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domingo, 24 de dezembro de 2017

House of Many Ways (Howl's Moving Castle, #3) - A casa dos muitos caminhos

     "Chairman must do it," said Aunt Sempronia. "We can't leave Great-Uncle William to face this on his own."
     "Your Great-Uncle William?" said Mrs. Baker. "Isn't he -" She coughed and lowered her voice because this, to her mind, was not quite nice. "Isn't he a
wizard?"
     "Of course," said Aunt Sempronia. "But he has -" She too lowered her voice. "He has a
growth, you know, on his insides, and only the elves can help him. They have to carry him off in order to cure him, and someone has to look after his house. Spells, you know, escape if there's no one there to watch them. And I am far too busy to do it. My stray dogs' charity alone-"
     "Me too. We're up to our ears in wedding cakes orders this month," Mrs. Baker said hastily. "Sam was saying only this morning -"
     "Then it has to be Charmain," Aunt Sempronia decreed. "Surely she's old enough now."

SPOILER FREE

Depois de ler os dois primeiros volumes de "Howl's Moving Castle" (O Castelo Animado e O Castelo no Ar) e tendo o terceiro na minha biblioteca, achei de bom tom terminar o ano sem deixar nada pendente para 2018.

E foi uma excelente decisão! A casa dos muitos caminhos é tão bom quanto o primeiro livro! Voltamos a ter uma protagonista feminina divertida, com suas próprias ideias e formas de fazer as coisas! E gente, que livro FOFO.

De certa forma, esse volume é ainda melhor que o primeiro, pois ele tem o frescor de Castelo Animado, mas sem os pequenos problemas. Charmain não é perfeita, é uma menina extremamente mimada, mas ela de alguma forma sabe disso, entende as suas limitações e tenta de algum jeito ultrapassar essas questões, sem perder de todo sua inocência ou deixando de ser criança.

O livro é tão legal que me animei de comprar o primeiro da série de Natal para as crianças da família, o que me deixou muito triste, pois descobri que está esgotado em português. Como assim minha gente??? Tudo bem que o livro é antigo, dos anos 80, mas o filme saiu em 2004, não faz tanto tempo assim para justificar a falta do livro nas livrarias. Ou faz? Me senti velha. Velha e triste. Os livros são bons e divertidos demais para não estarem disponíveis para essa geração.

Quem tiver a oportunidade, leia a série. Vale muito a pena.

Nota 9,5.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Castle in the Air (Howl's Moving Castle #2) - O Castelo no Ar

 
     Far to the south of the land of Ingary, in the Sultanates of Rashpuht, a young carpet merchant called Abdullah lived in the city of Zanzib. As merchants go, he was not rich. His father had been disappointed in him, and when he died, he had only left Abdullah just enough money to buy and stock a modest booth in the northwest corner of the Bazaar. The rest of his father's money, and the large carpet emporium in the center of the Bazaar, had all gone to the relatives of his father's first wife.
     Abdullah had never been told why his father was disappointed in him. A prophecy mad at Abdullah's birth had something to do with it. But Abdullah had never bothered to find out more. Instead, from a very early age,  he had simply made up daydreams about it. In his daydreams, he was really the long lost prince, which meant, of course, that his father was not really his father. It was a complete castle in the air, and Abdullah knew it was. Everyone told him that he inherited his father's looks. When he looked in a mirror, he saw a decidedly handsome young man, in a thin, hawk-faced way, and knew he looked very like the portrait of his father as a young man, always allowing for the fact that his father wore a flourishing mustashe, whereas Abdullah was still scraping together the six hairs on his upper lip and hoping they would multiply soon.

SPOILER FREE

Outro dia estava tentando arrumar meus livros digitais para facilitar a vida e percebi que eu já tinha comprado, sabe-se lá quando, em algum momento aleatório esse ano, as continuações de Castelo Animado, e deu vontade e comecei a ler.

Daí percebi duas coisas, minha memória é péssima para nomes até em livros, pois confundi todos os nomes do volume anterior, apesar de ter lido o livro em março desse ano (são só 7 meses de distância, mas isso se traduz em 38 livros entre um e outro, então preciso de um desconto), e ter lido Orientalismo foi muito legal, mas agora vejo problema em tudo.

