SPOILER FREE
Esse foi meu primeiro livro do Chico Buarque. Obviamente que eu já era fã da sua faceta de compositor, mas nunca tinha lido nada dele (nem as peças, que também nunca assisti).
Confesso que gostei, e superou minhas expectativas. E, na verdade, me lembrou de um outro livro do qual eu gosto muito, A metafísica dos tubos, da Amelie Nothomb, por sua capacidade de encarnar uma idade, uma faixa etária, pouco ouvida. Enquanto na Metafísica se trata de uma criança de 3 anos, no caso de Leite derramado, se trata de um centenário, com todos os cacoetes típicos de alguém dessa idade. Era quase como ouvir minha avó contando a história dela.
Só que Chico não se contentou em apenas encarnar perfeitamente o personagem, ele ainda fez o retrato de uma geração, tecendo, ainda por cima, críticas sobre as gerações seguintes! Sério, dá pra ver a história do Brasil e do Rio de Janeiro na narrativa.
Talvez ele tenha exagerado um pouco nos clichês, mas talvez tenha sido essa mesma a intenção, pois cai muito bem na obra. Só não é muito divertido de ler caso você esteja com algum familiar no hospital, pois tem referências reais não muito saudáveis sobre o assunto.
Uma coisa que me deixou um pouco frustrada é que, como se trata de um velhinho contando a história, tem diversos buracos que simplesmente não são preenchidos. Ele não conta o que aconteceu! Talvez porque não saiba realmente (estamos lidando com um narrador-personagem), talvez porque não lembre, ou talvez porque para ele não é importante. Mas fica aquela curiosidade coçando! O que realmente aconteceu? Dá um nervoso...
Para quem curte Chico e literatura brasileira é um ótimo pedido.
Nota 9
Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Versos satânicos
SPOILER FREE
Finalmente!
Nem acredito que terminei esse livro! Em compensação, logo depois de terminá-lo, li quase correndo mais 3 livros... preciso correr atrás da minha meta anual! Estou atrasada!
Mas agora falando do livro:
Salman Rushdie é doente, ponto, não há o que discutir. Dá para entender perfeitamente porque colocaram a cabeça dele a prêmio. Mas também não tinha como esperar nada muito diferente de alguém que cresceu numa sociedade que mistura islamismo e hinduísmo, ele nunca teve chance de ser normal.
Resolvi ler esse livro porque tenho lembranças maravilhosas de uma outra obra dele, voltada para o público infanto-juvenil, Haroun e o mar de histórias. Depois, esse romance é tido como uma das suas grandes obras, além de ter lhe rendido a ameaça de morte do aiotalá, o que é, no mínimo, muito intrigante, tornando a leitura do livro quase obrigatória!
Eu só não esperava que ele fosse tão longo e de difícil digestão. São quase 600 páginas na versão de bolso da Companhia da Letras, num estilo muito diferente, que é um pouco complicado de início, mas depois se acostuma. O primeiro capítulo para mim foi muito difícil. Achei tudo muito enrolado, os nomes indianos se confundiam na minha cabeça, e a história era tão doida, mas tão doida, que fiquei me perguntando se eu tinha entendido certo. É só doido e inusitado mesmo, nada realmente complicado.
O livro conta não só uma história principal, recheada de rancores com a sociedade moderna, com o tratamento dos imigrantes na Inglaterra, a indústria do entretenimento e demais mágoas que presumo serem do autor, mas inclui diversas histórias paralelas, que se misturam e influenciam a narrativa principal (destaque de honra para a história da menina das borboletas, que é fantástica), formando uma grande colcha de retalhos, onde o que é real, fantástico ou fantasioso se misturam, mas não deixam de fazer sentido.
Isso tudo torna a sua leitura pesada, mas vale a pena! Os questionamentos do autor com relação ao que é "bom" ou "ruim", de "deus" ou do "diabo", são muito pertinentes, colocando tudo como uma gama de tons de cinza, mas jamais preto ou branco. O papel dos humanos como instrumentos divinos é muito questionado (imagino que venha principalmente desse ponto a ameaça de morte) e colocado sobre outros ângulos menos nobres.
