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domingo, 13 de janeiro de 2019

Clean Room, Vol. 3: Waiting for the Stars to Fall - Sala Imaculada vol 3 - Esperando pelas estrelas despencarem


SPOILER FREE

Depois de um primeiro volume confuso mas instigante, seguido de um segundo volume bom mas com alguns problemas, Sala Imaculada fecha com um terceiro volume fabuloso!

É até difícil escrever... O final da série é simplesmente apoteótico! Com direito a mais bizarrices e violência que os volumes anteriores, o que eu não achava que fosse possível, mas Gail Simone me provou errada. Ainda bem, sem esses elementos a história ficaria sem tanto poder de choque.


Porque é isso que Sala Imaculada faz, deixa o leitor chocado. Quando você acha que entendeu tudo surge uma reviravolta e te deixa de queixo caído. Uma salva de palmas para Gail Simone.

E ela consegue essa façanha mantendo a importância das personagens femininas com direito a vingancinha contra homens misóginos e homofobia. Só para acrescentar ao amor que eu já sentia.


Ultrapassou minhas expectativas ao longo da série.

Nota 9,5.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Clean Room, Vol. 2: Exile - Sala Imaculada vol 2 - Exílio

SPOILER FREE

Não é porque o Desafio Literário Popoca de janeiro é sobre o primeiro livro de uma série que vou me limitar apenas a isso. Faço ainda melhor, aproveito e leio a série completa, claro!

Nessa continuação de Sala Imaculada, a autora Gail Simone começa a mostrar a que veio com sua história pesada sobre a verdadeira realidade do mundo!


O segundo volume, Exílio, consegue ser mais opressivo do que o primeiro. A questão é que no primeiro livro da série o leitor ainda não entendeu o que está acontecendo direito, enquanto aqui a ficha começa a cair e, gente, que coisa mais apavorante.

Sala Imaculada se revela aquele tipo de história de dar pesadelos, mas que você não consegue parar de ler para ver onde ela vai acabar. Se o primeiro livro é violento, esse aqui é ainda pior. É definitivamente viciante.


Mas não necessariamente isso é bom. A história tem lá os seus furos, e, talvez por originalmente a série ser publicada em capítulos menores, tem um quê de repetição de falas que serve para lembrar o leitor que compra mensalmente a história o porquê de algumas coisas. Só que isso não funciona bem quando você junta tudo.

A minha sensação é que a história é melhor do que Gail Simone foi capaz de contar. Ficou bom, mas deixa a desejar.

Nota 8,5.

Clean Room, Vol. 1: Immaculate Conception - Sala Imaculada vol 1 - Concepção imaculada

SPOILER FREE

Como não podia deixar de ser, resolvi ler mais de um livro para o tema do Desafio Literário Popoca nesse início de ano. Nada como começar o ano com o pé direito! Para quem não lembra, o tema de janeiro é o primeiro livro de uma série.

Sala Imaculada, Clean Room no original, é uma série razoavelmente curta, que foi reunida em apenas 3 volumes, cada um com seis episódios que começaram a sair no Brasil em novembro de 2017 (o último volume foi publicado em julho/2018). Da veterana dos quadrinhos Gail Simone, a história é uma distopia com componentes sobrenaturais e alienígenas. E eu juro que funciona.


O primeiro volume apresenta as personagens principais, quase todas mulheres com ocasionais aparições de homens importantes, mas sempre em papel secundário. Como o enredo é um tanto quanto complexo, esse primeiro livro ficou um pouco confuso. Mas não podemos descartar a possibilidade da confusão ser intencional, dada a ambientação de mistério em torno da trama e de uma espécie de igreja da nova era, Fundação Mundo Sincero (essas igrejas estilo nova era costumam ser confusas para mim).


Dadas essas considerações, Sala Imaculada é uma história interessante e eu não consegui pausar entre um volume e outro. A beleza estética dos quadrinhos também ajudaram nesse quesito. Mas como a maior parte dos primeiros volumes de séries em quadrinhos, ele não é genial. Mas é bom o suficiente para te deixar com vontade de continuar lendo, que é objetivo principal.

Nota 8.

O livro do silêncio - Deuses de dois mundos, #1


SPOILER FREE

Começando o ano já firme e forte no Desafio Literário Popoca, selecionei um dos livros da lista de indicados e que, ainda por cima, é de um autor brasileiro falando de orixás! O livro do silêncio é o primeiro da série Deuses de dois mundos, do publicitário e roteirista P.J. Pereira, que chegou a lista dos mais vendidos no ano do seu lançamento, em 2015.

Preciso dizer que não tentarei julgar a qualidade da pesquisa do branco P.J. Pereira com relação aos mitos de origem africana dos Orixás, até porque desconheço profundamente o assunto. Só torço para que eu não esteja aprendendo nada de errado com os livros dele.

