SPOILER FREE
Eis outro livro que comprei por impulso... mas por outra razão: eu me interessei, na verdade, pelo último romance de Lolita Pille: Cidade da Penumbra, que comprei numa promoção (sempre a tal promoção...), que incluía Hell no hall dos livros com bons preços. E como eu já tinha o outro romance da autora, Bubble Gum (esse no original em francês), resolvi completar a coleção e ler os livros na ordem em que foram escritos.
Como estou atrasada na minha meta, nem pestanejei, peguei Hell (que é até curtinho) e devorei num só dia. Feriados são maravilhosos para essas coisas.
Fiquei muito impressionada com Hell. Simplesmente não parece ter sido escrito por uma adolescente, apesar da sua protagonista ter 16 anos. O sucesso do livro é absolutamente compreensível.
Mas, mais impressionante do que isso é a história. Apesar do que dizendo em qualquer matéria sobre esse livro, na contracapa e nas orelhas, é simplesmente difícil de acreditar que as histórias descritas sejam reais. Não no sentido literal, pois até onde sei não é auto biográfico ou nada do gênero, mas absolutamente possíveis. Como pode ter gente vivendo dessa forma? É chocante.
Me lembrou demais de outro livro pesado sobre adolescentes: 100 escovadas antes de ir para a cama (de uma italiana, nesse caso, sim, auto biográfico e absolutamente apavorante). Só que o livro italiano eu acho pior, pois nesse caso a protagonista escolheu viver daquele jeito... já em Hell, ela simplesmente não conhece outra vida, o que alivia, em parte e em teoria, a responsabilidade pelos seus atos.
Não que isso alivie a história, muito pelo contrário. É assustador ler sobre personagens adolescentes tão autodestrutivos, sem amigos de verdade, soltos por aí tão cheios de grana e se achando os reis do mundo. Chega a doer.
Como li o livro praticamente de uma vez (dei apenas uma pausa de algumas horas para ir no cinema com uma amiga e fazer as compras de Páscoa), a sensação no final da leitura era de dormência. Provavelmente porque precisava me proteger daquela insanidade.
Chega a ser difícil dar nota a esse livro... vou classificar pelo impacto que teve em mim:
Nota 9
Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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sábado, 23 de abril de 2011
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
ioga para quem não está nem aí
SPOILER FREE
Hoje estou tentando colocar o blog em dia. Estou muito atrasada. Então vamos lá.
Eis um livro que tem um título perfeito para ele mesmo. Perfeito. Só que não fala de ioga. Não passa nem perto. Mas é para quem não está nem aí. Mesmo. Então tá tudo ótimo.
O autor traz um livro de contos pessoais (a princípio as histórias são acontecimentos reais na sua vida de jornalista), todos sem pé nem cabeça. Esqueça a ordem cronológica, ninguém pensa nisso com a cabeça cheia de ácido e maconha. O que, pelo o que o autor conta, ele está o tempo inteiro.
Então ele viaja o tempo todo na batatinha, barcos, carros, aviões e muitas drogas. Algumas histórias são interessantes, beiram até mesmo o cômico. Outras são simplesmente contos para dizer que drogas são legais e não tem o menor problema usá-las, o que eu, pessoalmente, não gostei. O livro parece uma apologia à maconha, regada a histórias sobre comunidades, pessoas alternativas e paisagens deslumbrantes.
Além disso, o autor parece o tempo todo não se importar com nada. Absolutamente nada. Ele realmente não está nem aí. O que eu, sinceramente, achei muito triste e deprimente.
Em compensação, o livro é cheio de sitações interessantes, alguma literais, outras disfarçadas, o que torna a leitura mais agradável. E, sem sombra de dúvida, é uma leitura leve. O autor é daqueles usuários que fica feliz quando se droga, então não tem como ser pesado.
Nota 6 porque daria um filme com paisagens bonitas.
Hoje estou tentando colocar o blog em dia. Estou muito atrasada. Então vamos lá.
Eis um livro que tem um título perfeito para ele mesmo. Perfeito. Só que não fala de ioga. Não passa nem perto. Mas é para quem não está nem aí. Mesmo. Então tá tudo ótimo.
O autor traz um livro de contos pessoais (a princípio as histórias são acontecimentos reais na sua vida de jornalista), todos sem pé nem cabeça. Esqueça a ordem cronológica, ninguém pensa nisso com a cabeça cheia de ácido e maconha. O que, pelo o que o autor conta, ele está o tempo inteiro.
Então ele viaja o tempo todo na batatinha, barcos, carros, aviões e muitas drogas. Algumas histórias são interessantes, beiram até mesmo o cômico. Outras são simplesmente contos para dizer que drogas são legais e não tem o menor problema usá-las, o que eu, pessoalmente, não gostei. O livro parece uma apologia à maconha, regada a histórias sobre comunidades, pessoas alternativas e paisagens deslumbrantes.
Além disso, o autor parece o tempo todo não se importar com nada. Absolutamente nada. Ele realmente não está nem aí. O que eu, sinceramente, achei muito triste e deprimente.
Em compensação, o livro é cheio de sitações interessantes, alguma literais, outras disfarçadas, o que torna a leitura mais agradável. E, sem sombra de dúvida, é uma leitura leve. O autor é daqueles usuários que fica feliz quando se droga, então não tem como ser pesado.
Nota 6 porque daria um filme com paisagens bonitas.
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