SPOILER FREE
Lembra do quase ditado "o livro é sempre melhor do que o filme"? Pois é, ainda estou por conhecer a exceção à regra. Eu já tinha achado o filme muito bom (apesar de Coraline ser bem melhor), mas ler o livro e perceber todas as adaptações feitas para a telona foi uma experiência realmente interessante. As adaptações realmente fazem sentido, principalmente por conta da escolha dos atores, mas deixaram a história bem mais infantil que o original, o que pode ter sido feito também para agradar (isto é, não desagradar) os adultos, pois o final do livro não é muito ortodoxo, e não é a toa que eu adoro o Neil Gaiman!
Mudanças de enredo e novos personagens à parte, o livro é bom, mas não é o melhor que já li do autor, nem o segundo melhor. A história flui bem, tem detalhes adoráveis, é bem construída... mas falta alguma coisa que não sei bem o que é. Talvez seja a forma meio corrida demais dos últimos capítulos, que dão uma sensação de impaciência... não tenho certeza.
Mas a leitura é agradável e especialmente indicada para fãs.
Nota 8,5.
Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Meu tio
SPOILER FREE
Esse livro eu li por sugestão materna, e por curiosidade, afinal não é sempre que você encontra um livro baseado num filme (francês, diga-se de passagem), normalmente a ordem é inversa. Pois bem, resolvi lê-lo de forma bem despretenciosa, porque filmes adaptados de livros costumam ser piores que o livro original, imagine um livro adaptado de um filme...
Me surpreendi. Mas não é o tipo de literatura para qualquer um, é preciso entrar e entender o "clima", pois é uma história infantil feita para adultos lerem. E o mais engraçado é que realmente parece uma história saída de um filme francês! E parando para pensar, talvez só os franceses mesmo fossem parar para fazer um livro baseado num filme, americanos certamente fariam um jogo, ingleses... bom, acho que eles iriam beber num pub e só.
Mas voltando ao livro, ele é leve e despretencioso mesmo, dá para ler de uma vez só, e a leitura quase dura o mesmo que um filme. Eu me senti voltando algumas décadas no tempo e vendo como uma criança da época pensava (algo entre anos 40 e 50) e se divertia (ou não), mais precisamente lembrei de histórias da infância do meu pai, o que achei bem legal, pois deu um ar de veracidade à história. Não vou tentar falar especificamente do autor, pois é meio confuso... afinal quem é o "verdadeiro" autor desse livro: quem escreveu o livro, quem escreveu o roteiro ou quem dirigiu o filme? Confuso demais para mim. Como o autor da versão literária não é exatamente famoso nesse campo, acho que posso me abster tranquilamente.
Nota 9
Esse livro eu li por sugestão materna, e por curiosidade, afinal não é sempre que você encontra um livro baseado num filme (francês, diga-se de passagem), normalmente a ordem é inversa. Pois bem, resolvi lê-lo de forma bem despretenciosa, porque filmes adaptados de livros costumam ser piores que o livro original, imagine um livro adaptado de um filme...
Me surpreendi. Mas não é o tipo de literatura para qualquer um, é preciso entrar e entender o "clima", pois é uma história infantil feita para adultos lerem. E o mais engraçado é que realmente parece uma história saída de um filme francês! E parando para pensar, talvez só os franceses mesmo fossem parar para fazer um livro baseado num filme, americanos certamente fariam um jogo, ingleses... bom, acho que eles iriam beber num pub e só.
Mas voltando ao livro, ele é leve e despretencioso mesmo, dá para ler de uma vez só, e a leitura quase dura o mesmo que um filme. Eu me senti voltando algumas décadas no tempo e vendo como uma criança da época pensava (algo entre anos 40 e 50) e se divertia (ou não), mais precisamente lembrei de histórias da infância do meu pai, o que achei bem legal, pois deu um ar de veracidade à história. Não vou tentar falar especificamente do autor, pois é meio confuso... afinal quem é o "verdadeiro" autor desse livro: quem escreveu o livro, quem escreveu o roteiro ou quem dirigiu o filme? Confuso demais para mim. Como o autor da versão literária não é exatamente famoso nesse campo, acho que posso me abster tranquilamente.
