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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

More Weird Things Customers Say in Bookshops


CHILD: Mummy, who was Hitler?
MOTHER: Hitler?
CHILD: Yeah. Who was he?
MOTHER: Erm, he was a very bad man from a long time ago.
CHILD: Oh. How bad?
MOTHER: He was like ... he was like Voldemort.
CHILD: Oh! That's really, really bad.
MOTHER: Yes.
CHILD:
(pause) So, did Harry Potter kill Hitler, too?

SPOILER FREE

E novamente estou atrasada nas resenhas. Tudo bem, voltar ao trabalho dá nessas coisas.

Como é bem óbvio, esse é o volume que segue "Weird things customers say in bookshops", com nada mais do que mais do mesmo. É divertido? Certamente. Tem coisas novas? Não exatamente.

Esse volume sofre de repetições de coisas já feitas no volume anterior. Claro que cada caso é um caso e não tem nenhuma história repetida, mas ele me pareceu se apoiar demais nas histórias de "ignorância do consumidor, que cisma num nome errado (título, autor, tem de tudo, e alguns são realmente engraçados pois lembram a personagem da Velha Surda) ou faz afirmações incorretas sobre autores famosos, o que pode ser engraçado se você entende do assunto, mas pessoalmente acho esse tipo de humor fraco (exceto o da Velha Surda, pois adoro), porque não acho ignorância algo engraçado e sim triste". Sim, isso é um pedaço da resenha do volume anterior (achei apropriado).

Em compensação, ele também me pareceu ter mais causos com crianças, o que é sempre uma delícia de ler. Levando em consideração que a leitura é leve e o livro é curtinho, se você curtiu o primeiro volume, certamente vai gostar também do segundo.

Mesmo com os problemas, fiquei com vontade de ler outros livros da autora, que já lançou outros volumes sobre livrarias, bibliotecas e livros em geral.

Nota 7,5.


sábado, 28 de janeiro de 2017

Weird Things Customers Say in Bookshops

CUSTOMER: I read a book in the sixties. I don't remember the author, or the title. But it was green, and it made me laugh. Do you know which one I mean?

SPOILER FREE

Como o meu kindle continua cheio, e, na verdade, ele é um pouco pesado para ler deitada na cama (deitada mesmo, não recostada), então estou fazendo mais uso do meu aplicativo kindle para celular, e como antes de dormir gosto de ler coisas bem leves e sem compromisso, e ainda por cima recebi o livro de uma amiga (isto é, saiu de graça), resolvi ler "Weird things customers say in bookshops" ("Coisas esquisitas que as pessoas dizem em livrarias").

Eu já conhecia a autora, pois segui o seu blog (que deu origem a esse livro e a uma continuação que já estou terminando) durante muito tempo, e já adorava os causos que ela contava (para deixar registrado: parei de seguir por outros motivos que não a qualidade do blog). E o livro tem realmente histórias muito cômicas. O ser humano pode ser muito engraçado. Pessoas sem noção existem em maior percentual na população do que nós imaginamos. Quem lida com público sabe do que estou falando, e talvez até reconheça situações parecidas.

O livro é uma coleção de conversas esquisitas de pessoas em livrarias, podendo envolver ou não um vendedor ou um telefone. Tem coisas do arco da velha, outras que você duvida que podem ser reais (esse é o princípio do livro, tudo é relato de acontecimentos reais), e outras que simplesmente não fazem sentido, porque as pessoas podem ser muito confusas também. E as crianças gente, são as melhores histórias!

Agora, parte das piadas muitas vezes se baseia na ignorância do consumidor, que cisma num nome errado (título, autor, tem de tudo, e alguns são realmente engraçados pois lembram a personagem da Velha Surda) ou faz afirmações incorretas sobre autores famosos, o que pode ser engraçado se você entende do assunto, mas pessoalmente acho esse tipo de humor fraco (exceto o da Velha Surda, pois adoro), porque não acho ignorância algo engraçado e sim triste. Tanto que me identifico com a descrição do Neil Gaiman na capa acima: "Tão engraçado. Tão triste... Leia e suspire." É exatamente assim, mesmo.

Indicado para fãs de livros e livrarias em geral.

Nota 8.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

The museum of literary souls



SPOILER FREE

Esse foi um livro que eu encontrei ao fuxicar a página do autor na Amazon, porque deu vontade de ler mais alguma coisa dele. Afinal "The book of lost things" deixou uma lembrança deliciosa e eu queria saber se ele tinha mais alguma obra do mesmo gênero.

Acabei encontrando esse livro pequenininho, mas maravilhoso. Seguindo a linha bem imaginativa do autor, mas com uma pegada mais adulta, "O museu de almas literárias" (numa tradução bem óbvia minha), traz a história do Mr. Berger, um contador num trabalho muito chato mesmo para um contador (meus colegas que me desculpem, mas existe um motivo de eu não ter feito contabilidade), até que a sua vida dá uma reviravolta (bem mansa, fazer o quê? parece que a vida dele está destinada a ser sem graça) e ele se vê morando sozinho numa cidadezinha do interior da Inglaterra. Lá ele descobre a Caxton Private Lending Library & Book Depository, e a partir daí a linha que separa a realidade e a ficção dos seus livros favoritos resolve teimosamente se desfazer.

Um livro feito sob medida para bibliófilos! Extremamente criativo, divertido e levemente insano. E uma leitura obrigatória para autores, para eles pensarem bem antes de escrever...

Nota 10.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Desafios Literários 2015

Então, para 2015 resolvi diminuir um pouco a quantidade de Desafios Literários a seguir, porque reparei que acabei precisando comprar alguns livros esse ano para cumprir os desafios, e preciso reduzir a pilha de livros que eu tenho para ler e não arranjar desculpas para aumentá-la. Porém, encontrei dois desafios para o próximo ano que muito me interessaram por seus temas e pela criatividade: O Desafio Corujesco e o Desafio "Fora da Caixa". Em poucas palavras, os desafios do ano que vem serão:

Janeiro


Desafio Corujesco: Um Autor que Indico para Todo Mundo

Janeiro terá como tema um autor que indico para todo mundo. Se parece muito com o tema desse ano de ler algo de um autor favorito, mas há uma sutil diferença.
Tenho autores que amo de paixão, mas que não indico para qualquer pessoa por questões de linguagem, de estilo, de gênero. Por outro lado, há autores que eu não me canso de indicar para qualquer pessoa que pare na minha frente e fique lá por tempo suficiente. Não importa que você tenha dez, trinta ou setenta anos. Que goste de fantasia ou prefira romance. Que esteja acostumado com doutrina e linguagem jurídica ou só queira livros que tenham diálogo. Plantando bananeira e soprando flauta.

Bônus: Faça uma lista dos motivos pelos quais você acha que todo mundo deveria se converter à causa desse seu autor que você quer que todos, absolutamente TODOS leiam.

Desafio "Fora da Caixa": mês livre, até porque pretendo viajar e mesmo que eu leve um livro para ler tenho certeza que vai voltar praticamente intocado.

