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domingo, 15 de setembro de 2019

Os Trabalhos e as Noites



SPOILER FREE

Depois de ler meu primeiro livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik, me arrependi de não ter comprado logo de cara os dois únicos volumes disponíveis dela em português. Claro que corrigi esse erro logo depois de ter terminado Árvore de Diana.

Os Trabalhos e As Noites segue o mesmo cuidado da editora Relicário em Árvore de Diana, com belíssimos prefácio e posfácio, em uma edição muito bonita e bem trabalhada. Vale a leitura extra.

Alejandra Pizarnik tem um estilo muito interessante. Suas poesias são em geral curtas e bastante econômicas, não só na escolha das palavras, mas também nos temas, mas isso acaba por resultar num trabalho muito denso e intenso ao invés de puramente simples.

Pessoalmente, gostei muito dos seus livros, e minha única tristeza com isso é que eles acabam rápido demais, e o fato de não haver mais traduções me deixa com uma sensação de quero mais que não tem muita solução no momento. Até porque nem em Kindle tem muita coisa dela, pelo menos não em espanhol. 

Vou precisar reler para matar a vontade.

Nota 10.


Female Energy Awakening - O Despertar Da Energia Feminina



SPOILER FREE

Depois de ler o primeiro livro da Miranda Gray, Lua Vermelha, fiquei muito animada em ler seus outros trabalhos. Além disso, o seu trabalho energético com a Bênção Mundial do Útero é extremamente bonito.

Dessa forma, preciso dizer que sou fã dela, mas nada me impede de ser crítica onde devo ser. O Despertar Da Energia Feminina é um livro muito interessante para quem já leu a Lua Vermelha, e para quem realmente curte o trabalho da Miranda. E apesar do conteúdo do livro ser muito rico e interessante, em especial a última parte do livro, que tem um ciclo enorme de exercícios e meditações que cobrem todo o ciclo menstrual, ele sofre de um defeito: propaganda.

Se você não conhece o trabalho da Miranda, não comece com esse livro, ele vai te deixar com uma má impressão nesse sentido, porque ele é cheio de propaganda dos eventos dela. Não que os eventos não sejam bons ou legais, pelo contrário, acho todos o máximo. Mas, num livro, preciso dizer que ficou um tanto estranho para quem nunca entrou em contato.

Em outras palavras, é um livro para quem ou já leu Lua Vermelha, ou para quem participa dos eventos da Miranda. Se você não faz parte de nenhum desses grupos, leia Lua Vermelha ou participe de uma Bênção Mundial antes de pegar O Despertar Da Energia Feminina, vai ser mais interessante e a leitura mais proveitosa.

Só por causa disso, nota 9.

sábado, 7 de setembro de 2019

Promethea, Book Two



SPOILER FREE

Preciso confessar que enrolei para fazer essa resenha porque ela vai ser difícil. Por causa de diversos motivos, um deles é realmente fazer essa resenha sem nenhum spoiler, acho que nem deveria fazer essa promessa, mas vou tentar. Outro motivo é que ela não vai ser tão positiva quanto os fãs de Alan Moore e de Promethea esperam.

O segundo volume com seis capítulos da série Promethea traz a continuação da saga de Sofie e seu alter ego como Promethea. Depois de um primeiro volume cheio de ação e aventura, os próximos capítulos até começam animados, mas em seguida emendam numa fase de aprendizagem de Sofie/Promethea sobre magia, realidade vs imaginação e como os poderes da Promethea funcionam.

A parte esotérica e simbólica utilizada pelo Alan Moore tem lá uma base nos princípios clássicos dessas coisas. Mas o autor dá uma forçada aqui e ali, que fazem parte de qualquer ficção, então nem posso dizer nada. O que me incomodou nem foi isso, é a forma como Sofie/Promethea conseguem negociar com o mago para ele ensinar. Achei totalmente despropositado, não enobrece em nada as personagens, serviu pura e simplesmente para saciar o lado pervertido do autor. Olha! Sem spoiler!

Além de ficar extremamente incomodada com isso, a coletânea sofre com a quebra de ritmo entre as aventuras e os ensinamentos, porque quando eles começam parece que todo o resto para por muito, muito, muito tempo. Em outras palavras, a leitura fica lerda, e porque não dizer logo, chata.

A parte gráfica continua belíssima, mas sofre exatamente do mesmo problema do volume anterior, é uma personagem feminina que deveria ser muito empoderada, mas é claramente vista e apresentada de um ponto de vista exclusivamente masculino.

Em outras palavras, o segundo volume é bem pior que o primeiro. Confesso que fiquei triste ao perceber isso.

Nota 7,5.


domingo, 1 de setembro de 2019

The Brightsiders



SPOILER FREE

Esse é um dos livros mais pop de 2018 e finalmente ele saiu da estante! A autora australiana Jen Wilde tem feito sucesso com suas personagens jovens e abertamente LGBT, e The Brightsiders é só mais um exemplo do que ela tem feito.

Um dos pontos altos desse livro em particular, é que ele não tem nenhum personagem relevante que não faça parte da sigla LGBT, e só isso é incrível. E não, as personagens não são estereótipos ou clichês de nenhuma das letrinhas.

Em Brightsiders, Jen traz a história de Emmy King, uma adolescente prestes a completar 18 anos que precisa lidar não só com a fama (ela é baterista de uma banda famosa que chegou ao estrelado há pouco tempo), mas com os seus pais abusivos (fica o alerta para quem tem problemas com o tema), e com a sua bissexualidade.

Se você acha que isso já é problema demais para colocar num livro só, respira fundo, porque Jen Wilde ainda trabalha transfobia, bifobia, relacionamento abusivo (de pais e de namoradxs), empoderamento feminino e vício em drogas. É um prato cheio, beeeeeeem cheio.

Se por um lado o livro é de uma grande beleza, justamente pela forma com que a autora consegue lidar com todos esses temas tudo junto e misturado sem deixar a peteca cair no campo do preconceito. Por outro lado, Jen Wilde consegue a façanha de ser didática demais. O livro é explicadinho demais, e isso é o seu maior defeito.

Não há o menor espaço para reflexão do leitor, que é carregado o tempo inteiro para as conclusões que a autora quer que ele entenda. Em compensação, a escrita é bastante fluida e recheada de pequenos poemas que são as canções do grupo. 

E os personagens principais são fofos. 

Com pontos positivos e negativos que de alguma forma acabam por se equilibrar, e considerando a importância desse tipo de livro hoje em dia:

Nota 8,5.

Storm (Ashes & Embers #1) by



SPOILER FREE

Ainda na vibe de ler coisas que me façam me sentir menos mal, porque o mundo não está ajudando, resolvi voltar a ler algo que fosse mais picante, porque nem toda série young adult tem material desse tipo.

Esse livro estava no meu kindle há muito muito muito tempo. A premissa é interessante, uma mulher fica presa numa nevasca e um cara enorme e todo tatuado a ajuda e os dois passam um final de semana presos na pickup dele no meio da neve.

Até aí tudo muito interessante e cheio de promessas de coisas quentes que podem acontecer nesse cenário.

Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, você descobre que a personagem principal é chata, hipócrita, não perde tempo e parte direto para o slut shaming. O interesse romântico é interessante na descrição física, mas é possessivo ao extremo, não respeita os limites da personagem chata e é controlador.

