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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Beautiful Redemption


SPOILER FREE

E só porque só faltava mais um livro na série, resolvi encarar Beautiful Redemption ou Dezenove Luas em português.

Lembra que eu mencionei que o final do terceiro livro era muito ousado? Pois bem, a continuação, apesar de bem óbvia (não tinha muito para onde ir), também pode ser considerada ousada. A história, assim como nos volumes anteriores, continua muito boa, porém a qualidade da escrita... continua ruim. Melhor do que Crepúsculo, mas ainda assim deixa a desejar. Realmente a impressão que me deu é que as autoras são ótimas criadoras de mundos e de histórias de fantasia, mas que elas 1) realmente passam mais tempo jogando videogames do que lendo (afinal elas trabalhavam criando videogames), 2) não tiveram bons editores, porque o espaço para melhoria dos livros é bem fácil de ver e não é difícil de melhorar.

Fora esse "detalhe", o livro é cativante e segue a linha do terceiro volume, onde a ação é o fio condutor da história, mantendo a adrenalina rolando solta o tempo todo, e, consequentemente, eu não consegui largar o livro até terminar. E novamente as autoras têm uma inspiração no Joss Whedon, e na sua falta de cerimônia ao matar personagens, ponto positivo para elas.

Com toda a ação rolando, o excesso de açúcar adolescente ficou novamente controlado, assim como no livro anterior. Outro ponto positivo.

Dito isso, gostaria de aproveitar para reclamar da mania dos editores brasileiros de adaptarem títulos ao invés de simplesmente traduzi-los. Sério, para quê isso? Não é que as traduções ficassem ruins ou soassem mal em português! Tudo bem que os primeiros 3 livros ficaram com adaptações passáveis (apesar de totalmente desnecessárias), mas o quarto livro ficou muito ruim, mas muito ruim mesmo. Sabe o que tem a ver Dezenove Luas com a história? NADA. Nada de nada de nada mesmo. O que era óbvio que uma hora ia acontecer, né? Mas não, resolveram manter a "ideia brilhante" da adaptação. E não é razoável dizer que a ideia veio por causa do filme, que mantem o nome original do livro em inglês. Opa, mas não em português! Será que a culpa é dos tradutores de títulos de filme? Mesmo que seja, imperdoável.

Nota 8.

Nota da Saga: 7,5 só porque podia ser melhor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Beautiful Chaos


SPOILER FREE

Continuando a fase de fastfood literário, li o terceiro livro "das luas" (em português o título ficou dezoito luas, coisas que só a tradução brasileira de títulos consegue fazer). Aqui as autoras finalmente resolvem sair do clima Crepúsculo e resolvem fazer algo original, o que me deu muito alívio.

Não que o clima adolescente da história tenha diminuído, ele continua lá firme e forte, mas pelo menos está mais disfarçado debaixo de uma grande camada de ação e adrenalina, que nesse volume permeia a história desde o início até o fim. E que fim! Não digo que seja o mais original do mundo (já vi acontecer em outras séries de livros de fantasia), mas sem dúvida é um final corajoso. Meu respeito às autoras por isso. Nesse ponto elas me lembraram o Joss Whedon e digo isso de uma forma positiva, apesar da mania que eles têm em comum poder ser irritante de vez em quando.

A qualidade da escrita até deu uma melhorada (ou eu me acostumei... melhor não pensar nessa alternativa), mas ainda não ficou lá essas coisas. Talvez seja apenas a atenuada no clima adolescente da história que tenha me dado essa sensação. Qualquer que seja o motivo, tornou a leitura mais agradável e para mim isso é o que conta.

Só para não dizer que não falei nada do plot sem dar spoiler: nesse volume, o mundo está indo para o saco, literalmente falando, por conta do que aconteceu no final do livro anterior. E agora os heróis da história estão numa busca desenfreada pela solução do problema (aí está a razão pela adrenalina constante), e nessa busca eles esbarram em um problema atrás do outro. Graças a deus os problemas já não envolvem o clichê de histórias adolescentes "será que ele/a me ama?", e sim apenas um monte de situações que podem terminar em sangue, morte e destruição (como se isso já não fosse iminente pela premissa da narrativa, mas tudo bem, pra quê apressar esse tipo de coisa não é mesmo?). Não é a toa que título em inglês é "belo caos", ele realmente tem uma razão de ser (pessoalmente eu acho melhor do que a tradução, apesar dela ainda fazer sentido nesse livro).