Livros: vou escolher Valter Hugo Mãe como o autor que eu indicaria para qualquer um. Tenho mais dois livros dele para ler em casa. Quem sabe não leio até os dois logo?


Fevereiro

Desafio Corujesco: Uma História Contada em Versos

Poesia não é meu forte, mas já encontrei algumas excelentes histórias contadas em verso. E esse é exatamente o tema de fevereiro – não necessariamente poesia épica, veja bem, mas uma história contada em versos. Vale aqui desde poesia clássica até folheto de cordel, você decide, você escolhe!

Bônus: Que tal tentar escrever um seu ‘causo’ em formato de versos? Pode ser uma história real, uma história que aconteceu com um amigo de um amigo seu, uma história inventada ou até a história de como você veio a descobrir o livro desse mês!

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito por uma pessoa da África.

Livros: para história contada em versos, vou de Shakespeare, faz tempo que não leio nada dele. Já um livro escrito por uma pessoa da África, vou ficar com "A confissão da leoa" do Mia Couto.

Março

Desafio Corujesco: Uma Biografia (Real ou Imaginária)

Para março escolhi outro tema que normalmente não entra tanto em meu cardápio, mas que já me rendeu boas – aliás, excelentes – surpresas: uma biografia real ou imaginária.

Bônus: Que figura histórica e/ou imaginária você gostaria de ler a biografia?

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito por uma pessoa da América Latina (que não seja o Brasil, de preferência).

Livros: lerei a auto-biografia da Isadora Duncan, que comecei a ler há muitos anos e nunca terminei. Para um livro escrito por uma pessoa da América Latina pegarei "O jogo de Ripper" da Isabel Allende.
Abril

Desafio Corujesco: Um Gênero Bem Diferente

Para abril, encontremos na estante um gênero bem diferente. Pode ser um gênero diferente do que normalmente você lê ou um gênero diferente do padrão de romance-suspense-juvenil-aventura. Algo mais... restrito, mas derivado desses grandes temas.

Bônus: Que elementos um livro precisa ter para te chamar a atenção? Que gêneros você mais lê?

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito por uma pessoa da Ásia (de preferência, do Oriente Médio).


Livros: um gênero que eu costumo ler pouco é Graphic Novel, então vou aproveitar a deixa e ler Marjane Satrapi! Do oriente médio vou ler Naguib Mahfouz, porque a pilha de livros dele que eu ainda não li é imensa (e nem vem com essa que o Egito fica na África, ele faz parte dos países considerados do Oriente Médio!).

Maio

Desafio Corujesco: Livros que Gostaria de Ter Lido na Infância

Tenho uma inteira tag para o tema de maio no Coruja: livros que gostaria de ter lido na infância. São títulos que, por um motivo ou por outro, você nunca leu quando criança – porque você não sabia que seu filme favorito de criança era inspirado num livro, porque ele não tinha traduzido no Brasil e na época você não lia em inglês, ou simplesmente porque ele não existia na época em que você era criança.

Bônus: Momento nostalgia – lembre um livro que você leu na infância e que gostaria de reencontrar adulto.

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito em um alfabeto diferente do meu.

Livros: tem tanto livro que hoje eu penso que gostaria de ter lido mais nova... vou começar com "a fantástica fábrica de chocolate", e se der tempo ainda devoro "história sem fim". Agora, com um alfabeto diferente, vou ler algo do extremo oriente, um autor japonês! Ainda não sei qual, mas tenho algumas opções em casa.

Junho

Desafio Corujesco: Continuações

Junho será um mês dedicado a ler continuações. Como é moda hoje publicar uma história em trilogias, dodecalogias e daí por diante, ocorre muito de pegarmos um primeiro livro de uma série pra ler, depois ficar esperando pela continuação e nesse meio tempo perder o pique – mesmo que tenhamos gostado muito do primeiro volume.

Bônus: Que tal chegar ao final das continuações aqui? Se você está lendo uma trilogia, significa só mais dois livros. Se forem dez... bem, são outros quinhentos... mas porque não tentar?

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito por uma pessoa negra.

Livros: continuações é o que não falta, realmente, vou aproveitar para ler o último volume da saga de Arn, que está há alguns anos na estante me esperando. Já o autor negro vou de Octavia E. Butler, com o e-book "Bloodchild: And Other Stories".

Julho

Desafio Corujesco: Livros Ilustrados

Julho é mês de férias (não pra mim, mas quem se importa, não é verdade?), então vamos de um tema fácil e leve: livros ilustrados. Vejam bem, não estou falando de quadrinhos, mas de livros que contenham ilustrações.

Bônus: Compartilhe sua veia artística e desenhe (pode ser até boneco de palitinho) o personagem de que você mais gostou na história.

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito por uma mulher.

Livros: livros ilustrados... comprei um no aeroporto na última vez que viajei que me deixou curiosa, "Pó de lua" da Clarice Freire (de quebra uma autora brasileira!), para a autora mulher eu faço questão de ler Amélie Nothomb, porque sim (eu tenho um caso de amor com ela!).

Agosto

Desafio Corujesco: Livro com Título mais Diferente

Agosto no Coruja não será o mês do desgosto! Em vez disso, vamos pegar na estante o livro com título mais diferente que possamos achar! Sim, porque às vezes compramos um livro pela capa, às vezes, pela sinopse, e às vezes, pelo título.

Bônus: Crie seu próprio título estrambólico para um livro!

Desafio "Fora da Caixa": Um livro escrito por uma mulher negra.

Livros: ano passado comprei um livro com um título esquisitíssimo, "depois de morrer aconteceram-me muitas coisas" do autor português Ricardo Adolfo. Na autora negra vou fazer repeteco da Octavia Butler, com "Kindred".

Setembro

Desafio Corujesco: Um Livro que Vi num Blog

Eu acompanho vários blogs de literatura e muitas dos títulos que entram na minha lista de futuras leituras derivam dessas visitas. Assim é que para setembro, o desafio é justamente ler um livro que vi num blog.

Bônus: Que blogs/sites você mais utiliza para saber sobre livros?

Desafio "Fora da Caixa": Um livro cujo protagonista seja gay.

Livros: vou aproveitar para ler "The duke and I", que fiquei sabendo que existia pelo blog "Coruja em teto de zinco quente", que por acaso criou o desafio corujesco. Já o livro com protagonista gay, foi aproveitar para tirar da estante "The girl with the dragon tattoo".


Outubro

Desafio Corujesco: Um Autor de Quem Sempre Ouvi Falar, mas Nunca Li

Sabe aqueles autores de que você sempre escuta falar, que você diz ‘ah, quero ler esse sicrano’ mas por um motivo ou por outro está sempre adiando o encontro? Pois é, outubro é um mês para você finalmente sentar e conhecer o fulano. Sim, meus caros, o tema de outubro é um autor de quem sempre ouvi falar, mas nunca li.

Bônus: Agora que você conheceu esse autor, vai sair atrás dos outros livros dele?

Desafio "Fora da Caixa": Um livro cujo protagonista seja idoso.

