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terça-feira, 23 de agosto de 2016

The rest of us just live here



SPOILER FREE

Como esse mês eu estava adiantada na minha leitura do Desafio Literário, resolvi ler o que deu na telha no momento e que me ajudasse a esvaziar o meu kindle (sim, essa saga interminável continua!). Daí lembrei que não sei quando eu comprei essa pérola aí, um livro sobre um mundo cheio de heróis (pense em coisas tipo Buffy, a caça vampiros), mas que conta a história das pessoas normais que vivem em torno dos grandes acontecimentos cósmicos dos "escolhidos". Tanto que o nome do livro diz tudo, "O resto de nós apenas vive aqui" (em tradução livre minha).

É uma premissa extremamente original, vamos combinar, e que me fez comprar um livro de um autor que eu nunca tinha ouvido falar (apesar de já ter sido traduzido para o português - mas ainda não esse livro).

Enfim, li o dito cujo em pouquíssimo tempo (mas a resenha atrasou por motivos olímpicos) e achei que ele entrega o que promete, isto é, a história de pessoas que não são "as escolhidas", mas que precisam lidar com os problemas causados pelos grandes acontecimentos (leia-se tragédias, acontecimentos sobrenaturais e grandes desastres). De quebra o autor ainda brinca com as grandes histórias típicas de literatura infanto-juvenil que seguem dessa temática.

Apesar do mundo ter essa temática tão manjada, aqui você tem o frescor de lidar também com os problemas realmente comuns de histórias de adolescentes, aquele amor não correspondido, as mudanças previstas para depois da formatura e a mudança de cidade por conta da faculdade, os problemas de família... tudo muito normal e bem do dia a dia, mas com direito a animais zumbis, menções a vampiros, crianças especiais, escolas explodindo etc.

Para mim, que adoro esse tipo de coisa, deitei e rolei com o livro. Amei mesmo, e assim que for traduzido será comprado para as crianças/adolescentes da família.

Nota 9,5.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Dragons at Crumbling Castle: And Other Tales



SPOILER FREE

Desde a triste morte do autor Terry Pretchet no ano passado que eu estava pensando em pegar algo dele para ler. Terry é um autor com cuja obra eu tenho uma relação meio estranha, porque eu adoro os livros dele, adoro o humor dele, mas não consigo ler em sequência. Pode parecer até mesmo herético para os seus fãs, mas eu acho o estilo dele cansativo depois de um tempo.

Por isso fiquei tão animada com esse livro em específico, pois sendo composto apenas de contos curtos, imaginei que seria bem mais fácil de ler sem cansar. E quanto a isso eu estava certa!

"Dragons at crumbling castle" é um livro leve e divertido, com um jeitão típico do inglês de chapéu, e tem como interesse especial para os seus fãz o fato de ser uma coletânea de contos que ele escreveu ainda jovem, antes de se tornar conhecido, e que ainda saíam em jornais e revistas.

É perceptível em suas histórias de "Dragons" algumas ideias e construções que mais tarde viriam a se desenvolver em suas grandes sagas, como Discworld, e mesmo com um quê de inocência, Terry já era uma grande promessa literária para a fantasia.

É um livro genial? Não. Leitura obrigatória? Não. Mas vale o esforço? Certamente. Especialmente para os fãs do autor, fãs de fantasia e de contos. Um prato bem servido.

Nota 8,5.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Among the Unseen - The thin veil #3

 
SPOILER FREE

E finalmente cheguei ao último livro da trilogia "The thin veil". Graças aos deuses, eu não aguentava mais.

As resenhas dos dois primeiros livros você encontra aqui e aqui, e basicamente tudo continua igual. Mesmos defeitos nos três livros. Com um acréscimo no terceiro e último volume incluir deuses nórdicos, que não são bem deuses, e também não são como estão na mitologia "clássica".Enfim, não gostei da forma como eles foram retratados, assim como eu já não gostava dos personagens já apresentados, que continuam chatos, diga-se de passagem.

Nesse volume também fica mais evidente que a autora não tinha pensado nas "regras" do seu mundo literário antes de escrever, pois tem vezes que elas simplesmente mudam, o que deixa o enredo sem sentido e com diversos buracos.

A não ser que a autora escreva algo que seja premiado, não pretendo ler mais nada dela. Chega pra mim.

