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domingo, 27 de dezembro de 2020

Para Sir Phillip, com amor - To Sir Phillip, With Love (Bridgertons #5)

 


SPOILER FREE

Com o lançamento da série Bridgertons no Netflix voltei a me animar em continuar a saga dos irmãos Bridgertons. É uma leitura que tem me levado alguns anos... depois de ler 3 volumes seguidinhos em 2015, só voltei a ler a série da Julia Quinn agora em 2020. Coloco a culpa disso na inconsistência da série.

Depois de um quarto volume acima da média da série, eu estava curiosa com Para Sir Phillip, com amor, até porque o livro anterior dá spoiler dele. Expectativa muitas vezes é o que acaba com uma leitura.

Não que Para Sir Phillip, com amor seja ruim, definitivamente não é. Está bem dentro do padrão da série, tanto no quesito humor quanto no quesito cenas picantes. Mas, a história é baseada numa ação da personagem principal, dessa vez é Eloise Bridgerton, que não faz sentido para ela. Se você relevar o ato de burrice que não combina com ela e que faz todo o enredo possível de acontecer, o livro é extremamente divertido.

Novamente Julia Quinn resolveu trazer à tona outra questão social interessante, se no quarto livro era a idade que se esperava que mulheres deveriam casar, dessa vez o grande tema é depressão e casamentos arranjados. Nesse sentido, acho que é o livro mais pesado da série, com momentos bastante tristes, contrapondo com o ar comédia que a série tem em geral, o que torna esse volume bastante diferente.

Na média o livro é muito bom, e dentro do que se espera da série Bridgertons, mas, eu simplesmente não consigo perdoar a decisão da autora de fazer a Eloise deixar de ser ela mesma pra fazer burrice só para o enredo andar. Até porque, com um pouco mais de trabalho, era possível contar a mesma história de uma forma mais adequada para a personagem, foi preguiça mesmo. Pecado capital em livros seriados.

Nota 7.



quinta-feira, 28 de maio de 2020

Romancing Mister Bridgerton (Bridgertons #4) - Os Segredos de Colin Bridgerton



SPOILER FREE

Depois de quase 5 anos sem ler nada da série dos Bridgertons, da escritora americana Julia Quinn, resolvi que a quarentena era uma ótima oportunidade para retomar. Confesso que precisei revisitar as minhas resenhas anteriores para lembrar o que achei da série. Mas para ler o livro não foi necessário, todos os volumes funcionam bem de forma independente.

O quarto livro da série é muito divertido, pelas minhas resenhas anteriores está mais ou menos no mesmo nível do terceiro volume. Dessa vez, o Bridgerton a ser perseguido é Colin, o terceiro filho da família com 8 irmãos, cujas crianças são nomeadas em ordem alfabética (Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Elaine, Francesca, Gregory e Hyacinth). Como bom romance de época, a ordem dos livros não é bem etária, visto que as mulheres costumavam casar mais cedo.

Para fazer par com Colin, aparece Penelope, uma personagem presente desde o primeiro livro, mas que até então não tinha recebido muita atenção. Diferentemente dos livros anteriores, aqui Julia Quinn não trata apenas de um romance água com açúcar, mas também de uma questão social interessante da época, que é as mulheres consideradas velhas demais para casar. 

Depois de aparecer em 3 volumes, e somando-se o tempo entre eles, a pobre Penelope já é considerada solteirona, já nem tendo mais aquela pressão social para caçar marido. Sua família já aceitou que ela nunca vai ser casar. Diferentemente, Colin, por ser solteiro, e considerado um tanto velho para manter esse status, sofre mais pressão do que nunca para escolher uma noiva, o que o leva a viver fora de Londres, sempre viajando.

O fofo é que depois de anos fora, Colin simplesmente não consegue entender porque ninguém espera que Penelope arranje um bom partido. Gracinha, né? E a partir daí eles entram numa espécie de jogo de gato e rato bastante interessante.

Enfim, o livro tem a quantidade certa de piadas, uma pequena dose de crítica social, uma pitada de cenas mais românticas (não chega aos pés do primeiro livro, infelizmente, pelo o que me lembro) e ainda é revelado o mistério da identidade de Lady Whistledown, outra personagem presente desde o primeiro volume, responsável por parte do humor da série. Gostei do desfecho? Sim, mas me preocupa a falta da personagem nos livros seguintes.

Dentro do gênero romance água com açúcar com uma dose de erotismo, Julia Quinn faz um bom trabalho. A escrita é fluida, as cenas picantes interessantes e um humor bastante afiado. Melhor que a média do gênero, mas nenhuma obra prima. Para quem curte esse tipo de livro é um prato cheio e de qualidade! Fica a dica.

Nota 8.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

An offer from a gentleman



SPOILER FREE

Então... esse é o terceiro volume da série "Bridgertons", porque eu ainda não estava me sentindo bem o suficiente para entrar numa leitura mais séria.

Depois do fiasco do segundo livro, fui para o terceiro esperando o pior, e qual foi a minha surpresa que a série dá uma melhorada nesse volume! (eu não disse que é tudo uma questão de expectativa?) A história em si é bem batida e óbvia. Sério, só de olhar a capa você já saca em qual conto de fadas esse livro será baseado.