E isso tudo mata todo o interesse da premissa da história.

Por mais que esse tenha sido o primeiro livro da autora Carian Cole, preciso dizer que não pretendo ler mais nada dela, a não ser que venha com resenhas muito maravilhosas e que indicam que ela superou esses problemas.

Nota 4.

How to Live an Undead Lie (The Beginner's Guide to Necromancy #5)



SPOILER FREE

Preciso confessar que quando comecei a ler o quinto livro da série The Beginner's Guide to Necromancy eu achava que esse era o último. Ou pelo menos era o último que eu já tinha comprado.

A leitura foi bem no estilo finalmente Hailey Edwards vai fechar as pontas soltas e acabar com a história. Só que... o livro não é o último da série. E sim, acabei comprando o livro seguinte, que eu já não tenho muitas esperanças de ser o último.

Se tivesse muito mais história para contar eu nem teria ficado chateada. E o quinto livro tem pontos altos muito interessantes, em especial entre Grier, Linus e Boaz. Porém, a autora se utiliza dos mesmos clichês dos livros anteriores para fazer o enredo andar, e esse tema repetitivo está começando a encher demais o saco.

Em outras palavras, está começando a parecer encheção de linguiça para ganhar mais dinheiro fazendo as pessoas comprarem  mais livros dentro da mesma série. E quem lê as minhas resenhas sabe que eu tenho ojeriza a essa prática, acho que é um truque barato de autores que na verdade não tem muito mais história pra contar, mas querem espremer mais dinheiro com o que eles conseguiram criar.

Dessa vez, Grier finalmente acorda pra vida com relação a Linus, porém, uma nova facada nas costas a aguarda de quem ela confiava. Pronto, é esse o resumo da história.

Por conta disso tudo, voltamos à nota 5.

How to Dance an Undead Waltz (The Beginner's Guide to Necromancy #4)



SPOILER FREE

Depois de uma melhora no terceiro volume da série The Beginner's Guide to Necromancy, a autora Hailey Edwards parece ter finalmente encontrado uma forma de tornar a história de Grier mais interessante.

No quarto livro da série, Grier agora precisa não apenas sobreviver ao seu coração partido (alguém achava que seria diferente?), mas também precisa sobreviver às diversas tentativas de assassinato e/ou captura. A lista de inimigos da necromante meio vampira só aumenta, e ela precisa aprender a navegar na sociedade que ela sempre detestou, e isso implica em muitas vezes ter de agir de forma diferente do que ela realmente gostaria.

Para sorte dela, Linus continua do seu lado, não apenas como professor de necromancia, mas, quem diria, como um verdadeiro amigo. E sendo obrigada a repensar suas amizades já há alguns livros, Grier está começando a enxergar melhor o seu pseudoprimo.

Hailey Edwards não é nenhuma grande escritora, e ela se apoia em clichês demais para o meu gosto, mas, ela está começando a acertar o tom para a série, o que torna a leitura mais agradável e interessante. Considerando que eu já tenho a série até o sexto volume é um grande alívio!

Nota 7.

How to Break an Undead Heart (The Beginner's Guide to Necromancy #3)



SPOILER FREE

E depois de dois primeiros volumes bem mais ou menos, finalmente a série The Beginner's Guide to Necromancy (sem tradução para o português) começa e ficar mais interessante!

Dessa vez, Hailey Edwards traz a continuação da história de Grier, a necromante que é uma mistura de necromante com vampiros (não pergunte), e como ela agora precisa abrir os olhos para quem está a sua volta que realmente é seu aliado ou não. Finalmente o romance parece estar rolando entre ela e seu amor desde criancinha, Boaz, mas algo estranho está acontecendo e ameaça esse sonho. 

Enquanto isso, Grier continua aprendendo sobre seus poderes com Linus, seu pseudoprimo, e ela finalmente começa a olhar para ele de verdade. Depois de tantos anos ele não é mais aquele menino tímido que ela mal percebia que estava na mesma mesa que ela. E Linus também tem as suas cartas nas mangas...

A leitura dessa série tem servido pelo menos de exercício ocular, porque é para revirar muito os olhos. Apesar da premissa ser muito interessante e o mundo criado pela autora é divertido de ler, a escrita tem lá os seus problemas. Os maiores envolvem a quantidade de clichês e o fato de que dá para saber de antemão o que vai acontecer, o que torna a leitura menos prazerosa.

Contudo, nesse volume, o enredo dá uma melhorada, ficando mais interessante e complexo. Dessa forma, é preciso dar uma ajustada na nota.

Nota 7.

sábado, 31 de agosto de 2019

How to Claim an Undead Soul (The Beginner's Guide to Necromancy #2)



SPOILER FREE

Depois de um primeiro volume com um pano de fundo muito interessante, mas uma execução e uma narrativa que deixaram a desejar, acabei por ler o segundo livro da série The Beginner's Guide to Necromancy (ainda sem tradução para o português).

Dessa vez Grier precisa rever seu estilo de vida por ter sido reinstituída aos seus títulos e fortuna originais, o que agora inclui o título de Dama Woolworth, visto que ela é agora a mais velha da sua linhagem depois da morte da sua mãe adotiva. Nesse período, o seu trabalho como guia turística de assombrações em Savannah é uma das coisas que a ajudam a manter o pé no chão. Porém, algo estranho tem destruído as assombrações da cidade, e agora até o seu trabalho está tornando a sua vida fora dos padrões que ela busca para se recentralizar.

Para piorar a situação, ela agora precisa conviver com o seu primo por adoção, Linus, que está encarregado de ensiná-la tudo sobre necromancia. E isso ao mesmo tempo que Boaz, o vizinho de porta que ela ama desde criancinha, dá sinais de que finalmente está interessado nela.

Entre todos os papeis que ela precisa se encaixar, as ameaças que ainda a perseguem do livro anterior, e as novas ameaças que ela ainda não conhece, Grier tem história para manga pra contar.

Os problemas continuam sendo os mesmos do volume anterior, você tem uma história e personagens com potencial, mas com uma realização bem mais ou menos e com uma quantidade grande demais de clichês envolvidos. Como hoje em dia a quantidade de livros tipo young adult de qualidade é razoável, e considerando que o livro foi lançado em 2017, The Beginner's Guide to Necromancy deixa muito a desejar e fica bem abaixo da média esperada.

A relação de Grier e Boaz é uma das coisas mais desconjuntadas da série. Dá para ver de muito longe o que vai acontecer, fora que Boaz é o tipo de personagem masculino que dá raiva e que eu detesto ver com a personagem principal quando ela está num arco de crescimento e empoderamento pessoal. Mulher nenhuma merece ficar com esse tipo de macho.

Nota 5.

How to Save an Undead Life (The Beginner's Guide to Necromancy #1)



SPOILER FREE

Nada como pegar uma série young adult de fantasia para esquecer um pouco a realidade. E mesmo quando a série traz personagens traumatizados e cheios de problema, ainda assim a leitura é mais leve que o jornal do dia. Vivemos numa época tensa.

A autora americana Hailey Edwards traz na série The Beginner's Guide to Necromancy (ainda sem tradução para o português) a história da necromante Grier, que acabou de sair de uma prisão sobrenatural por ter sido julgada culpada pela morte da sua mãe adotiva. Claro que parece que o julgamento foi injusto, senão ela não seria a heroína da história, visto que sua mãe adotiva era maravilhosa, mas também é claro que todos acreditam na sua culpa e isso faz dela uma figura muito mal vista na sua sociedade secreta e de vida noturna.