Nota 4 para o livro e para a trilogia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Into the fire - The thin veil #2



SPOILER FREE

Esse é o segundo volume da série "The thin veil", que começou com "Through the door", da escritora canadense de ascendência irlandesa Jodi McIsaac.

Só de pensar nessa resenha eu sinto preguiça. Dá vontade de repetir tudo o que eu já escrevi sobre o primeiro livro (o que você pode conferir aqui). Até porque não mudou lá grandes coisas. Nesse segundo volume a personagem principal recebe como missão encontrar um objeto mítico perdido há milênios. Se ela o encontrar ela se tornará rainha do povo que a despreza e a trata mal porque ela é humana, se ela não encontrar, uma das vilãs do livro anterior vira rainha e pelo poder do enredo ela vai começar uma guerra mundial e o mundo vai acabar etc.

Fora essa mudança na história, os problemas são os mesmos. Os personagens são particularmente chatos e não dá para torcer por ninguém. Aliás, até dá, para torcer que os humanos acabem logo com os Tuatha de Dannan, porque eles precisam acordar pra vida e serem menos preconceituosos. Mas a história não é sobre isso e os preconceitos simplesmente são tratados como "normais" no livro. Tudo muito chato, previsível e de rolar os olhos com as decisões mais estapafúrdias da protagonista.

Não sei de onde tirei forças para ler até o final (e nem para começar o seguinte, deus que me perdoe!). Talvez fosse esperança, sabe como é, o livro anterior foi o primeiro da autora, difícil acertar de primeira, não é? Eu precisava acreditar que a continuação seria melhor. Uma pena, tanto potencial desperdiçado. 

Nota 4.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Through the Door



SPOILER FREE

Então... estou numa onda de ler o máximo possível de livros escritos por mulheres porque, bem, é necessário esse tipo de exercício na nossa sociedade. Daí que há uns anos atrás eu comprei a trilogia "The Thin Veil" da Jodi McIsaac e como quero fazer número de livros lidos esse ano, achei que era boa ideia, já que estou meio adiantada com a leitura dos temas do desafio literário (exceto o tema de junho, porque, cara, escolhi muito mal o livro e ele tá emperrado).

Agora já não sei se foi uma boa ideia, nem pegar esses livros para ler nem ter pago a mixaria que paguei por eles.

Veja o meu ponto de vista de compradora: o livro tem temática de mitologia celta (o que eu amo), fala de pessoas com poderes/bruxas/druidas (o que eu adoro), a personagem principal é uma mulher (temática possivelmente feminista!) e foi escrito por uma mulher (que era o meu objetivo!).

Agora veja o resultado: a temática mitológica é celta só nos nomes, a história em si é extremamente bizarra, uma mistura esquisita de seres mágicos com poderes (que são referidos às vezes como deuses às vezes como fadas) que não morrem (são basicamente vampiros nesse sentido), a não ser que sejam mortos (definitivamente vampiros, só que pegam sol e morrem de qualquer coisa e não só estaca, fogo, etc), só podem ter filhos entre si (esquece os vampiros e os deuses, pois os primeiros não podem ter filhos (ouviu, Twilight!) e os segundos podem ter com seres humanos) e que vieram de outra dimensão (é sério). E veja bem, essa é a parte boa da história.

As bruxas/druidas: são humanos que estudam magia e por isso "ganham" poderes mágicos. Mas não são os druidas que você, que conhece alguma coisa de história celta ou da religião antiga conhece, não, são os "druidas de verdade" (porque precisava ofender de alguma forma a galera que segue essa religião, claro).

A parte que poderia ser feminista: pois é... não é nada feminista. Pelo contrário. Talvez seja o livro mais machista que li esse ano, pior do que "Love, Rosie". As personagens femininas são meros capachos dos homens, o tempo todo. A personagem principal aguenta preconceitos bizarros por ser "humana" e mesmo assim continua junto com a família do cara que a abandonou. É muito louco! Ninguém conta nada pra ela (supostamente para aumentar o drama e a tensão no enredo) e ela aceita e fica na boa com todo o mundo. Já mencionei por aqui que detesto enredos baseados na falta de informação proposital? Detesto com todas as forças.

A relação da Cedar (a personagem principal) com a filha e com a mãe é algo... primeiro dá a entender que ela evita a filha porque lembra o namorado que a abandonou grávida, depois a menina é a vida dela. O namorado é um desgraçado que a abandonou sem nem deixar um bilhete, mas ela perdoa num piscar de olhos e tudo volta a ser como era antes. Oi? Como assim??? A mãe parece ser uma pessoa muito legal, ajuda muito e tal, mas daí ela não era nada disso, mentiu a vida inteira pra filha e fica escondendo informação e reclama das decisões desinformadas que a filha toma (vai reclamar como se não conta nada pra ela???).

