Você costuma abandonar a leitura de um livro? Você está no meio da leitura de um livro, só que está odiando. É chato, sem graça, mal escrito… O que faz? Larga-o na mesma hora ou persiste até o final?
Pergunta difícil... é muito raro eu largar um livro, por mais chato, sem graça ou mal escrito que seja (por exemplo, eu li A Cabana e toda a Saga Crepúsculo até o fim). Alguns conseguem esgotar a minha paciência (que varia com o tempo, diga-se de passagem) e eu realmente largo. Exemplos? Veias abertas da América Latina (muito deprê demais da conta, e na época meu pai estava internado, então não rolou). Ensaio sobre a Lucidez (adoro o Saramago, mas não aguentei chegar nem nas eleições).
Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Meme Literário de Um Mês 2011 dias 1, 2, 3 e 4
Resolvi participar do Meme Literário de Um Mês da Tábatha, do Happy Batatinha. Por pura diversão e para concorrer no sorteio, claro.
:-)
Então, estou começando atrasada (estou sempre atrasada, já repararam? Inclusive tenho um post de livro atrasado... aguardem, tá no forno), mas antes tarde do que nunca, então, vamos começar!
Dia 1:
Que livro que você está lendo?
(Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?)
Estou lendo "Haroun and the Sea of Stories" do Salman Rushdie. É um livro que o autor escreveu para o seu filho, quando ele era criança, logo, é um livro infantil. Eu o li quando era criança e lembro que era apaixonada pela história, mas me lembrava de muito pouco (o livro não era meu snif snif snif), então resolvi comprar um para mim e reler (dessa vez comprei em inglês porque não conseguia achar a versão em português de jeito nenhum - óbvio que na semana seguinte de comprar achei o maldito). Estou lendo ele exclusivamente no metro, porque obra, mudança e casamento tomam todo o meu tempo livre, e estou achando interessante redescobrir a história do pequeno Haroun (minha memória é mesmo horrível, não lembrava de nada!), mas confesso que minha memória infantil dele era mais bonita.
Dia 2:
Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá?
(Fale um pouco sobre eles)
Ai ai ai... assim vai estragar a surpresa dos meus leitores rsrsrsrs
O último livro que li foi "A Discovery of Witches", que vi numa livraria, me encantei pelo título e pela descrição na contracapa. Ele estava com um bom preço e comprei. Simples assim rsrsrsrs. Depois descobri que a autora vinha para a Bienal (achei que fossem falar mais dela, mas...) e resolvi adiantar a leitura, apesar de que só consegui parar para lê-lo depois da Bienal. O livro é ruim, mas é divertido. Melhor que Crepúsculo, mas pior que Anne Rice numa fase ruim. Ainda vou comprar a continuação para saber como termina a história (gente curiosa é assim, meio masoquista).
O próximo livro que pretendo ler é "Luka e a chama da vida" (acho que é esse o título), também é do Salman Rushdie, e é continuação do "Haroun". O autor o escreveu, sei lá, uns 20 anos depois do primeiro livro, para o filho mais novo, que ficou com ciúme do mais velho que ganhou um livro do pai. Mas tudo pode mudar. Nunca sei ao certo o que vou ler, a vontade muda ao longo dos dias, né?
Dia 3:
Você lê resenhas de livros?
(Elas influenciam na escolha de um livro? Ou na opinião que você tinha sobre um livro lido?)
Leio, e escrevo rsrsrsrs.
Se me influenciam? Depende se eu concordo ou não com o argumento do resenhista. Se for alguém que eu conheço o gosto literário, não precisa de augumento :-)
E sim, às vezes elas mudam a minha forma de ver um livro. Mas isso também depende da memória que eu fiquei do livro (já mencionei que a minha memória é ruim?).
Dia 4:
Onde você gosta de ler?
(No sofá? Na cama? No ônibus? O lugar onde você costuma ler é o lugar onde você gosta de ler?)
Eu gosto de ler na cama e no sofá, mas leio mesmo é no metrô. De pé. Sem me apoiar em lugar nenhum, porque atrapalha a leitura. Assim, leio duas vezes por dia, por uns 15, 20 minutos de cada vez. Leitura diária garantida. Os outros passageiros atrapalham (a gente lendo também atrapalha, então tá tudo certo), o metrô balança, dá aquelas freiadas chatas (mas a dança e o kung fu me mantêm de pé), mas não tem melhor maneira de ir para o trabalho.
