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sábado, 25 de agosto de 2018

Please Don't Tell My Parents I've Got Henchmen



SPOILER FREE

Esse é o terceiro livro da série do Richard Roberts "Please don't tell my parents", confesso que estava com saudades da Penny e já fazia tempo demais entre um livro e outro da série para uma leitura "saudável".

Na verdade, acho que deixei passar um pouco desse tempo. Li o último volume em 2015, fazendo um pouco mais de 3 anos entre um livro e outro, o equivalente a um pouco mais de 200 livros entre um volume e outro da série. Não foi uma boa ideia. Confesso que fiquei bastante perdida com diversos personagens secundários.

Claro que os personagens principais e a vilã mais carismática eu lembro bem e adorei revê-los, em compensação, os inúmeros personagens secundários entre os colegas de escola, mocinhos e vilões, ficou tudo uma grande confusão. Eu não lembrava nem do nome, nem dos poderes e nem do que tinha acontecido com eles. E a leitura de "Por favor não conte para os meus que eu tenho capangas" (em tradução livre minha) sofreu bastante com isso.

As histórias do Richard Roberts são absurdamente fofas, mas a escrita não é das melhores, tendendo a ser confusa. Some-se a isso o fato de que eu não lembrava quem era quem e você percebe a minha dificuldade em aproveitar plenamente a leitura.

Apesar dos problemas (meus e do autor), a leitura é divertida e Penny é irresistivelmente fofa. Tanto que já emendei com o quarto livro da série! (Não vou cometer o mesmo erro de novo). Nada como ler personagens crianças que realmente são crianças! Eu queria muito que o livro estivesse traduzido para o português... acho que seria um sucesso.

Nota 8.

Livros anteriores:

Please don't tell my parents I'm a super villain
Please don't tell my parents I blew up the moon

sábado, 8 de setembro de 2018

Please Don't Tell My Parents You Believe Her



SPOILER FREE

E finalmente cheguei no final da série "please don't tell my parents"!

O quinto livro da série foi uma grande surpresa, por ser o mais profundo de todos eles e o mais bem escrito. "Please don't tell my parents you believe her" tem várias camadas e fases, começando de forma bastante triste e deprê, passando por momentos de pura comédia e mais do que tudo isso, é um livro sobre superação.

A personagem principal, Penny, precisa se virar numa situação totalmente absurda e sem os seus amigos para ajudar, saindo completamente da sua zona de conforto e tendo que lutar contra o pior inimigo que poderia surgir: ela mesma. 

Não poderia haver melhor desfecho para essa história tão fofa e divertida. É preciso tirar o chapéu para Richard Roberts, ele acertou em cheio!

O livro poderia ser melhor? Sim, o autor tem ideias incríveis mas não é nenhum escritor brilhante. Mas o resultado é muito legal e vale a pena cada página de cada livro.

Eu ainda queria muito que eles fossem traduzidos para o português. Se eu fosse criança eu amaria demais ler esses livros, e eu acho que precisamos de mais livros infanto-juvenis de super-heróis onde a personagem principal é uma menina tão incrível. Penny entrou para o meu hall da fama.

Nota 9.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Wild Children



SPOILER FREE

Ainda na minha cruzada pessoal para esvaziar o meu kindle, resolvi ler outro livro do autor da série "please, don't tell my parents I'm a supervillain". Dessa vez, Richard Roberts traz um novo mundo, até bem parecido com o nosso em alguns aspectos religiosos, onde crianças podem sofrer uma espécie de transformação onde elas ganham características físicas de diferentes animais, essas crianças são chamadas de "wild chindren" (crianças selvagens).

A premissa é que os animais que as crianças se transformam seriam manifestações físicas dos traços mais fortes de suas personalidades, porém, não se sabe exatamente o porquê, nem sempre as coisas acontecem exatamente da forma que deveriam.

O livro é dividido em diferentes capítulos, onde cada capítulo é narrado por uma wild child diferente, contanto a sua experiência de transmutação e de vida como uma wild child, com direito aos preconceitos envolvidos no processo e mudanças na sua rotina. Porém, conforme as personagens vão sendo apresentadas, elas muitas vezes reaparecem nos capítulos subsequentes, dando uma ideia melhor de como o mundo onde existem wild children funciona, e também da história da sociedade onde elas vivem, especialmente de como os adultos lidam com elas.

De forma geral, esse livro é mais bem escrito do que "please, don't tell my parents", e a capacidade imaginativa do autor é absurda, é pura fantasia. O mundo das crianças selvagens é lindo e ao mesmo tempo perigoso, suas histórias são poéticas e às vezes trágicas, como se o autor pegasse diversas características do mundo real e simplesmente as tornasse mais fortes e incluísse elementos fantásticos que dão um colorido extra único.