Nesse sentido, muitos poderiam já apontar uma certa apropriação cultural, e podem não estar completamente errados, apesar de que no Brasil uma quantidade razoável de brancos seguem e frequentam os centros de religiões de matriz africana. A parte tranquila do livro com relação a isso é que o autor foi bastante sábio e não incluiu personagens obviamente negros no enredo (com exceção dos deuses africanos, claro), o que o exime da armadilha mais óbvia de apropriação cultural e falsa representação.

Independentemente disso, é bom termos na literatura nacional um livro de teor sobrenatural com um fundo de matriz africana. Acho importante. Só podia ser melhor se o autor fosse negro.

Então, sem considerar esses pontos, que não tenho posição nenhuma para julgar, o livro do carioca é sim, bem escrito. A história é contada de forma alternada, entre o mito da luta dos orixás e o mundo atual, onde temos um provável alterego, o publicitário Newton, que se vê envolvido numa trama sobrenatural e procura ajuda na internet para entender o que aconteceu com ele. Enquanto a parte mítica da história é contada de forma mais clássica, a história de Newton é narrada através de emails que a personagem envia para um desconhecido que prometeu conseguir explicar tudo o que aconteceu e que ele não consegue lembrar ou entender.

A alternância entre essas histórias torna o livro bastante dinâmico e divertido, e P.J. Pereira foi bastante cuidadoso e habilidoso nas trocas narrativas. Se a parte mitológica estiver bem pesquisada, imagino que a leitura seja menos interessante para quem entende do assunto, mas esse não foi o meu caso e o estilo do autor torna o mito bastante acessível e prazeroso de ler.

Pessoalmente, como leitora pouco assídua de literatura brasileira, uma das graças do livro foi justamente ler sobre coisas familiares (a história se passa em São Paulo) e personagens fáceis de se identificar (com exceções, claro). Mas não posso desmerecer a prosa, que me agradou por ser bastante jovem e descontraída.

Mas nem tudo são flores. Apesar do prefácio do terceiro livro da série afirmar que os livros podem ser lidos separadamente, isso não é verdade com relação ao primeiro e segundo volumes. O livro do silêncio tem um gancho daqueles que não dá para ignorar. Então fica a dica, leia o primeiro livro já tendo o segundo em mãos, para garantir uma leitura sem estresse, assim como P.J. Pereira tem o seu lugar garantido no inferno dos autores que deixam ganchos em seus livros.

Nota 8,5.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Desafio Literário 2019



2018 não foi um ano fácil para muita gente, eu inclusive. Mas 2019 também promete ser igualmente ou até mais difícil.

Como leitora compulsiva, uma das minhas formas de lidar com momentos muito difíceis é ler, ler muito. 

Então, em 2019 decidi participar de não só de um, mas de dois desafios literários!

Confesso que uma das razões para isso não é só porque acho que terei um ano complicado me aguardando, mas também porque ajudei a montar um desses desafios. (puro orgulho!)

E já que ando muito na vibe vamos ver o que vai acontecer e agir de acordo, esse ano não pretendo montar um lista prévia de leituras. Já tenho livros demais na minha lista de livros para ler, então pretendo escolher livros dessa lista de acordo com os temas.

Então vamos lá!

Os Desafios Literários que seguirei esse ano são: 

Desafio Literário Popoca - criado por mim e alguns amigos de longa data
Desafio Literário Corujesco - desafio que faço há alguns anos e não pretendo abandonar só porque criei um também

Agora vamos aos temas!!!

JANEIRO
Popoca: primeiro livro de uma série
Corujesco: tema livre 
Janeiro vai ser um mês super light, temas incrivelmente fáceis! Aliás, já li dois. Aguardem as resenhas.

FEVEREIRO
Popoca: livro com uma festa na história como um momento marcante
Corujesco: um clássico brasileiro
Confesso que ainda não decidi o que vou ler. Deixa chegar mais perto...

MARÇO
Popoca: livro escrito por uma mulher que tenha uma personagem principal guerreira
Corujesco: um livro sobre música
Considerando a minha biblioteca lotada de coisas sobre música árabe e com maravilhosas autoras mulheres, estou prevendo que vai ser um mês tranquilo de encontrar títulos

ABRIL 
Popoca: livros com comida como algo importante para o plot
Corujesco: um livro com adaptação a ser lançada em 2019
Hum... esses são temas menos óbvios, ainda bem que tenho alguns meses para pensar

MAIO
Popoca: livros com um casamento na história como algo importante
Corujesco: livro com um protagonista anti-herói ou vilão
Fácil! É só pegar um desses livros de releitura de contos de fadas do ponto de vista da vilã, mata os dois temas com um só livro, porque sempre tem um casamento...

JUNHO
Popoca: livro com um mês ou a palavra mês no nome
Corujesco: uma obra latino-americana
O tema do Popoca vai ser resolvido com uma busca na minha biblioteca do kindle! E o corujesco... bom, não falta livro de autores latino-americanos na minha lista de livros para ler

JULHO
Popoca: Graphic Novel
Corujesco: um livro ambientado nos anos 20
O tema do Popoca vai ser muito fácil, já o corujesco vai demandar um pouco mais de pesquisa.