Nota 9
terça-feira, 6 de abril de 2010
Como falar dos livros que não lemos
Esse foi um livro que me fisgou pelo título, passei por ele numa livraria e parei imediatamente para dar uma olhada. Obviamente saí com ele debaixo do braço, pois como um professor de literatura francês pode escrever sobre a não-leitura? Fiquei intrigadíssima.
Antes mesmo de começar a lê-lo comentei sobre ele com algumas pessoas, que ficaram horrorizadas com a ideia, o que achei bastante divertido. Até eu mesma olhava a matéria com preconceito, mas a curiosidade era maior e resolvi ler o livro, dando uma chance para essa história de não-leitura.
Me surpreendi. Primeiro porque o livro é praticamente sobre filosofia, segundo porque descobri tabus que estavam na minha frente e que eu nunca tinha percebido ou pensado ativamente sobre eles, e terceiro, porque me descobri como não-leitora.
Recomendo muitíssimo a qualquer um, tanto para os que gostam de ler e o têm como hábito, pois certamente aprofunda o entendimento e o relacionamento com os livros, quanto para os que não gostam, pois certamente dará algumas justificativas interessantes para não ler mais nada.
Mas voltando ao livro de Pierre Bayard, ele é muito interessante, não só porque fala de coisas pouco comuns (ele cita outros autores que já trataram do tema, então não é novidade), mas porque ele organiza bem as ideias em torno de assunto tão polêmico, chegando a defender a não-leitura (sem preconceitos pessoal, é preciso primeiro entender o que é a não-leitura para entender o que o autor realmente defende). Não só ele introduz conceitos interessantíssimos, como dá exemplos muito próximos para facilitar a compreensão, usando filmes, livros e ensaios, alguns até bem conhecidos.
Em alguns momentos eu achei o livro meio árido, um pouco complicado demais, principalmente no final, quando ele junta todos os conceitos previamente expostos para fazer a sua defesa, mas tenho certeza de que isso foi devido a uma limitação minha (ou porque eu gosto de ler no metrô, e por isso fica tudo meio picadinho, o que dificulta leituras mais complexas mesmo).
Para quem leu o livro, respondo: não, não me fez voltar atrás ou repensar meu vício, eu gosto de ler!
Vai para a lista de livros recomendados.
Nota 9,5
Antes mesmo de começar a lê-lo comentei sobre ele com algumas pessoas, que ficaram horrorizadas com a ideia, o que achei bastante divertido. Até eu mesma olhava a matéria com preconceito, mas a curiosidade era maior e resolvi ler o livro, dando uma chance para essa história de não-leitura.
Me surpreendi. Primeiro porque o livro é praticamente sobre filosofia, segundo porque descobri tabus que estavam na minha frente e que eu nunca tinha percebido ou pensado ativamente sobre eles, e terceiro, porque me descobri como não-leitora.
Recomendo muitíssimo a qualquer um, tanto para os que gostam de ler e o têm como hábito, pois certamente aprofunda o entendimento e o relacionamento com os livros, quanto para os que não gostam, pois certamente dará algumas justificativas interessantes para não ler mais nada.
Mas voltando ao livro de Pierre Bayard, ele é muito interessante, não só porque fala de coisas pouco comuns (ele cita outros autores que já trataram do tema, então não é novidade), mas porque ele organiza bem as ideias em torno de assunto tão polêmico, chegando a defender a não-leitura (sem preconceitos pessoal, é preciso primeiro entender o que é a não-leitura para entender o que o autor realmente defende). Não só ele introduz conceitos interessantíssimos, como dá exemplos muito próximos para facilitar a compreensão, usando filmes, livros e ensaios, alguns até bem conhecidos.
