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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A triste história de Barcolino, o homem que não sabia morrer


 

 SPOILER FREE

Nada como abrir o Desafio Literário Popoca de novembro, com o tema livros de autores africanos, com um autor novo para mim, Lucílio Manjate, de Moçambique!

Pouquíssimo conhecido em terras tupiniquins, Lucílio Manjate foi publicado por aqui pela editora Kapulana, especializada em autores africanos e portugueses (fica a dica para conhecer outros nomes). Tenho a felicidade de ter alguns volumes da editora, e garanto que vale o investimento, são edições muito bem cuidadas.

A triste história de Barcolino, o homem que não sabia morrer não é exceção desse esmero, tanto a edição física quanto a digital. Com uma apresentação básica do autor para quem cof-eu-cof nunca ouviu falar dele e não tem a menor ideia cof-eu-cof do cenário literário de Moçambique. Mas isso é só o aperitivo, o texto de Lucílio Manjate realmente vale o esforço de procurar o livro por aí.

Ganhador de diversos prêmios em Moçambique, em A triste história de Barcolino, o homem que não sabia morrer, o autor traz uma história com um quê de realismo fantástico, onde o pescador Barcolino desaparece nas águas do Oceano Índico e ninguém sabe dizer com certeza se está vivo ou morto. Apesar de curtinha, a história tem uma poética singular que te prende a cada palavra.

O português está no original moçambicano, o que traz um sabor diferente ao livro, além de ser necessário algumas notas de rodapé em determinados momentos, todas bem colocadas pela editora. Mas mesmo assim, sinto que eu precisava entender mais de Moçambique para captar toda a beleza e profundidade de Lucílio. Pretendo procurar mais livros do autor para isso, vale a pena.

Nota 9.

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