Livros: um autor que sempre ouvi falar mas nunca li nada dele é o H.P. Lovecraft, então vou fazer uni-duni-ni-tê numa coletânea que baixei para o Kindle e mandar ver. Agora um livro em que o protagonista seja idoso... Miss Marple!!!! O que der na telha da Gata Triste que seja com a velhinha simpática e esteja disponível no meu kindle.

Novembro

Desafio Corujesco: Um Passeio que Fiz

Estamos quase chegando no período de férias (ou não) e festas de fim de ano e uma coisa legal dessa época é poder viajar. Eu adoro viajar – seja através dos livros, seja de fato botando o pé na estrada. Assim é que, em novembro, vamos ler algo que seja uma viagem: o tema é um passeio que fiz.

Aqui tanto vale você ler um livro que se passa num lugar que você conhece, já visitou quanto ler uma história de um lugar que você tem muita vontade de conhecer de forma que a leitura está te levando para esse passeio.

Bônus: Se você conhece/conheceu um dos lugares descritos no livro, poste uma foto dele. Se não, então faça um mini roteiro de lugares que você gostaria de visitar por causa do livro.

Desafio "Fora da Caixa": Um livro cujo protagonista seja deficiente.

Livros: a Turquia foi um lugar que visitei por causa de um livro e que desde então andei colecionando alguns livros de autores turcos, e, claro, alguns deles eu ainda não li, então lerei um livro de um autor turco, de preferência que se passe na Turquia. Já o protagonista deficiente, tentarei ler um clássico: "O corcunda de Notre Dame"! E digo tentar porque o que li do Victor Hugo esse ano foi dose...


Dezembro

Desafio Corujesco: Dragões

Pra terminar com chave de ouro o ano, leia um livro com dragões. Porque sou de opinião que todo mundo merece visitar algum dragão em sua imaginação.

Vale ler um livro em que dragões apareçam na história, ou que haja desenhos de dragão na capa, ou que haja dragões no título. Não importa, desde que ‘here, there be dragons’.

Bônus: Se você tivesse um dragão, que nome daria a ele?

Desafio "Fora da Caixa": mês livre, porque dezembro é uma época que já dá trabalho sem ter desafios.

Livros: uma das coisas que eu gosto em e-books é que são fáceis de se fazer uma busca por títulos, e buscando por "dragon" na minha biblioteca da Amazon me deparei com "Tea with the Black Dragon", que será o óbvio eleito para o desafio desse mês.

E é isso! Uma lista bem tranquila de leituras para o próximo ano, que, se tudo der certo, será um ano de mais trabalho e (infelizmente) menos leituras.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher

Esqueçam as flores, bombons e abraços, o Dia Internacional da Mulher nasceu com muita luta! E enquanto houver estatísticas de violência contra mulher crescendo 600% de um ano para o outro, enquanto 16 estupros ocorrerem por dia no Rio de Janeiro, e enquanto houver misoginia, feminicídio, mutilação genital feminina, as mulheres ganharem menos pelo mesmo trabalho que os homens e trabalharem sozinhas em casa (além do trabalho fora de casa) e serem oprimidas pela ditadura da "beleza", o dia 8 de março deve continuar a existir, e sem esse tipo de coisa!

Então, para marcar esse dia de luta, vou dar de presente para vocês uma lista de livros e links sobre o dia de hoje.

Livros resenhados no Leituras de Laura:
Skin of Glass
Harem Years
The Story of Zahra
Woman at Point Zero
Persépolis
Isadora Duncan, a Graphic Biography
Habibi
Eu matei Sherazhade: confissões de uma árabe enfurecida
Sobre a escritora Rosina Fawzia Al-Rawi
Syngué sabour - pedra-de-paciência
Something in the way she moves
A Prostituta Sagrada

Sugestão de Sites e Blogs:

Blogueiras Feministas
Biscate Social Club
Mulher Alternativa
Avec Beauvoir
Cem homens


Links sobre o dia de hoje:

Dia da Mulher não é nada disso
Dia de Princesa
Sugestões de Livros Feministas da Lola
Dia Internacional da Mulher
No dia da mulher desejo uma sociedade menos idiota
Dia da Mulher, dia de ler

quinta-feira, 7 de março de 2013

Autores de quem eu leria qualquer coisa

Vi essa ideia no blog Quitandinha, que viu no pontoLivro, que viu no Distopicamente da Isabel e resolvi copiar também! Adorei a ideia! Só não copiei as imagens porque enquanto escrevo essa pequena introdução ainda não sei quantos autores vou colocar na lista!

Então vamos começar a brincadeira:

- Bernard Cornwell
Pois é, eu gosto dele assim, mesmo quando o livro não é lá grandes coisas. Sempre vale a pena ler o que quer ele tenha escrito.

-Amélie Nothomb
Eu amo essa belga maluca. Coisa de fã mesmo. E olha que estou cheia de livros não lidos dela em casa... aguardem o próximo mês do Desafio Literário, Amélie sairá da estante para surpreender o mundo!

-Fernando Sabino
Li muito pouca coisa dele, mas o que já li foi suficiente para ele aparecer por aqui. E olha que só esse ano eu li 2 livros dele.

-Naguib Mahfouz
Egípcio ganhador do nobel de literatura! Já li praticamente tudo disponível em português e agora estou catando o que puder em inglês e francês. Ainda não encontrei um livro mais ou menos dele, tudo o que ele escreve é simplesmente excelente. E ainda por cima fala do oriente médio! Imperdível.

-José Saramago
Outro nobel... há algo simplesmente incrível na forma como ele escreve sem vírgulas ou pontos e você simplesmente entende tudo mesmo assim que não tenho como ignorar e coloca-lo aqui.

-Neil Gaiman
Confesso que ainda não li nenhuma das suas Graphic Novels, e olha que ele ganhou fama por causa delas! Mas eu virei fã mesmo assim, não tem como não estar nessa lista. Eu leria até os livrinhos pra criança dele (ele acabou de lançar o primeiro em inglês!)

-Salman Rushdie
Meu primeiro contato com ele foi com um livro infantil, quando eu ainda era criança, e como ele só tinha aquele livro infantil, demorei muitos anos a voltar a lê-lo, e fiquei tão satisfeita quanto da primeira vez. Ainda lerei muitas obras desse autor! Estou atrasada com relação à sua produção...

-Oriah Mountain Dreamer
Ok, agora eu vou assustar todo o mundo com essa escritora. Ela escreve auto-ajuda. Juro. E eu odeio auto-ajuda. Mas adorei demais os dois livros disponíveis dela em português. Inexplicável. Agora estou com o terceiro livro que ela lançou em inglês me esperando... vai rodar rapidinho.

-Tariq Ali
Editor da revista New Left Review, ele além de escrever livros de ciências políticas, também escreve romances. Pena que escreve poucos. Mas os que ele escreve... agora estou numa cruzada para encontrar novos livros dele para ler.

-Rosina Fawzia Al-Rawi
Iraquiana, escreve sobre a condição da mulher no oriente médio. O seu livro sobre dança do ventre "Grandmother's Secrets" é simplesmente o máximo. Pena que só tem livros em inglês e alemão, mais pena ainda que é pouco traduzida para o inglês e eu não sei alemão!

