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domingo, 4 de julho de 2021

The Plastic Magician (The Paper Magician #4)

 


SPOILER FREE

Depois de ter lido a trilogia de Magia de Papel e querer jogar o kindle contra a parede durante a leitura do último volume, só peguei The Plastic Magician porque se passa no mesmo mundo, mas traz outra personagem principal. E o melhor, não tem continuação. Em tempo, o livro foi lançado em 2018 e ainda não tem tradução para o português, imagino que a culpa seja do pouco sucesso de Magia Suprema.

Apesar de ter sido um tiro no escuro, considerando o histórico da autora Charlie N. Holmberg nessa série, acho que foi uma decisão muito acertada. De todos os livros ligados à série Magia de Papel, a história de Alvie Brechenmacher é de longe a melhor, e The Plastic Magician é o meu volume favorito.

Dessa vez, a autora traz a história de uma menina do interior dos Estados Unidos que consegue passar nas avaliações para se tornar uma estudante de Magia. Filha de um industrial, fã de matemática e extremamente nerd para a época, além de fã de calças, Alvie é uma personagem simplesmente adorável.

Além de uma personagem principal fofíssima, The Plastic Magician traz um enredo em torno da ciência e da experimentação, e como esse tipo de corrida pelas novidades no mundo ainda a ser explorado da magia do plástico pode levar as pessoas à ganância extrema. Então, The Plastic Magician ainda tem um jeito mais para o mistério e espionagem industrial do que para a aventura pura e simples. 

Para não dizer que ele não tem ligação absolutamente nenhuma com os livros anteriores, a autora fez um uso bastante interessante dos personagens que conhecemos nos volumes de Magia de Papel. Mas o enredo ocorre em torno de personagens novos e que dão todo um colorido muito diferente. Além disso, somos apresentados à forma como a Magia é aceita em outros lugares do mundo, fora da mãe Inglaterra, e como ela convive com a industrialização.

Se eu soubesse, tinha pulado o terceiro livro e ido direto para esse, ou então nem teria lido a série anterior, porque a leitura não é necessária para gostar de The Plastic Magician.

Gostei tanto que voltei a me animar a ler outras coisas da autora, que é bastante prolífica e já tem várias outras séries na lista de best-sellers. Para as editoras, fica a dica de traduzir, para os leitores, vale o esforço no inglês.

Nota 9.

Magia Suprema - The Master Magician (The Paper Magician #3)


 

SPOILER FREE

Depois de um primeiro livro surpreendentemente fofo e interessante, um segundo livro que deixa bastante a desejar, a autora Charlie N. Holmberg termina sua trilogia The Paper Magician com Magia Suprema, como ficou o nome traduzido pela editora Passaporte no Brasil.

Apesar dos direitos comprados pela Disney, uma busca rápida mostra que o terceiro volume da série fez muito pouco sucesso, nem nas livrarias é muito fácil de encontrar, o que não é um bom sinal. O final da saga de Ceony se passa no final da sua aprendizagem com Thane, e ela está pronta para fazer seu teste final para ganhar o título de Maga de Papel.

O que ela esconde do seu mentor, é que ela tem realizado experiências com o que ela aprendeu no final do segundo livro, o que deixa a situação mais complicada quando Thane decide que Ceony vai fazer seu teste com outro Mago de Papel, para que ninguém possa questionar as suas habilidades. Isso porque o relacionamento dos dois já está um tanto quanto público.

E é aí que tudo começa a desandar no enredo de Magia Suprema. Além do clichê chatérrimo do relacionamento entre professor e aluna, que particularmente eu já não curto, não sei o que deu na cabeça da autora, mas Ceony está absolutamente insuportável. A forma como ela trata o outro Mago que vai aplicar o teste é de um desrespeito profundo para uma história que se passa no final do século XIX início do século XX, e, sinceramente, é muito gratuito. O outro cara tem problemas, mas nada que acontece justifica o que Ceony faz. Beira o absurdo.

