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sábado, 22 de abril de 2017

Poemas da Antologia Grega ou Palatina

SAFO
VII:489

Eis as cinzas de Timas: morta pouco antes de casar-se,
          Perséfone a acolheu em seu quarto sombrio.
Assim que ela morreu, as amigas, tão jovens quanto ela,
          cortaram-se os cabelos com ferro afiado.
 
SPOILER FREE

Então, continuo firme e forte no projeto de ler um poema por dia. É um hábito muito revigorante para a mente! E tenho feito isso num sistema de rodízio de livros, alternando autores, estilos e a língua em que está escrito o texto.

Esse livro eu encontrei na Livraria Cultura no Centro do Rio, e a primeira vista fiquei absolutamente encantada com a edição bilíngue! Daí quando comecei a ler passei a ver que o livro não era exatamente o que eu imaginava, pois muitas das poesias apresentadas na verdade são trechos de obras maiores, e o lance é que são pedaços de um compêndio feito há alguns séculos por um fã de poesia grega onde ele colecionou diversos pedaços de poesia classificando por temas e épocas.

A leitura é interessante, e estudiosos de literatura devem se interessar muito por essa obra, mas para o leitor "comum" é um tanto quanto estranho. Além disso, a edição fez uma escolha pouco prática de incluir todas as notas sobre os autores e obras apresentadas no final, sem nenhum tipo de conexão com o texto, não tem número para levar às notas, e as notas não indicam à qual página se referem, o que dificulta muito o seu uso. E como eu fui lendo no esquema conta-gotas, confesso que só realmente vi que haviam notas quando terminei de ler tudo, e, claro, as notas já não serviram de nada. O que achei uma pena, pois são muito ricas e poderiam ter tornado a leitura muito mais interessante.

Fica a dica das notas para quem quiser se aventurar nesse livro!

Nota 7.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Petrobras: Uma história de orgulho e vergonha

Quando aceitei a tarefa de escrever este livro, em maio de 2014, ninguém - nem os policiais federais que iniciaram a Operação Lava Jato, nem os funcionários mais desconfiados da Petrobras, nem os mais ferrenhos críticos das gestões petistas - tinha ideia da extensão da corrupção que havia se instalado na estatal. Àquela altura, a Lava Jato estava em seu estágio inicial. Na verdade, estava em ponto morto. Nenhum acordo de delação premiada havia sido fechado. O investigado que jogara a estatal no radar da operação, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, havia sido preso pela primeira vez, mas já estava solto. O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, tinha suspendido as investigações e quase libertado todos os presos a pedido dos advogados de Costa.
 
SPOILER FREE

Esse é um livro que resolvi ler por motivos profissionais, trabalhando na Petrobras é meio que leitura obrigatória, mas, tem a vantagem de se encaixar perfeitamente no tema do Desafio Literário desse mês, um livro sobre ou baseado em uma história real.

A minha amiga que me emprestou havia me avisado que o livro era ruim, no sentido de ser muito tendencioso, mas, eu precisava ler e ver com meus próprios olhos.

Ela estava certa.

Escrito por uma jornalista, e definitivamente não por alguém especializado em corrupção, história e outros assuntos necessários para realmente compreender tudo o que está envolvido na história da maior companhia do país e as corrupções que a sangram desde sempre, o livro tem informações interessantes (e fofocas de corredor quentes e divertidas), mas a forma como elas são apresentadas é risível de tão tendenciosa. Mas tenho certeza que muita gente achou o máximo só porque mostra corrupção ocorrendo durante os governos petistas. Como se isso fosse alguma novidade na história do Brasil. Só rindo.

Com uma análise bem básica dos números apresentados e a diferença em como a jornalista tratou os períodos históricos que precisavam ser analisados para justificar as afirmações grandiosas que ela faz sobre a operação lava jato, já dá pra ver que o livro foi escrito para ser sensacionalista, e não mais do que isso. Além disso, tem o problema do livro ter sido escrito antes de toda a confusão realmente acabar, o que o torna um conjunto de informações e """"análise"""" (precisa de muitas aspas sim) incompleta.

Então, é uma pena. Alguém que se deu o trabalho de ver tantas fontes e simplesmente não aproveitou para fazer um bom trabalho. Podia ter também esperado mais um pouco e fazer a coisa direito, até o fim, ao invés de escrever esse peso de papel.

Nota 3.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Show your work!

