então li "Oriente, Ocidente" do Salman Rushdie e "Stonehenge" do Bernard Cornwell, dois livros fabulosos dentro das suas características próprias. Isso tudo só em janeiro!

Em fevereiro, caí de cara na literatura brasileira, mais especificamente nos livros "O menino no espelho" e "O grande mentecapto" do Fernando Sabino. A ideia original eram livros que fizessem rir, mas essa é uma das especialidades do mineiro, então tá tudo certo. Para dar uma quebra no nacionalismo, peguei "Alta fidelidade", que é o melhor livro que já li do Nick Hornby (dificuldades com referências à parte). Depois, para descansar um pouco a barriga depois de tanto rir, li "Shadow of Night", a continuação de "Discovery of Witches", que deixou muito, muito a desejar. Tanto que depois dele, precisei voltar a trabalhar o meu humor com "Viver de rir II", uma coletânea bastante eclética de contos de humor.

Em março resolvi voltar ao fastfood por conta do filme que seria lançado "Beautiful Creatures", o que não adiantou de nada na pressa, dado que só vi o filme em julho no voo para a casa do meu primo. Mas problemas de agenda à parte, o livro me surpreendeu positivamente. Não que seja BOM, mas é melhor do que eu esperava!

Mas março o tema era animais protagonistas, então eu resolvi apostar no desconhecido "A arte de correr na chuva", que me pegou desprevenida! Livros capazes de marejar os olhos são raridade para mim (chorar então... não lembro de nenhum), e esse ainda por cima fala de cachorros fofos e dramas familiares, armadilha pura.

Depois de apostar no desconhecido, resolvi ler o clássico "A revolução dos bichos", que definitivamente merece o título de clássico, seguido por uma leitura mais rápida, mas não menos pesada, "Maus", uma Graphic Novel que fala sobre um sobrevivente do holocausto. E aproveitando o clima mais filosófico, emendei com o livro sufi "A conferência dos pássaros", que ignoradas as partes muito século XII pro meu gosto, também é muito bom.

Então em abril, achei que era hora de tentar ler Virginia Woolf, só para quase morrer de sono com "As ondas", fiquei tão traumatizada que confesso que não sei quando vou tentar ler novamente algo dela. Tanto que para me recuperar precisei da ajuda da minha autora favorita, Amélie Nothomb, com "Le voyage d'hiver", que não só me ajudou na ressaca pós Virginia Woolf, como também cabia no tema do mês, livros com estações do ano no título.

Mas a ressaca foi tão forte que acabei entrando na vibe fastfood novamente, e acabei lendo os 4 primeiros livros da série "Vampire Diaries", "The awakening", "The struggle", "The Fury" e "Dark Reunion". O que foi um grande erro e perda do meu tempo. Por enquanto esses livros estão com o título de "pior livro que já li na minha vida"/"não faz o menor sentido isso fazer sucesso".

Claro que depois dessa, a ressaca foi é de fastfood literário. Então precisei me medicar durante a leitura com "O jardim e a primavera", mais um livro sufi simplesmente maravilhoso, que manteve a minha esperança na humanidade, e depois com "Bordados" da Marjane Satrapi, para começar um processo de desintoxicação, que continuou com Shakespeare e "Sonhos de uma noite de verão", que precisou ser lido no original pra fazer efeito.

Depois do "detox", resolvi voltar a estudar e fui ler "O mundo falava árabe", livro originário de uma tese de doutorado, muitíssimo interessante e mais fácil de ler do que parece. Seguindo os estudos, mudei um pouco de foco e resolvi ler "Wisdom comes dancing", uma coletânea de textos da bailarina revolucionária Ruth St. Denis. Nota 10.

E como eu já tinha conseguido ler um livro de Shakespeare no original, resolvi repetir a dose para garantir a minha cura, com "Conto de Inverno".

Já devidamente recuperada, entrei em Maio com o pé direito, com "O mágico de Oz", que apesar de ser literatura infantil, hoje em dia não seria considerado apropriado para menores de 14 anos. Mas como nem tudo são flores nessa vida, logo em seguida caí numa armadilha com "Madame Bovary", disputando com vontade o título de livro mais chato com "As ondas". Depois dessa eu precisava mesmo de uma dose de adrenalina com "O apanhador no campo de centeio", que nem tem tanta adrenalina assim, mas deu para levantar o astral. Levantou tanto o astral que eu me animei a tentar novamente os clássicos e emendei 2 livros da Jane Austen, "Razão e sensibilidade" e "Orgulho e preconceito". Tudo dentro do tema livros citados em filme, claro.