Nota 8 porque melhorou com relação aos livros anteriores.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Beautiful Darkness


SPOILER FREE

E como o mês de setembro estava no final e não daria tempo de ler mais um livro do Saramago dentro do prazo do Desafio Literário, resolvi matar o tempo com o que eu tenho chamado de fastfood literário. Sabe aquele tipo de livro que você sabe que não é bem escrito (assim como fastfood não alimenta de verdade), mas te diverte horrores mesmo assim (análoga aquela sensação de comer algo gorduroso que você sabe que não faz bem mas é gostoso assim mesmo)?

Pois é, a continuação de Beautiful Creatures se encaixa perfeitamente nessa descrição. Beautiful Darkness, ou Dezessete Luas em português, é um livro divertido, apesar de mal escrito, seguindo a receita mostrada no primeiro volume. A comparação com Twilight aqui é ainda mais perfeita, pois Beautiful Darkness é a versão de Kami Garcia e Margareth Stohl para Lua Nova, trocando o sexo da personagem principal e vampiros por bruxas. E não estou exagerando nessa comparação, a trama é exatamente a mesma: personagem principal é largado pelo amor da sua vida, que está numa fase ruim e busca a auto-destruição. O livro todo se passa na tentativa da personagem principal encontrar o seu grande amor antes que seja tarde demais.

As grandes diferenças entre esse livro e Twilight é que 1) o personagem principal não é chato nem incoerente; 2) o personagem principal sofre mas não tenta se matar quando é abandonado pela namorada; 3) os demais personagens e a relação entre eles fazem sentido; 4) o mundo onde se passa a história é coerente. Em outras palavras, Kami Garcia e Margareth Stohl deram um banho na Stephenie Meyer novamente. O único defeito das autoras é realmente não saberem escrever bem. Mas isso pode ter remédio, ainda tenho esperanças quanto aos próximos 2 livros da série.

Claro que o tema extremamente adolescente me incomodou novamente, mas como entendo que era esse o objetivo, não considero como um defeito do livro, é só algo que eu não gostei.

Nota 7,5 assim como o primeiro volume.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Beautiful Creatures


SPOILER FREE

"Tudo o que Twilight deveria ser mas não é", foi o que li a respeito desse livro (na verdade uma quadrilogia) num site ou no Facebook (a memória me falha, desculpem-me) e que me fez me interessar. Até porque o filme foi lançado na última sexta-feira e confesso que fiquei curiosa, e me recuso a ver o filme sem ter lido o livro antes. Em outras palavras, fiz uma leitura muito dedicada para tentar acabar o mais rápido possível, o que eu consegui razoavelmente, dado que li no computador, o que eu acho muito cansativo.

Explicações do porquê da leitura à parte, agora vem as explicações básicas da história: esqueça os vampiros e pense em bruxas e outros seres mais "bruxescos" por assim dizer. Acrescente amor adolescente, uma cidade do interior no sul dos EUA (pense em uma quantidade absurda de preconceito generalizado e um amor muito pouco saudável ao passado), uma maldição antiga que ninguém quer revelar que existe (nem em que termos ela funciona), baldes de magia, possibilidade de reencarnação, muito drama e tragédias familiares e você tem "Beautiful Creatures", ou, como saiu em português (inclusive o filme) "Dezesseis Luas".

Parece uma receita fadada ao romance mal escrito e de história que não convence, porém, as autoras (sim, são duas autoras, e ambas trabalham criando vídeo-games!) conseguem o improvável: uma história cativante, apesar de muito adolescente, com personagens realistas (emocionalmente falando, ok?) e reviravoltas de tirar o fôlego. Pra começar quem conta a história é o menino do casal adolescente, o que por si só já é uma novidade, e muito bem-vinda, diga-se de passagem, e, para melhorar, o mundo fantástico que é mostrado FAZ SENTIDO EM SI MESMO. Esqueça as emendas feitas de última hora para explicar alguma coisa que não parece fazer sentido, aqui tudo está bem encaixado, mesmo que os personagens mais cultos e inteligentes não saibam como.

Mas nem tudo são flores... apesar da história ser muito bem montada e cativante, a escrita não é lá das melhores não. Falta experiência de escrever às autoras, o que deixa a história "acidentada", com alguns buracos que poderiam ter sido preenchidos e diálogos simplesmente mal escritos. A sensação é justamente que elas bolaram um enredo mirabolante muito legal, mas não souberam colocar direito no papel. Mas espero que isso melhore nos livros seguintes (tem mais 3, né? até o final há de melhorar). Fora isso, a problemática toda da história se baseia na falta de diálogo entre os personagens, e confesso que isso me irrita. Preferia outro tipo de abordagem, mas entendo que isso acontece demais com adolescentes (ou eles assim entendem muitas vezes) e respeito a escolha das autoras por causa disso. Mas não me agrada.

Nota 7,5 porque esse drama adolescente me cansa.