    When I have the privilege of talking to my readers, the most common questions they ask me are about self-promotion. How do I get my stuff out there? How do I get noticed? How do I find an audience? How did you do it?
    I hate talking about self-promotion. Comedian Steve Martin famously dodges these questions with the advice, "Be so good they can't ignore you." If you just focus on getting really good, Martin says, people will come to you. I happen to agree: You don't really find an audience to your work; they find you. But it's not enough to be good. In order to be found, you have to be findable. I think there's an easy way of putting your work out there and making it discoverable while you're focused on getting really good at what you do.
SPOILER FREE

Mais um livro na tentativa vã e aparentemente fútil de ler o que tem na minha biblioteca do kindle (nem falo mais no aparelho, até porque o pobre bateu as botas no início do ano, uma tristeza). Mas como mencionei no post anterior, tenho lido no celular a noite (pelo motivo de ser mais leve - no sentido literal) e tenho dado preferência a livros curtos e leves - no sentido figurado, e como eu já tinha lido e adorado o grande best-seller desse autor, "Roube como um artista", o que rendeu a inclusão na minha wishlist e posterior compra em promoção deste título, "Show your work" estava na minha biblioteca.

O trabalho de Austin Kleon, além de interessante do ponto de vista das ideias e do trabalho visual que ele realiza ao longo do texto, pode ser considerado de utilidade pública. Talvez porque eu simplesmente concorde com o que ele defende, mas eu prefiro achar que é porque ele tem razão e realmente mostra essas ideias com bons argumentos.

Dessa vez, ele vem mostrar que no mundo "internético" em que vivemos o que não falta é formas de mostrar o seu trabalho e se autopromover (no bom sentido!). E o divertido é que eu já me peguei fazendo diversas dessas coisas, e já cansei de dizer pra outros artistas fazerem também. E aí, eu assumo a culpa, o meu problema pessoal é a falta de constância em realizar essas autopromoções ou partilhas. A única coisa que realmente consigo manter constante é esse blog aqui de leitura :-)

Mas, sem mais delongas, o livro trata de forma muito leve, divertida, cheia de imagens e citações interessantes desses 10 pontos aqui (tradução livre minha):

1.   You don't have to be a genius / Você não precisa ser um gênio
2.   Think process, not product / Pense no processo, não no produto
3.   Share something small every day / Compartilhe algo pequeno todos os dias
4.   Open up your cabinet of curiosities / Mostre a sua coleção de curiosidades
5.   Tell good stories / Conte boas histórias
6.   Teach what you know / Ensine o que você sabe
7.   Don't turn into human spam / Não vire um spam humano
8.   Learn to take a punch / Aprenda a levar socos
9.   Sell out / Esgotado
10. Stick around / Mantenha-se presente

Infelizmente esse livro do Austin ainda não foi traduzido para o português, mas é fácil encontrar o livro em inglês nas livrarias e em e-books. Super recomendo.

Nota 10!

Howl's Moving Castle - O Castelo Animado

   In the land of Ingary, where such things as seven-league boots and cloaks of invisibility really exist, it is quite a misfortune to be born the eldest of three. Everyone knows you are the one who will fail first, and worst, if the three of you set to seek your fortunes.
   Sophie Hatter was the eldest of three sisters. She was not even the child of a poor woodcutter, which might have given her some chance of success! Her parents were well to do and kept a ladies' hat shop in the prosperous town of Market Chipping. True, her own mother died when Sophie was two years old and her sister Lettie was one year old, and their father married his youngest shop assistant, a pretty blonde girl called Fanny. Fanny shortly gave birth to the third sister, Martha. This ought to have made Sophie and Lettie into Ugly Sisters, but in fact all three girls grew up very pretty indeed, thought Lettie was the one everyone said was more beautiful. Fanny treated all three girls with the same kindness and did not favor Martha in the least.
 
SPOILER FREE

Mais um livro no tema "que teve alguma adaptação" para o desafio literário de março, dessa vez para desenho animado pelo mestre japonês Miyazaki. O original foi escrito pela britânica Diana Wynne Jones, famosa por outras séries além dessa, que tem 3 livros, como Chrestomanci (que eu ainda vou ler, está na lista).

A escolha foi meio aleatória, porque o meu kindle virou um tijolo e ainda não peguei outro (estou o usando o do maridão de vez em quando, mas o dele tem acesso limitado à minha biblioteca por motivos ainda não identificados), e como tenho usado o celular para ler antes de dormir, topei com ele no meio da minha biblioteca virtual enquanto procurava algo que não fosse nem longo nem pesado para ler à noite.

E foi uma agradável surpresa! Para um livro publicado em 1986 a personagem principal Sophie é extremamente independente e feminista. Mas isso em termos de época, ela não é nenhuma Celaena, vamos deixar isso bem claro. O romance no livro não é o que eu diria sensacional, mas foge de uma grande parte dos problemas dos relacionamentos de livros young adult e não deixa, de alguma forma, de ser fofo. E vamos lembrar que essa é uma autora mulher quebrando padrões de gênero escrevendo fantasia, e que fantasia!