Nesse primeiro volume o lance é que somos oficialmente apresentados ao mundo dos necromantes, que parecem humanos, mas fazem magia a partir do seu próprio sangue. Eles são chamados assim por seu poder de trazer os mortos de volta à vida, na forma de vampiros. Sim, isso mesmo. Esquece tudo o que você conhece de vampiro, Hailey reimaginou a coisa toda. 

Para os tradicionalistas isso pode ser um problema, não vou negar, e acho importante avisar logo para evitar decepções gratuitas. Mas, de forma geral, o mundo imaginado pela autora ficou interessante e bem redondo.

Os necromantes são divididos em classes, como os indianos, onde os de classe mais baixa simplesmente têm menos poder associado ao uso do seu sangue, e os de classe mais alta são realmente poderosos em termos de magia. Existem as exceções, claro, mas como boa trama com esse tipo de tema, a questão da classe leva também à discussão as questões dos preconceitos, e essa sim é a parte mais interessante desse lado da história.

Enfim, nesse primeiro livro, Hailey traz a história da saída da Grier da prisão e suas dificuldades de se encaixar novamente nessa sociedade que a abandonou. Além disso, ela descobre fatos sobre o seu passado e sua família que ela nem imaginava. Tudo isso enquanto ela tenta se reaproximar dos seus amigos pré-prisão, que depois de cinco anos sem ver, muitas vezes parecem ser outras pessoas.

O resultado final é uma história de fantasia com um excelente potencial, mas que a execução deixa a desejar. Hailey Edwards não escreve particularmente mal, mas ela também não escreve bem. Mas o pior, na minha opinião, é que ela faz uso de uma quantidade pouco saudável de clichês, chegando ao ponto de você descobrir tudo o que vai acontecer com muita antecedência, o que é chato.

Um dos clichês é o par romântico de Grier, que é apaixonada desde criancinha pelo seu vizinho de classe baixa. Claro que ele é um pegador desde sempre e ela é virgem. Como eu disse, uma quantidade pouco saudável de clichês.

Confesso que decidi ler os livros seguintes da série muito mais porque eu já os tinha na biblioteca do kindle do que por animação.

Nota 5.

sábado, 17 de agosto de 2019

Sweep of the Blade (Innkeeper Chronicles #4)



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no último livro publicado da série Innkeeper Chronicles! Dessa vez o casal que escreve sob o pseudônimo de Ilona Andrews resolveu trocar a personagem que narra a história.

Maud, a irmã recém resgatada de Dina, é quem relata a continuação da série. Nesse volume, ela resolve aceitar o convite do vampiro Arland de retornar com ele para seu planeta natal. Dessa forma ela se vê envolvida numa trama entre clãs de vampiros rivais que podem acabar derrubando Arland, e ela e sua filha junto.

Maud como narradora tem mais emoção que Dina, mas não necessariamente ela faz muito sentido. Além de ser um tanto quanto repetitiva e angustiada demais. Sua voz muitas vezes parece adolescente demais para o meu gosto e para a sua própria história também. Relevando isso, a trama em Sweep of the Blade é bastante interessante.

O problema é que ela causa uma pausa no enredo de fundo da série, e eu estava ansiosa para ver o que iria acontecer e como a história iria continuar. Em outras palavras, fiquei chateada com a mudança de narradora e de andamento da série, por mais que tenha gostado de conhecer mais sobre Maud.

Isso tudo me deixou num conflito interno sobre como avaliar o livro, porque apesar dele em si ser legal de ler, ele me pareceu um episódio barriga na série. Uma coisa é isso acontecer numa série de televisão, outra coisa numa série de livros em que sai um volume por ano. 

Por conta disso, nota 7,5.


One Fell Sweep (Innkeeper Chronicles #3)



SPOILER FREE

No terceiro livro da série Innkeeper Chronicles, o casal de americano/russa, sob o pseudônimo Ilona Andrews, traz mais uma aventura de Dina, a innkeeper de Gertrude Hunt. Dessa vez ela acaba por aceitar receber uma raça perseguida pelas galáxias por um clã de assassinos, numa busca de procurarem um local seguro para se esconderem dos seus inimigos.

O problema começa a acontecer quando o clã descobre que Dina está recebendo membros da raça perseguida. Mas agora Dina tem outros membros no Inn que podem ajudá-la a contornar essa situação, como sua irmã recém encontrada, o vampiro Arland, o lobisomem Sean, sua cadelinha Beast e a hóspede vitalícia Caledenia.

A questão da falta de emoção e vitalidade da narração infelizmente continua, mas é preciso dizer que ficou reduzida nesse volume. Além disso, o enredo mais abrangente que carrega a série se torna mais importante e interessante aqui. Esse livro me deixou muitíssimo animada para continuar a ler a série, o único problema é que só tem mais um livro publicado depois desse, e pelo andar da carruagem ele não será o último, o que quer dizer que eu em algum momento terei que esperar pelos próximos volumes serem publicados.

Já mencionei que detesto ler séries ainda em publicação porque detesto esperar entre um livro e outro? 

Considerando todos os fatores, 7,5.


domingo, 11 de agosto de 2019

Sweep in Peace (Innkeeper Chronicles #2)



SPOILER FREE

O segundo livro da série Innkeeper Chronicles não é tão bom quanto o primeiro. Não só o livro acaba mantendo os problemas do volume anterior, mas tem a sua própria gama de questões.

Os personagens são basicamente os mesmos, com algumas adições bastante interessantes, mas infelizmente Dina continua como narradora, o que deixa as coisas um tanto quanto sem graça. Para piorar a situação, toda a situação romântica do primeiro livro, que me pareceu bastante previsível mas pelo menos não tinha muita importância no enredo, então não incomodava, aqui toma uma parte mais central da história. E pior, Dina está mais envolvida nessas relações, logo ela fala demais sobre o assunto.

A questão agora é que Dina precisa levar mais hóspedes para o Inn Gertrude Hunter, e quando um Arbitrator solicita que o hotel seja utilizado para uma negociação de paz entre 3 raças envolvidas numa guerra há gerações, ela acaba por aceitar, apesar de saber que vai ser problema na certa.

Coisas pequenas a parte por conta desse enredo principal, o problema do romance óbvio e desnecessário numa série como essa, pelo menos o enredo principal que liga os livros da série acaba por andar. Você descobre mais sobre o passado de Dina, sobre seus irmãos e sobre como eles têm vivido, apesar de não aparecerem nos livros. A história por trás de tudo é a busca de Dina pelos seus pais, um casal de innkeepers que desapareceu misteriosamente juntamente com o seu Inn.

Pretendo continuar lendo avidamente a série, porque apesar dos problemas a leitura é bem leve e os mistérios são instigantes. O mundo onde se passa todo o enredo também é muito bem construído e acaba por ajudar a relevar os problemas.

Nota 7,5.

A Casa, a Escuridão



SPOILER FREE

Mais um livro de poesia do português José Luiz Peixoto! O que me deixa triste é saber que não tenho mais livros de poesia não lidos dele.

Minha única experiência de livro de romance dele não foi lá muito positiva, mas adorei tudo o que li dele de poesia. E A Casa, a Escuridão não foi exceção.

