Depois de quase um ano do lançamento do livro, do qual fui convidada de honra, finalmente o li. É vergonhosa a minha demora, eu sei... mas ano passado eu não estava no clima para esse tipo de leitura, como os amigos mais chegados sabem. Mas esse fim de semana foi muito produtivo, e em mais ou menos uma hora o li. Depois de A Cabana foi um bálsamo para a minha mente.
O livro é lindo, são 4 contos bem curtos mas muito densos, onde cada palavra foi escolhida por uma determinada razão, tecendo lindas histórias escritas de forma magnífica. Fazia tempo que eu não lia algo tão gostoso! É quase uma mistura de prosa com poesia! E é muita informação, também... é daqueles livros que você deve ler diversas vezes, pois cada vez você perceberá algo novo ou diferente.
Gostei especialmente do último conto, que é o mais curto e me fez rir sozinha por um bom tempo... e apreciei muito o segundo. De todos achei o terceiro o menos interessante, mas é porque ele me pareceu confuso, com informação demais em pouco tempo, vou precisar lê-lo novamente para entender.
De qualquer forma, o livro é magistral. E não é porque a escritora é minha amiga não! Se o livro não fosse bom talvez eu preferisse não dizer isso em público, e simplesmente não diria nada (para não causar desconforto). Mas não é esse o caso! Valeu a pena a leitura! Obrigada por salvar o fim de semana, Yasmin!
Nota 9
Para maiores informações sobre o livro, que não é fácil de achar veja aqui
Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
A Cabana
SOIPER FREE
Depois de ficar curiosa com o sucesso do livro e de tê-lo comprado por um bom preço na última Bienal, acabei por postergar a leitura por uns bons meses. Isso porque acabei descobrindo que se trata de um livro de auto-ajuda, e eu não costumo gostar desses livros (a única excessão são os livros da Oriah Mountaindreamer). Quem acabou me convencendo novamente a encará-lo foi uma amiga, que ficou insistindo que eu o lesse. Bom, aí está.
A Cabana é um livro desenhado para mexer com as emoções do leitor, de forma a fazer a mensagem ser aceita mais facilmente. A mensagem é até bonita e muita gente realmente deve aprender muito com o livro, o que é ótimo. Pessoalmente eu não gostei da roupagem da mensagem, mas isso é um problema pessoal meu com a bíblia, especialmente com o velho testamento.
De qualquer forma fiquei com a impressão de que o livro só serve para leitores cristãos, quem já leu coisas sobre qualquer outra religião precisa se esforçar para ignorar a roupagem e se limitar a admirar a mensagem. O que fica meio complicado em determinadas passagens que são realmente muito limitadas e parecem uma aula de catequismo.
Quanto história não há grandes novidades, você sabe qual será o final logo no início, o que é meio chato. A descrição dos acontecimentos que justificam a história é a melhor parte do livro, literáriamente falando. E realmente não me assusta que Anne Rice tenha ajudado a escrevê-lo... ainda mais depois da reviravolta espiritual dela, dá para ver que ela ajudou, o que é bom, ele ficou bem escrito.
Para quem nunca leu nada sobre espiritualidade, é um bom começo. De resto, é um livro meio enfadonho com descrições bonitas, e só.
Nota 6
Depois de ficar curiosa com o sucesso do livro e de tê-lo comprado por um bom preço na última Bienal, acabei por postergar a leitura por uns bons meses. Isso porque acabei descobrindo que se trata de um livro de auto-ajuda, e eu não costumo gostar desses livros (a única excessão são os livros da Oriah Mountaindreamer). Quem acabou me convencendo novamente a encará-lo foi uma amiga, que ficou insistindo que eu o lesse. Bom, aí está.
A Cabana é um livro desenhado para mexer com as emoções do leitor, de forma a fazer a mensagem ser aceita mais facilmente. A mensagem é até bonita e muita gente realmente deve aprender muito com o livro, o que é ótimo. Pessoalmente eu não gostei da roupagem da mensagem, mas isso é um problema pessoal meu com a bíblia, especialmente com o velho testamento.