AGOSTO
Popoca: livros sobre desgraças, distopias e desgostos
Corujesco: um livro com personagens que não sejam humanos
Dois temas razoavelmente fáceis de se encontrar, com algum esforço dá até para fazer um dois em um.

SETEMBRO
Popoca: um livro lançado no ano que você nasceu
Corujesco: um livro escrito por alguém até 30 anos
Ainda bem que hoje temos tantas ferramentas de busca! Vou precisar para encontrar livros lançados em 1982. Já o livro escrito por alguém de até 30 anos... do jeito que hoje em dia tem adolescente publicando coisas vai ser moleza.

OUTUBRO 
Popoca: livros sobre fantasias, monstros e fadas
Corujesco: uma releitura
O que mais tenho é livro de fantasia, não vai ser um problema. Já a releitura... tenho algumas releituras de contos de fadas na minha lista de livros para ler.

NOVEMBRO 
Popoca: livros de autores negros
Corujesco: um livro escrito a quatro mãos
Ainda bem que tenho comprado livros de autoras negras, não vai ser um problema. Já livros escritos a quatro mãos... confesso que não tenho muitos para escolher, vai ser no esquema ler o que tiver disponível!

DEZEMBRO
Popoca: livro que se passe no Natal ou seja relacionado ao Natal
Corujesco: tema livre 
Confesso que quando montei o desafio do Popoca eu escolhi esse tema de propósito, porque eu gosto de ler livros desse tema em dezembro, então, vai ser moleza! Até porque ninguém merece se descabelar no final do ano, já basta o final do ano!

Independentemente dos temas, uma coisa que pretendo fazer esse ano é ler mais livros físicos. Mas não sei o quanto conseguirei cumprir dessa meta... vamos ver até o final do ano!

E foi iniciada a corrida!

Just Give Me a Cool Drink of Water 'fore I Diiie: Poems



SPOILER FREE

Quem frequenta o blog sabe que eu tenho lido poesia com alguma frequência, e que Maya Angelou foi descoberta e amada no ano passado. Desde então eu tenho colecionado alguns livros dela no kindle, e eles só não foram rapidamente devorados porque a lista de livros para ler só cresce.

Just Give Me a Cool Drink of Water 'fore I Diiie: Poems é um dos livros mais antigos da autora americana, e a primeira coletânea de poemas dela, publicado originalmente em 1971. Esses são detalhes importantes, porque apesar do livro ser maravilhoso, não é tão bom quanto Letter to my daughter. Acredito que seja uma questão de amadurecimento da Maya como poetisa.

A data da publicação também é importante, porque o livro é bastante político e carregado de mensagens da luta pelos direitos civis dos negros nos EUA entre os anos 60 e 70. Por mais que esse seja um tema recorrente em todo o trabalho de Maya Angelou, esse livro me pareceu um pouco mais contundente.

No final das contas, acredito que tenha sido mais uma questão de expectativa minha do que de algo relacionado à autora, porque eu esperava uma coisa muito mais sublime, e o livro é "só bom". Como se isso fosse um defeito, ha.

Mas definitivamente não é o auge do trabalho dela.

Nota 9.

Crafting A Daily Practice

 
 
SPOILER FREE
 
Essa autora eu descobri meio que por acaso pela Amazon, ela escreve romances e livros esotéricos (na linha Wicca mais ou menos). Coisas estranhas que aparecem por aí e de repente a gente se anima, sabe?

Então, ainda não li nenhum romance dela, mas eles são bem cotados na Amazon americana, e por curiosidade, e porque o conteúdo me pareceu interessante, acabei comprando esse aqui.

Crafting a daily practice promete uma espécie de curso express sobre como criar e manter uma prática espiritual diária. Como eu bem gosto desse tipo de coisa resolvi ver qualé a do livro. E ele entrega exatamente o que promete.

O livro é extremamente curtinho e resumido, o que é interessante na hora de colocar em prática as ideias propostas. As ideias também são interessantes e eu gostei especialmente de algumas meditações sugeridas pela autora.

Mas, sempre tem um mas, ao ler o livro descobri que a T. Thorn Coyle tem outro livro sobre o mesmo assunto, e o outro livro parece ser bem mais completo e profundo. O outro livro em questão é citado com tanta precisão que vem até a localização do kindle dos capítulos sugeridos como leitura complementar.

Detalhe: essas leituras complementares incluem apenas esse outro livro da autora, não tem nenhuma indicação de outras leituras.
Confesso que achei uma afronta.

Compensada pelo fato que curti bastante o livro de forma geral. Tanto que já procurei o tal outro livro e coloquei na minha wishlist para esperar ele entrar em promoção. Eu passo vergonha, mas sou sincera.

Nota 8,5.