Vale demais a leitura, o livro ficou cheio dos marcadores que uso para marcar as poesias que gosto e facilitar encontra-las depois. Claro que também uso isso para ver o quanto o livro me agradou, visto que só leio poesias pela manhã e sempre alternando o livro ao longo da semana.

Por causa dos livros de poesia de José Luiz Peixoto vou acabar me aventurando novamente em ler um romance dele.

Nota 9,5.


sábado, 10 de agosto de 2019

Clean Sweep (Innkeeper Chronicles #1)



SPOILER FREE

Na atual situação, estou lendo muito como forma de escapismo, e para isso nada melhor que livros de fantasia young adult! E a dupla de autores (um casal, uma russa e um americano) que compõe Ilona Andrews tem uma lista de livros que se encaixam nessa categoria.

Clean Sweep é o primeiro livro da série Innkeeper Chronicles, que até agora teve 4 volumes publicados. Aqui são apresentados alguns dos principais personagens da série, Dina, a Innkeeper, que além de ser uma personagem interessante por si só, acaba nos apresentado o universo onde se passa o enredo, que, vou confessar, é dos mais interessantes que vi nos últimos anos. Temos também Sean, um ex militar que também é um lobisomem, Arland, um vampiro que é chefe militar do seu clã, Caledenia, uma aristocrata que ainda não descobri que tipo de criatura é, Beast, a cachorrinha de estimação de Dina, que não é apenas um Shi Tzu e Gertrude Hunt, o Inn onde Dina trabalha.

O livro traz a história de como Dina começa a perceber que uma criatura que não pertence ao planeta terra tem rondado a cidadezinha texana onde fica Gertrude Hunt. Depois de estimular Sean a tomar algum tipo de atitude com relação a isso, os dois juntos com Arland precisam dar um jeito na situação antes que o Inn seja exposto e todos sejam mortos.

A história em si é bastante interessante e o mundo criado para Innkeeper Chronicles é uma mistura de fantasia com ficção científica, com direito a viagens intergaláticas, portais, naves espaciais e diversas raças alienígenas, tudo com um toque de magia.

Apesar de todos os pontos positivos que existem em Clean Sweep, preciso dizer que o livro tem um problema. Ele é bem escrito, não cai naquela onda de livros em que a escrita atrapalha uma história legal, o problema é que ele não é bem escrito o suficiente. Falta um quê no livro para dar aquele brilho que a história super interessante que ele tem merece. A forma como a narradora, Dina, fala é um tanto sem graça, falta vitalidade e força, ficando tudo meio mais ou menos por causa disso.

Não me impede de continuar lendo a série, de jeito nenhum, já tenho todos os livros lançados, mas, vai me fazer pensar duas vezes antes de pegar outra série dos autores para ler.

Nota 9 pela originalidade.

Hot Asset (21 Wall Street #1) by Lauren Layne



SPOILER FREE

Depois da minha primeira experiência com a autora Lauren Layne, e considerando o estado atual da realidade, achei que realmente era hora de tentar mais um livro dela. 

Dessa vez temos a história de Ian e Lara. Ian é um broker milionário de Wall Street, Lara trabalha para o órgão do governo americano que fiscaliza Wall Street. Apesar de estarem em times opostos, a atração entre eles é irresistível! Excelente premissa, não é?

O problema é que em Hot Asset todo o machismo que ela já havia mostrado em Irresistibly Yours (Oxford #1) retorna com força total e sem absolutamente nada de contrapartida. A pobre Lara é retratada como uma mulher sem força nenhuma e zero profissionalismo. Já o Ian é um cara que dá ódio mortal e não entendo o que a pobre Lara vê nele.

Dessa vez nem as cenas de sexo salvam, porque elas dependem das limitações da Lara, aumentando a dose de machismo do livro.

É um grande desastre. Não pretendo ler mais nada da autora depois disso.

Nota 2.



Wonder Woman: Warbringer (DC Icons #1) - Mulher Maravilha: Sementes da Guerra



SPOILER FREE

Como todos minimamente por dentro hoje em dia sabem, as grandes editoras de quadrinhos não fazem mais apenas quadrinhos. Seguindo nessas novas fronteiras, a DC Comics começou a publicar em 2017 uma série de 4 livros estrelando suas principais personagens e trazendo como escritores grandes nomes da literatura young adult da atualidade. 

Mulher Maravilha: Sementes da Guerra é o primeiro livro dessa série e é escrito pela israelita naturalizada americana Leigh Bardugo, famosa pelas séries Grisha, Six of Crows e Nikolai

Por ser o primeiro livro de uma série, Sementes da Guerra é uma história de origem. Ok, todos estão carecas de ver versões da história de origem da Mulher Maravilha. Mas tenham uma certa paciência, a versão de Leigh Bardugo tem os seus méritos e a história de origem da princesa Diana está muito boa nesse livro. Toda a mitologia utilizada para criar as amazonas está muito legal, e apesar de novamente termos uma espécie de missão de resgate de uma pessoa perdida na ilha como motivador para Diana ir para o mundo dos homens, pelo menos o resgatado é uma mulher.

Alia Keralis está sendo perseguida, mas se recusa a aceitar que isso é verdade e não consegue entender o porquê das tragédias que ocorrem a sua volta. Sua visita a Temiscira, apesar de curta, começa a quebrar sua forte descrença em algumas coisas, mas nada se compara com a jovem que a ajuda, Diana, que simplesmente não pode existir nos padrões da realidade normal.

Usando isso como premissa e uma boa dose de mitologia grega, Leigh Bardugo cria uma história cativante e cheia de adrenalina e até mais da metade do livro eu estava cantando louvores a sua capacidade narrativa e a tudo que ela montou para Mulher Maravilha.

Mas aí, a autora caiu nas armadilhas dos clichês e me pareceu um tanto preguiçosa para criar plot twists diferentes. Comecei a sentir como se tivesse lendo o mesmo capítulo várias vezes, porque os problemas e as resoluções eram sempre os mesmos.

O resultado ficou um pouco conflituoso. Por um lado temos um trabalho muito interessante para o passado e as explicações de como funciona o mundo das amazonas, por outro temos um arco narrativo preguiçoso e repetitivo.

Por isso, nota 7,5.


Promethea - Book One


 
SPOILER FREE

O autor Alan Moore é um dos grandes do mundo dos quadrinhos e isso simplesmente transparece em uma das suas obras primas, Promethea. Mais uma indicação de amigos de livros, que eu agradeço sempre que posso, Promethea é uma das Graphic Novels mais interessantes e complexas que já tive o prazer de ler.

Alan Moore traz como ambientação um mundo atual alternativo, futurista e distópico, onde uma estudante de mitologia acaba por encontrar informações ao longo da história sobre uma personagem mitológica chamada Promethea. Na busca de mais informações para um trabalho da faculdade, ela acaba por descobrir que o mundo da imaginação é mais real do que imaginário, e que Promethea é um dos seres que habita esse mundo que consegue sair dele e meio que incorporar em pessoas com a imaginação muito poderosa.



Em termos de simbolismo e de detalhes gráficos, Promethea é um show à parte. A quantidade de informação utilizada para fazer toda a história e as imagens da Graphic Novel é simplesmente um desbunde. Vale a leitura só por isso. Mas soma-se a isso todo o posicionamento que Alan Moore coloca sobre a importância da imaginação e o poder das histórias e você tem um prato cheio para quem gosta de ler.