De qualquer forma fiquei com a impressão de que o livro só serve para leitores cristãos, quem já leu coisas sobre qualquer outra religião precisa se esforçar para ignorar a roupagem e se limitar a admirar a mensagem. O que fica meio complicado em determinadas passagens que são realmente muito limitadas e parecem uma aula de catequismo.
Quanto história não há grandes novidades, você sabe qual será o final logo no início, o que é meio chato. A descrição dos acontecimentos que justificam a história é a melhor parte do livro, literáriamente falando. E realmente não me assusta que Anne Rice tenha ajudado a escrevê-lo... ainda mais depois da reviravolta espiritual dela, dá para ver que ela ajudou, o que é bom, ele ficou bem escrito.
Para quem nunca leu nada sobre espiritualidade, é um bom começo. De resto, é um livro meio enfadonho com descrições bonitas, e só.
Nota 6
sábado, 23 de janeiro de 2010
Caim
SPOILER FREE
Nem sei por onde começar... é Saramago, né? Difícil ser ruim... mas daí a ser tão bom... nossa, Saramago acertou na mão. Tem um estilo parecido com O Evangelho Segundo Jesus Cristo, só que mais interessante, pois dessa vez o escritor lança mão de outros artifícios literários muito bem utilizados. Me lembrou o humor da tirinha Um Sabado Qualquer (veja aqui, vale a pena), o que eu gostei muitíssimo!
O único defeito do livro é ser curto, quando termina dá um gostinho forte de quero mais. Saramago talvez pudesse ter ido mais longe na história, abrangendo mais coisas da bíblia. Mas ele é um senhor bem velhinho que sabe o que faz, não vou prejudicar sua obra por uma curiosidade minha. E de qualquer forma, sua finalização é triunfal... e seria uma pena perdê-la só para deixar a história mais comprida.
É difícil dizer mais do que isso sem dar spoiler, mas vale ressaltar o humor e a ironia fantásticas do livro. Se você for muito religioso, a ponto de não gostar de brincadeiras, não leia. Caso você não seja cristão ou judeu, é diversão garantida! Caso você seja, mas tenha bom humor, também! Vai entrar na lista dos livros sugeridos!
Nota 9,5 (só porque eu queria mais!!!)
Nem sei por onde começar... é Saramago, né? Difícil ser ruim... mas daí a ser tão bom... nossa, Saramago acertou na mão. Tem um estilo parecido com O Evangelho Segundo Jesus Cristo, só que mais interessante, pois dessa vez o escritor lança mão de outros artifícios literários muito bem utilizados. Me lembrou o humor da tirinha Um Sabado Qualquer (veja aqui, vale a pena), o que eu gostei muitíssimo!
O único defeito do livro é ser curto, quando termina dá um gostinho forte de quero mais. Saramago talvez pudesse ter ido mais longe na história, abrangendo mais coisas da bíblia. Mas ele é um senhor bem velhinho que sabe o que faz, não vou prejudicar sua obra por uma curiosidade minha. E de qualquer forma, sua finalização é triunfal... e seria uma pena perdê-la só para deixar a história mais comprida.
É difícil dizer mais do que isso sem dar spoiler, mas vale ressaltar o humor e a ironia fantásticas do livro. Se você for muito religioso, a ponto de não gostar de brincadeiras, não leia. Caso você não seja cristão ou judeu, é diversão garantida! Caso você seja, mas tenha bom humor, também! Vai entrar na lista dos livros sugeridos!
Nota 9,5 (só porque eu queria mais!!!)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Grande Gatsby
O ano começou bem, logo com um clássico da literatura norte-americana! Ao mesmo tempo, é complicado e perigoso analisar um livro desse gênero... ainda mais porque eu peguei uma versão muito mais ou menos, a edição não foi muito cuidadosa, faltaram notas sobre algumas obras citadas no texto e a correção ortográfica e de tradução não foram lá grandes coisas, peguei alguns erros muito bobos. Então, fica logo a dica: evitem a edição da Victor Civica de 1980.
Mas o texto... dá para entender porque F. Scott Fitzgerald ficou famoso! A forma de escrever, claro, é meio antiquada, mas tenho certeza de que na época era bem moderno! Lembra um pouco Mark Twain, que é do mesmo período. A história em si é bem manjada, muitos já escreveram sobre o amor, mas o tempero é bem da época, o que torna tudo muito mais interessante! É quase uma aula sobre como escrever de forma a prender o leitor, com todas as viradas colocadas nos pontos certos! É só o leitor não ser chato com o jeito antigo de escrever... senão, infelizmente, não tem muita salvação, é melhor ver só o filme.