Infelizmente tenho lido muito raramente fora do metro... tristeza...
:-)
Então, estou começando atrasada (estou sempre atrasada, já repararam? Inclusive tenho um post de livro atrasado... aguardem, tá no forno), mas antes tarde do que nunca, então, vamos começar!
Dia 1:
Que livro que você está lendo?
(Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?)
Estou lendo "Haroun and the Sea of Stories" do Salman Rushdie. É um livro que o autor escreveu para o seu filho, quando ele era criança, logo, é um livro infantil. Eu o li quando era criança e lembro que era apaixonada pela história, mas me lembrava de muito pouco (o livro não era meu snif snif snif), então resolvi comprar um para mim e reler (dessa vez comprei em inglês porque não conseguia achar a versão em português de jeito nenhum - óbvio que na semana seguinte de comprar achei o maldito). Estou lendo ele exclusivamente no metro, porque obra, mudança e casamento tomam todo o meu tempo livre, e estou achando interessante redescobrir a história do pequeno Haroun (minha memória é mesmo horrível, não lembrava de nada!), mas confesso que minha memória infantil dele era mais bonita.
Dia 2:
Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá?
(Fale um pouco sobre eles)
Ai ai ai... assim vai estragar a surpresa dos meus leitores rsrsrsrs
O último livro que li foi "A Discovery of Witches", que vi numa livraria, me encantei pelo título e pela descrição na contracapa. Ele estava com um bom preço e comprei. Simples assim rsrsrsrs. Depois descobri que a autora vinha para a Bienal (achei que fossem falar mais dela, mas...) e resolvi adiantar a leitura, apesar de que só consegui parar para lê-lo depois da Bienal. O livro é ruim, mas é divertido. Melhor que Crepúsculo, mas pior que Anne Rice numa fase ruim. Ainda vou comprar a continuação para saber como termina a história (gente curiosa é assim, meio masoquista).
O próximo livro que pretendo ler é "Luka e a chama da vida" (acho que é esse o título), também é do Salman Rushdie, e é continuação do "Haroun". O autor o escreveu, sei lá, uns 20 anos depois do primeiro livro, para o filho mais novo, que ficou com ciúme do mais velho que ganhou um livro do pai. Mas tudo pode mudar. Nunca sei ao certo o que vou ler, a vontade muda ao longo dos dias, né?
Dia 3:
Você lê resenhas de livros?
(Elas influenciam na escolha de um livro? Ou na opinião que você tinha sobre um livro lido?)
Leio, e escrevo rsrsrsrs.
Se me influenciam? Depende se eu concordo ou não com o argumento do resenhista. Se for alguém que eu conheço o gosto literário, não precisa de augumento :-)
E sim, às vezes elas mudam a minha forma de ver um livro. Mas isso também depende da memória que eu fiquei do livro (já mencionei que a minha memória é ruim?).
Dia 4:
Onde você gosta de ler?
(No sofá? Na cama? No ônibus? O lugar onde você costuma ler é o lugar onde você gosta de ler?)
Eu gosto de ler na cama e no sofá, mas leio mesmo é no metrô. De pé. Sem me apoiar em lugar nenhum, porque atrapalha a leitura. Assim, leio duas vezes por dia, por uns 15, 20 minutos de cada vez. Leitura diária garantida. Os outros passageiros atrapalham (a gente lendo também atrapalha, então tá tudo certo), o metrô balança, dá aquelas freiadas chatas (mas a dança e o kung fu me mantêm de pé), mas não tem melhor maneira de ir para o trabalho.
Infelizmente tenho lido muito raramente fora do metro... tristeza...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O visconde partido ao meio
SPOILER FREE
Do jeito que anda a confusão da minha vida, só mesmo apelando para livros como esse, do italiano Italo Calvino, que é bem fininho, para tentar chegar na minha meta anual... mas quem dita as regras sou eu, né? Ainda bem, senão estaria em apuros rsrsrsr
Aparentemente, esse livro foi o primeiro que o autor escreveu usando narrativa fantástica, e assim conseguiu o seu primeiro sucesso literário. E vou te dizer que para primeiro livro do estilo, está fantástico. Mas é Italo Calvino, não teria como ser diferente.