Outro fator interessante é que o livro é infanto-juvenil, mas não fica poupando o leitor, o que eu, pessoalmente, acho fantástico.

O único "defeito" desse livro, para mim, é o final. Eu esperava algo mais apoteótico, que desse de alguma forma uma sensação de finalização para as personagens que acompanhei ao longo do livro, então o final me deixou chupando o dedo. O que, definitivamente, não invalidou todo o prazer que senti ao longo da leitura. Valeu a pena cada uma das das quinhentas páginas.

Nota 8,5!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015

2015 foi um ano difícil. Foi muito complicado chegar na meta dos 50 livros, que bati no apagar das luzes do ano, e foi um ano em que atrasei a leitura de muitos temas ao longo do ano. Nesse sentido espero mesmo que 2016 seja mais produtivo e pontual.

Foi também um ano de grandes contrastes. Tiveram livros absolutamente sensacionais e livros que me deram muito trabalho para ler até o final. Uma certa falta de paciência da minha parte certamente não ajudou os livros mais complicados.

Mas, lembrando de tudo desde o início, 2015 começou bem, com Valter Hugo Mãe, no seu sensacional (mas pesado, ô ano pesado) "apocalipse dos trabalhadores". Já virei fã de carteirinha do autor português, tão fã que estou me dispondo a conhecer ainda mais autores lusitanos em 2016. Em seguida, consegui terminar um livro que na verdade eu havia começado no ano anterior, "The old magic of Christmas" foi um livro que achei absolutamente maravilhoso, e que eu realmente gostaria de ter terminado de ler durante a época "correta", mas que vale a leitura em qualquer momento do ano. Ainda na onda de início do ano, entrei numa vibe "vou arrumar a minha casa" e li "Miss Minimalist", que foi interessante, mas minimalismo não combina muito comigo, pretendo ler mais sobre arrumação com outros autores no futuro. Ah, a arrumação foi terminada, mas os descartes estão até hoje num canto da casa, uma vergonha.

Depois de tanta leitura informativa ou pesada, entrei na onda da fantasia e li em seguida "The tenth life of Mr Whiskers", que foi fofo demais e eu bem que queria que tivesse mais para ler, "The museum of literary souls", do genial John Connely, outro autor que entrou para a lista de favoritos e agora fico aguardando novos lançamentos. Então fiz uma pequena pausa para ler o clássico "Romeu e Julieta", que, assim, achei ruim, dentro de tudo que já li de Shakespeare, não consigo entender o sucesso dessa obra em específico e nem toda a mitologia em torno do romance, que é muito mais tragédia do que qualquer coisa. Depois disso, só voltando para o gênero da fantasia para tirar o grude do açúcar, então li "Anna dressed in blood", que me surpreendeu tanto que levou uma nota 10 e a sua continuação está na minha wish list da Amazon, aguardando uma queda significativa no seu preço para que eu compre.

Depois de tanto tempo lendo coisas em inglês, fiz um detox com "A confissão da leoa", do moçambicano Mia Couto, porém a leitura foi mais pesada do que eu esperava, e eu simplesmente precisei fazer um detox do detox com Neil Gaiman, com a graphic novel "The sleeper and the spindle". Neil Gaiman é Neil Gaiman, ele faz parte daquela lista de autores de quem eu leria até a lista de compras do supermercado. Mas o livro era muito curto e rápido, então, ainda em fevereiro eu consegui ler "The book of life", último livro da série "discovery of witches". Essa série é daquelas que me deixa triste, tinha tanto potencial para ser fantástica mas é simplesmente medíocre. Uma pena.

A partir de então a velocidade de leituras desandou para o resto do ano, em março eu resenhei apenas um livro, "O jogo de Ripper", da maravilhosa Isabel Allende, muitíssimo recomendado. Mas depois consegui colocar em dia, com outro fechamento de série, "The ruby circle", da série "Bloodlines", outra série cujo potencial não foi realizado, mas que é ainda mais triste, visto que a autora já fez melhor antes. Depois me deprimi profundamente ao ler a autobiografia da divina Isadora Duncan, "Minha Vida", e segui as leituras para o oriente, com a iraniana Marjane Satrapi em "Frango com ameixas", que é muito bom, como as demais obras dela, e o egípcio ganhador do nobel de literatura, Naguib Mahfouz em "O jogo do destino", que é bom, mas dentro do trabalho do autor deixa muito a desejar.

