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domingo, 1 de agosto de 2021

Infernal God (Claimed By Lucifer Book 3)


SPOILER FREE

Depois de um excelente primeiro volume, seguido de um fiasco monumental, eu não tinha muitas expectativas no terceiro livro da série Claimed by Lucifer. Mas, como diz o ditado, a curiosidade matou o gato e eu fui lá comprei e li Infernal God. Certamente o livro faz jus ao título, mas não de uma forma positiva.

Ainda bem que foi o último livro da série da Elizabeth Briggs, porque certamente já sofri demais lendo, e depois dessa tortura não pretendo ler mais nada dessa autora. Toda a graça da história do primeiro livro já não existe mais nesse ponto, e eu que esperava mais lutas e politicagem pra me fazer esquecer a parte chata do enredo, tive que me contentar com uma narrativa absurdamente previsível, açucarada e, vamos ser sinceros, chata.

Demorei muito mais do que seria razoável para ler esse livro, justamente porque toda vez que eu pegava pra ler ficava irritada. No final, recorri a uma leitura mais diagonal só pra terminar, confesso. E eu nunca faço isso. Mas realmente, não havia insulina suficiente para lidar com a quantidade enlouquecida de clichês de Infernal God. A história simplesmente não acabava!

Enfim, fica a recomendação de passar longe.

Nota 2.

domingo, 14 de março de 2021

Devilish Mate (Claimed By Lucifer Book 2)


 

SPOILER FREE

Gente, esse ano tá difícil. Nem minhas metas de leitura andam bem, tanto que já comecei o ano apelando para tentar aumentar o número de livros lidos e continuo mal nessa conta. Mas, como dizem por aí, quem realmente está bem no meio dessa pandemia? Ou pandemônio pra ficar mais de acordo com o livro dessa resenha? E com o Brasil, diga-se de passagem.

O fato é que resolvi não esperar e esquecer os nomes de todas as personagens da série erótica Claimed by Lucifer, da americana Elizabeth Briggs, e peguei o segundo volume quase no mesmo dia em que ele foi lançado. Depois de uma primeira resenha bastante elogiosa e acima da média do gênero, minhas expectativas estavam bem altas.

Sabe o dito popular quanto maior a altura maior a queda? Pois bem, ele é muito realista. Não é a toa que é um dito popular.

Devilish Mate, segundo livro da série, foi uma grande decepção. Apesar do gancho no final do primeiro livro, coisa que detesto com todas as minhas forças, o final dava a entender que Hannah ia virar uma espécie de deusa vingadora e eu fiquei aguando com essa perspectiva. Quem não adora uma protagonista mulher fodona?

Ao invés disso, achei o livro muito parecido com o primeiro. Talvez um tanto mais machista e com muitos anjos e demônios com uma vida padrãozona demais para anjos e demônios. A questão familiar de Lucifer e Hannah é simplesmente estranha, e Hannah, mesmo com as memórias de suas vidas passadas é inocente demais, o que torna tudo muito previsível.

Até as cenas eróticas são menos interessantes, mais machistas e um tanto quanto bizarras. Nível tentáculos de bizarras.

O que equilibra um pouco mais o livro são as passagens de ação e politicagem, que são mais interessantes que os romances e questões familiares, e é justamente essa parte do enredo que está me motivando a ler o último livro da série. Que ainda não saiu, mas enfim. Se eu vier a ler o próximo volume, será para acompanhar a guerra entre os seres sobrenaturais e como eles irão impedir o apocalipse. Com direito a trocadilho, que o romance vá pro inferno.

Nota 4.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Demon King (Claimed By Lucifer #1)


 

SPOILER FREE

Vai chegando o final do ano e eu só quero saber de oba oba literário! Foi nessa onda que comprei e li Demon King, da americana Elizabeth Briggs. As piores resenhas que encontrei diziam que o livro era cópia da série de TV Lucifer, o que, sinceramente, me deu mais vontade de ler.

Vou logo avisando que sim, Demon King tem lá as suas coisas em comum com Lucifer, isto é, o personagem principal é mesmo Lucifer, chamado aqui de Lucas Ifer (sim, pode rir), e ele é rico e dono de metade de Las Vegas (e não Los Angeles, onde na série ele tem só uma casa noturna), incluindo o crime organizado. Alguns personagens secundários também são parecidos, mas é só isso.

Na verdade na verdade, Demon King lembra muito mais a história de Hades e Perséfone do que a série de TV, que por sua vez é baseada nos quadrinhos derivados de Sandman. É tanta derivada da derivada da derivada de uma história tão antiga, tanto a bíblica quanto o mito grego, que querer ficar dizendo quem copiou o que de quem é muito sem sentido. O importante é se o resultado final ficou legal.

Uma diferença bastante importante é que esse livro é erótico, logo, tem muitas cenas de sexo, o que você não vai encontrar na série de TV, não com o mesmo propósito. E de forma geral, o livro é muito bom nesse quesito. Além disso, o livro também começa em torno de um caso policial, mas, diferente da série de TV, o mistério policial serve apenas para introduzir um enredo mais complexo de guerra de poder entre as forças demoníacas e os anjos.

O que nos leva para o grande defeito de Demon King, o final em gancho. Eu odeio com todas as forças finais em gancho. Especialmente quando o livro seguinte não foi lançado e eu fico só na vontade de saber o que vai acontecer. E certamente se existe um inferno para autores que escrevem finais em gancho ele não vai ser presidido por alguém tão lindo quanto esse Lucifer aqui. Só pra te avisar, Elizabeth.

Nota 8,5 para o gênero.