-Ismail Kadaré
Autor do famoso "Abril despedaçado", tudo o que esse albanês escreve é lindo, mesmo quando é triste.


Então, esses são os autores que eu leria literalmente QUALQUER COISA. Tem aqueles que por pouco não entraram na lista: Anne Rice (não leio nada desde que ela enlouqueceu, portanto fica fora da lista), Christian Jacq (confesso que não tenho vontade de ler se não é sobre o Egito) e Marjane Satrapi (ela tem muitos livros infantis que eu não tenho vontade de ler, mas as Graphic Novels... comprei todas as disponíveis, estão me aguardando!)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Livros lidos em 2012

Só para não dizer que é outra retrospectiva!

2012 foi um ano em que eu realmente me superei! Nunca imaginei que fosse alcançar a marca de 52 livros lidos num ano, o que dá aproximadamente um livro por semana! E, como sendo o primeiro ano em que participei do Desafio Literário, tendo a creditar boa parte desse aumento na leitura ao Desafio.

Mas nem tudo foi bom ou fácil. O ano começou meio mal, com "Homens, dinheiro e chocolate", um chick flick bem ruinzinho, mas pelo menos contou para o Desafio, que em janeiro o tema foi literatura gastronômica, e a história de uma mulher dona de uma confeitaria se encaixava muito bem. Mas, graças a deus, outro chocolate, dessa vez, mexicano, veio salvar a pátria, e "Como água para chocolate" foi uma deliciosa surpresa, pois eu confesso que esperava uma novelona mexicana, mas me deparei com literatura de alto nível! Já tenho outros livros da xará Esquivel na estante, esperando para serem devidamente devorados.

Mas janeiro não terminou aí, depois fui fazer uma "viagem à Turquia" (o que acabei por fazer literalmente em julho, e o livro foi muito determinante nisso) com "A ponte das turquesas", um achado que minha sogra me deu de presente e que eu amei cada linha! E que vontade de fazer aquelas  receitas... nada como um livro de história com receitas para te convencer a visitar a Turquia!

E ainda janeiro (que foi cheio de leituras por eu ter ficado uns dias em casa por conta de um monte de problemas de saúde), li "Eat, pray, love", que também me surpreendeu! Afinal o filme é um lixo, mas o livro é simplesmente outra coisa! Outra história, outra personagem principal, outro clima... enfim, gostei! Mas não sei se lerei outros livros da autora... eles não me parecem tão interessantes.

Cansada de ler sobre comida, resolvi dar um tempo e ler algo completamente diferente, com "Eu matei Sherazhade", da Joumana Haddad, mergulhei no universo da mulher árabe, me divertindo e me revoltando no meio do caminho. E ainda por cima fiquei com vontade de ler os livros que ela menciona na sua deliciosa narrativa sobre como é ser uma mulher árabe revoltada. Recomendo muito!

E, finalmente, terminando janeiro, resolvi que era hora de mudar minha alimentação (afinal passei o mês doente, né?) e tirei da prateleira "Candidíase, a praga", que vem com explicações bem completas mas que eu já esqueci, do porque alguns alimentos não devem ser consumidos por quem tem cândida com frequência. E sigo a dieta (de uma forma menos rígida do que na época) até hoje! E como minha qualidade de vida melhorou! Obrigada, Sonia Hirsch!

Animada com o ritmo feroz de leitura de janeiro, entrei em fevereiro com uma meta: ler os 3 volumes de Musashi em um mês! Confesso que não sei como consegui (eles são grandes), mas independentemente da meta, fiquei satisfeita com a leitura! É uma narrativa extremamente oriental, onde se conta a história do samurai mais famoso de todos os tempos! Deliciosa! Vale a pena carregar os tijolões por aí.

Mais surpresa ainda eu fiquei quando vi que ainda sobrava mês de fevereiro para continuar o Desafio, e saíram da estante mais dois livros com nomes próprios como título: "Salomé" e "Peter Pan". O primeiro é a famosa peça de Oscar Wilde, e confesso que eu esperava mais, porém não deixou de ser uma leitura interessante, especialmente para uma professora de dança do ventre. E "Peter Pan" é um clássico que eu adorava quando era criança, porém nunca tinha lido o original, apenas adaptações para livros infantis, e confesso que AMEI.

Chegando em março, o tema era serial killer, e comecei com "O Perfume", que foi um livro chocante! A narrativa é tão envolvente que você não repara nas partes absurdamente fantasiosas da trama (meu maridão serviu de termômetro para isso), e o final é simplesmente repugnante. Depois, peguei algo mais "leve" dentro do tema, "Eu mato", do italiano Giorgio Faletti, não chega aos pés de "O Perfume", mas a história é interessante. Mas não pretendo ler mais nada desse autor tão cedo. Finalizando o mês, eu havia comprado especificamente para o Desafio "Criança 44" (o tema certamente não faz parte das minhas leituras normais), e novamente me surpreendi! A trama, passada na antiga União Soviética, é de arrepiar, e não consegui desgrudar do livro até terminá-lo. Apesar de ser melhor do que o livro italiano, ainda ficou abaixo da melhor leitura do mês. Mas pretendo mais tarde ler a continuação da história, que veio no mesmo livro (uma daquelas edições estilo "vira-vira").

Enquanto isso, li o primeiro livro da saga "Hunger Games" no tempo livre do trabalho, apesar de não fazer parte do Desafio, e fiquei impressionada com a distopia misturada com ficção científica da Suzanne Collins. Dá para entender porque o livro é um best seller. E amei o fato da personagem principal ser uma mulher tão forte. Da-lhe Katniss!!!

Abril foi um mês que eu adorei o tema do Desafio, pois amo literatura oriental, e aproveitei o mês do escritor oriental para ler TODO o quinteto islâmico do Tarik Ali. Fazia anos que eu esperava o lançamento do último livro da saga para completar a coleção e começar a ler! E finalmente o livro saiu um português no final de 2011, e fiquei namorando os títulos até abril... e li os 5 vorazmente! Fiquei surpresa ao descobrir que as histórias de cada livro não tinham conexão nenhuma uma com as outras (isto quer dizer que eu podia ter lido mais cedo!), mas ler todas de uma vez é uma experiência única! Tarik Ali nos mostra um lindo mosaico do mundo islâmico através dos séculos e de diversas nações, nos mostrando um mundo lindo, rico e absolutamente desconhecido da maioria dos ocidentais. Algumas histórias são baseadas em personagens reais, outras não, mas em todas o contexto histórico está bem próximo da realidade, o que é muito informativo!

Mas dessa vez, a leitura acabou por durar mais tempo do que o previsto, e em maio só consegui ler um livro  com o tema romance histórico. Dessa vez, nada de Bernard Cornwell, o escolhido foi Christian Jacq, pois eu estava no clima orientalista, e li "O Faraó Negro" só para me lembrar como adoro ler tudo desse autor francês, e de quebra aprender mais sobre o Egito Antigo.