Minha única questão com Promethea é justamente gráfica, apesar de ser um dos pontos fortes a beleza das ilustrações. Eu entendo que uma das fontes para o trabalho visual em Promethea são as pinups, mas, veja bem, a personagem principal é uma mulher que possui uma capacidade incrível de imaginação (por isso ela se torna Promethea) e ela imagina uma guerreira celestial imbatível. As encarnações anteriores, pelo menos parte delas é imaginada por mulheres. Mas todas, absolutamente todas as encarnações de Promethea tem jeito de terem sido criadas por homens.


Talvez o problema esteja no fato do escritor e de todos os ilustradores serem homens. Talvez eu tenha criado uma visão mais crítica depois de ler quadrinhos escritos e ilustrados por mulheres. 

Mas o fato que Promethea tem cara de ter sido criada e ilustrada por homens é real. E isso é um problema quando as personagens principais são mulheres.

Só por isso, nota 9.

Under the Lights



SPOILER FREE

Depois do primeiro livro da série Daylight Falls ser bem mediano, confesso que me surpreendi com a autora Dahlia Adler em Under the Lights.

Com todos os cliclês em Behind the Scenes, eu não esperava que a personagem Vanessa fosse lésbica, e que o tema em Under the Lights fosse justamente essa descoberta. O livro realmente tem os clichês que isso traz porque Vanessa é a atriz principal de uma novela adolescente, Daylight Falls, e isso obviamente cria problemas para que ela assuma a sua orientação sexual publicamente. 

Mas Dahlia Adler se mostra bastante hábil ao lidar com o tema, e preciso dizer que gostei muito do resultado final no livro e como o enredo e as personagens acabam por trabalhar a questão da descoberta da sexualidade, do preconceito e da coragem de se assumir. Recomendo muito a leitura nesse sentido.

Claro que o livro não é perfeito. Rola um certo excesso de clichês e de drama adolescente que preciso dizer que atrapalharam a minha leitura. Apesar disso, o produto final é acima da média.

Nota 8,5.

Behind the scenes



SPOILER FREE

Então, o final de julho foi um inferno, mas as leituras andaram numa velocidade que tive dificuldade de acompanhar, e por isso acho que nunca estive tão atrasada em minhas resenhas na minha vida. Confesso que está rolando uma sensação de como era mesmo esse livro? Até que minha memória acorda e faz ah sim!

Então, Behind the Scenes traz a história de Ally Duncan, uma menina comum que é amiga de uma estrela da televisão, Vanessa. Ally sempre tentou se manter distante do mundo meio fantasioso da melhor amiga, até que problemas familiares a fazem aceitar ser assistente dela para poder juntar dinheiro. Daí ela passa a frequentar o set de filmagem da nova novela teen do momento, Daylight Falls. Até aí nada muito diferente do que sua história com Vanessa já não a tenha preparado para lidar, até ela conhecer melhor Liam, o par romântico de Vanessa na novela.

Não que o livro seja ruim. Ele é bem escrito e a história é fofa. Mas, ele é lotado dos clichês esperados e não tem nada que o torne exatamente original. Ele escapa mais ou menos dos clichês complicados relacionados a machismo, mas isso hoje em dia é o básico para um livro lançado em 2014.

O problema de Behind the Scenes é que ele é só mais um num oceano de livros infantojuvenis sem nada que o faça ser diferente ou imperdível.

Nota 7,5.


segunda-feira, 8 de julho de 2019

Professor Feelgood (Masters of Love #2)



SPOILER FREE

Como estou tranquila com os temas dos Desafios Literários de julho (tudo andando direitinho e adiantado), mas continuo meio doente, resolvi me dar uma folga e continuar lendo coisas leves. Como li há menos de um mês o meu primeiro livro da australiana Leisa Rayven e fiquei positivamente impressionada, e eu já tinha o volume seguinte da coleção Masters of Love por motivo de promoção, achei que era a hora de emendar.

Professor Feelgood traz a história da irmã da personagem principal de Mister Romance, a aspirante a editora Asha Tate. E num momento de ousadia, por conta de uma possível promoção, ela resolve entrar em contato com um poeta/fotógrafo do Instagram chamado Professor Feelgood, que além das fotos de babar, ainda escreve de um jeito que derrete as calcinhas das suas seguidoras.

O problema é que ele não era exatamente do jeito que ela imaginava, e agora ela precisa dar um jeito de fazer o tal livro que ela prometeu e eles assinaram um contrato milionário sair do papel.

Além das características típicas desse tipo de livro e suas coleções, Leisa Rayven me parece especialista em adiar as cenas tórridas nas suas histórias. Só que, ao invés de todo suspense e momentos animados mas sem grandes ações de Mister Romance, em Professor Feelgood ela não consegue manter exatamente o mesmo nível de temperatura até o grande momento.

E sério, diferente do primeiro volume, depois da primeira vez ela resolve dar uma economizada. Gente, eu pego esse tipo de livro pra ler cenas de sexo, no plural, não no singular. Tudo bem que uma boa história e bons personagens acrescentam muito e fazem tudo ficar melhor, mas sem a motivação principal perde boa parte da graça.

E tem a questão da história. Ela é fofa, não vou implicar muito, mas é muito batida e clichê perto do livro anterior. Parece que Leisa gastou toda a sua ousadia no primeiro livro e resolveu descansar no segundo, o que é uma pena. E o pior é que o livro nem é ruim, seu maior defeito é não ser tão bom quanto o primeiro.

Por isso ainda darei o benefício da dúvida para a autora e pretendo ler mais dela.

Nota 8.

domingo, 7 de julho de 2019

Guadalupe



SPOILER FREE

O tema do Desafio Literário Popoca de julho é Graphic Novel, e estou aproveitando para tirar várias leituras atrasadas da estante. Entre elas o quadrinho nacional Guadalupe!

Escrito pela poetisa Angélica Freitas (que eu já li um dos livros de poesia) e desenhado por Odyr Bernardi, ambos gaúchos, Guadalupe me pareceu uma escolha fantástica.

Mas nada me preparou psicologicamente para dois gaúchos escrevendo sobre cultura mexicana. Conhecendo um pouco os clichês que os norte americanos usam do México, confesso que eu esperava algo mais interessante do que encontrei em Guadalupe. Fiquei chocada em ver basicamente os mesmo clichês com um toque um tanto brasileiro em cima e com jeito de tentar parecer um pouco mais moderninho.

Não ajuda o fato que a melhor personagem de toda a história é a que está no caixão durante toda a viagem que realmente é a história por trás da Graphic Novel.

Talvez se a obra fosse mais longa e se aprofundasse nos dramas apresentados apenas de relance, o resultado fosse melhor, mas do jeito que ficou, mais parece um esboço de uma história com potencial do que uma Graphic Novel bacana de ler do início ao fim. O pior é que nem chega no final com jeito de quero mais, isso seria legal se tivesse mais para ler depois, mas com a sensação de "mas é só isso?", e sim, é só isso.

Confesso que esperava mais de Angélica. Do Odyr nem falo nada porque desconheço o seu trabalho, e esse não me ajudou a querer conhecer mais. 