Assim como no primeiro livro dessa série (são 3 livros no total, e o terceiro já está no kindle), a autora inglesa Diana Wynne Jones consegue trazer uma história fofíssima, não tão feministamente empoderadora como o livro original, mas bastante interessante mesmo assim. Porém, ela faz uso de diversas imagens que só podem ser caracterizadas como orientalistas. Não é o orientalismo mais complicado ou que denigra a imagem do oriente, mas é orientalismo mesmo assim.

Confesso que a fofura me fez engolir diversas coisas que talvez eu não devesse, mas foi irresistível. Foi mais forte do que eu.

A história do vendedor de tapetes Abdullah, com sua princesa, o gênio da lâmpada e um tapete voador é por demais gostosa de ler para ser deixada de lado. Diana simplesmente escreve bem, e seu humor inglês é muito bom, mesmo com os problemas. Agora preciso ler o livro seguinte. Vou aproveitar dezembro, que tem tema livre no desafio literário!

Nota 9.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Howl's Moving Castle - O Castelo Animado

   In the land of Ingary, where such things as seven-league boots and cloaks of invisibility really exist, it is quite a misfortune to be born the eldest of three. Everyone knows you are the one who will fail first, and worst, if the three of you set to seek your fortunes.
   Sophie Hatter was the eldest of three sisters. She was not even the child of a poor woodcutter, which might have given her some chance of success! Her parents were well to do and kept a ladies' hat shop in the prosperous town of Market Chipping. True, her own mother died when Sophie was two years old and her sister Lettie was one year old, and their father married his youngest shop assistant, a pretty blonde girl called Fanny. Fanny shortly gave birth to the third sister, Martha. This ought to have made Sophie and Lettie into Ugly Sisters, but in fact all three girls grew up very pretty indeed, thought Lettie was the one everyone said was more beautiful. Fanny treated all three girls with the same kindness and did not favor Martha in the least.
 
SPOILER FREE

Mais um livro no tema "que teve alguma adaptação" para o desafio literário de março, dessa vez para desenho animado pelo mestre japonês Miyazaki. O original foi escrito pela britânica Diana Wynne Jones, famosa por outras séries além dessa, que tem 3 livros, como Chrestomanci (que eu ainda vou ler, está na lista).

A escolha foi meio aleatória, porque o meu kindle virou um tijolo e ainda não peguei outro (estou o usando o do maridão de vez em quando, mas o dele tem acesso limitado à minha biblioteca por motivos ainda não identificados), e como tenho usado o celular para ler antes de dormir, topei com ele no meio da minha biblioteca virtual enquanto procurava algo que não fosse nem longo nem pesado para ler à noite.

E foi uma agradável surpresa! Para um livro publicado em 1986 a personagem principal Sophie é extremamente independente e feminista. Mas isso em termos de época, ela não é nenhuma Celaena, vamos deixar isso bem claro. O romance no livro não é o que eu diria sensacional, mas foge de uma grande parte dos problemas dos relacionamentos de livros young adult e não deixa, de alguma forma, de ser fofo. E vamos lembrar que essa é uma autora mulher quebrando padrões de gênero escrevendo fantasia, e que fantasia!

Falei do relacionamento, mas esse definitivamente não é o foco do livro (ponto positivo!), o que não pode ser dito com a mesma veemência do filme de Miyazaki (ah, os japoneses...). O livro trata muito mais de como superar limites (às vezes autoimpostos) e vencer obstáculos, tanto reais quanto imaginários, o que o torna muito mais interessante. Toda a questão dos relacionamentos familiares, entre Sophie, suas irmãs e a madrasta, de amizades feitas e desfeitas (gente, o que é o Calcifer? que personagem mais delícia), tudo compõe um livro simplesmente bonito e cheio de simbolismos.

Pena que a adaptação japonesa perca parte desses simbolismos e relacionamentos, em parte por conta da necessidade de adaptar a história para menos de 2h de filme, em parte por uma questão cultural, porque o filme é muito japonês mesmo. De todos os personagens, talvez o que sofreu menos modificações tenha sido o demônio Calcifer, porque outros simplesmente foram misturados, estilo três em um. E olha que o filme ficou legal! Perdeu muito da questão do empoderamento da personagem principal (na minha opinião), mas, como eu disse, é uma questão cultural mesmo, no Japão até as personagens femininas empoderadas são assim de uma forma diferente do que estamos vendo surgir no ocidente (isso as personagens que eu conheço).

Agora é esperar o segundo livro da série entrar em promoção para poder comprar e ler!

Nota 9.