Depois de tanta leitura oriental e voltada para o Desafio, resolvi aumentar a lista de livros lidos no ano lendo um livro pequenininho, o inglês "Flatland", que acabei por odiar com toda as minhas forças. Quem diria que uma história que prometia tanto (como não se interessar por um mundo feito apenas de formas geométricas? Linhas, pontos, quadrados, círculos...) poderia ser tão machista ao ponto de estragar tudo? Todas as ideias interessantes apresentadas pelo autor são eclipsadas pela forma absurdamente machista de ver a vida. Triste demais.

Mas graças a deus, o tema do Desafio Literário para junho era interessante: viagem no tempo. E eu pude ler dois romances "A mulher do viajante do tempo" e "Em algum lugar do passado". O primeiro título me surpreendeu muito, pois eu esperava mais um chick flick e encontrei uma boa teoria de viagem no tempo! Com direito a personagens apaixonantes e um final dramático! Já "Em algum lugar do passado" não me agradou, a narrativa é arrastada e por vezes chata. Foi para pilha de livros a serem doados assim que terminei de ler.

Em julho o tema era Prêmio Jabuti, e, como eu tinha viagem marcada, só consegui ler dois livros: "Budapeste" e "A hora da estrela". Confesso que me decepcionei demais com o Chico Buarque, afinal o outro livro que eu li dele ("Leite derramado") era muito bom, e nada nem ninguém havia me preparado para a m... que é "Budapeste". A história parece ter sido bolada numa viagem ruim de álcool com drogas. Mas graças a Deus Clarice Lispector veio me salvar e me apaixonei por "A hora da estrela" e a forma como ela conta a triste história de Macabéa... a prosa de Clarice mais parece poesia!

Voltando da viagem a Turquia, o tema que me esperava era terror! Então peguei o último livro da Charlaine Harris da série da Sookie Stackhouse (que deu origem ao seriado "True Blood") e devorei com gosto! "Deadlocked" não é o melhor livro da série, nem de longe, mas também não é o pior, e deu para me divertir com ele. E claro que ele só entrou nessa classificação porque tem vampiros e outros seres sobrenaturais, porque não chega nem aos pés do mestre do terror Stephen King, de quem eu finalmente consegui ler "O Iluminado"! Fazia tempo que eu não lia um terror de respeito como esse, de tirar o sono e dar pesadelo! Eu precisava conversar com o maridão para tirar aquelas imagens da minha cabeça antes de dormir!

Em setembro eu precisei esfriar a cabeça depois de tanto terror, e como o tema era mitologia universal, resolvi encarar Neil Gaiman (eu não podia ler qualquer coisa depois do mestre King) e o seu "Deuses Americanos", que é uma obra-prima! Só mesmo o Mr. Gaiman para misturar tanta mitologia e fazer dar certo! Shadow é um dos melhores personagens de todos os tempos, e Mr. Wednesday é um sacana de marca maior, como era de se esperar. Tomara que alguém tenha coragem de filmar essa história, porque merece! Em seguida li outro livro da mesma linha, "Anansi Boys", que inclusive tem um mesmo personagem em comum com "American Gods", o deus africano Anansi. Não é um livro tão bom, mas é extremamente divertido! Ninguém é mais "troll" do que Anansi, nossa senhora! Também acho que merecia um filme! Inclusive, talvez funcionasse melhor em filme, com o Will Smith como Spider!

Em outubro o tama foi Graphic Novels, o que era uma novidade para mim, pois eu nunca tinha lido uma. E comecei um pouco bem demais, com "Habibi" (digo isso porque mais nada chegou aos seus pés). Escrita e ilustrada pelo americano Craig Thompson, ela é linda: a história é linda, os desenhos são lindos, o texto é lindo, e a pesquisa que ele fez para montar essa narrativa foi tão ampla que é de chorar de emoção. "Habibi" é uma grande homenagem à arte árabe e ao mesmo tempo faz uma crítica pungente à sociedade. (não só a árabe!)

Depois de "Habibi", mergulhei de cabeça em outras Graphic Novels: "Isadora Duncan a Graphic Biography", "Persépolis", "Lost Girls" (os 3 volumes) e "Histórias para não dormir". A da Isadora Duncan era muito bonita também, com desenhos que pegam bem o espírito da bailarina, incluindo passos típicos da sua dança, mas eu achei muito superficial para contar toda a sua história conturbada. Já Marjane Satrapi me conquistou com sua autobiografia em "Persópolis"! Que figura que é essa mulher! Adorei tudo! Agora quero outras Graphic Novels dela! Em seguida, peguei emprestado "Lost Girls", uma trilogia do mestre Alan Moore, que me surpreendeu e chocou com o excesso de putaria (não tem outra palavra para descrever). O que salva são as ilustrações delicadas da sua esposa (isso mesmo, ele se casou com a ilustradora depois de fazer os livros, o que é compreensível...), que dão um ar mais poético às intermináveis cenas de sexo. E por fim, já no apagar das luzes do mês, li "Histórias para não dormir" numa festa de aniversário (um amigo veio me mostrar todo animado e eu acabei sentando durante meia hora só para ler o livro), e achei bonitinho! Algumas histórias são realmente boas, outras nem tanto, mas no geral o livro é realmente assustador e muito bem ilustrado.

Enquanto eu devorava Graphic Novels em casa (não dá para ler uma no metrô), adiantei a leitura do mês seguinte com "Miramar", do egípcio Naguib Mahfouz, e para variar AMEI o livro! A estrutura da narrativa contada diversas vezes, cada hora pela perspectiva de um dos personagens envolvidos é simplesmente cativante! Já concluí que tudo o que esse autor escreve é maravilhoso. E agora estou catando livros dele em outras línguas, já que já li tudo o que ele escreveu e que foi lançado no Brasil...

Enquanto isso, no trabalho eu continuei com tempo livre, e com isso li "Catching Fire" e "Mockingjay", as continuações não tão boas assim de "Hunger Games". O pior é que cada vez que penso nesse livro acho que ele é um pouco pior do que eu julgava anteriormente... a autora não fez boas escolhas e não quis inovar nesses livros, que acabaram sendo uma cópia do primeiro. Uma pena, tinha muito potencial. O final do último livro é especialmente frustrante, com um final absolutamente "normal" para uma personagem tão extraordinária quanto Katniss, ela merecia muito mais do isso.

Ainda em outubro, resolvi tirar um tijolão da estante: "Inheritance". Afinal "Miramar" durou apenas uma viagem a São Paulo, e eu precisava de algo para ler no metrô no dia a dia. Como capítulo final da saga que começou com "Eragon", "Inheritance" não é o melhor livro da série, e como o autor não é mais criança, eu esperava muito mais dele. Achei algumas escolhas que ele fez simplesmente sem sentido, e a sua tentativa de aprofundar os personagens não foi muito bem sucedida. Mas ele continua escrevendo belas cenas de batalha, e isso salva o livro (são muitas batalhas). A batalha final foi melhor do que eu esperava, pois do jeito que as coisas estavam evoluindo eu não via como ele ia conseguir explicar o final (que era óbvio), mas ele deu um jeitinho. Ficou igual ao final de História Sem Fim II, mas e daí, né?