A história em si é bem simples, e bem óbvia pelo título do livro e pela contra-capa. O que traz aquela mágica são os detalhes (sempre os detalhes), que dão o colorido típico do autor. Inclusive essa obra me lembrou muito outro título dele, O barão nas árvores, que também é muito divertido, e também tem como personagem principal um nobre excêntrico (mais excêntrico, na verdade, visto que no caso do barão foi uma escolha, enquanto no do visconde foi uma fatalidade). O livro trata dos extremos que existem dentro de todos nós, e de quebra deixa visível como as pessoas boazinhas demais são tão sem graça (não é verdade?).
Melhor não dizer mais do que isso, porque o livro é tão pequeno que é difícil falar dele sem dar spoiler, é o tipo de leitura ideal para quem está com pouco tempo ou que curte contos. Dá para ler de uma vez só com tranquilidade, se você tiver tempo disponível (eu li no metrô, então não deu), e é uma história bem leve e engraçada.
Nota 9
Do jeito que anda a confusão da minha vida, só mesmo apelando para livros como esse, do italiano Italo Calvino, que é bem fininho, para tentar chegar na minha meta anual... mas quem dita as regras sou eu, né? Ainda bem, senão estaria em apuros rsrsrsr
Aparentemente, esse livro foi o primeiro que o autor escreveu usando narrativa fantástica, e assim conseguiu o seu primeiro sucesso literário. E vou te dizer que para primeiro livro do estilo, está fantástico. Mas é Italo Calvino, não teria como ser diferente.
A história em si é bem simples, e bem óbvia pelo título do livro e pela contra-capa. O que traz aquela mágica são os detalhes (sempre os detalhes), que dão o colorido típico do autor. Inclusive essa obra me lembrou muito outro título dele, O barão nas árvores, que também é muito divertido, e também tem como personagem principal um nobre excêntrico (mais excêntrico, na verdade, visto que no caso do barão foi uma escolha, enquanto no do visconde foi uma fatalidade). O livro trata dos extremos que existem dentro de todos nós, e de quebra deixa visível como as pessoas boazinhas demais são tão sem graça (não é verdade?).
Melhor não dizer mais do que isso, porque o livro é tão pequeno que é difícil falar dele sem dar spoiler, é o tipo de leitura ideal para quem está com pouco tempo ou que curte contos. Dá para ler de uma vez só com tranquilidade, se você tiver tempo disponível (eu li no metrô, então não deu), e é uma história bem leve e engraçada.
Nota 9
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Dieta literária: devorando os livros certos
Dieta literária: devorando os livros certos
Ótimo texto da Lígia! Vale a pena perder uns minutinhos e ganhar em qualidade de leitura.
Ótimo texto da Lígia! Vale a pena perder uns minutinhos e ganhar em qualidade de leitura.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Ma liberté de dancer
SPOILER FREE
Post adaptado, o original está no blog Ventre da Dança
Como sou muito eclética, e andei fazendo compras um pouco grandes na Amazon, resolvi variar e ler uma auto biografia. Mas não uma auto biografia qualquer: a da grande bailarina egípcia Dina! É um livro bem recente, foi lançado no início do ano na França, com a colaboração de uma jornalista francesa, porque a Dina não ia, assim, escrever diretamente em francês, né?
Fiquei namorando o bendito livro por um mês na Amazon francesa, até chegar a conclusão que não dava para não comprar, e aí arranjei uma bela desculpa para comprar 20 livros (divididos entre a Amazon americana e francesa, veja bem), desses a maioria fala sobre a dança do ventre ou sobre o mundo árabe... mundo civilizado é outra coisa!
Pois bem, o livro da Dina é MUITO LEGAL! Além de ser escrito na primeira pessoa, com ela contando para você como foi a vida dela até hoje, inclui impressões de primeira mão sobre como a relação do povo egípcio com a dança do ventre foi mudando nos últimos 20, 30 anos. Em outras palavras, ainda por cima é uma bela aula de história e de cultura!