Em alguns momentos eu achei o livro meio árido, um pouco complicado demais, principalmente no final, quando ele junta todos os conceitos previamente expostos para fazer a sua defesa, mas tenho certeza de que isso foi devido a uma limitação minha (ou porque eu gosto de ler no metrô, e por isso fica tudo meio picadinho, o que dificulta leituras mais complexas mesmo).
Para quem leu o livro, respondo: não, não me fez voltar atrás ou repensar meu vício, eu gosto de ler!
Vai para a lista de livros recomendados.
Nota 9,5
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Eldest, Brisingr e atrasos
Nossa! São tantos livros que estou atrasadérrima nos posts. Vou tentar adiantar falando de Eldest e de Brisingr de uma vez só:
SPOILER FREE
Vamos começar pelo início/meio. Eldest é um livro completamente diferente de Eragon. O autor começa a explorar outras estruturas e formas narrativas, deixando a leitura mais dinâmica, o que é ótimo. Mas, sério, a história é meio arrastada, o que segura mesmo é o suspense que ele consegue manter ao narrar histórias paralelas. Os personagens continuam interessantes e mais profundos do que eu esperava. O universo que Paolini criou é mesmo interessante, mas o livro só engata mesmo no final, com grandes revelações que fazem você pular direto para o livro seguinte.
O livro seguinte, Brisingr é bem mais interessante, apesar de ter um quê de novela mexicana misturada com scooby-doo na história. Agora, confesso que fiquei chateada, não pelo livro, que é bem legal, tão bom ou melhor que o primeiro e, sem dúvida, melhor que o segundo, mas por ele não ser o último da série. E claro que, como não fiz a devida pesquisa, eu não tinha idéia disso, e fiquei muito chateada por ter comprado os três livros num lindo box promocional... e o quarto livro ainda nem foi lançado. Que diabos vou fazer com o box agora??? Surtos à parte, valeu o esforço de carregar o peso e ler o mostro inteiro.
Eldest - Nota 7,5
Brisingr - Nota 9
E agora porque eu não vou resistir:
SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER
Eldest
Reclamações:
Porque diabos o treinamento tem que ser tão chato?
Excesso de drama em cima da dor do Eragon... ok, entendi o ponto... precisa mesmo repetir?
Simplesmente não consigo gostar do Roran, por mais phoda que ele seja.
Elogios:
Amei a cerimônia dos elfos. Ótima idéia, saída muito boa para o problema físico de Eragon, descrições deliciosas!
Genial o problema entre Saphira e Glaedr, apesar de esperado dada a situação de últimos da espécie.
Estou gostando das descrições de Paolini para batalhas, esse autor tem futuro!
Brisingr
Reclamações:
Eldunari? Ok... para mim parece uma desculpa inventada em cima da hora para conseguir explicar o poder de Galbatorix.
Brom? Sério? Paolini viu novela mexicana demais quando menino.
Continuo não conseguindo gostar do Roran. Ele é chato.
Elogios:
Nasuada, isso é que é ser mulher de fibra! Amei amei amei amei!
Eragon subiu no meu respeito pelo o que ele fez com o Sloan. Quero ver o que vai ser dele no próximo livro.
Já falei que Paolini está descrevendo bem batalhas? A luta com os Ra'Zac está ótima! A nova batalha contra Murtagh também... até gostei dos homens que não sentem dor, ficou interessante. Ainda tem a batalha para tomar uma cidade e a morte dos mestres... tudo lindo.
Ah... e tem Elva... virei fã dessa menina. Nota 10!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Eragon
SPOILER FREE
Esse foi um livro que demorei muito a me decidir a ler. A primeira vez que ouvi falar dele já faz alguns anos, mas confesso que tive preconceito. Primeiro por causa da idade do autor, depois por causa do fiasco que foi o filme.