Chegamos em novembro! Autores Africanos! Como sou louca pelos egípcios, e tinha um monte (ainda tenho) de livros para ler de autores desse lindo país, resolvi que esse mês seria dedicado ao Egito. Depois de já ter lido "Miramar", recomecei com "Woman ai Point Zero", da psicanalista e feminista Nawal El Saadawi, um relato absolutamente obrigatório para quem quer entender o drama da mulher árabe. Mas não só árabe, pois muito do que está descrito ali na história de Firdaus se aplica às mulheres do mundo inteiro. Não satisfeita com apenas um livro sobre a mulher árabe, continuei com "The Story of Zahra", da libanesa Hanan Al-Shaykh. Pena que não contou para o desafio, pois confesso que fiz confusão achando que Hanan era egípcia... vergonhoso isso! Mas voltando ao livro, o relato de Zahra é igualmente recheado de absurdos que só acontecem com as mulheres ao redor do globo, mostrando como muitas vezes não somos vistas como nada além de um pedaço de carne que fala. Terminei esses dois livros me sentindo enraivecida com o mundo, claro.

Mas ainda tinha muito livro egípcio para ler (e ainda tenho...) e continuei com o delicioso "O Beco do Pilão", o último dos moicanos das edições brasileiras do Naguib Mahfouz. Claro que depois de ler as mulheres árabes falando dos seus problemas, achei que isso não era suficientemente mencionado em "O Beco", mas ainda é Naguib Mahfouz, e ele escreve muito. Já menos enraivecida, entrei de cabeça então no "The Yacoubian Building", que já virou até filme (que está lá em casa esperando para ser assistido), e lá pude ver uma história bem mais moderna da sociedade egípcia. Eu gostei tanto do livro que procurei a edição traduzida para dar de presente à minha mãe. Espero que ela leia logo para podermos conversar sobre o livro! Para finalizar a segunda sessão oriental do ano, escolhi "Harem Years", um livro muito especial, que conta as memórias (reais!!!) de uma feminista egípcia do século XIX, que não só foi importante para o movimento feminista egípcio e mundial, como também participou ativamente do cenário político do Egito, num momento em que eles tentavam deixar de ser um protetorado da Inglaterra! Como eu gostaria que Huda Shaarawi tivesse escrito mais sobre a sua infância e juventude! As informações contidas nesse livro são preciosas!

E finalmente chegamos em dezembro! Foi um mês cujo tema era poesia. Não que eu não goste de poesia, mas eu realmente não ando no clima, fora que ler poesia no metrô não é tão legal. Então resolvi ler outras coisas e deixar apenas um livro para cumprir o Desafio Literário todo. Então, comecei o mês com "Miss Peregrine's Home for Peculiar Children", um livro muito interessante, que conjuga narrativa com fotos vintage procuradas entre acervos de colecionadores. As fotos são realmente perturbadoras (ainda mais se você pensar que a maioria não foi modificada digitalmente!), e a história é muito sombria mas cativante!

Depois li o pior livro do ano (não conto "Flatland" porque o autor tem a desculpa de ter vivido na época vitoriana), "Como ser mulher" da inglesa Caitlin Moran. A autora mistura diário de adolescente com autobiografia para falar de feminismo sem ter lido sobre o assunto, não podia dar um bom resultado, não é mesmo? E depois desse "trauma", só mesmo lendo os poemas do persa Rumi para me sentir melhor. A edição de "Poemas Místicos" é simplesmente primorosa, com direito a diversas explicações sobre simbologia sufi nas notas e diversas ilustrações de arte islâmica. Valeu a pena, mesmo encarando o metrô com ele e lendo devagarzinho por causa disso.

Como o ano ainda não tinha acabado, saquei da estante "Por favor, cuide da Mamãe", da coreana Kyung-Sook Shin, e fiquei super feliz por ter comprado esse livro por impulso no aeroporto de São Paulo, pois o livro é muito bom! A história de cada membro da família lembrando dos momentos da Mãe depois que ela desaparece numa estação do metrô em Seul é simplesmente emocionante! E faz você sentir culpa também, pois a desculpa de todo o mundo na história é a mesma que todos usam hoje em dia: falta de tempo.

Mas como eu ainda tinha tempo antes do mundo acabar, acabei lendo mais dois livros antes do final do ano: "Luka e o fogo da vida" e "As memórias do livro". Luka é de outro mestre, Salman Rushdie, e é uma espécie de continuação de "Haroun e o mar de histórias", que eu tive o prazer de reler em 2011, e o livro é muito fofo! Se um dia eu tiver filhos é esse tipo de livro que quero ler com eles. Já "Memórias do Livro" foi indicação da sogra, e mesmo com a indicação me surpreendeu! Que livro bom de ler! Seria ainda mais legal se a história fosse real, mas pelo menos a Hagadá de Sarajevo existe :-)

E assim terminei 2012 com o meu recorde de livros lidos: 52! Agora a lista completa para quem quiser contar...



  • As Memórias do Livro - Geraldine Brooks
  • Luka e o fogo da vida - Salman Rushdie
  • Por favor, cuide da Mamãe - Kyung-Sook Shin
  • Poemas Místicos - Rumi
  • Como ser mulher - Caitlin Moran
  • Miss Peregrine's Home for Peculiar Children - Ransom Riggs
  • Harem Years - Huda Shaarawi
  • The Yacoubian Building - Alaa Al-Aswany
  • O Beco do Pilão - Naguib Mahfouz
  • The Story of Zahra - Hanan Al-Shaykh
  • Woman at Point Zero - Nawal El Saadawi
  • Histórias para não dormir - Pedro Rodríguez
  • Inheritance - Christopher Paolini
  • Lost Girls vol 3 - Alan Moore
  • Lost Girls vol 2 - Alan Moore
  • Mockingjay - Suzanne Collins
  • Miramar - Naguib Mahfuz
  • Persépolis - Marjane Satrapi
  • Lost Girls vol 1 - Alan Moore
  • Catching fire - Suzanne Collins
  • Isadora Duncan a Graphic Biography - Sabrina Jones
  • Habibi - Craig Thompson
  • Anansi Boys - Neil Gaiman
  • American Gods - Neil Gaiman
  • O Iluminado - Stephen King
  • Deadlocked - Charlaine Harris
  • A hora da estrela - Clarice Lispector
  • Budapeste - Chico Buarque
  • Em Algum Lugar do Passado - Richard Matheson
  • A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger
  • Flatland - Edwin A. Abbott
  • O Faraó Negro - Christian Jacq
  • A Noite da Borboleta Dourada - Tariq Ali
  • Um Sultão em Palermo - Tariq Ali
  • A Mulher de Pedra - Tariq Ali
  • O livro de Saladino - Tariq Ali
  • Sombras da Romãzeira - Tariq Ali
  • The Hunger Games - Suzanne Collins
  • Criança 44 - Tom Rob Smith
  • Eu mato - Giorgio Faletti
  • O Perfume - Patrick Süskind
  • Peter Pan - J. M. Barrie
  • Salomé - Oscar Wilde
  • Musashi - livro 3 - As duas forças . A harmonia final - Eiji Yoshikawa
  • Musashi - livro 2 - O vento . O céu - Eiji Yoshikawa
  • Musashi - livro 1 - A terra . A água . O fogo - Eiji Yoshikawa
  • Candidíase a praga, e como se livrar dela comendo bem - Sonia Hirsch
  • Eu matei Sherazade - Joumana Haddad
  • Eat pray love - Elizabeth Gilbert
  • A ponte das turquesas - Fernanda de Camargo-Moro
  • Como água para chocolate - Laura Esquivel
  • Homens, dinheiro e chocolate - Menna Van Praag

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retrospectiva Literária 2012


Esse é um Meme do Blog Pensamento Tangencial, que é muito interessante! Para maiores detalhes de como participar, é só clicar aqui!