Então, como o livro por enquanto só está disponível em francês (mais fresquinho do que isso impossível!!!!), vou dar uma ideia do que vocês podem encontrar na história da Dina, mas sem spoiler, porque acho sacanagem. Ela passa por todos os momentos marcantes da sua própria vida, o que é bem interessante, afinal todas querem saber como foi que ela começou a dançar, não é? Onde ela aprendeu, com quem, se teve problemas com a família por conta da sua escolha... está tudo lá! De quebra ela descreve como é o seu dia a dia de diva no Egito! Passa pelo nascimento do filho dela (a descrição do parto é ótima! Melhor propaganda da dança do ventre que já li), pelos casamentos mais importantes e pelo escândalo em que ela foi envolvida e que aqui no Brasil quase ninguém ouviu falar.
De lambuja, ela comenta e explica porque nos vídeos antigos de dança do ventre você vê todas as mulheres assistindo aos shows descobertas, usando decote e cabelos da moda (da época, pelo amor de deus, o que é aquilo!), mas nos vídeos mais contemporâneos você conta nos dedos (isso quando você encontra) as mulheres que não estão usando véu. Pura aula de história e antropologia!
Mas nem tudo é perfeito... nem o livro da Dina. A primeira coisa que se nota é o subtítulo "la dernière danceuse d'Egypte" (a última bailarina do Egito), que é no mínimo um escândalo quando você tem a egípcia Randa dançando pelo mundo inteiro e com show fixo no Nile Maxime (um navio cruzeiro que passa pelo Cairo). Mas é a Dina, né? É DIVA. Mas ela não fala da Randa em momento algum do livro... só de bailarinas mais antigas. Tudo bem, não conheço mais nenhuma bailarina egípcia em atividade hoje que não seja a Dina ou a Randa, seria compreensível que as duas disputassem uma com a outra, né? O que nem sei se é o caso, mas suspeito por razões óbvias.
Outra falha, sendo o único livro que conheço que foi escrito por uma bailarina egípcia, era de se esperar que tivesse pelo menos alguma informação sobre a versão das egípcias para a origem da dança do ventre, ou sobre os movimentos e técnicas egípcios, não é? Pois bem, não tem quase nada sobre o assunto :-( achei uma pena. Podiam ter aproveitado.
Outra coisa que faz falta: FOTOS. Só tem a da capa snif snif snif... como podem fazer um livro auto biográfico de uma bailarina sem fotos? Não entendi.
Mas ainda assim é leitura obrigatória para estudantes de dança do ventre! Recomendadíssimo!
Nota 8,5!
Post adaptado, o original está no blog Ventre da Dança
Como sou muito eclética, e andei fazendo compras um pouco grandes na Amazon, resolvi variar e ler uma auto biografia. Mas não uma auto biografia qualquer: a da grande bailarina egípcia Dina! É um livro bem recente, foi lançado no início do ano na França, com a colaboração de uma jornalista francesa, porque a Dina não ia, assim, escrever diretamente em francês, né?
Fiquei namorando o bendito livro por um mês na Amazon francesa, até chegar a conclusão que não dava para não comprar, e aí arranjei uma bela desculpa para comprar 20 livros (divididos entre a Amazon americana e francesa, veja bem), desses a maioria fala sobre a dança do ventre ou sobre o mundo árabe... mundo civilizado é outra coisa!
Pois bem, o livro da Dina é MUITO LEGAL! Além de ser escrito na primeira pessoa, com ela contando para você como foi a vida dela até hoje, inclui impressões de primeira mão sobre como a relação do povo egípcio com a dança do ventre foi mudando nos últimos 20, 30 anos. Em outras palavras, ainda por cima é uma bela aula de história e de cultura!
Então, como o livro por enquanto só está disponível em francês (mais fresquinho do que isso impossível!!!!), vou dar uma ideia do que vocês podem encontrar na história da Dina, mas sem spoiler, porque acho sacanagem. Ela passa por todos os momentos marcantes da sua própria vida, o que é bem interessante, afinal todas querem saber como foi que ela começou a dançar, não é? Onde ela aprendeu, com quem, se teve problemas com a família por conta da sua escolha... está tudo lá! De quebra ela descreve como é o seu dia a dia de diva no Egito! Passa pelo nascimento do filho dela (a descrição do parto é ótima! Melhor propaganda da dança do ventre que já li), pelos casamentos mais importantes e pelo escândalo em que ela foi envolvida e que aqui no Brasil quase ninguém ouviu falar.