A diferença é que a gata borralheira da história perde outra peça de roupa, não exatamente um sapato. E graças aos deuses a autora volta a tratar de forma mais razoável o machismo inerente da época vitoriana, sem grandes exageros ou relacionamentos abusivos gratuitos. Não que nada disso deixe de existir, mas pelo menos faz sentido para a época e para as pessoas envolvidas, não é de graça. As cenas picantes são mais interessantes também, o que também ajuda muito, e vamos ser sinceras, é uma das justificativas para ler um livro desses.

Esse volume peca apenas na história óbvia e na falta de humor que te faça pagar mico em público, no mais, faz jus ao primeiro volume da série, que achei realmente marcante para o gênero. Voltei a ficar curiosa com relação aos casamentos da família Bridgerton, quem será o noivo ou a noiva do quarto livro? Agora só em 2016, se os livros entrarem em promoção!

Para quem quiser se aventurar, é importante notar que os livros da série estão sendo republicados com um segundo epílogo. Os epílogos extras também se encontram num livro separado, como se fossem histórias curtas. Sugiro fortemente as versões com os epílogos extras, eles são muito divertidos.

Nota 8.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

The Viscount who loved me



SPOILER FREE

Depois de dois livros lentos e depressivos, cheguei a conclusão que eu precisava urgentemente de algo leve, engraçado e divertido para ler. Daí resolvi investir na continuação de "The Duke and I".
Depois de ter uma experiência absolutamente saborosa com o primeiro livro da série "Bridgertons", eu também estava sedenta por mais.

Um dos grandes problemas com relação a arte e entretenimento é expectativa. Expectativas podem simplesmente arruinar uma experiência que de outra forma poderia ser sensacional.

Depois de "The Duke and I", eu tinha expectativas com relação aos demais livros da série. Eu esperava um livro em que o machismo era o mínimo para retratar a época. Eu esperava um livro com cenas muito legais de romance. Eu esperava um livro em que o mocinho fosse um cara problemático, mas essencialmente legal.

O que encontrei? Um "mocinho" que não merece esse título, por mais apaixonada que a mocinha esteja. Situações de abuso de poder absolutamente gratuitas. Relacionamento abusivo. E cenas de romance que não chegam ao pés do primeiro livro.

Mas não é tudo ruim. Os personagens do primeiro livro aparecem e são uns fofos (bateu saudade). Ainda tem situações absolutamente divertidas e de pagar mico ao gargalhar em voz alta no metrô ou alto o suficiente para assustar os vizinhos.

Talvez se o primeiro livro não fosse tão bom, e eu não tivesse expectativas com relação a este volume da série a nota fosse bem melhor.

Nota 5.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

The Duke and I



SPOILER FREE

O outro tema de desafios literários para setembro (ó atraso que me persegue!!!) foi "um livro que vi num blog". "The Duke and I" foi indicado no blog da Coruja em Teto de Zinco Quente e como eles costumam fazer boas indicações e eu gostei do tema do livro, resolvi encarar.

E gente, que surpresa mais agradável! Sabe aquele livro que veio na hora certa? Então, eu estava precisando de uma leitura EXATAMENTE ASSIM.

Eu fico imaginando que Julia Quinn seja famosa pelos livros extremamente açucarados, daqueles bem "mulherzinha" (olha o sexismo aí...) estilo livro de banca de jornal, mas gente, ela tem diferencial. O livro é de rolar de rir, passar vergonha gargalhando no metrô e assustar os vizinhos com ataques histéricos incontroláveis de riso.

E não é só água com açúcar, tem pimenta no meio! E pimenta bem escrita, raridade em épocas de Christian Grey.

A leitura é leve, divertida ao extremo, mas fugindo dentro do possível, quando se trata de um romance que se passa na Inglaterra vitoriana, dos sexismos exagerados, e o mais importante: do abuso disfarçado de romance. Não há panos quentes, tem casamento arranjado e é isso que ele é, sem disfarces, mas tem casamento com pessoas que se amam de verdade e é fofo demais.

O livro foi tão divertido que antes mesmo de terminar "The Duke and I" eu já comprei o livro seguinte na coleção The Bridgertons, crente que não conseguiria fazer uma pausa entre um volume e outro. Mas qual foi a minha surpresa quando descobri que o livro pode ser lido como uma obra independente! Não tem final com gancho, nem final "sacanagem" que parece que está no meio de um capítulo. O livro termina de verdade!

Pelo o que entendi, lendo sobre os demais volumes, cada livro da série fala de alguns personagens na família Bridgerton, então a ordem pode ser importante por conta dos personagens secundários e para não ter spoilers, mas não é necessária e nem deixa o leitor para morrer porque ainda não conseguiu o livro seguinte.

Entretanto, a leitura é tão agradável que não há como não querer ler mais. Espero conseguir ler o segundo volume da série o mais breve possível, assim que eu conseguir colocar as leituras em dia. Torçam para que isso aconteça ainda esse ano!

Informação importante: o livro foi lançado em português com o título "O Duque e eu".

Nota 9.