Nota 4.


terça-feira, 2 de julho de 2019

Poemas da recordação



SPOILER FREE

Cheguei a escritora brasileira Conceição Evaristo através de amigas feministas, e preciso agradecer a indicação. Tenho por hábito marcar as páginas de livros de poesias quando vejo um poema particularmente bonito ou que me toque. Minha estante de livros de poesia é bastante colorida por causa disso, inclusive, utilizo a quantidade de marcadores para ver o quanto gostei do livro.

Poemas da Recordação não tem um único marcador. Porque não fazia sentido marcar todas as páginas, seria ridículo e um desperdício de material.

É extremamente raro encontrar um livro de poesia que você pode abrir totalmente a vontade e de forma aleatória e garantir que você vai encontrar uma boa poesia. Conceição Evaristo conseguiu essa façanha aqui. E ainda por cima tratando de temas complicados, como a pobreza, o preconceito e o machismo.

Fiquei tão abobalhada com o seu trabalho que mesmo antes de terminar o livro comecei a catar outros volumes da autora. Aguardem muitos livros dessa mineira, mulher, negra e poetiza espetacular.

Nota 10, mas se desse, dava 11.

Inside Out & Back Again

Resultado de imagem para Inside Out & Back Again by Thanhha Lai




SPOILER FREE

Estava "folheando" o kindle em busca de algo leve para ler quando me deparei com Inside Out & Back Again, que não lembro mais quando ou porque comprei, mas, lembrava que era literatura infantojuvenil. Pensei comigo mesma, perfeito!

Daí comecei a ler e não só descobri que era uma coletânea de poesias que contam uma história, mas também que a história é sobre uma menina vietnamita refugiada da época da Guerra do Vietnã. O livro é muita coisa, exceto leve.

A autora, Thanhha Lai, refugiada vietnamita da época da guerra, traz uma história linda, contada do ponto de vista de uma menina que precisa aprender a lidar não só com a perda do seu país, com tudo o que isso acarreta, mas também a se adaptar a uma nova realidade nos Estados Unidos. Não só ela, mas também sua mãe e irmãos. Nesse sentido, o livro é maravilhoso, não é a toa que ganhou o prêmio National Book Award for Young People's Literature (2011) e foi nomeado para diversos outros.

Apesar do tema pesado, a autora consegue tratar dele da uma forma quase leve, pois quem conta a história é uma criança. Mas a situação em si não é nada leve e os acontecimentos também são bem complicados. Contudo, considerando o mundo de hoje, esse é o tipo de história que se torna relevante e importante de ser tratada. É uma pena que o livro ainda não tenha sido traduzido para o português.

Apesar de todos os prêmios, a qualidade da história e tudo o mais, preciso dizer que não gostei do livro como obra poética. Talvez se a autora tivesse utilizado outro formato o resultado teria sido perfeito, mas do jeito que ficou...

Nota 8.

domingo, 30 de junho de 2019

Death



SPOILER FREE

O tema para o Desafio Literário Popoca de julho é uma Graphic Novel! Excelente tema para relaxar e avançar mais rápido na meta de livros do ano! E pensando nisso, escolhi algo do autor para qualquer momento e de quem eu leria até a lista de supermercado Neil Gaiman.

Depois de ler a coleção completa de Sandman, ou pelo menos as histórias originais, porque lançaram mais coisa depois, achei que era hora de começar a ler o que foi lançado depois. E nada como começar pela melhor personagem secundária de Sandman, a Morte!



Essa coletânea com histórias da Morte também foi lançada em português, e, se formos muito exatos ao significado de Graphic Novel, o que por si só não é algo muito exato, não necessariamente seria considerada uma. Mas isso não diminui em absolutamente nada a qualidade do material.

A coletânea abre com os dois capítulos de Sandman em que a Morte tem uma participação mais especial, o que serve para relembrar a personagem para quem já conhece e para apresentá-la para quem não leu Sandman. Em seguida temos o conto A Winter's Tale, uma história bem curtinha, que põe em evidência o ponto de vista da Morte sobre a morte.

Depois temos The High Cost of Living, uma história em 3 partes com a Morte como personagem principal no seu dia em que pode viver entre os mortais. Não tem como não se apaixonar por ela, caso você ainda não tenha se apaixonado até aqui, a partir desse ponto não tem mais retorno.



Em seguida temos um outro conto, The Wheel, onde Destruição e Morte aparecem para um menino. Neil Gaiman quando acerta faz bonito.

The Time of You Life retoma algumas personagens que apareceram em histórias anteriores, mas dessa vez como protagonistas de uma pequena saga em 3 partes onde a Morte aceita uma barganha. Fechando a coletânea temos Death and Venice, uma história um tanto quanto surreal bem no estilo Neil Gaiman, onde um homem conhece a morte quando criança e passa a vida pensando nela.

Depois de tantas histórias maravilhosas, o livro traz uma galeria de imagens da Morte e uma espécie de anúncio sobre a AIDS onde a morte fala sobre a doença e outras DSTs. Tem até um aviso antes, bem anos 90.

Considerando que é uma coletânea, a média da qualidade das histórias é muito alta. Vale a pena ler suas mais de 300 páginas. Recomendo para os fãs de Sandman e quadrinhos em geral.

Nota 10.

Z: A Novel of Zelda Fitzgerald



SPOILER FREE

O Desafio Literário Corujesco de julho (resolvi me adiantar um pouquinho) tem como tema um livro ambientado nos anos 20. Claro que o primeiro que me veio a cabeça foi Gastby, mas eu já li o clássico. Então encontrei no meu Kindle esse romance histórico que conta a história de Zelda Fitzgerald, esposa do autor de Gatsby, F. Scott Fitzgerald.

Confesso que eu não sabia nada da história dela, e que ao longo da leitura resolvi dar uma pesquisada. Fiquei muito impressionada com a história de Zelda, a primeira flapper, artista por si só, mas que foi totalmente ofuscada e, porque não dizer, plagiada pelo marido. Ela foi a síntese do que era a loucura dos anos 20, não se pode negar, e ela pagou um preço bastante caro por isso, tendo sido diagnosticada com esquizofrenia (o que tem sido questionado hoje em dia) e internada diversas vezes em manicômios. Sim, aqueles aterrorizantes do início do século XX, com aqueles tratamentos bizarros.

Sua morte é uma coisa totalmente sem sentido. E vou deixar quem quiser pesquisar, é muita tragédia.

Mas Zelda teve uma vida incrível, no meio da nata artística do entre guerras. E como ela colaborou, querendo ou não, diretamente ou não, com toda a produção do seu marido mais famoso. Eu não tinha a menor ideia de que ele tinha usado literalmente pedaços do diário e das cartas da esposa nos seus livros. Fiquei chocada.

Mas Z: A Novel of Zelda Fitzgerald, apesar de ainda não ter sido traduzido para o português, faz um excelente trabalho em contar a história dessa mulher tão interessante. Sendo um romance histórico, eu confesso que esperava que as partes do livro que trazem cartas de Zelda fossem reais, mas, a autora explica ao final que não, apesar das suas leituras e pesquisas terem incluído esse material. Como eu nunca li nada da Zelda Fiztgerald, não tenho como avaliar o quão próximo do material original elas são.