Em junho o ritmo de leituras deu uma boa diminuída, mas ainda assim consegui devorar "Mercure" da minha amada Amélie Nothomb e "Tão veloz quanto o desejo", ambos podendo ser classificados como romance psicológico (seja lá o que isso realmente queira dizer). Explico que parte da culpa da pouca produtividade dessa época foi devida ao livro seguinte "O vermelho e o negro", já no tema de julho, mas que demorei séculos para conseguir ler, de tão chato. Pelo menos depois deu para respirar com "Laranja mecânica" antes de tirar parte do mês de julho e depois de agosto para viajar, o que interrompeu um pouco o ritmo, que já estava mais para lento, né?

Mesmo já estando com o kindle na mão, consegui resistir por algum tempo aos preços baratos da Amazon e encarar alguns livros em papel que ainda tenho aos centenas em casa: "God dies by the Nile" sem dúvida foi uma leitura maravilhosa de retorno de férias. Gente, eu amo literatura egípcia, é tudo de bom. E continuando pelo Oriente, segui com "Shalimar, o equilibrista", no segundo livro do Salman Rushdie do ano (sempre maravilhoso!), e mais uma Graphic Novel "V de vingança", que finalmente consegui ler até o fim.

Depois de um mês vingativo, entrei em Setembro determinada a conhecer novos nomes da literatura portuguesa, pois apesar de adorar Saramago e ter estreado o tema com "Todos os nomes", uma das coisas legais na vida é conhecer coisas novas, então arrisquei com "Nenhum olhar" e errei feio, muito feio (um dos piores livros do ano), mas em compensação acertei mais do que em cheio com "O filho de mil homens", que ganhou o prêmio de livro mais bonito desse ano. E de melhor livro também.

No meio do caminho li mais um livro sobre dança: "Unveiling", que foi uma leitura interessante, mas eu esperava muito mais, então não atendeu às expectativas.

Cheguei então à conclusão que eu precisava novamente de algo mais leve para ler, e fui encarar o resto da série que começou com "Beautiful Creatures", e devorei rapidamente "Beautiful Darkness", "Beautiful Chaos" e "Beautiful Redemption", que foi mais do mesmo na minha opinião. As autoras precisam de muito arroz e feijão para melhorar suas habilidades literárias.

Depois encarei um livro escrito por uma amiga, "Fan Fiction - Year 1", que me divertiu horrores e que recomendo para quem gosta de rir das limitações da humanidade.

Claro que depois de ficar tanto "tempo" longe dos temas do Desafio Literário, precisei correr atrás do prejuízo com histórias de superação, e ataquei "A street cat named Bob", que eu trouxe da viagem de julho/agosto, e que achei fofo, apesar de não ser lá grandes coisas, encarei o tijolo "Tempo entre costuras", que me surpreendeu muito positivamente, e por fim mais um livro egípcio "The beginning and the end", dessa vez no prêmio nobel Naguib Mahfouz, que eu ainda não tinha encarado esse ano (vergonha!).

E finalmente chegamos em novembro, com o tema "livros proibidos", que deu margem a muitas leituras diferentes e interessantes, começando com o clássico do Mark Twain "As aventuras de Tom Sawyer", que tenho orgulho de ter conseguido ler no original (é mais difícil do que Shakespeare!) e que levou a nota máxima, depois, o romance erótico "Exit to Eden" da Anne Rice, e que mostrou que o tema só precisa de uma boa autora para ficar interessante, passando por "A casa dos espíritos" da maravilhosa Isabel Allende, que superou minhas expectativas, e um pouco atrasado, "As aventuras de Hucleberry Finn", que me animei a ler depois do sucesso com Tom Sawyer.

Agora dezembro foi um mês interessante, apesar de eu me ater pouquíssimo ao tema natalino (sofri com a falta de livros com esse tema em casa, fazer o quê?). Comecei um livro, que depois descobri ser um conto, da Agatha Christie, "A Christmas tragedy", que mesmo sendo receita de bolo da autora, é uma ótima receita :-) Em seguida fui novamente correr atrás de um livro que saiu no cinema agora, "Carrie" do Stephen King, e novamente me surpreendi, não em termos de qualidade que ficou bem dentro do esperado, mas em termos de tema, onde ele me pegou de surpresa (eu não tinha a menor ideia do que se tratava o livro, acredita?). Tudo só para poder enrolar um pouco para chegar no último livro do Desafio Literário, e que novamente era da Agatha Christie: "O Natal de Poirot". Mais receita de bolo, mas a receita funciona, então tá valendo.