Falei do relacionamento, mas esse definitivamente não é o foco do livro (ponto positivo!), o que não pode ser dito com a mesma veemência do filme de Miyazaki (ah, os japoneses...). O livro trata muito mais de como superar limites (às vezes autoimpostos) e vencer obstáculos, tanto reais quanto imaginários, o que o torna muito mais interessante. Toda a questão dos relacionamentos familiares, entre Sophie, suas irmãs e a madrasta, de amizades feitas e desfeitas (gente, o que é o Calcifer? que personagem mais delícia), tudo compõe um livro simplesmente bonito e cheio de simbolismos.

Pena que a adaptação japonesa perca parte desses simbolismos e relacionamentos, em parte por conta da necessidade de adaptar a história para menos de 2h de filme, em parte por uma questão cultural, porque o filme é muito japonês mesmo. De todos os personagens, talvez o que sofreu menos modificações tenha sido o demônio Calcifer, porque outros simplesmente foram misturados, estilo três em um. E olha que o filme ficou legal! Perdeu muito da questão do empoderamento da personagem principal (na minha opinião), mas, como eu disse, é uma questão cultural mesmo, no Japão até as personagens femininas empoderadas são assim de uma forma diferente do que estamos vendo surgir no ocidente (isso as personagens que eu conheço).

Agora é esperar o segundo livro da série entrar em promoção para poder comprar e ler!

Nota 9.

terça-feira, 14 de março de 2017

O diabo veste Prada

The light hadn't even turn green at the intersection of 17th and Broadway before an army of overconfident yellow cabs roared past the tiny deathtrap I was attempting to navigate around the city streets. Clutch, gas, shift (neutral to first? Or first to second?), release clutch, I repeated over and over in my head, the mantra offering little comfort and even less direction amid the screeching midday traffic. The little car bucked wildly twice before it lurched forward through the intersection. My heart flip-flopped in my chest. Without warning, the lurching evened out and I began to pick up speed. Lots of speed. I glanced down to confirm visually that I was only in second gear, but the rear end of the cab loomed so large in the windshield that I could do nothing but jam my foot on the brake pedal so hard that my heel snapped off. Shit! Another pair of seven-hundred-dollar shoes sacrificed to my complete and utter lack of grace under pressure: this clocked in as my third such breakage this month. It was almost a relief when the car stalled (I'd obviously forgotten to press the clutch when attemting to brake for my life).

SPOILER FREE

E chegamos no tema do Desafio Literário de março! Livros que tiveram alguma adaptação. Sei que na minha lista eu havia planejado outros livros, mas eu estava com vontade de ler algo mais leve e lembrei de "O diabo veste Prada", afinal como esquecer Meryl Streep?

E ao ler a obra original me deparei com um caso raríssimo em que o filme é melhor do que o livro. Fator Meryl Streep à parte (mas que, claro, contribui muito), o maior problema para mim está na narradora/personagem principal. É uma das protagonistas mais chatas que já vi, chata e imatura. A moça é tão sem noção que tive até simpatia pela Miranda Priestly, deve ser terrível você ter uma assistente que detesta o próprio trabalho e o local onde trabalha e o produto gerado pelo próprio trabalho.

A Andrea é tão antipática que ela só consegue fazer uma amizade na tal revista Runaway. Uma. E é por escolha, porque ela passa o livro inteiro menosprezando ou julgando todos os seus colegas de trabalho e depois não entende porque ninguém quis manter contato. Digamos que ela não é um bom exemplo de networking.

É o tipo de livro em que você passa a leitura inteira tendo uma aula sobre o que evitar na vida e como não se comportar nessas situações. Nem o relacionamento amoroso se safa. O namorado da Andrea é outro chato, metido a superior, que acha que está sempre certo e fica querendo dar lição nos outros. Acho que na verdade nenhum personagem nessa história se safa. São todos chatos.

Se a qualidade da escrita fosse memorável talvez o livro como um todo fosse interessante. Mas não é o caso.

E eu ainda descobri que o livro tem uma continuação, o que eu nem imaginava. E, não, não pretendo nem chegar perto para ler.

Nota 3.

domingo, 5 de março de 2017

A Viagem Iniciática


   Este livro é um depoimento sobre uma iniciação vivida nos dias de hoje no Ocidente e sobre o caminho que conduz a uma sabedoria, a uma plenitude, a uma harmonia que todos buscamos em nós mesmos e à nossa volta.
   Num bonito e frio dia de inverno, tive a sorte de encontrar um Mestre de Obras do século XX, um desses homens que continuam a transmitir um ritual e os valores iniciáticos.
  Quando esse homem de estatura média, ombros largos e cabelos prateados se aproximou de mim, compreendi que a minha vida iria se transformar. Eu contemplava, havia mais de uma hora, uma série de esculturas gravadas num dos pórticos da catedral de Metz, convencido de que a busca que me levara até aquele loca não havia sido em vão. As imagens representadas na pedra eram um relato extraordinário, oferecido aos olhos de todos. Contudo, ninguém tivera a ideia de lê-lo e eu mesmo estava perplexo.