Para piorar a situação, o único sobrevivente da gangue da vilã do primeiro livro foge da prisão, e mesmo sabendo que o cara não está atrás dela, nem da sua família, Ceony resolve que ela precisa saber onde ele está e que ela é a única que vai conseguir prendê-lo. Oi? Chamando da terra para Charlie e seus editores, não tinha uma desculpa melhor não, além de pura teimosia, pra fazer esse enredo andar?

Fazia muito tempo que eu não sentia tanto ódio de uma personagem principal, e nem é um ódio interessante, é porque ela é simplesmente estúpida e não faz sentido interno. Ceony era para ser inteligente, a frente do seu tempo, e um tanto quanto durona. Ou pelo menos é isso que os primeiros livros vendem dela. Mas aqui ela é só ignorante, arrogante ao extremo e ao mesmo tempo de uma inocência que não combina com ela. Em outras palavras, falta coerência à personagem.

Não sou daquelas leitoras que precisam amar as personagens para gostar de um livro, mas um pouco de sentido é necessário para tornar a história crível e interessante. Passar o livro inteiro querendo revirar os olhos não é uma sensação legal. Dá só vontade de pular página pra acabar logo a tortura.

Enfim, uma grande pena, porque o mundo criado por Charlie N. Holmberg tem muito potencial. Estou começando a entender porque a Disney ainda não tem um projeto fechado, pois precisa de muito ajuste pra aproveitar essa história até o final. Algo como reescrever o terceiro livro inteiro, isso se quiser ir até o final, pode ajustar o segundo livro e terminar ali. Ou só aproveitar o mundo criado e fazer histórias do zero. De qualquer forma, acho que é mais trabalho que estavam imaginando quando saiu o primeiro volume.

Nota 4.

Eternal Magic (Dragon's Gift: The Huntress #4)


SPOILER FREE

Depois de três volumes eu não podia parar no meio a história de Cass, The Huntress, suas irmãs de consideração e finalmente descobrir quem é o grande monstro que persegue as três FireSouls. Se o primeiro livro foi uma boa introdução, o segundo começou a patinar e o terceiro continuou numa vibe mais do mesmo, pelo menos o quarto livro faz a história andar e traz elementos novos interessantes.

Cass finalmente começa a lembrar e entrar em contato com o passado que foi apagado da sua memória, e essa é a parte mais interessante desse volume. Por outro lado, os defeitos da série se mantém firmes e fortes, Linsey Hall faz recapitulações chatíssimas e de revirar os olhos, a tensão sexual e o instalove não são aproveitados para pelo menos termos cenas mais calientes, essas são deixadas de fora do livro, e, por fim, apesar do enredo interessante e cheio de adrenalina, as personagens começam a dar sinais de no fundo serem estúpidas, o que não condiz com o que foi apresentado até aqui.

No final das contas, temos uma história super interessante e instigante, com um mundo bem montado e estimulante, cheio de possibilidades que são bem aproveitadas no enredo. No entanto, a realização deixa a desejar. Sabe aquele gostinho de podia ser muito melhor?

O pior de tudo é que não consigo parar de ler a série. Sei de todos os defeitos, eles me irritam, mas a curiosidade é maior. Confesso que já estou até de olho nas séries das irmãs, pode isso? Acho que no fundo sou uma pessoa otimista.

Nota 7.


domingo, 27 de junho de 2021

Magia de Vidro - The Glass Magician (The Paper Magician #2)

 


SPOILER FREE

Como não consigo dar conta da realidade brasileira que mais parece ficção de mau gosto, peguei para ler a continuação de Magia de Papel, a série da escritora americana Charlie N.Holmberg, que teve os direitos comprado pela Disney. Ainda tenho esperanças de ver a história de Ceony no Disney+!

Em Magia de Vidro, a história retoma poucas semanas depois do primeiro volume, e Ceony está de volta às aulas com Emery Thane para se tornar uma maga de papel. A questão é que ela não sabe bem o que aconteceu no final do livro anterior, quando ela conseguiu pegar de volta o coração do seu professor, e pior ainda, ela e Thane ainda não conseguiram conversar sobre o que aconteceu durante a sua visita no coração e o que foi dito ali.