Além disso, é curioso ver um retrato de uma sociedade que não existe mais daquela forma, mas com problemas eternos aos homens. A descrição de Nova York é especialmente interessante, e os detalhes de como as pessoas viviam saltam aos olhos... uma coisa interessante de se reparar quando se pensa que o livro foi mesmo escrito naquela época, então não era o foco do autor descrever essas coisas para outra geração.
Muitíssimo recomendado, nota 9!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Livros lidos em 2009
Bom... antes de fazer a resenha do primeiro livro do ano (que já terminei, é claro!) vamos fazer uma pequena retrospectiva 2009, para abrir espaço para a lista de livros de 2010! Esse post vem meio atrasado, mas é que não fazia sentido tirar a lista 2009 sem ter nada para colocar em 2010, né?
Mas chega de enrolação e vamos lá!
Depois veio a minha primeira trilogia da Nora Robberts. Bem... não que eu não tenha gostado dos livros... mas assim, tem tanta coisa melhor pra ler tanto de pornô quanto de bruxas que eu não entendi o porquê de se misturar as coisas. Não ficou tão bom não... não sei se lerei outra coisa da autora... só se meus livros a serem lidos acabarem ou em alguma outra situação extrema e improvável.
Depois entrei numa fase de livros históricos maravilhosos! Descobri Christian Jacq (estou já com mais uns 3 livros dele na fila de espera), li coisas novas do mestre Cornwell... tudo muito bom! Entre cortado por algumas escapulidas para o mundo fantástico de Harry Potter e Babylon 5! Harry Potter é sempre uma leitura leve e agradável... Babylon 5 teve seus altos e baixos, mas foi bom para melhor apreciar os demais livros.
Enfim, muito produtivo e recompensador! Vamos ver como será 2010... tomara que eu consiga ler mais livros do que comprar esse ano... é sempre um desafio para mim! E a meta continua: 30 livros!
Mas chega de enrolação e vamos lá!
Livros lidos em 2009
- Ramsés vol 5 - Sob a Acácia do Ocidente
- Ramsés vol 4 - A Dama de Abu Simbel
- Ramsés vol 3 - A Batalha de Kadesh
- Ramsés vol 2 - O templo de milhões de anos
- Ramsés vol 1 - O Filho da Luz
- Babylon 5 - Final Reckoning
- Babylon 5 - Deadly Relations
- Harry Potter and the Goblet of Fire
- Harry Potter and the Prisioner of Azkaban
- Harry Potter and the Chamber os Secrets
- Harry Potter and the Philosopher`s Stone
- Babylon 5 - Dark Genesis - The birth of Psi Corps
- The Graveyard Book
- The Tales of Beetle The Bard
- A Devastação de Sharpe
- Os Fuzileiros de Sharpe
- A Presa de Sharpe
- Sharpe em Trafalgar
- A Fortaleza de Sharpe
- O Triunfo de Sharpe
- O Tigre de Sharpe
- Filae - O último templo Pagão
- O Condenado
- Enfrentando o fogo - trilogia da magia vol 3
- Entre o céu e a terra - trilogia da magia vol 2
- Dançando no ar - trilogia da magia vol 1
- Midnight sun (o que foi disponibilizado pela autora)
- Breaking Dawn
- Eclipse
- New Moon
- Twilight
Depois veio a minha primeira trilogia da Nora Robberts. Bem... não que eu não tenha gostado dos livros... mas assim, tem tanta coisa melhor pra ler tanto de pornô quanto de bruxas que eu não entendi o porquê de se misturar as coisas. Não ficou tão bom não... não sei se lerei outra coisa da autora... só se meus livros a serem lidos acabarem ou em alguma outra situação extrema e improvável.
Depois entrei numa fase de livros históricos maravilhosos! Descobri Christian Jacq (estou já com mais uns 3 livros dele na fila de espera), li coisas novas do mestre Cornwell... tudo muito bom! Entre cortado por algumas escapulidas para o mundo fantástico de Harry Potter e Babylon 5! Harry Potter é sempre uma leitura leve e agradável... Babylon 5 teve seus altos e baixos, mas foi bom para melhor apreciar os demais livros.