SPOILER FREE

Mais um livro do Carnaval! Fazia muito tempo que eu não lia nada do Christian Jacq, um escritor francês que também é egiptólogo. Normalmente eu leio os seus romances históricos faraônicos, que são deliciosos, mas esse eu encontrei certo dia numa livraria (que não me lembro mais qual foi) e não resisti simplesmente porque trata dos símbolos encontrados numa catedral medieval. E eu adoro simbologia!

De certa forma, esse livro me lembrou muito o livro sufi "A conferência dos pássaros", só que menos poético, já que não há uma história, uma narrativa, que sirva de alegoria para o Caminho. As explicações são bem mais diretas, as alegorias ficam a cargo dos símbolos utilizados no portal da catedral para cada "grau de sabedoria" e dos mitos e histórias que são mencionados conforme a conversa entre o autor e a figura do Mestre de Obras vai se desdobrando.

De forma geral, o que me incomoda nesse tipo de livro é a total ausência de figuras ou alegorias ou símbolos femininos, o que eu considero muito bizarro, visto que o ser humano (estou sendo totalmente genérica aqui de propósito) possui traços masculinos e femininos que precisam ser equilibrados e trabalhados, ninguém pode esquecer nenhum dos dois lados dessa balança. Podemos argumentar que alguns dos símbolos apresentados tem conexão com o feminino, sim, mas a jornada em si parece ser exclusivamente masculina, no sentido em que parece ter sido pensada unicamente para um homem estereotipado, e um homem sem família.

Não deixa de ser bonito e informativo. O trabalho com símbolos é riquíssimo e cheio de ensinamentos valiosos, mas penso que para sermos mais completos precisamos ir além do que é apresentado aqui. Isso é uma birra pessoal minha com caminhos onde só existe um deus e ele é visto como uma figura masculina, sempre me incomodou.

Mas certamente vale a leitura. Christian Jacq sempre nos traz textos deliciosos de ler.

Nota 9.

Batman: O Cavaleiro das Trevas - Edição Definitiva




SPOILER FREE

Mais um livro para o tema de fevereiro do Desafio Literário, que, lembrando, é um livro que tenha sido um marco no seu gênero. E aí, estava eu em casa durante o Carnaval, olhando a estante de Graphic Novels, procurando uma para ler e lembrei que "O Cavaleiro das Trevas" foi um marco, se não no gênero das Graphic Novels (o que acho que é), certamente na forma como o Batman foi retratado a partir da sua publicação.

Escrito pelo doidinho do Frank Miller, a edição definitiva da Panini (que tem mais de uma edição definitiva com capas diferentes, diga-se de passagem) vem com os dois volumes, ou melhor, as duas séries publicados com mais de 10 anos de distância uma da outra e um prefácio bacaninha do próprio autor. O problema, na minha opinião, está na diferença de qualidade entre esses dois volumes.

Enquanto o "Cavaleiro das Trevas" original é realmente sensacional e marcou toda uma geração de quadrinhos e de filmes de heróis, com uma qualidade gráfica excepcional e uma nova Robin maravilhosa, a segunda série morreu muito longe da praia. A diferença é tão brutal e gritante que é difícil aceitar que as duas histórias são do mesmo autor.

Para exemplificar o que eu quero dizer em termos de imagem:

A série original de 1986:

A versão feminina e maravilhosa de Robin!
Essa imagem é linda! Toda a composição é bonita!
Gente, o Coringa passando batom, tem coisa melhor do que isso?
Agora a segunda série publicada depois de 2000:
É tanta coisa complicada que nem sei por onde começar: a roupa da "gatinha"? A posição absolutamente bizarra e desnecessária? A escolha feia de cores e desenho?

Eu só acho que essa é a roupa mais feia da Mulher Maravilha que existe. Fora todo o resto.
Agora, em termos de enredo, a segunda série tem tantos problemas e escolhas ruins que eu nem sei por onde começar ou como abordar sem dar spoilers. A minha sensação é que o autor estava numa fase ruim e cheia de ódio de tudo e de todos e resolveu colocar tudo pra fora de qualquer jeito. E quando eu digo de qualquer jeito eu quero dizer que parece que o trabalho foi feito nas coxas, uma coisa mal feita mesmo. Não sei como deixaram isso ser publicado.

Como faz? Nota 9,5 para o Volume 1 e nota 2 para o Volume 2. A média não faz jus a nenhum dos trabalhos.

A dica é ler só o primeiro e deixa o segundo cair no esquecimento. Não perca o seu tempo.