Além disso, Ceony pode ter derrotado Lira, a vilã do primeiro livro, mas ela fazia parte de um grupo, e agora, seus colegas estão atrás dela para tentar desfazer o que ela fez. Nisso, Ceony acaba se envolvendo em diversos acidentes, nada acidentais, e logo fica claro que algo fora do comum está acontecendo. Thane e outros magos, inclusive da polícia mágica se envolvem e o drama se desenrola.

Assim como Magia de Papel, Magia de Vidro é bastante agitado, com muita ação, e Ceony se vira bem sozinha. A ambientação é maravilhosa, e dessa vez a autora explora bem mais os demais tipo de magia, de vidro, de fogo, de metal... vai ficar maravilhoso nas telas. 

Entretanto, Charlie N. Holmberg não fez um bom trabalho com os clichês, que são muito muito muito comuns. Paixonite entre aprendiz e professor? Sim. Jovem tomando decisões precipitadas porque não confia nos mais velhos? Sim. Vilão bem malvadão e simplista no quesito razões para ser mau? Sim.

Enfim, é um festival de mais do mesmo, mas num mundo interessante. O que salva certamente é o mundo interessante. 

Espero que façam uma boa adaptação para TV ou cinema. Pode trocar até a história e os personagens, eu não ligo, eu quero ver é esse mundo lindão que Charlie criou.

Nota 7.

Stolen Magic (Dragon's Gift: The Huntress #3)


 

SPOILER FREE

Depois de ler os dois primeiros volumes da série The Huntress, eu tinha que continuar a história de Cass com Stolen Magic. O primeiro livro foi uma excelente apresentação do mundo de Dragon's Gift, já o segundo livro não foi tão interessante e tinha alguns defeitos chatos.

Eu confesso que esperava que o terceiro volume fosse melhorar, pois isso não é incomum em séries mais longas, onde parece que a autora já tinha um enredo principal em mente para fechar o arco de Cass Clereaux. Infelizmente minhas esperanças foram em vão. Não só o terceiro livro tem os mesmos defeitos dos volumes anteriores, como a repetição deles torna a leitura mais chata.

Linsey Hall manteve aqui a recapitulação nada discreta dos acontecimentos anteriores e de quem é quem, muito chato. O romance com Aidan Merrick é pura enrolação, já vi gente dizendo que não é insta-love, gente, é sim, só que enrolando pra ter o que contar por cinco livros. Chato.

O que salva é o enredo principal, o mistério que quem é o grande vilão e o que ele quer com as FireSouls e como as três irmãs vão conseguir continuar se escondendo com toda a confusão que elas estão se metendo e tão perto das grandes autoridades responsáveis por caçá-las. Em outras palavras, a grande quantidade de ação e de adrenalina é que salva o livro.

Aparecem também novos personagens que enriquecem bastante a leitura e todo o amor e camaradagem das irmãs e seus amigos é simplesmente fofo. O que também ajuda a balancear o resultado.

Nota 7.

sábado, 19 de junho de 2021

Mirror Mage (Dragon's Gift: The Huntress #2)


SPOILER FREE

Como falei na resenha do primeiro livro da série The Huntress, estou numa fase de leituras leves. De pesado já basta todo o resto, especialmente com mais de um ano de quarentena e contando. Então, apesar de não ter achado numa coisa super maravilhosa, a história estilo Lara Croft de Cass Clereaux foi divertida o suficiente para me animar em ler mais dos seus 5 volumes.

Nesse segundo livro, Mirror Mage, continuamos a saga de Cass, que agora precisa lidar de fato com seus poderes mágicos e realmente aprender a usá-los. Ainda mais porque agora ela tem mais de um poder, visto que como uma FireSoul ela é capaz de absorver poderes de quem ela mata, o que ocorreu sem ela realmente querer. Agora, além de ser uma Mirror Mage (uma Magica capaz de copiar poderes alheios), ela é capaz de soltar raios. Sim, como Zeus.