Como a própria autora, Therese Anne Fowler, conta, as pessoas que estudam a história dos Fitzgeralds se dividem em 2 tipos, o time Zelda e o time Scott. Aviso logo que o resultado de Z está do lado de Zelda, claro. E aparentemente, essa obra, juntamente com outras biografias de Zelda mais modernas, tem feito muitos historiadores repensarem o seu posicionamento nesses times. 

Imagine como teria sido para Zelda, uma mulher bastante a frente do seu tempo, mas casada com um alcoólatra que faz uso da sua vida particular para escrever, ter que se submeter ao marido, que a cada momento quer que ela tenha uma postura completamente diferente? Um momento ele quer fazer uso dos seus dons artísticos, no momento seguinte não quer que ela tenha a ambição de ser artista. É realmente de acabar com a sanidade mental de alguém. Acrescente a isso a quantidade enlouquecida de bebida que os dois bebiam, incluindo aí muito absinto, e temos uma receita para um desastre.

Nesse quesito, o romance histórico de Therese é maravilhoso. Você realmente se sente envolvido naquela época e com aqueles personagens, que no fundo são muito, muito reais. Fiquei bastante impressionada.

Nota 9.

sábado, 29 de junho de 2019

And Still I Rise



SPOILER FREE

Maya Angelou é uma das artistas negras americanas mais completas que já ouvi falar. Ela foi bailarina, atriz, cantora, escritora e poetisa. Apesar de ser mais conhecida na literatura americana por suas autobiografias, suas poesias também são muito conhecidas e utilizadas como hinos pelo movimento negro dos EUA. 

Uma das suas poesias mais famosas é justamente a que dá o título desse livro de poesias de Maya Angelou, And Still I Rise. E Maya também declamava muito bem, como pode ser visto abaixo:



Esse livro em particular, lançado em 1978, tem poesias muito voltadas para a questão negra, o que deixa a leitura por vezes bastante pesada. Mas Maya Angelou é conhecida porque ela não só retratava a situação dos negros, mas porque ela tinha orgulho de quem era e da cor de sua pele. Então, muitas das suas poesias são grandes odes ao poder negro, exatamente como a poesia título. E é lindo.

Como outros livros que já li da autora, And Still I Rise é uma delícia de ler e recheado de pérolas. Recomendadíssimo. É uma pena que ainda não tenha sido traduzido para o português, como outras obras da autora, como Eu sei por que o pássaro canta na gaiola.

Nota 10.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Fall (VIP #3)



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no último livro da série VIP da autora americana Kristen Callihan. Depois de ler sobre Killian e Scott, agora é a vez do torturado Jax.

Apesar dos livros até funcionarem de forma aceitável se lidos separadamente, eu recomendo fortemente não fazer isso. Muita coisa está interconectada e é explicada com mais detalhes nos volumes anteriores, e isso é particularmente verdade no caso de Jax.

Nos livros anteriores Jax aparece com alguma frequência, e tem bastante importância no pano de fundo dos enredos, pois ele é o membro da banda Kill John que tentou suicídio, o que é mencionado muitas vezes. Por conta dessa escolha de Jax como personagem principal de Fall, a autora fez até um disclaimer sobre como foi escrever uma personagem que sofre de depressão, que é uma doença que também a acomete.

Considerando essa questão bastante central nesse personagem, o terceiro volume da série é bastante pesado, o que não dá muito para evitar. A questão das DSTs talvez tenha sido um exagero, mas é a forma que a autora encontrou para fazer mais impacto e criar parte dos conflitos que desencadeiam o processo depressivo de Jax. E temos a heroína da vez, Stella, uma ruiva que tem o emprego mais bizarro que já vi nesse tipo de literatura, e olha que isso é páreo duro. E que eu não posso dizer por conta de spoilers, parte da graça da história está na saga de Jax tentar descobrir o que ela faz.

Seguindo o padrão já estabelecido desde o primeiro livro, Kristen, para variar, faz excelentes diálogos. As discussões e farpas são muito divertidas e engraçadas. Um dos pontos altos do livro, assim como as cenas mais calientes... porém, assim como em Managed, a autora escorrega bonito em diversas armadilhas machistas. Só que aqui ela escorrega ainda mais fundo e com mais frequência. Pela primeira vez senti vergonha alheia e raiva lendo um livro dessa série.

Isso tudo é muito triste. Sem querer desconsiderar a parte depressiva da história, que tem lá os seus méritos. Mas, sério, Idol foi tão divertido, por mais que tivesse tido umas quedas no livro seguinte, não havia indicativos que a autora fosse chegar nesse ponto. É uma pena, porque ela sabe escrever coisas boas! 

Pretendo ler mais algum livro dela de tira-teima, dependendo do resultado ela fica ou sai definitivamente da minha lista de fornecedores.

Nota 5.

domingo, 23 de junho de 2019

Managed (VIP #2)



SPOILER FREE

Depois de me divertir horrores com o primeiro livro da série VIP, resolvi partir direto para o segundo. Normalmente essas séries costumam ter os mesmos personagens secundários, e no caso de uma série  sobre uma banda, confesso que eu esperava que o segundo livro fosse tratar de outro membro músico, mas Kristen Callihan resolveu fazer diferente.

Tudo bem que já está auto explicado no título, Managed é sobre o agente da banda Kill John, o sisudo Scott, e como a jovem Sophie Darling (é sério esse nome) finalmente consegue tirá-lo do sério. Scott aparece com alguma frequência em Idol, e é mostrado como um dos homens mais lindos do mundo, mas tão sério e inglês que as personagens femininas do primeiro livro dizem na cara dele que apesar dele ser bonito ele não tem sexy appeal. Por mais que ele esteja numa das cenas mais divertidas do primeiro livro, confesso que não esperava que ele tivesse tanto potencial.

Em termos de diversão nos diálogos, o que já foi o forte em Idol, esse conseguiu ser ainda melhor! A primeira parte do livro é simplesmente impagável de tão engraçada. Novamente devo ter assustado meu vizinho, porque não dava para parar de rir.

Em compensação, a história é bem menos crível do que no primeiro livro. A desculpa para Scott e Sophie passarem tempo juntos não cola. Os conflitos que fazem o enredo andar são bem fracos, e o drama é exagerado e foca nas coisas erradas, dando um ar machista complicado que eu confesso que não esperava por causa do conteúdo do livro anterior.

Então, é um livro com seus altos e baixos. Acaba valendo pelas cenas calientes e pelos diálogos divertidos, mas tem problemas que não dá para relevar.

Nota 7.


Idol (VIP #1)



SPOILER FREE

Continuando as resenhas dos livros eróticos que li durante minha convalescência, cheguei a série VIP, da autora americana Kristen Callihan, ganhadora do prêmio RITA Awards de Paranormal Romance em 2015, pelo livro Evernight.

Pela capa já é óbvio que o livro traz uma história dentro do clichê do artista famoso. E sim, é isso mesmo. Idol conta a história de como Libby, uma ilustradora que mora no interior dos EUA encontra o cantor e guitarrista Killian, da banda mais famosa do mundo, bêbado no quintal da sua casa. Claro que ela não reconhece Killian, e o ajuda, e depois disso os dois passam semanas um com o outro.

Apesar de ser clichê é preciso dizer que Idol é fofo. A história é fofa, com um pouco de suspensão de descrença, você compra o enredo, e ele é muito bonitinho, e sem medo de tratar de alguns temas que, por mais que sejam clichês, muitas vezes não são tratados com a devida importância ou profundidade. E tem os diálogos. O que mais curti no texto de Kristen foram os diálogos. As personagens são simplesmente muito divertidas. 