Enfim, é um romance que não só entretém, mas também faz pensar, sem abrir mão da fantasia típica dos contos orientais. Tudo isso com o estilo muito próprio do autor.
Nota 9,5 porque achei um pouco cansativo, apesar de valer a pena o esforço.
Finalmente!
Nem acredito que terminei esse livro! Em compensação, logo depois de terminá-lo, li quase correndo mais 3 livros... preciso correr atrás da minha meta anual! Estou atrasada!
Mas agora falando do livro:
Salman Rushdie é doente, ponto, não há o que discutir. Dá para entender perfeitamente porque colocaram a cabeça dele a prêmio. Mas também não tinha como esperar nada muito diferente de alguém que cresceu numa sociedade que mistura islamismo e hinduísmo, ele nunca teve chance de ser normal.
Resolvi ler esse livro porque tenho lembranças maravilhosas de uma outra obra dele, voltada para o público infanto-juvenil, Haroun e o mar de histórias. Depois, esse romance é tido como uma das suas grandes obras, além de ter lhe rendido a ameaça de morte do aiotalá, o que é, no mínimo, muito intrigante, tornando a leitura do livro quase obrigatória!
Eu só não esperava que ele fosse tão longo e de difícil digestão. São quase 600 páginas na versão de bolso da Companhia da Letras, num estilo muito diferente, que é um pouco complicado de início, mas depois se acostuma. O primeiro capítulo para mim foi muito difícil. Achei tudo muito enrolado, os nomes indianos se confundiam na minha cabeça, e a história era tão doida, mas tão doida, que fiquei me perguntando se eu tinha entendido certo. É só doido e inusitado mesmo, nada realmente complicado.
O livro conta não só uma história principal, recheada de rancores com a sociedade moderna, com o tratamento dos imigrantes na Inglaterra, a indústria do entretenimento e demais mágoas que presumo serem do autor, mas inclui diversas histórias paralelas, que se misturam e influenciam a narrativa principal (destaque de honra para a história da menina das borboletas, que é fantástica), formando uma grande colcha de retalhos, onde o que é real, fantástico ou fantasioso se misturam, mas não deixam de fazer sentido.
Isso tudo torna a sua leitura pesada, mas vale a pena! Os questionamentos do autor com relação ao que é "bom" ou "ruim", de "deus" ou do "diabo", são muito pertinentes, colocando tudo como uma gama de tons de cinza, mas jamais preto ou branco. O papel dos humanos como instrumentos divinos é muito questionado (imagino que venha principalmente desse ponto a ameaça de morte) e colocado sobre outros ângulos menos nobres.
Enfim, é um romance que não só entretém, mas também faz pensar, sem abrir mão da fantasia típica dos contos orientais. Tudo isso com o estilo muito próprio do autor.
Nota 9,5 porque achei um pouco cansativo, apesar de valer a pena o esforço.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Something in the way she moves
SPOILER FREE
Eis um livro que demorei muito para ler, acho que foi pelo fato de não ser um romance, e eu já estou me cansando um pouco desse gênero... hora de variar. De qualquer forma, gostei muito e achei muito rico em informações sobre a história da dança feminina. Aprendi muita coisa!
O único problema é que não sei o quanto dessas informações está correta. Isso por conta de um erro horrível que a autora comete logo no fim do livro (logo quando eu já estava animada achando que tinha aprendido um monte de coisas). Um erro simplesmente imperdoável, porque qualquer um com Internet tem acesso a informação correta de forma ridiculamente fácil. Vou contar, não chega a ser spoiler: Wendy Buonaventura diz que Shakira é brasileira.