Ela continua às voltas com Aidan Merrick, que eu queria muito que fosse mais explorado nesse segundo volume, mas a autora ainda escreve para pré-adolescente com personagens adultos. Desperdício de shifter e tensão sexual na minha opinião... mas enfim. Agora, o Alpha Council, uma espécie de governo central dos shifters, que, surpresa, o Aidan não participa, tem uma missão para Cass que ela não consegue recusar, apesar do seu receio de ficar perto deles, porque, sim, eles caçam e prendem FireSouls.

Novamente o enredo é cheio de ação e adrenalina, com vários momentos tomb raider, e finalmente o grande enredo e o grande vilão da série se anuncia, com um Magica maléfico sem nome que caça e escraviza FireSouls. De quem Cass e suas irmãs fugiram apesar de não terem memórias disso.

Outro defeito do livro é a recapitulação nada discreta dos acontecimentos anteriores e de quem é quem. Já li muita série, mas essa certamente é uma das piores nesse sentido, a forma como Linsey Hall repete o básico do mundo da história faz o leitor se sentir burro. É de revirar os olhos.

Fora isso, a leitura é divertida e rápida, com um bom ritmo de aventura, o que compensa pelos defeitos. O enredo ainda é bastante misterioso e os personagens intrigantes, dá vontade de continuar lendo para saber onde isso tudo vai dar.

Nota 8.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Magia de Papel - The Paper Magician

SPOILER FREE

E finalmente tirei da estante o primeiro livro da série Magia de Papel, como o título foi publicado no Brasil pela editora Passaporte. A série, a primeira da autora americana Charlie N. Holmberg, foi um grande sucesso pelo mundo, e teve os direitos adquiridos pela Disney em 2016. Após anos de boatos de como seria ou não seria feita a produção dos filmes baseados nos livros, agora a história da vez é que a adaptação será em formato de série para o Disney+. Só o tempo dirá.

Até lá, temos uma trilogia de livros e um spinoff.

Magia de Papel é um romance de fantasia histórico, o enredo se passa na Inglaterra no final do século XIX, início do XX, e nesse mundo o ser humano é capaz de fazer magia com materiais criados por ele mesmo. A escola de magia Tagis Praff, onde estudou nossa protagonista Ceony Twill, forma aprendizes para os mais diversos tipos de magia, entre eles, papel, vidro, metal, fogo e o tipo mais novo, plástico. Ceony, apesar de ser a primeira da sua turma, é obrigada a fazer sua formação como maga de papel, acabando com seus sonhos de estudar metal, visto que os magos só podem fazer magia de um único tipo de material e os magos de papel estão quase que em extinção.

Bastante insatisfeita com a situação, Ceony é colocada sob a tutela do mago Emery Thane, que tem um passado pouco conhecido, mas, sendo um dos pouquíssimos magos de papel ainda vivos, está recebendo novamente aprendizes. E nas aulas com Thane, Ceony descobre as maravilhas do mundo da magia do papel, até que uma praticante de uma magia proibida, que manipula corpos humanos, ataca o seu professor e rouba, literalmente, o seu coração. Para salvar Thane, a heroína embarca numa corrida contra o tempo para recuperar o coração do seu mestre antes que o seu corpo não resista.

Lendo o livro é bastante claro porquê a Disney comprou os direitos para fazer uma adaptação. O visual desse enredo é simplesmente bárbaro e deve ficar fascinante nas telas. Quero muito ver isso em filme ou série de streaming, vai ficar muito lindo. Além de descrições interessantíssimas dos tipos de magia desse mundo alternativo, a história de Ceony é muito fofa, e toda a aventura é muito bem pensada e bem escrita. Magia de Papel é uma delícia de ler.

Tem lá os seus defeitos por conta de clichês (vários deles), é verdade, mas a originalidade do resto do enredo faz parecer que esses são problemas menores. O resultado é uma leitura instigante, rápida e divertida, com uma dose razoável de adrenalina.

Por ser um livro young adult mais para infantojuvenil, é o tipo de história que eu vejo facilmente sendo adaptada pela Disney. Espero realmente que o projeto saia do papel, trocadilho proposital.

Nota 8,5.