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segunda-feira, 1 de abril de 2013
As Ondas
SPOILER FREE
Sempre imaginei que ler Virginia Woolf fosse ser uma vivência no mínimo interessante, dado tudo o que se fala da autora, mas confesso que não gostei da experiência. Lutei durante mais de uma semana com o livro que simplesmente não queria acabar nunca, com o agravante de me deixar morrendo de sono, ao ponto de dormir em pé no metrô. A partir da metade do livro desenvolvi uma forma de ler que pelo menos não me deixava "batendo cabeça": ler por alto, bem por alto. Essa forma de leitura sem prestar atenção ainda teve mais uma vantagem: deixou a leitura bem mais rápida, o que diminuiu o meu sofrimento.
Tudo isso porque "As Ondas" é um livro sem história, sem diálogos e praticamente sem descrições. A história é "contada" através de impressões de 6 personagens absolutamente distintos, mas que são amigos de infância, e que, portanto, dividem uma vida em comum. Sendo que desses personagens, são 3 homens e 3 mulheres: uma mulher eternamente deprimida, outra libertina, e a outra extremamente conservadora e amante da vida simples do campo, um homem australiano com complexo de eterno estrangeiro, um homossexual (pelo menos é assim que eu o vejo) e um outro que se acha escritor.
O livro vai desde a infância desses personagens, até a velhice, quando, inclusive, alguns já morreram. E tudo é contado através do que cada um está sentindo naquele momento, sem nem uma troca de palavras ou descrição mais objetiva do que se passa. É um monte de personagem remoendo sobre a vida e o que eles detestam nela. E só. Tudo bem que no meio dessa lenga-lenga toda tem pequenas descrições sobre ondas batendo na praia, o mato e bichinhos característicos. O que, sinceramente, não acho que ajude muito.
Você poderia até tentar classificar o livro como poético, afinal, tudo isso é feito com palavras muito bonitas, e, por vezes, delicadas. Mas de uma forma geral, poético ou não, o texto é só muito chato.
Nota 3. Não sei se terei coragem de ler outra obra da autora depois dessa...
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