De lambuja, ela comenta e explica porque nos vídeos antigos de dança do ventre você vê todas as mulheres assistindo aos shows descobertas, usando decote e cabelos da moda (da época, pelo amor de deus, o que é aquilo!), mas nos vídeos mais contemporâneos você conta nos dedos (isso quando você encontra) as mulheres que não estão usando véu. Pura aula de história e antropologia!
Mas nem tudo é perfeito... nem o livro da Dina. A primeira coisa que se nota é o subtítulo "la dernière danceuse d'Egypte" (a última bailarina do Egito), que é no mínimo um escândalo quando você tem a egípcia Randa dançando pelo mundo inteiro e com show fixo no Nile Maxime (um navio cruzeiro que passa pelo Cairo). Mas é a Dina, né? É DIVA. Mas ela não fala da Randa em momento algum do livro... só de bailarinas mais antigas. Tudo bem, não conheço mais nenhuma bailarina egípcia em atividade hoje que não seja a Dina ou a Randa, seria compreensível que as duas disputassem uma com a outra, né? O que nem sei se é o caso, mas suspeito por razões óbvias.
Outra falha, sendo o único livro que conheço que foi escrito por uma bailarina egípcia, era de se esperar que tivesse pelo menos alguma informação sobre a versão das egípcias para a origem da dança do ventre, ou sobre os movimentos e técnicas egípcios, não é? Pois bem, não tem quase nada sobre o assunto :-( achei uma pena. Podiam ter aproveitado.
Outra coisa que faz falta: FOTOS. Só tem a da capa snif snif snif... como podem fazer um livro auto biográfico de uma bailarina sem fotos? Não entendi.
Mas ainda assim é leitura obrigatória para estudantes de dança do ventre! Recomendadíssimo!
Nota 8,5!
domingo, 7 de agosto de 2011
Cidade da Penumbra
Pois é, finalmente terminei o livro deprê. Na verdade terminei o livro há uns 10 dias, mas ainda não sabia o que dizer aqui. Na verdade ainda não sei bem o que dizer sobre o livro, mas já estava passando do limite rsrsrsrs
Vamos lá, o livro conta uma história de detetive numa sociedade futurista absurdamente plausível e horrorosa de se viver (por isso achei muito deprê), tudo recheado com muita violência, um texto que te deixa meio perdido (atordoado talvez seja melhor) e algumas coisas que simplesmente não fazem sentido.
E daí? Bom... fora a narrativa meio lenta e sem nexo (talvez seja um problema de tradução... mas nesse caso eu duvido), o livro é marcante simplesmente pela plausibilidade (isso existe?) do futuro que descreve. A evolução dos celulares para rastreadores é simplesmente nauseante de tão possível (minha sogra e amiga Angela Lemos vai adorar essa parte), assim como a evolução das cirurgias plásticas, de Hollywood e, pelo visto, dos direitos. Sério, entrei em choque quando vi no jornal essa semana que querem incluir o direito de ser feliz na nossa constituição, vi os direitos do livro pularem das páginas... "Com a Clair-Monde, a felicidade não é mais uma utopia."... um lugar onde todos tem direito a beleza, juventude, felicidade... mas onde tudo isso tem um preço absurdamente caro, e no fundo ninguém é feliz. Eu disse que o livro era deprê?
Outro ponto marcante do livro é a dificuldade de entender o que está acontecendo. Primeiro eu achei que o problema era meu, ou do fato de eu ler demais no metrô, mas andei olhando outras resenhas e até agora não achei ninguém que tenha entendido o livro rsrsrsrs
Mas, talvez não seja esse o objetivo da autora... eu fiquei muito mais interessada pelo contexto da história do que pela história em si, que é como essa sociedade maluca funciona e como ela é cheia de coisas absurdamente inaceitáveis, mas que existem hoje também: abusos sexuais (incluindo pedofilia), drogas pesadas, violência, fome, pessoas sendo escravizadas e utilizadas em experimentos... só coisa "leve".
Para quem curte histórias meio psicodélicas ou futuristas à lá 1984, ou então curta livros deprês, é um prato cheio. Para os demais mortais sugiro ler outra coisa.
Nota 7 porque sou boazinha
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