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sábado, 8 de setembro de 2018

Please Don't Tell My Parents You Believe Her



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no final da série "please don't tell my parents"!

O quinto livro da série foi uma grande surpresa, por ser o mais profundo de todos eles e o mais bem escrito. "Please don't tell my parents you believe her" tem várias camadas e fases, começando de forma bastante triste e deprê, passando por momentos de pura comédia e mais do que tudo isso, é um livro sobre superação.

A personagem principal, Penny, precisa se virar numa situação totalmente absurda e sem os seus amigos para ajudar, saindo completamente da sua zona de conforto e tendo que lutar contra o pior inimigo que poderia surgir: ela mesma. 

Não poderia haver melhor desfecho para essa história tão fofa e divertida. É preciso tirar o chapéu para Richard Roberts, ele acertou em cheio!

O livro poderia ser melhor? Sim, o autor tem ideias incríveis mas não é nenhum escritor brilhante. Mas o resultado é muito legal e vale a pena cada página de cada livro.

Eu ainda queria muito que eles fossem traduzidos para o português. Se eu fosse criança eu amaria demais ler esses livros, e eu acho que precisamos de mais livros infanto-juvenis de super-heróis onde a personagem principal é uma menina tão incrível. Penny entrou para o meu hall da fama.

Nota 9.

domingo, 26 de agosto de 2018

Please Don't Tell My Parents I Have A Nemesis



SPOILER FREE

Depois da experiência de sofrer para lembrar de todos personagens secundários no livro anterior, resolvi emendar a série até o final, já que eu tenho os livros.

Não tem nada de novo na história desse volume em si, o estilo continua o mesmo, a fofura continua a mesma. Porém, o final... tem um gancho muito muito muito chato. Confesso que fiquei surpresa, já li diversos livros do Richard Roberts e esse é o primeiro que ele resolveu fazer esse golpe baixo com o leitor. Nem entendi a razão, não é que esse livro em si tivesse tanta coisa para contar que realmente precisasse disso, ou que os fãs da série não fossem ler mais uma aventura. Se ele tivesse se organizado melhor na linha narrativa e não tivesse perdido tempo com momentos em que nada acontece de verdade... Enfim, achei desnecessário, chato e fora do comum para o autor. Espero que ele não pegue essa mania.

Apesar desse problema, a série em si continua muito legal de ler. Só não leia o quarto livro sem ter o quinto perto de você. Recomendado para todas as idades!

Nota 8.


sábado, 25 de agosto de 2018

Please Don't Tell My Parents I've Got Henchmen



SPOILER FREE

Esse é o terceiro livro da série do Richard Roberts "Please don't tell my parents", confesso que estava com saudades da Penny e já fazia tempo demais entre um livro e outro da série para uma leitura "saudável".

Na verdade, acho que deixei passar um pouco desse tempo. Li o último volume em 2015, fazendo um pouco mais de 3 anos entre um livro e outro, o equivalente a um pouco mais de 200 livros entre um volume e outro da série. Não foi uma boa ideia. Confesso que fiquei bastante perdida com diversos personagens secundários.

Claro que os personagens principais e a vilã mais carismática eu lembro bem e adorei revê-los, em compensação, os inúmeros personagens secundários entre os colegas de escola, mocinhos e vilões, ficou tudo uma grande confusão. Eu não lembrava nem do nome, nem dos poderes e nem do que tinha acontecido com eles. E a leitura de "Por favor não conte para os meus que eu tenho capangas" (em tradução livre minha) sofreu bastante com isso.

As histórias do Richard Roberts são absurdamente fofas, mas a escrita não é das melhores, tendendo a ser confusa. Some-se a isso o fato de que eu não lembrava quem era quem e você percebe a minha dificuldade em aproveitar plenamente a leitura.

Apesar dos problemas (meus e do autor), a leitura é divertida e Penny é irresistivelmente fofa. Tanto que já emendei com o quarto livro da série! (Não vou cometer o mesmo erro de novo). Nada como ler personagens crianças que realmente são crianças! Eu queria muito que o livro estivesse traduzido para o português... acho que seria um sucesso.

Nota 8.

Livros anteriores:

Please don't tell my parents I'm a super villain
Please don't tell my parents I blew up the moon

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Wild Children



SPOILER FREE

Ainda na minha cruzada pessoal para esvaziar o meu kindle, resolvi ler outro livro do autor da série "please, don't tell my parents I'm a supervillain". Dessa vez, Richard Roberts traz um novo mundo, até bem parecido com o nosso em alguns aspectos religiosos, onde crianças podem sofrer uma espécie de transformação onde elas ganham características físicas de diferentes animais, essas crianças são chamadas de "wild chindren" (crianças selvagens).

A premissa é que os animais que as crianças se transformam seriam manifestações físicas dos traços mais fortes de suas personalidades, porém, não se sabe exatamente o porquê, nem sempre as coisas acontecem exatamente da forma que deveriam.

O livro é dividido em diferentes capítulos, onde cada capítulo é narrado por uma wild child diferente, contanto a sua experiência de transmutação e de vida como uma wild child, com direito aos preconceitos envolvidos no processo e mudanças na sua rotina. Porém, conforme as personagens vão sendo apresentadas, elas muitas vezes reaparecem nos capítulos subsequentes, dando uma ideia melhor de como o mundo onde existem wild children funciona, e também da história da sociedade onde elas vivem, especialmente de como os adultos lidam com elas.