Doeu, doeu no fundo da minha alma. A partir daí perdi a confiança. O que é uma pena, pois o livro é muito rico, e cheio de referências. Mas foi um deslize que simplesmente não posso deixar passar, por ser tão grande e de tão fácil confirmação. O pior é que ela não acha que a América do Sul se limita ao Brasil, ela tece um longo capítulo sobre Tango que está bem correto (inclusive a capital da Argentina é Buenos Aires, se fala espanhol e a história sobre os escravos e imigrantes está correta!). Em outras palavras, não foi por desconhecimento de causa. O que também seria imperdoável num livro de pesquisa sobre história da dança, diga-se de passagem.
Fiquei decepcionada. Até desanimei de ler um clássico dela (Serpent of the Nile - obrigatório no estudo de danças do oriente médio). E fiquei triste, muito triste.
Nota 5 (o que um erro não faz...)
Eis um livro que demorei muito para ler, acho que foi pelo fato de não ser um romance, e eu já estou me cansando um pouco desse gênero... hora de variar. De qualquer forma, gostei muito e achei muito rico em informações sobre a história da dança feminina. Aprendi muita coisa!
O único problema é que não sei o quanto dessas informações está correta. Isso por conta de um erro horrível que a autora comete logo no fim do livro (logo quando eu já estava animada achando que tinha aprendido um monte de coisas). Um erro simplesmente imperdoável, porque qualquer um com Internet tem acesso a informação correta de forma ridiculamente fácil. Vou contar, não chega a ser spoiler: Wendy Buonaventura diz que Shakira é brasileira.
Doeu, doeu no fundo da minha alma. A partir daí perdi a confiança. O que é uma pena, pois o livro é muito rico, e cheio de referências. Mas foi um deslize que simplesmente não posso deixar passar, por ser tão grande e de tão fácil confirmação. O pior é que ela não acha que a América do Sul se limita ao Brasil, ela tece um longo capítulo sobre Tango que está bem correto (inclusive a capital da Argentina é Buenos Aires, se fala espanhol e a história sobre os escravos e imigrantes está correta!). Em outras palavras, não foi por desconhecimento de causa. O que também seria imperdoável num livro de pesquisa sobre história da dança, diga-se de passagem.
Fiquei decepcionada. Até desanimei de ler um clássico dela (Serpent of the Nile - obrigatório no estudo de danças do oriente médio). E fiquei triste, muito triste.
Nota 5 (o que um erro não faz...)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Caminhos Palestinos
SPOILER FREE
Andei numa fase de procurar livros que contem a história do Oriente Médio, e esse foi o primeiro que resolvi ler, por parecer ser mais leve, já que conta a experiência pessoal de um advogado palestino com a ocupação de Israel e a construção de novas colônias nos territórios ocupados.
Precisei de forças para ler até o final, pois o relato é tão revoltante e triste que me lembrou de outro livro, que era tão pesado e que me deixou tão deprimida que não consegui ler até o final (Veias abertas da América Latina, para os curiosos). É de partir o coração o relato desse homem, e é muito triste constatar que nada foi feito até hoje para parar essa barbárie. Foge a minha compreensão como o estado de um povo que sofreu tanto pode ficar indiferente ao sofrimento alheio. Mas agora a soma de erros (de ambos os lados) é tão grande que, pessoalmente, não vejo perspectiva de melhoras na situação.
Sobram apenas relatos emocionados de um tempo e de uma terra que não existem mais.
Apesar de todo o apelo emocional do livro, não gostei muito do estilo (deve ser porque o cara é advogado), achei a estrutura meio confusa (novamente deve ser porque o cara é advogado) e a falta de uma linha de tempo clara foi uma escolha que eu não achei muito feliz.
Mas valeu a experiência, as informações históricas são muito interessantes, e as imagens que o autor transmite são bonitas, apesar do estilo deixar a desejar. Para quem quer conhecer mais sobre a região é muito indicado.
Nota 8.
Andei numa fase de procurar livros que contem a história do Oriente Médio, e esse foi o primeiro que resolvi ler, por parecer ser mais leve, já que conta a experiência pessoal de um advogado palestino com a ocupação de Israel e a construção de novas colônias nos territórios ocupados.