Enfim, é um desastre.

Nenhum dos personagens é particularmente gostável (exceto o Felix e a Jane, que mal aparecem), a história é uma bagunça e as reações e relações entre os personagens não faz sentido. Mas o mundo que a autora criou com os seres mágicos de nomes celtas é legal, merecia um enredo mais interessante e divertido. Tinha o potencial para ser "Throne of Glass", mas é "Twilight".

Nota 5.

NOS4A2



SPOILER FREE

Eu sei que o título mais parece um erro de digitação, mas é isso mesmo. E a ideia é cumprir o tema de agosto do Desafio Literário, que é um livro com números no título. Mesmo que não seja apenas números, considero como bem escolhido, pois o título se refere à placa do carro de um dos personagens principais desse romance do Joe Hill e, além disso (em inglês apenas) é uma brincadeira com a palavra Nosferatu!

Acabei por comprar esse livro porque li "Horns" do mesmo autor e adorei, logo, quando teve um novo lançamento ele automaticamente foi para a minha wish list e quando entrou em promoção foi parar no meu kindle (que continua lotado, claro, mas eu juro que estou tentando). Joe Hill continua me surpreendendo, ele consegue seguir o mesmo estilo de história que tornou o seu pai, Stephen King, famoso, mas ele encontrou a sua própria voz e estilo literário. Imagina um Stephen King modernizado, é ele.

Dessa vez, ele traz a história de Victoria McQueen, uma menina que descobre que pode fazer coisas supostamente impossíveis, até que ela percebe que ela não é a única com dons especiais. Após um encontro desastroso com o dono do carro com a placa NOS4A2, ela termina por rever alguns "conceitos" na sua vida. Mas a experiência a mudará para sempre e ditará o seu destino e daqueles que ela ama.

O livro é uma mistura de terror com aventura, com diversos momentos simplesmente arrepiantes. Para dar uma ideia, esse foi um volume que eu me recusei a ler antes de dormir, porque sabia que não me deixaria cair no sono ou me daria pesadelos. Essa limitação acabou por me fazer demorar mais tempo do que eu previa na leitura das suas quase 700 páginas, mas valeu a pena. A personagem principal, Vickie, é maravilhosa! No estilo anti-herói, a mulher é poderosa, porque para aguentar tudo o que ela passou e ainda fazer o que ela fez, precisa ser muito badass. Foi um prazer imenso acompanhar a sua trajetória e fiquei com gosto de quero mais, o que, infelizmente, é improvável. Para meu maior deleite, o autor ainda fez referências a obras do seu pai, o que é sensacional para os fãs.

Nunca mais verei o Natal da mesma forma por causa desse livro.

Nota 10!



sexta-feira, 8 de julho de 2016

Furiosly Happy - Alucinadamente Feliz



SPOILER FREE

Esse livro foi indicado pela Coruja no blog do qual estou seguindo o meu desafio literário desse ano. A resenha simplesmente me deixou curiosa, e por uma sorte da vida, logo em seguida o dito entrou em oferta na Amazon.

E sim, o livro é tudo aquilo que promete. É divertido, é humano, é engraçado de você realmente passar por louca na rua (eu pelo menos ri tanto no metrô que teve gente me olhando torto), tem o tipo de piadinha cretina que eu adoro (a prova disso é que casei com o meu marido), e trata sobre transtornos mentais de uma forma ao mesmo tempo profunda e leve, sem estigmas.

Eu gostei tanto do livro que já me inscrevi no blog da autora, The Bloggess, que é sensacional, e já coloquei o outro livro dela na minha wish list na Amazon.

As histórias no livro são todas autorais, numa espécie de autobiografia em pequenos contos, com os causos mais divertidos e inusitados. Jenny é o tipo de pessoa que você adoraria de conhecer ao vivo, e não tem como não se identificar pelo menos um pouquinho com alguma das situações pelas quais ela passa. Afinal somos todos humanos e, bem, de perto ninguém é normal. E, vamos ser sinceros, ser normal é chato.

Estamos no meio do ano mas já tenho certeza que livro nenhum vai ser mais divertido do que esse.

Nota 10!