Fiquei então o resto do mês podendo ler o que me desse na telha, e resolvi diversificar. Primeiro li "Stories of a traveling bellydancer", que deveria ser classificado mais como blog do que como livro, mas que foi uma leitura muito interessante e construtiva, depois um romance LGBT com "Tessa Masterson will go to prom", que foi mediano, e terminei o ano mergulhada na literatura turca, com "As preces são imutáveis" e "Um golpe de sorte", ambos comprados numa promoção de fim de ano indicada pela minha sogra, e muito bons! Dessa forma, fechei o ano com chave de ouro!

Ufa! E assim terminei o ano de 2013! Que venha 2014, com novos desafios e ótimas leituras! Se a média for tão boa quanto em 2013 já estarei muito mais do que satisfeita! Vejo vocês ano que vem!




Livros lidos em 2013:

  • Um golpe de sorte - Reha Çamuroglu
  • As preces são imutáveis - Tuna Kiremitçi
  • Tessa Masterson will go to Prom - Emily Franklin & Brendan Halpin
  • Stories of a Traveling Bellydancer - Zaina Brown
  • Hercule Poirot's Christmas - Agatha Christie
  • Carrie - Stephen King
  • A Christmas Tragedy: A Miss Marple Story - Agatha Christie
  • The adventures of Huckleberry Finn - Mark Twain
  • A casa dos espíritos - Isabel Allende
  • Exit to Eden - Anne Rampling
  • The adventures of Tom Sawyer - Mark Twain
  • The beginning and the end - Naguib Mahfouz
  • O tempo entre costuras - María Dueñas
  • A street cat named Bob - James Bowen
  • Fan Fiction - Year 1 - Vivian Wolkoff
  • Beautiful Redemption - Kami Garcia & Margareth Stohl
  • Beautiful Chaos - Kami Garcia & Margareth Stohl
  • Beautiful Darkness - Kami Garcia & Margareth Stohl
  • O filho de mil homens - Valter Hugo Mãe
  • Unveiling: the inner journey - Alay'nya
  • Nenhum Olhar - José Luís Peixoto
  • Todos os nomes - José Saramago
  • V de Vingança - Alan Moore e David Lloyd
  • Shalimar, o Equilibrista - Salman Rushdie
  • God dies by the Nile - Nawal El Saadawi
  • Laranja Mecânica - Anthony Burgess
  • O vermelho e o negro - Stendhal
  • Tão veloz como o desejo - Laura Esquivel
  • Mercure - Amélie Nothomb
  • Orgulho e Preconceito - Jane Austen
  • Razão e sensibilidade - Jane Austen
  • O apanhador no campo de centeio - J. D. Salinger
  • Madame Bovary - Flaubert
  • The Wonderful Wizard of Oz - L Frank Baum
  • The Winter's Tale - William Shakespeare
  • O Mundo Falava Árabe - Beatriz Bissio
  • A Midsummer Night's Dream - William Shakespeare
  • Bordados - Marjane Satrapi
  • Wisdom Comes Dancing - Ruth St. Denis
  • Vampire Diaries - Dark Reunion
  • O Jardim e a Primavera - Amir Khusru
  • Vampire Diaries - The Fury
  • Vampire Diaries - The Struggle
  • Vampire Diaries - The Awakening
  • Le voyage d'hiver - Amélie Nothomb
  • As Ondas - Virginia Woolf
  • A Conferência dos Pássaros - Farid Ud-Din Attar
  • Maus - Art Spiegelman
  • Animal Farm - George Orwell
  • The art of racing in the rain - Garth Stein
  • Beautiful Creatures - Kami Garcia & Margareth Stohl
  • Viver de Rir II - Flávio Moreira da Costa
  • Shadow of Night - Deborah Harkness
  • O grande mentecapto - Fernando Sabino
  • O menino no espelho - Fernando Sabino
  • Fifty Shades Freed - E. L. James
  • Stonehenge - Bernard Cornwell
  • Fifty Shades Darker - E. L. James
  • Oriente, Ocidente - Salman Rushdie
  • Fifty Shades of Grey - E. L. James
  • Skin of Glass, finding spirit in the flesh - Dunya Dianne McPherson
  • The Book of Lost Things - John Connolly