Precisei de forças para ler até o final, pois o relato é tão revoltante e triste que me lembrou de outro livro, que era tão pesado e que me deixou tão deprimida que não consegui ler até o final (Veias abertas da América Latina, para os curiosos). É de partir o coração o relato desse homem, e é muito triste constatar que nada foi feito até hoje para parar essa barbárie. Foge a minha compreensão como o estado de um povo que sofreu tanto pode ficar indiferente ao sofrimento alheio. Mas agora a soma de erros (de ambos os lados) é tão grande que, pessoalmente, não vejo perspectiva de melhoras na situação.
Sobram apenas relatos emocionados de um tempo e de uma terra que não existem mais.
Apesar de todo o apelo emocional do livro, não gostei muito do estilo (deve ser porque o cara é advogado), achei a estrutura meio confusa (novamente deve ser porque o cara é advogado) e a falta de uma linha de tempo clara foi uma escolha que eu não achei muito feliz.
Mas valeu a experiência, as informações históricas são muito interessantes, e as imagens que o autor transmite são bonitas, apesar do estilo deixar a desejar. Para quem quer conhecer mais sobre a região é muito indicado.
Nota 8.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Noites das mil e uma noites
SPOILER FREE
Pra variar estou ficando atrasada nas resenhas... é o momento, ando cheia de coisas pra fazer e atrasada em tudo! Mas ainda vou conseguir colocar em dia!
Como tudo começa com o primeiro passo, lá vou eu!
Esse é um livro que veio parar na minha mão quando eu estava procurando por outro, mas que resolvi levar por causa do título e pelo fato do autor ser egípcio. Que posso fazer? Adoro contos árabes!
O mais interessante é que ele trata do senso de justiça de cada um, sobre como cada um reage quando confrontado com questões éticas e morais, e chegou num momento em que eu estava precisando refletir sobre esse tema! Nem que eu quisesse teria acertado um título tão em cheio!
E como ferramenta de reflexão, a história de Naguib Mahfouz é maravilhosa! Sem perder aquele charme clássico árabe, com suas princesas, sultões e gênios saindo de garrafas! Mas os problemas tratados não são em nada fantásticos ou imaginários, ao contrário, são muito reais e aparecem com frequência na mídia: roubo, corrupção e violência.
Veio e me levantou num momento que eu precisava! Discorrer mais sobre o assunto vai acabar em spoiler...
Nota 10!
Pra variar estou ficando atrasada nas resenhas... é o momento, ando cheia de coisas pra fazer e atrasada em tudo! Mas ainda vou conseguir colocar em dia!
Como tudo começa com o primeiro passo, lá vou eu!
Esse é um livro que veio parar na minha mão quando eu estava procurando por outro, mas que resolvi levar por causa do título e pelo fato do autor ser egípcio. Que posso fazer? Adoro contos árabes!
O mais interessante é que ele trata do senso de justiça de cada um, sobre como cada um reage quando confrontado com questões éticas e morais, e chegou num momento em que eu estava precisando refletir sobre esse tema! Nem que eu quisesse teria acertado um título tão em cheio!
E como ferramenta de reflexão, a história de Naguib Mahfouz é maravilhosa! Sem perder aquele charme clássico árabe, com suas princesas, sultões e gênios saindo de garrafas! Mas os problemas tratados não são em nada fantásticos ou imaginários, ao contrário, são muito reais e aparecem com frequência na mídia: roubo, corrupção e violência.
Veio e me levantou num momento que eu precisava! Discorrer mais sobre o assunto vai acabar em spoiler...
Nota 10!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O Egito dos Grandes Faraós
SPOILER FREE
Mais um do fabuloso Christian Jacq! Nada como ter uma mãe que gostou do autor e comprou vários livros dele...