Enfim, muito produtivo e recompensador! Vamos ver como será 2010... tomara que eu consiga ler mais livros do que comprar esse ano... é sempre um desafio para mim! E a meta continua: 30 livros!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Ramsés - A Saga e metas de fim de ano
Era uma vez uma leitora compulsiva que tinha como meta ler 30 livros por ano... e em 2009 ela conseguiu cumprir a meta! Mas então ela ficou desolada... o que fazer com as últimas semanas do ano? Foi assim que ela resolveu fazer uma nova meta: terminar a saga de Ramsés com os seus cinco volumes até o final do ano!
E então ela conseguiu!!! E se tornou uma leitora compulsiva mais feliz! Não por ter alcançado a meta 4 dias antes do prazo (por uns dias ela achou que precisaria viajar com o último livro) mas por ter terminado de ler uma deliciosa obra-prima!
Agora pequenas e rápidas conclusões:
-Ramsés O Grande era foda
-Moisés era uma bicha louca saída de alguma gaiola destrancada
-Esqueça Nefertiti e Cleópatra, quem é a grande mulher egípcia é Nefertari
-O Egito é mesmo um lugar maravilhoso
-Christian Jacq não é só um egiptólogo, ele escreve muito bem
-Christian Jacq não só venera o antigo Egito, ele converte as pessoas
Isso dito vamos para a análise!
Christian Jacq me deixou meio dividida... foi algo que me lembrou o que senti quando li "O último templário", só que muito melhor, porque Christian Jacq não perde a paciência no final da história e escreve melhor, com personagens muito mais profundos. Os livros são superbos, as descrições são belíssimas (inclusive algumas muito interessantes sobre componentes de remédios e poções), e explicações muito bem colocadas (sem parecer didático deamsi) sobre a religiosidade egípcia e as suas liturgias. Porém, Ramsés por vezes é perfeito demais... mas graças a deus não completamente! Em alguns momentos você sente que ele é perfeito demais, mas aí a impulsividade desse faraó e algumas cegueiras por amizade ou até mesmo inocência tiram um bocado dessa impressão, dando uma profundidade bem interessante ao personagem. Fora todos os dramas pessoais que são inevitáveis quando se tem uma vida muito longa no poder.
Mas também, o que se pode fazer se Ramsés ficou mais de 60 anos no poder e deixou monumentos que fazem juz ao predicado "monumental" por todo o Egito? Além de ser o cara que conseguiu criar o tratado de paz mais duradouro da época? E como bom egípcio deixou tudo bem documentado nas paredes de tudo isso? Difícil contar uma história dessas sem engrandecer o personagem... e se é para engrandecer que seja como Christian Jacq faz!
Mas, vamos por partes:
Primeiro livro: uma introdução sobre a organização do poder faraônico, com muitas lições sobre religiosidade, educação e civilidade egípcias... coisa de primeiro mundo! Fiquei com inveja de algumas coisas que andam faltando muito por aí, como educação, higiene pública, planejamento de longo prazo voltado para o coletivo, valores morais e preocupação com o meio ambiente. Ramsés é um jovem louco que não sabe o que quer da vida! Ótimo saber que até os grandes passam por esses momentos! Bom... não vou spoilar o final, mas é óbvio...
Segundo livro: Ramsés mostra que nem só a bíblia tem milagres! Menos batalhas do que o título sugere... mas não tem importância! É bom mesmo assim! Tramas, intrigas e violência na luta entre o Egito e o Hatti! Ramsés é um maluco muito sortudo!
Terceiro livro: se você gosta de intrigas esse é um prato cheio! Tem mais que o segundo livro! Alguns personagens ficam ainda mais interessantes, como Acha, o diplomata. Moisés começa a enlouquecer, coitado.
Quarto livro: quase me fez chorar no final... sério. Nem sei como consegui dormir depois... é tão... tão... comovente e triste... é uma obra-prima dedicada às mulheres egípcias, seu saber e ponderação. As personagens principais aqui são as rainhas, não os reis. Muito bom. Moisés mostra o quão bicha ele pode ser. Deve ser o excesso de estrogênio do livro... afetou o hebreu, coitado.