Mas, como estou enrolada nesse final de ano, vou direto às perguntas:
  • A aventura que me tirou o fôlego:
Esse ano, quem mais me prendeu em termos de aventura foi Neil Gaiman, com "American Gods"! Maiores detalhes sobre o que achei aqui :-)


  • O terror que me deixou sem dormir:
Esse é muito fácil! O clássico "O Iluminado", do rei do terror, Stephen King! Acho que deixei até o meu marido com dificuldade em dormir só de comentar do livro rsrsrs detalhes aqui.


  • O suspense mais eletrizante:
Acho que não li nada que fosse especificamente de suspense, mas certamente o que mais se aproxima e foi mais eletrizante foi "Criança 44", que ainda por cima fala da antiga União Soviética. E com direito a um serial killer! De suar frio! Detalhes aqui. (não contei "O Perfume" aqui porque você já sabe quem é o assassino desde o início, então não tem suspense)


  • O romance que me fez suspirar:

Ah... a "Mulher do Viajante no tempo"! Tudo bem que em alguns momentos o romance entre os dois era mais assustador do que romântico, e em outros podia muito bem lembrar Lolita, mas de uma forma geral é um amor que nos faz suspirar o tempo todo, ainda mais quando você entende qual será o final da história. Detalhes aqui.

  • A saga que me conquistou:

Esse não foi um ano de sagas... mas acho que "Musashi" pode muito bem se encaixar nessa categoria :-) mais detalhes aqui, aqui e aqui.

  • O clássico que me marcou:

Que difícil! Começo com outra pergunta: clássico para quem? Porque "Musashi" é um clássico japonês... Naguib Mahfouz é um escritor de clássicos egípcios... "Peter Pan" é um clássico? E "Salomé"? "O Iluminado" é um clássico da literatura de terror... "Woman at point zero" é um clássico feminista... e todos eles foram marcantes, cada um da sua forma.

  • O livro que me fez refletir:
De todos os livros que li esse ano, o que mais me fez pensar foi  "Woman at point zero". É só clicar no link para entender o porquê.

  • O livro que me fez rir:
Você percebe que seu ano de leitura foi bem pesado quando o único livro que te fez rir foi "Eat Pray Love".

  • O livro que me fez chorar:
Nunca choro lendo livros. Sério.

  • O livro de fantasia que me encantou:
Ah... esse ano o título vai para American Gods, com louvor. De novo. São poucos os livros que merecem ser mencionados mais de uma vez.

  • O livro que me decepcionou:
O pior do ano nesse quesito, sem sombra de dúvida, foi "Como ser mulher".

  • O livro que me surpreendeu:
"Habibi" foi o que mais surpreendeu esse ano. Me fez rever conceitos e me deixou absolutamente deslumbrada com suas ilustrações.

  • A frase que não saiu da minha cabeça:
Juro que não lembro de nenhuma citação de livro nenhum que eu tenha lido, então não tenho como responder isso.

  • O(a) personagem do ano:
Marjane Satrapi, que além de ser ilustradora e escritora, é a personagem principal do autobiográfico "Persépolis". De longe a personagem mais interessante do ano.

  • O casal perfeito:
Não acredito em casais perfeitos, mas o que mais se aproximou disso esse ano foi Fat Charlie e Daisy Day em "Anansi Boys".

  • O(a) autor(a) revelação:
Vou citar dois que são novos para mim, nenhum deles é novidade para outros leitores: Craig Thompson de "Habibi", e Tariq Ali, que dominou um mês inteiro com o seu quinteto islâmico (uma obra-prima!).

  • O melhor livro nacional:
Sem a menor sombra de dúvida, a "Hora da Estrela", da aclamada Clarice Lispector.

  • O melhor livro que li em 2012:
Sacanagem, foram muitos muito bons, é uma escolha muito difícil! Vou colocar um livro que ainda não mencionei, mas que não pode passar em branco: "Miramar" do egípcio Naguib Mahfouz. Mas fica a ressalva de que muitos outros poderiam estar aqui.

  • Li em 2012 ...... livros.
Esse ano eu simplesmente me superei: 52 livros!

  • A minha meta literária para 2013 é:
Vou manter minha meta de 30 livros... esse ano foi muito atípico para justificar mudar minha meta "clássica". E eu prefiro não me decepcionar no final do ano.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Desafio Literário 2013


Com 2012 quase acabando, já começou a ser organizado o Desafio Literário 2013!

2012 foi o meu primeiro ano participando do Desafio, e como eu gostei demais da experiência (apesar de não ter gostado tanto assim dos temas do ano que vem) resolvi que vou continuar participando. Cheguei a conclusão que o Desafio me motiva 1) a ler mais, o que é sempre bom e 2) a ler coisas diferentes, o que nem sempre tem bons resultados, mas a intenção é muito boa, e dizem que no final é ela que conta, né?

Então, comecei a organizar a minha lista de livros para o próximo ano. Como pretendo adquirir um e-book reader, resolvi me impor a seguinte regra: ler apenas livros que eu já tenha em casa. Confesso que fiquei algumas horas xeretando as minhas prateleiras para conseguir livros para todos os temas, e olha que o tema de dezembro do ano que vem ficou sem exemplar. Mas espero já ter o meu kindle até lá, daí poderei sanar rapidamente esse problema, abrindo uma exceção bastante justa.

Mas chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa!


Janeiro - Tema Livre


Para aproveitar o tempo junto da família e dos amigos com muita leitura, o tema é livre! Aproveitem para escolher obras que, por algum motivo, não foram lidas no ano que se foi. Releituras não valem, pois o propósito maior do DL é desencalhar os livros daquela lista básica de leituras pendentes – que não para de crescer nunca.

Como não tem tema fixo, pretendo simplesmente ler o que der na telha :-)

Fevereiro - Livros que nos façam rir


No mês da alegria e da folia, está valendo quaisquer obras que despertem o riso pela comicidade presente no enredo.

-Viver de rir II - uma coletânea de contos de humor que eu nunca li e está encalhada a alguns anos na estante
-O Grande Mentecapto - livro que eu planejava ter lido em 2012, no mês do Prêmio Jabuti, mas que acabou ficando de fora
-O Menino no Espelho - livro adquirido por módica quantia quando uma amiga querida se mudou para o Canadá - já mencionei que adoro o Fernando Sabino?
-High Fidelity - livro comprado pelo maridão, o que é uma raridade, mas que nem ele nem eu lemos, acho que isso aconteceu porque vimos o filme...