Mas, voltando ao assunto, o livro, para variar, é muito bom. Para variar, o autor consegue transmitir sua paixão pelo Egito Antigo e você fica imaginando como teria sido maravilhoso viver na época dessas grandes figuras que foram os Faraós.
O único defeito é que o livro é curto... fica um gosto muito forte de quero mais. Como cada capítulo trata de um personagem diferente, em alguns momentos você fica quase que com raiva, afinal, porque Christian Jacq não fez um romance para cada um? Alguns deles bem que mereciam. Outros, realmente o autor já escreveu sobre, eu é que ainda não os li, infelizmente, mas isso há de ser corrigido o mais breve possível.
Falar dos livros desse autor está começando a ficar massante... só tenho elogios! Bom, ainda tenho alguns dele na minha lista, vamos ver o que virá mais à frente. Até lá, esse fica com um bom 9,5, só por causa do gostinho de quero mais.
Mais um do fabuloso Christian Jacq! Nada como ter uma mãe que gostou do autor e comprou vários livros dele...
Mas, voltando ao assunto, o livro, para variar, é muito bom. Para variar, o autor consegue transmitir sua paixão pelo Egito Antigo e você fica imaginando como teria sido maravilhoso viver na época dessas grandes figuras que foram os Faraós.
O único defeito é que o livro é curto... fica um gosto muito forte de quero mais. Como cada capítulo trata de um personagem diferente, em alguns momentos você fica quase que com raiva, afinal, porque Christian Jacq não fez um romance para cada um? Alguns deles bem que mereciam. Outros, realmente o autor já escreveu sobre, eu é que ainda não os li, infelizmente, mas isso há de ser corrigido o mais breve possível.
Falar dos livros desse autor está começando a ficar massante... só tenho elogios! Bom, ainda tenho alguns dele na minha lista, vamos ver o que virá mais à frente. Até lá, esse fica com um bom 9,5, só por causa do gostinho de quero mais.
Coraline
SPOILER FREE
Ok, eu me rendo, Neil Gaiman é um gênio. Não sei como ele consegue. Dessa vez ele conseguiu fazer um filme que é maravilhoso ficar ainda melhor. Eu achava que Coraline ia ser no mesmo nível altíssimo do filme, mas não, é melhor. Pelo menos minha regra de ouro "o livro é sempre melhor" permaneceu intacta.
Para variar, assim como em Stardust, a adaptação para o cinema causou algumas mudanças na história, e para variar é para amenizar as coisas, porque o gato original é muito melhor! Ou pior, dependendo do ponto de vista. Fora a tradicional invenção/esquecimento de personagens, que eu estou quase me acostumando.
Coraline é mesmo assustador, mas não deixa de ser feito para criança, num estilo meio conto de fadas à moda original. Nesse ponto, talvez os adultos se surpreendam ainda mais do que as crianças, o que é engraçado.
Apesar de não ser a minha obra favorita do Gaiman (Graveyard Book até agora está imbatível), recomendo muitíssimo!
Nota 9,5
Ok, eu me rendo, Neil Gaiman é um gênio. Não sei como ele consegue. Dessa vez ele conseguiu fazer um filme que é maravilhoso ficar ainda melhor. Eu achava que Coraline ia ser no mesmo nível altíssimo do filme, mas não, é melhor. Pelo menos minha regra de ouro "o livro é sempre melhor" permaneceu intacta.
Para variar, assim como em Stardust, a adaptação para o cinema causou algumas mudanças na história, e para variar é para amenizar as coisas, porque o gato original é muito melhor! Ou pior, dependendo do ponto de vista. Fora a tradicional invenção/esquecimento de personagens, que eu estou quase me acostumando.
Coraline é mesmo assustador, mas não deixa de ser feito para criança, num estilo meio conto de fadas à moda original. Nesse ponto, talvez os adultos se surpreendam ainda mais do que as crianças, o que é engraçado.
Apesar de não ser a minha obra favorita do Gaiman (Graveyard Book até agora está imbatível), recomendo muitíssimo!
Nota 9,5
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