Quinto livro: bom... já é o final da história, né? Ainda existem obstáculos a serem superados pelo faraó, mas nenhum é mais implacável que o tempo e o que ele traz. É um livro meio melancólico, mas isso é esperado, já que se trata de uma velhice mais longa do que a comum na ápoca. Preciso dizer mais? Ah, sim, ainda assim Ramsés mostra que é possível ter bons momentos na velhice! Nada de melancolia o tempo todo não!
Fora isso... tem uma característica recorrente a livros com tantas continuações, que é a descrição meio repetitiva dos personagens, mas nada que fira o estilo do autor, ele sabe manejar bem as palavras para não ficar chato, além de que as descrições são atualizadas com o passar da história, mostrando a evolução dos personagens. Ah, sim, vai entrar no hall dos livros indicados, sem dúvida!
Nota 10, para entrarmos bem no próximo ano!
E então ela conseguiu!!! E se tornou uma leitora compulsiva mais feliz! Não por ter alcançado a meta 4 dias antes do prazo (por uns dias ela achou que precisaria viajar com o último livro) mas por ter terminado de ler uma deliciosa obra-prima!
Agora pequenas e rápidas conclusões:
-Ramsés O Grande era foda
-Moisés era uma bicha louca saída de alguma gaiola destrancada
-Esqueça Nefertiti e Cleópatra, quem é a grande mulher egípcia é Nefertari
-O Egito é mesmo um lugar maravilhoso
-Christian Jacq não é só um egiptólogo, ele escreve muito bem
-Christian Jacq não só venera o antigo Egito, ele converte as pessoas
Isso dito vamos para a análise!
Christian Jacq me deixou meio dividida... foi algo que me lembrou o que senti quando li "O último templário", só que muito melhor, porque Christian Jacq não perde a paciência no final da história e escreve melhor, com personagens muito mais profundos. Os livros são superbos, as descrições são belíssimas (inclusive algumas muito interessantes sobre componentes de remédios e poções), e explicações muito bem colocadas (sem parecer didático deamsi) sobre a religiosidade egípcia e as suas liturgias. Porém, Ramsés por vezes é perfeito demais... mas graças a deus não completamente! Em alguns momentos você sente que ele é perfeito demais, mas aí a impulsividade desse faraó e algumas cegueiras por amizade ou até mesmo inocência tiram um bocado dessa impressão, dando uma profundidade bem interessante ao personagem. Fora todos os dramas pessoais que são inevitáveis quando se tem uma vida muito longa no poder.
Mas também, o que se pode fazer se Ramsés ficou mais de 60 anos no poder e deixou monumentos que fazem juz ao predicado "monumental" por todo o Egito? Além de ser o cara que conseguiu criar o tratado de paz mais duradouro da época? E como bom egípcio deixou tudo bem documentado nas paredes de tudo isso? Difícil contar uma história dessas sem engrandecer o personagem... e se é para engrandecer que seja como Christian Jacq faz!
Mas, vamos por partes:
Primeiro livro: uma introdução sobre a organização do poder faraônico, com muitas lições sobre religiosidade, educação e civilidade egípcias... coisa de primeiro mundo! Fiquei com inveja de algumas coisas que andam faltando muito por aí, como educação, higiene pública, planejamento de longo prazo voltado para o coletivo, valores morais e preocupação com o meio ambiente. Ramsés é um jovem louco que não sabe o que quer da vida! Ótimo saber que até os grandes passam por esses momentos! Bom... não vou spoilar o final, mas é óbvio...
Segundo livro: Ramsés mostra que nem só a bíblia tem milagres! Menos batalhas do que o título sugere... mas não tem importância! É bom mesmo assim! Tramas, intrigas e violência na luta entre o Egito e o Hatti! Ramsés é um maluco muito sortudo!
Terceiro livro: se você gosta de intrigas esse é um prato cheio! Tem mais que o segundo livro! Alguns personagens ficam ainda mais interessantes, como Acha, o diplomata. Moisés começa a enlouquecer, coitado.