De forma geral, esse livro é mais bem escrito do que "please, don't tell my parents", e a capacidade imaginativa do autor é absurda, é pura fantasia. O mundo das crianças selvagens é lindo e ao mesmo tempo perigoso, suas histórias são poéticas e às vezes trágicas, como se o autor pegasse diversas características do mundo real e simplesmente as tornasse mais fortes e incluísse elementos fantásticos que dão um colorido extra único.

Outro fator interessante é que o livro é infanto-juvenil, mas não fica poupando o leitor, o que eu, pessoalmente, acho fantástico.

O único "defeito" desse livro, para mim, é o final. Eu esperava algo mais apoteótico, que desse de alguma forma uma sensação de finalização para as personagens que acompanhei ao longo do livro, então o final me deixou chupando o dedo. O que, definitivamente, não invalidou todo o prazer que senti ao longo da leitura. Valeu a pena cada uma das das quinhentas páginas.

Nota 8,5!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Please don't tell my parents I blew up the moon



SPOILER FREE

Depois de ter me apaixonado pelo primeiro livro da série, eu fiquei doida quando o segundo volume entrou em promoção na Amazon, e menos de um mês depois eu já tinha lido a continuação de "Por favor não conte para os meus pais que eu sou uma supervilã".

E não fiquei desapontada! "Por favor não conte para os meus pais que explodi a lua" é quase tão bom quanto o livro original. A história continua super fofa e os personagens são sensacionais, o único "problema" é que não tem o mesmo frescor do primeiro livro, talvez porque o enredo não é tão bom quanto o do primeiro livro, mas continua valendo a leitura. Além disso, a escrita de Richard Roberts não é lá nenhuma Brastemp, como eu já disse na resenha anterior, mas as ideias são tão boas e divertidas que isso simplesmente não é importante.

Dessa vez a história se passa no espaço, onde a grande líder dos vilões manda a gangue "The Inscrutable Machine" cumprir uma missão, que obviamente sai do controle, e depois de uma quantidade absurda de confusões, encontros com humanos que vivem há décadas no espaço e mais alguns superheróis improváveis, uma certa lua acaba sendo explodida. Não era bem o que a personagem principal, Penny, queria, mas permite um gancho que promete muito para um próximo livro para a série. Espero que seja o último, odiaria ver uma ideia tão legal quanto essa ser estragada porque o autor resolveu esticar a história pra ganhar dinheiro.

Confesso que estou doida para esse livro sair em português, porque vou comprar para todas as meninas da família, é bom demais ver personagens femininas como a Bad Penny sendo trabalhadas para crianças, trazendo modelos diferentes de meninas como personagens principais. Penny não é uma princesinha, e não é nada indefesa, pelo contrário, é uma supervilã de primeira categoria, e se não bastasse é a líder da gangue! A gangue em si, "The Inscrutable Machine" é composta por mais uma menina, Claire, e apenas um menino, Ray, que apesar de ser o personagem super-forte do grupo, deve o seu poder a um soro feito por Penny, então, bem, já é fora do padrão. E tem outras personagens femininas fortes e interessantes, o que é muito legal.

Nada como um livro-pipoca de vez em quando, nota 8.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Please Don't Tell my Parents I'm a Supervillain



SPOILER FREE

Então, estou super atrasada com minhas resenhas... mas essa época do ano é muito cheia de afazeres e o tempo se torna mais escasso.Não para ler, claro, mas certamente para escrever!

Confesso que esse livro eu comprei por causa do título. Simples assim. Quem poderia resistir a um livro chamado "por favor, não conte aos meus pais que eu sou uma super-vilã"? E eu gostei tanto dele que fiquei triste ao perceber que ele ainda não saiu em português e por isso eu não pude comprar para dar de Natal para as crianças da família.

Então, quanto ao conteúdo: o livro conta a história de uma pré-adolescente, que é filha de dois super-heróis aposentados (pense em algo estilo "Os Incríveis") e está ansiosa para os seus poderes aflorarem (ou não, aparentemente é algo meio aleatório), ela tem 2 melhores amigos, um menino bem nerd que não gosta de falar da própria família, e uma menina que também é filha de uma super-heroína. Quando finalmente os poderes dela aparecem, um acidente acaba fazendo dela e seus amigos os vilões da situação, e eles ficam com a fama. A partir daí a história é sobre como eles vão fazendo besteiras pela cidade, se envolvendo em diversas confusões com super-heróis e outros super-vilões enquanto tentam manter suas identidades "civis" secretas.

O livro se resume em uma palavra: fofo. É tão fofo e divertido que você fica chateadíssimo quando descobre que tem uma continuação. Não é uma sangria desatada, o arco principal da aventura apresentado nesse volume termina (ainda bem!), mas ficam diversos ganchos interessantes para o segundo livro, que deveria sair ainda esse ano, mas aparentemente não vai rolar.

Mas... o livro tem defeitos. O autor não é nenhum gênio literário, às vezes a sua escrita é meio dispersa, e você se pega relendo alguns parágrafos para tentar entender o que aconteceu (nem tente, o livro precisava mesmo é de uma boa revisão), porém a história é tão fofa e divertida (já disse isso, né?) que você passa batido por cima dos problemas como num bom filme pipoca. Acho que deveríamos ter uma categoria para livros pipoca também, esse certamente ficaria bem colocado nela.

Nota 8,5.