Porém, com o tempo comecei a receber boas indicações do livro e das suas continuações, e no ano passado uma pessoa que considero de muito bom gosto literário me disse que era um livro interessante, porém que a tradução estava horrível. Na época eu estava por fazer uma compra na Amazon, e por acaso a trilogia estava em promoção. Acabei por comprar os livros, que ficaram mais de seis meses enfeitando minha estante. Pensando bem, nem foi tanto tempo assim... mas eles acabaram furando a fila muito por conta da minha necessidade de ler algo mais fantasioso e menos sério.
E assim fui ler Eragon, o primeiro livro da série, e me surpreendi. Quando fui lê-lo pensei "deve ser algo meio Harry Potter, afinal foi escrito por um menino de 15 anos". Não, não é. É digno de um Senhor dos Anéis, que, aliás, é de onde ele tira muitas idéias, só que Paolini trabalha com muita personalidade, o que é impressionante. Algumas coisas obviamente estão lá: as raças, as disputas entre as raças, as lutas, as línguas inventadas e as músicas. Só isso já impressionante dado a idade do autor...
Agora, acrescente a isso: dragões, personagens profundos e que se desenvolvem com o tempo, um vocabulário que me deixou tonta, estilo e uma visão de bem e mal mais interessante do que a de Tolkien. Deu para dar uma idéia?
Pois é, adorei o primeiro livro! A história é mesmo emocionante, o livro inteiro é perseguição, não dá para parar! Existem alguns momentos mais mornos, mas eles são logo seguidos de mais perseguição, ação, sangue, morte e destruição. Com a vantagem de que existem razões para isso tudo.
Bom... agora vou me segurar para não entrar na análise do segundo livro (que terminei ontem)... quem sabe eu consigo um tempinho e faço a análise ainda antes do Carnaval?
Nota 9
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O véu da ilusão da morte
Depois de quase um ano do lançamento do livro, do qual fui convidada de honra, finalmente o li. É vergonhosa a minha demora, eu sei... mas ano passado eu não estava no clima para esse tipo de leitura, como os amigos mais chegados sabem. Mas esse fim de semana foi muito produtivo, e em mais ou menos uma hora o li. Depois de A Cabana foi um bálsamo para a minha mente.
O livro é lindo, são 4 contos bem curtos mas muito densos, onde cada palavra foi escolhida por uma determinada razão, tecendo lindas histórias escritas de forma magnífica. Fazia tempo que eu não lia algo tão gostoso! É quase uma mistura de prosa com poesia! E é muita informação, também... é daqueles livros que você deve ler diversas vezes, pois cada vez você perceberá algo novo ou diferente.
Gostei especialmente do último conto, que é o mais curto e me fez rir sozinha por um bom tempo... e apreciei muito o segundo. De todos achei o terceiro o menos interessante, mas é porque ele me pareceu confuso, com informação demais em pouco tempo, vou precisar lê-lo novamente para entender.
De qualquer forma, o livro é magistral. E não é porque a escritora é minha amiga não! Se o livro não fosse bom talvez eu preferisse não dizer isso em público, e simplesmente não diria nada (para não causar desconforto). Mas não é esse o caso! Valeu a pena a leitura! Obrigada por salvar o fim de semana, Yasmin!
Nota 9
Para maiores informações sobre o livro, que não é fácil de achar veja aqui
O livro é lindo, são 4 contos bem curtos mas muito densos, onde cada palavra foi escolhida por uma determinada razão, tecendo lindas histórias escritas de forma magnífica. Fazia tempo que eu não lia algo tão gostoso! É quase uma mistura de prosa com poesia! E é muita informação, também... é daqueles livros que você deve ler diversas vezes, pois cada vez você perceberá algo novo ou diferente.
Gostei especialmente do último conto, que é o mais curto e me fez rir sozinha por um bom tempo... e apreciei muito o segundo. De todos achei o terceiro o menos interessante, mas é porque ele me pareceu confuso, com informação demais em pouco tempo, vou precisar lê-lo novamente para entender.
