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sábado, 10 de novembro de 2018

Histoires et d'autres histoires by Jacques Prévert



SPOILER FREE

Preciso começar dizendo que adoro Jacques Prévert. Eles faz parte do meu caso de amor com o idioma francês, e isso me torna um tanto enviesada com tudo o que ele escreve. Em compensação, ele é um dos autores mais lidos na França, reconhecido como um dos grandes da literatura francesa. Assim, eu posso dizer que sou enviesada mas tenho alguma razão para isso.

Como já contei em mais de um post por aqui, desenvolvi nos últimos anos o costume de ler poesias de manhã, o que torna a vida mais leve e feliz. Depende do livro e da poesia, ok, mas no geral funciona bem. E esse é um dos motivos pelos quais acabei acumulando uma coleção razoável de livros do autor. Aguardem mais Jacques Prévert no futuro.

Histórias pessoais à parte, essa edição de Histoires é uma coletânea de textos do autor francês, que variam entre poemas e histórias curtas, algo como contos, mas não exatamente isso, porque o que Jacques escreve não são exatamente contos, nem histórias. Confesso que tenho dificuldade de definir.

Prévert tem um pé no surrealismo, e isso é bastante notável em diversos dos seus trabalhos, o que não agrada todos os tipos de leitores. Mas ao mesmo tempo é essa qualidade que torna as suas críticas ao mundo que ele viveu (o que inclui as grandes guerras) tão interessante e ao mesmo tempo leves. Veja bem, seus textos são lidos por crianças na França por causa disso.

Ao mesmo tempo, por ele ser muito apegado a essas críticas, é preciso conhecer um tanto de história francesa e da política francesa para entender boa parte delas. Eu não sou nenhuma expert no assunto, apesar de não ser totalmente leiga, e preciso dizer que senti muita falta de algumas notas de rodapé. Talvez eu tenha dado azar com a edição francesa que consegui, talvez eu precisasse de uma edição bilíngue. Independentemente disso, o resultado é que me senti perdida em diversos textos. Estava claro que eu não estava captando tudo o que ele queria dizer.

Apesar disso, Jacques é maravilhoso, e não é necessário entender cada crítica escondida que ele coloca nos seus textos para apreciar seu trabalho. A leitura ainda assim é extremamente agradável, leve e divertida. Na maioria das vezes, pois de vez em quando ele traz temas bastante pesados.

Então, como boa fã que sou:

Nota 9. Pela falta dos rodapés. Pura preguiça dos editores!

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