Março - Animais protagonistas


Após as festas de fim de ano e o carnaval, quando a vida é retomada de fato, devemos ler obras cujos personagens protagonistas são os animais. Vale dizer que eles podem até compartilhar a posição de personagem principal com outros personagens humanos, mas nunca estando em menor destaque.


-A revolução dos bichos - livro herdado de uma tia minha... faz parte uma coleção gigante que ficou alguns meses escondida na casa do sogro até nos mudarmos para o nosso apê
-A Linguagem dos Pássaros - livro sufi que há anos quero ler mas nunca paro para fazer isso

Abril - Uma ou mais das quatro estações no título


Se a tendência é Outono/Inverno ou Primavera/Verão, não importa. A moda da vez é ler obras que contenham no título uma ou mais das quatro estações do ano.

-Le Voyage d’hiver - livro da minha amada Amélie Nothomb! Adquirido ano passado e um dos poucos que pude encontrar que seguisse o tema...
-O jardim e a primavera - mais um livro sufi! Ano que vem promete continuar com uma forte presença árabe!
-Sonho de Uma Noite de Verão - só porque eu nunca li e tenho em casa numa coletânea gigante de Shakespeare. Vamos ver se vai rolar tirar o tijolo da estante.

Maio - Livros citados em filmes


Literatura e Cinema são tão intrínsecos! Para quem é cinéfilo, não será tão difícil escolher as obras citadas em filmes; para quem não o é não há motivo para preocupação. Nossa equipe irá preparar uma lista especial para atender aos objetivos não só deste mês como também de todo DL.

-Orgulho e Preconceito - confesso que precisei de diversas listas de livros citados em filmes para encontrar opções... está na lista apenas porque tenho em casa E no celular
-Tom Jones - juro que está aqui apenas porque tenho em casa também... o tamanho dele me desanima
-Madame Bovary - cheguei a começar a ler quando era adolescente, mas nunca terminei, quem sabe agora eu gosto do livro?
-O Mágico de Oz - fiquei surpresa com duas coisas: é um livro E foi citado num filme.
-Razão e Sensibilidade - só porque tenho em casa...

Junho - Romance Psicológico


No Brasil, o romance psicológico mais famoso é Dom Casmurro, de Machado de Assis. Até hoje, paira dúvida se Capitu traiu Bentinho. Este gênero literário, portanto, caracteriza-se por ressaltar a mente humana. O meio ambiente em que se passa a história é irrelevante se comparado ao pensamento e ao comportamento dos personagens, cuja intimidade é revelada pelo agir e sentir.

-Mercure - ah, Amélie Nothomb! Espero que 2013 você apareça mais vezes por aqui!
-O Vermelho e o Negro - foi sugerido pelo pessoal do Desafio, mas confesso que pela descrição quase qualquer livro pode ser um romance psicológico, mas enfim...
-Crime e Castigo - também foi sugerido pelo pessoal do Desafio

Julho - Cor ou cores no título


Férias é tudo de bom para quem pode! Pena que o tempo no inverno é acinzentado, né? Então aproveitem o tempo livre embaixo do edredom e com muita leitura. Neste mês só está valendo obras que contenha no título cor ou cores.

-The Scarlet letter - nunca imaginei que fosse tão difícil encontrar títulos com cores! Esse eu tenho no meu celular e no meu futuro kindle :-)
-Cinquenta Tons de Cinza - a que ponto podemos chegar por falta de livros com cores no título...



Agosto - Vingança


A vingança é o ato de agir contra uma pessoa em resposta ao que ela tenha feito de prejudicial, de modo que ela sinta na pele o que se passou e que não repita mais a ação nociva. É o famoso “Olho por olho, dente por dente”. Neste mês, devemos nos deliciar com obras cuja trama seja a da vingança.



-Shalimar, o equilibrista - Salman Rushdie! E segundo a orelha do livro tem vingança, então entrou na lista.
-God dies by the Nile - literatura egípcia feminista! E aparentemente fala sobre vingança, então não poderia ficar de fora.
-V de Vingança - nunca consegui ler até o final... quem sabe agora vai?

Setembro - Autores Portugueses Contemporâneos


O ícone maior da literatura portuguesa é, sem dúvida, José Saramago – o único a receber o Prêmio Nobel. Mas que tal descobrirmos outros talentos literários de Portugal? Neste mês, então, devemos ler obras de autores portugueses contemporâneos. Com certeza, haverá grandes revelações literárias!


-Tudo o que eu tiver do Saramago em casa e ainda não tiver lido.

Outubro - Histórias de superação


Quem sobrevive a grandes tragédias ou a graves doenças, comumente, relata sua experiência de superação, através da luta e da fé, pelos meios de comunicação locais, regionais, nacionais e internacionais. Neste mês, devemos ler histórias de superação – sejam reais ou fictícias e aproveitá-las como lições para toda a vida.


-As aventuras de Huckelberry Finn - se fugir da violência do pai na companhia de um escravo fugido em plena guerra civil americana não for sobre superação, então eu não sei o que é isso.
-The Beginning and the end - Naguib Mahfouz! Por si só já é razão para ler, sendo sobre a superação da pobreza no Egito é só uma desculpa para incluir na lista.
-Tempo entre costuras - livro que ganhei do sogro no meu último aniversário, parece promissor!

Novembro - Livros que foram banidos


A leitura é tão importante para a formação do ser humano que, em vários momentos da história, determinados livros foram banidos por serem considerados, pelas autoridades, inadequados à população – que poderia ser subvertida por meio da leitura. Em novembro, que tal ler livros que foram banidos?


-As Aventuras de Tom Sawyer - fiquei surpresa quando descobri que foi banido! Como faz quase um dueto com As Aventuras de Huckelberry Finn, achei que era melhor ler também.
-Admirável Mundo Novo - descobri que tenho muitos livros proibidos em casa...
-Lolita - confesso que nunca tive muita vontade de ler, mas sei lá, vai que é mesmo muito bom
-The catcher in the rye - comprei há muitos anos, antes da última edição ser lançada em português, mas curiosamente nunca li, apesar do trabalho que foi encontrar esse livro num sebo.

Dezembro - Natal


O ano passou voando! Para desacelerar o passo, devemos ler obras que falem do Natal – a época mais fraterna do ano. Entre um capítulo e outro, não se esqueçam de: montar o pinheiro, decorar a casa, comprar presentes, organizar o amigo secreto, preparar o cardápio e desejar FELIZ NATAL a todos! 

-Não tenho nenhum livro sobre o Natal que eu não tenha lido!!!! Juro!!! E não quero comprar nenhum... espero conseguir algo até lá.

Se eu conseguir ler tudo isso ano que vem terei batido minha meta anual de 30 livros... mas será que supero o que consegui ler esse ano? Afinal de contas 2012 ainda não acabou e estou no 50° livro do ano! Acho difícil superar...