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domingo, 23 de dezembro de 2018

Dear Jane



SPOILER FREE (+/-)

Para fechar o Smuthathon desse ano, resolvi pegar um livro que dizia que era sobre um casal de namorados de escola que se separaram quando entram para a faculdade e se reencontram depois de dez anos.

Achei a ideia interessante para um livro erótico, reencontros e tal, e a capa, gente, olha essa capa. Eu também já tinha lido dessa autora Love Machine, que foi divertidinho, então, por que não ler mais um?

Veja bem, não é que eu esperasse um livro maravilhoso, é literatura erótica, não é para ser uma coisa estupenda. Mas, porque precisa ter um mas?, Dear Jane é simplesmente muito muito muito muito muito muito ruim.

Explico: o interesse romântico da história é um babaca grosso daqueles que dá ódio no coração. É muito triste ler um livro de casalzinho romântico e torcer para o outro cara, que nem tem direito a cena de sexo nem beijinho.

Pelo "herói romântico" ser tão filho da puta (desculpem o termo, mas é difícil achar algo à altura da babaquice desse personagem), todas as cenas de sexo dão mais nervoso, nojinho e ódio do que alegria. E o pior, o puto não se redime, ao longo do livro ele só se confirma como o grande babaca que ele é.

A a heroína? Gente, não consigo entender o que se passa na cabeça dessa mulher. Se ela fica com esse cara só porque ele é muito gostoso, sério, ela trabalha para um time de futebol americano, não deve ser por falta de homem gostoso à disposição! Porque precisa ser o mais babaca de todos? Só porque ele faz uma apresentação brega de power point na frente do time para dizer que a ama? (apesar de não agir de acordo?) Só porque ele foi namorado dela em tempos de escola? 

Vamos ser realistas, casal de tempo de escola é a exceção da exceção dos relacionamentos que dão certo. Alguém me explique esse fetiche, que eu não consigo entender.

Pontos positivos? Eu poderia tentar dizer que pelo menos o livro foi bem editado, mas nem isso dá pra fazer. Tem alguns problemas de continuidade que atrapalham esse quesito. Pelo menos eu não lembro de erros de ortografia. Taí, ponto positivo.

Nota 2.

domingo, 12 de agosto de 2018

Love Machine



SPOILER FREE

Esse foi o meu quarto livro de detox das férias! Viva os chicklits picantes!

Eu confesso que eu tinha grandes esperanças com ele, ainda mais depois das leituras anteriores, mas infelizmente ele não atingiu minhas expectativas.

Explico. O blurb do livro fala sobre uma mulher que recruta o seu melhor amigo para dar uma chacoalhada na sua vida sexual, pois a princípio ela anda na seca e ele é um garanhão. Parece promissor, né? Achei a ideia ótima e com muita possibilidade de grandes momentos e diversão.

Porém... sempre tem um porém... o problema é que ao invés de focar na secura da personagem, a autora resolveu focar na sua "falta de experiência". Entre aspas porque pelo menos Keaton não é virgem, mas o texto bem que poderia ter sido escrito para uma virgem estilo primeira vez tudo. Se fosse primeira vez para coisas pouco "ortodoxas" seria muito interessante, mas não é o caso, as cenas picantes são bem básicas. Confesso que eu ando sem paciência para esse tipo de personagem. Não entendo o apelo erótico disso, a não ser que o leitor seja virgem, ou machista.

Poderia ter salvação se os personagens fossem mais fofos, ou a história deles fosse mais interessante, mas também não é o caso. As duas coisas são apenas medianas. Pelo menos não é ruim, mas isso não quer dizer que é bom. A única coisa realmente boa é que a história é contada na perspectiva de ambos os personagens, o que torna a leitura mais dinâmica e divertida.

É uma leitura passável para quem gosta do gênero.

Nota 7,5.