De qualquer forma, o livro é magistral. E não é porque a escritora é minha amiga não! Se o livro não fosse bom talvez eu preferisse não dizer isso em público, e simplesmente não diria nada (para não causar desconforto). Mas não é esse o caso! Valeu a pena a leitura! Obrigada por salvar o fim de semana, Yasmin!
Nota 9
Para maiores informações sobre o livro, que não é fácil de achar veja aqui
domingo, 24 de janeiro de 2010
A Cabana
SOIPER FREE
Depois de ficar curiosa com o sucesso do livro e de tê-lo comprado por um bom preço na última Bienal, acabei por postergar a leitura por uns bons meses. Isso porque acabei descobrindo que se trata de um livro de auto-ajuda, e eu não costumo gostar desses livros (a única excessão são os livros da Oriah Mountaindreamer). Quem acabou me convencendo novamente a encará-lo foi uma amiga, que ficou insistindo que eu o lesse. Bom, aí está.
A Cabana é um livro desenhado para mexer com as emoções do leitor, de forma a fazer a mensagem ser aceita mais facilmente. A mensagem é até bonita e muita gente realmente deve aprender muito com o livro, o que é ótimo. Pessoalmente eu não gostei da roupagem da mensagem, mas isso é um problema pessoal meu com a bíblia, especialmente com o velho testamento.
De qualquer forma fiquei com a impressão de que o livro só serve para leitores cristãos, quem já leu coisas sobre qualquer outra religião precisa se esforçar para ignorar a roupagem e se limitar a admirar a mensagem. O que fica meio complicado em determinadas passagens que são realmente muito limitadas e parecem uma aula de catequismo.
Quanto história não há grandes novidades, você sabe qual será o final logo no início, o que é meio chato. A descrição dos acontecimentos que justificam a história é a melhor parte do livro, literáriamente falando. E realmente não me assusta que Anne Rice tenha ajudado a escrevê-lo... ainda mais depois da reviravolta espiritual dela, dá para ver que ela ajudou, o que é bom, ele ficou bem escrito.
Para quem nunca leu nada sobre espiritualidade, é um bom começo. De resto, é um livro meio enfadonho com descrições bonitas, e só.
Nota 6
Depois de ficar curiosa com o sucesso do livro e de tê-lo comprado por um bom preço na última Bienal, acabei por postergar a leitura por uns bons meses. Isso porque acabei descobrindo que se trata de um livro de auto-ajuda, e eu não costumo gostar desses livros (a única excessão são os livros da Oriah Mountaindreamer). Quem acabou me convencendo novamente a encará-lo foi uma amiga, que ficou insistindo que eu o lesse. Bom, aí está.
A Cabana é um livro desenhado para mexer com as emoções do leitor, de forma a fazer a mensagem ser aceita mais facilmente. A mensagem é até bonita e muita gente realmente deve aprender muito com o livro, o que é ótimo. Pessoalmente eu não gostei da roupagem da mensagem, mas isso é um problema pessoal meu com a bíblia, especialmente com o velho testamento.
De qualquer forma fiquei com a impressão de que o livro só serve para leitores cristãos, quem já leu coisas sobre qualquer outra religião precisa se esforçar para ignorar a roupagem e se limitar a admirar a mensagem. O que fica meio complicado em determinadas passagens que são realmente muito limitadas e parecem uma aula de catequismo.
Quanto história não há grandes novidades, você sabe qual será o final logo no início, o que é meio chato. A descrição dos acontecimentos que justificam a história é a melhor parte do livro, literáriamente falando. E realmente não me assusta que Anne Rice tenha ajudado a escrevê-lo... ainda mais depois da reviravolta espiritual dela, dá para ver que ela ajudou, o que é bom, ele ficou bem escrito.
Para quem nunca leu nada sobre espiritualidade, é um bom começo. De resto, é um livro meio enfadonho com descrições bonitas, e só.
Nota 6
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