Preciso confessar que em diversos momentos eu chorei de tanto rir. Existe uma possibilidade do meu vizinho achar que eu sou uma maníaca por causa disso.

Curti tanto o livro que resolvi comprar o resto da série de 3 volumes.

Nota 9.

Royally Bad (Bad Boy Royals #1)



SPOILER FREE

Então, como andei comentando em posts anteriores, eu fiquei doente esse mês, e isso me levou a ler uma quantidade um pouco exagerada de literatura erótica. Isso também quer dizer que eu certamente iria acabar tropeçando em algo como Royally Bad.

O livro parece mais um filme pornô ruim do que um livro de literatura erótica escrito por uma mulher jovem. Sim, a autora americana Nora Flite é jovem, mas parece ter parado nos anos 80. O livro traz um monte de clichês que não exatamente combinam um com o outro, misturado com cenas de sexo dignas de 50 tons de cinza (não, não é um elogio) e recheado de machismo. É mesmo royally bad.

O enredo conta como Sammy se apaixona a primeira vista pelo machista Kain Badd (é sério esse nome), uma mistura de mafioso com príncipe. Isso mesmo, a família é de sangue azul, mas eles são mafiosos, que se acham bonzinhos porque não permitem que suas strippers sejam obrigadas a se prostituir. Gente muito legal, que acha normal prender pessoas em quartos luxuosos, o que não passa de um calabouço chique.

E ainda por cima o livro é mal escrito. Não sei mais o que dizer, além de que não achei nada que se salvasse no meio dessa bagunça pornográfica no sentido ruim da palavra. Pretendo passar longe de qualquer outra coisa escrita pela autora.

Nota 1.


Mister Romance (Masters of Love #1)



SPOILER FREE

Esse foi meu primeiro livro da autora australiana Leisa Rayven. Ela é conhecida pelo público brasileiro pelos livros da coleção Starcrossed, todos traduzidos para o português. Aliás, Mister Romance e o volume seguinte da coleção Masters of Love também já estão traduzidos para o português.

Mister Romance traz a história de Eden Tate, uma jornalista empacada num trabalho que ela detesta, até que ela vê a chance de uma matéria sensacional que pode levá-la a uma promoção: o misterioso Mister Romance, uma espécie de escort para mulheres ricas, capaz de realizar fantasias românticas. Mas Eden não acredita em romance, e procura na história um furo de um gigolô que arranca dinheiro de mulheres ricas e casadas, uma receita perfeita para um escândalo e seu tíquete para um trabalho melhor.

O livro tem excelentes cenas românticas, é preciso tirar o chapéu para a autora. E quando eu digo românticas, não é no sentido cor de rosa e suspirante, não, é no sentido sexy de e agora quando vai começar a cena de sexo? Mas, como prometido pelo Mister Romance, o trabalho dele não é bem esse, e você passa boa parte do livro vendo as personagens se torturarem mutuamente mas não chegando aos finalmentes. Mas vale a pena, a autora sabe exatamente o que ela está fazendo.

Preciso dizer que foi um dos melhores livros do gênero que li esse ano. Gostei tanto, mas tanto, e foi tão positivo no quesito não ter machismo, que já comecei a comprar outros livros da autora. Tomara que sejam tão bons quanto esse.

Nota 10 dentro do estilo.

Rat Queens vol 4



SPOILER FREE

Depois de muito drama nos bastidores, como expliquei aqui, Rat Queens voltou a ser produzida. Para dar uma repaginada, o autor incluiu uma nova personagem fixa no grupo, a orc Braga, além das já conhecidas Hannah, uma elfa necromante, Violet, uma guerreira anã de um clã de ferreiros, Dee, uma sacerdotisa ateia originária de uma religião bizarra e Betty, uma espécie de hobbit ladina.



O volume 4 traz justamente essa mudança, e não retoma de onde o volume 3 parou. Há um salto no tempo que, pelo menos nesse volume, ainda não está explicado o que aconteceu exatamente. Mas o pai de Hanna agora vive com as Queens, fazendo um papel próximo a dono de casa.

Nessa coletânea de 5 edições, temos um arco de uma quest que envolve não só as Queens, mas também um grupo formado pelo irmão de Violet, o que também serve de pretexto para melhor explorar o passado da personagem. Como fã do trabalho anterior, e de uma certa continuidade em histórias, preciso dizer que para mim o volume 4 não faz jus a tudo que foi feito anteriormente. A adição de Braga foi muito boa, uma excelente ideia, porém, é como se a história começasse novamente do zero quando escolhem não terminar o arco anterior.



A sensação que dá é que o leitor pulou alguns volumes. E isso não é legal.

No mais, o arco apresentado aqui, apesar de ter os seus pontos interessantes, não chega perto da diversão e adrenalina dos anteriores, o que é um balde de água fria num momento muito delicado da série. Afinal, ela ficou algum tempo sem ser publicada e teve sua imagem bastante abalada com as questões internas da sua produção.

Apesar de eu pretender ler os volumes seguintes, confesso que minha animação diminuiu muito. Vamos ver se os próximos volumes serão capazes de reverter essa tendência.

Nota 6.

sábado, 22 de junho de 2019

Adventures in Online Dating



SPOILER FREE

Esse mês eu fiquei doente, e como sempre faço quando fico doente, preciso de leituras que me façam ficar feliz e tranquila (não é a toa que tive problemas com March). Então, passei alguns dias lendo um livro erótico por dia. Sim, estou atrasada nessas resenhas por motivo já explicado.

Foi assim que li Adventures in Online Dating da autora americana Julie Particka. O livro traz a história da pseudo atuária Alexa, divorciada, mãe de 3 filhos, e que desde a separação não conseguiu um novo namorado que preste. (pseudo porque eu sou atuária e posso atestar que a descrição não é lá das mais corretas)

Como acontece na mente de alguns autores, porque atuária tem a ver com números, Alexa desenvolve um algoritmo para melhorar a seleção de pretendentes num aplicativo de encontros online, e ela faz um esquema na Coffee shop local para ver um homem diferente a cada 20 minutos. Claro que nenhum dos que aparecem conseguem ser mais interessantes do que o dono da Coffee shop, Marshall, que não pode ser cogitado pelo fato de ser mais novo do que Alexa.

Apesar das cenas que realmente interessam no livro serem boas, meu problema com esse volume é o preconceito e as motivações. Porque veja bem, a motivação de Alexa ao buscar um namorado não é se satisfazer, não, é buscar um modelo masculino para os filhos. Que isso seja um pré requisito é uma coisa, que seja motivação é outra completamente diferente. E tem o problema do preconceito. Marshall é descartado por ser mais novo, mas não é que ele seja universitário, adolescente, ou algo problemático do gênero (considerando que a personagem tem mais de 40 anos), o cara é dono do próprio negócio e já está na segunda metade dos 30 anos. O maior problema dele é que ele é nerd.

Como assim você descarta um cara legal, independente financeiramente e gostoso porque ele curte videogame e faz citação de filmes?

Gente, eu sou casada com um cara desses, e eu faço citação de filme também.

Fiquei muito danada da vida. Achei um absurdo e um desserviço.

Nota 6.