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domingo, 15 de setembro de 2019

Os Trabalhos e as Noites



SPOILER FREE

Depois de ler meu primeiro livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik, me arrependi de não ter comprado logo de cara os dois únicos volumes disponíveis dela em português. Claro que corrigi esse erro logo depois de ter terminado Árvore de Diana.

Os Trabalhos e As Noites segue o mesmo cuidado da editora Relicário em Árvore de Diana, com belíssimos prefácio e posfácio, em uma edição muito bonita e bem trabalhada. Vale a leitura extra.

Alejandra Pizarnik tem um estilo muito interessante. Suas poesias são em geral curtas e bastante econômicas, não só na escolha das palavras, mas também nos temas, mas isso acaba por resultar num trabalho muito denso e intenso ao invés de puramente simples.

Pessoalmente, gostei muito dos seus livros, e minha única tristeza com isso é que eles acabam rápido demais, e o fato de não haver mais traduções me deixa com uma sensação de quero mais que não tem muita solução no momento. Até porque nem em Kindle tem muita coisa dela, pelo menos não em espanhol. 

Vou precisar reler para matar a vontade.

Nota 10.


sábado, 15 de dezembro de 2018

Árvore de Diana

SPOILER FREE

Mais um livro de uma poetisa argentina! Estou chegando a conclusão que dentro da literatura argentina o que é certo de ser bom de ler são as poetisas.

Alejandra Pizarnik me parece famosa no meio acadêmico, mas não se encontra praticamente nada dela nas livrarias ou sebos em português. Até que a editora Relicário resolveu publicar duas obras dela em edições bilíngues belíssimas. A Árvore de Diana é a que eu comprei na última primavera dos livros. Devia ter sido menos econômica e ter comprado os dois.

A edição está muito bem cuidada, com lindos prefácio e posfácio. O tradutor fez um texto muito interessante sobre o trabalho da tradução dos dois volumes da Relicário, e ele vale a leitura.

E tem o texto da Alejandra. A argentina é uma poetisa econômica, seus poemas são muito curtos, lembrando de certa forma os japoneses haikus nesse sentido, mas eles são densos. É como ver uma belíssima ilustração feita com meia dúzia de traços, onde parte da beleza está justamente na economia e na escolha dos melhores ângulos. As poesias da Pizarnik também são assim, parece que ela ficou horas escolhendo as melhores palavras para colocar ali.

Essa característica também torna a leitura do livro muito rápida, o que deixa um gostinho de quero mais terrível no final. Por isso o meu arrependimento de não ter comprado o outro livro. Agora fiquei na vontade de continuar lendo a argentina.

Nota 9.