Quarto livro: quase me fez chorar no final... sério. Nem sei como consegui dormir depois... é tão... tão... comovente e triste... é uma obra-prima dedicada às mulheres egípcias, seu saber e ponderação. As personagens principais aqui são as rainhas, não os reis. Muito bom. Moisés mostra o quão bicha ele pode ser. Deve ser o excesso de estrogênio do livro... afetou o hebreu, coitado.
Quinto livro: bom... já é o final da história, né? Ainda existem obstáculos a serem superados pelo faraó, mas nenhum é mais implacável que o tempo e o que ele traz. É um livro meio melancólico, mas isso é esperado, já que se trata de uma velhice mais longa do que a comum na ápoca. Preciso dizer mais? Ah, sim, ainda assim Ramsés mostra que é possível ter bons momentos na velhice! Nada de melancolia o tempo todo não!
Fora isso... tem uma característica recorrente a livros com tantas continuações, que é a descrição meio repetitiva dos personagens, mas nada que fira o estilo do autor, ele sabe manejar bem as palavras para não ficar chato, além de que as descrições são atualizadas com o passar da história, mostrando a evolução dos personagens. Ah, sim, vai entrar no hall dos livros indicados, sem dúvida!
Nota 10, para entrarmos bem no próximo ano!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Ramsés vol 1 e 2
Estou escrevendo agora apenas por um leve sentimento de culpa... pois terminei ontem de ler o segundo volume de Ramsés e ainda nem cheguei a escrever sobre o primeiro.
O problema é que, até agora, essa série tem uma característica muito boa e outra terrível, a boa é que ela é simplesmente boa demais de ler, não dá para parar, você fica pensando o tempo todo que não está lendo "e o que vai acontecer agora????", morrendo de vontade de largar tudo o que está fazendo para continuar acompanhando a história desse faraó importantíssimo! A terrível é que como a história é uma só, dividida em 5 volumes, não dá para parar entre um e outro! Os episódios da vida de Ramsés não dão margem para intervalos!
Então... não me sinto exatamente bem escrevendo sobre essa série sem terminá-la primeiro! Que situação... me lembra muito o que senti com "A Hora das Bruxas" (Anne Rice) só que ao invés de ter 2 livros para ler, eu tenho 5!
Hoje eu começo o terceiro, e mal vejo a hora de abrir o livro! Christian Jacq não só sabe escrever como o faz com uma reverência ao antigo Egito que faz você achar que aquela era a melhor sociedade do mundo! A religião é linda, os valores (tão em falta hoje em dia) corretíssimos... E a descrição dos lugares, apesar de não ter a riqueza de detalhes de Bernard Cornwell, é bastante exata. Para quem nunca foi ao Egito, sugiro ler acompanhado de algum livro com as imagens dos templos egípcios a mão, pois engrandece muito a experiência dessa leitura!
Já vi que a série vai parar nos livros recomendados...
O problema é que, até agora, essa série tem uma característica muito boa e outra terrível, a boa é que ela é simplesmente boa demais de ler, não dá para parar, você fica pensando o tempo todo que não está lendo "e o que vai acontecer agora????", morrendo de vontade de largar tudo o que está fazendo para continuar acompanhando a história desse faraó importantíssimo! A terrível é que como a história é uma só, dividida em 5 volumes, não dá para parar entre um e outro! Os episódios da vida de Ramsés não dão margem para intervalos!
Então... não me sinto exatamente bem escrevendo sobre essa série sem terminá-la primeiro! Que situação... me lembra muito o que senti com "A Hora das Bruxas" (Anne Rice) só que ao invés de ter 2 livros para ler, eu tenho 5!
Hoje eu começo o terceiro, e mal vejo a hora de abrir o livro! Christian Jacq não só sabe escrever como o faz com uma reverência ao antigo Egito que faz você achar que aquela era a melhor sociedade do mundo! A religião é linda, os valores (tão em falta hoje em dia) corretíssimos... E a descrição dos lugares, apesar de não ter a riqueza de detalhes de Bernard Cornwell, é bastante exata. Para quem nunca foi ao Egito, sugiro ler acompanhado de algum livro com as imagens dos templos egípcios a mão, pois engrandece muito a experiência dessa leitura!
Já vi que a série vai parar nos livros recomendados...
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