Depois desse passeio, voltei aos livros "young adult", com o sensacional "The Duff" (não vejam o filme!), super super super recomendado. Daí terminei abril com o fundo do poço "Outlander", detestei demais o livro, acho que nada se salva na história, talvez a pesquisa histórica, mas sério, se eu quisesse ler um livro só sobre isso não teria escolhido um romance, muito menos esse romance.

Junho começou bem melhor, com a original continuação da história de Penny em "Please don't tell my parents I blew up the moon", apesar dos problemas técnicos o enredo é tão legal que em 2016 eu pretendo ler outros livros do autor. Em compensação, segui para um livro que me decepcionou, "The secrets of Egypt", da bailarina portuguesa Joana, pois achei que o texto foi um grande tiro pela culatra. Pelo menos, o que veio depois foi o clássico "História sem fim", que apesar de ficar meio lento no meio, é tão lindo e poético e perfeito que simplesmente me arrebatou.

O mês continuou muito bem, no extremo oriente, com o japonês "O incolor Tsukuru Takazi e seus anos de peregrinação", um exemplo perfeito do que é literatura oriental. Para melhorar ainda mais, li "Choreographic Politics", uma obra imperdível para quem gosta de danças folclóricas ou étnicas. Depois, deu uma amornada com "O legado de Arn", cujo conteúdo histórico era muito, mais muito mais interessante do que o livro em si. Pelo menos eu recuperei o ânimo com o nada tradicional "Real vampires don't sparkle", que apesar de bobo é tão divertido que quase ganhou a nota máxima. Fechando o mês veio "Bloodchild", uma coleção maravilhosa de contos da premiadíssima Octavia E. Butler.

Logo em seguida, por pura falta de controle, li a continuação "Real vampires do it in the dark", porque livros "pipoca-trash" às vezes são necessários para a sanidade mental de uma pessoa. Depois a coisa deu uma boa esfriada com "Pó de lua", que simplesmente me pareceu muito melhor na livraria do que na hora de ler de verdade. Pelo menos "Barbe bleue", da minha autora favorita Amélie Nothomb, veio em socorro do mês de julho para ter pelo menos uma leitura de alta qualidade.

Em agosto tudo virou de cabeça para baixo e eu não li nada. A partir daí, tudo ficou atrasado.

Setembro foi uma correria para tentar colocar alguma coisa em dia e ainda comemorar o meu aniversário. Foi quando li "A leitora do Corão", que é bom, mas eu esperava mais. Depois li "Horns", porque amei o filme e precisei ler o livro, que é ainda melhor que o filme. O problema é que depois afundei na série "Instrumentos Mortais", que apesar de ter sido avisada por amigas que não conseguiram ler tudo, eu insisti em ler até o final. Perda de tempo e de paciência... Aí, resolvi arriscar em um autor português contemporâneo, o que foi uma escolha acertada, se fosse meio depressiva, pois "Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas" é sensacional, mas triste demais.

Outubro foi outro mês morto e cheio de atrasos. Esse ano foi difícil...

Então novembro precisou começar leve, com "LOL", da mesma autora de "Duff", só que o livro não era tão bom quanto o primeiro. Então apelei novamente para Octavia Butler, com "Kindred", que devia ser leitura obrigatória para todos, apesar de ser muito pesado. Ainda bem que o planejamento de leituras foi seguido pelo maravilhosamente leve e divertido "The Duke and I", que foi tão bem avaliado que levou a mais duas leituras até o final do ano.

Só que antes eu li a "Trilogia Milenium", que me deixou absolutamente viciada e vidrada na Salander, personagem feminina das mais interessantes que já li na vida, e isso não é dito levianamente. Finalizando o mês, pequei a rainha do mistério, Agatha Christie, com "Um corpo na biblioteca", que é um livro dentro dos padrões da inglesa, o que significa que é bom.

E finalmente chegamos a dezembro, o mês da correria para cumprir prazos e metas do ano. E 2015 foi um ano chato e complicado até o final.

Começou com "At the mountains of madness", que é um clássico do H.P. Lovecraft, que foi interessante, apesar de lento. Aliás, dezembro foi o mês dos livros lentos, porque a louca aqui continuou com "Notre Dame de Paris", um modelo de como fazer livros lentos. Fiquei tão desesperada que apelei para as continuações de "The Duke and I", "The Viscount who loved me" e "An offer from a gentleman", que não foram tão bons quanto o primeiro volume.

Fechando o ano, ainda consegui ler "The King of Taksim Square", que muito me agradou, afinal sou apaixonada por literatura oriental, e "Tea with the black dragon", uma fantasia com uma estrutura interessante, mas a escrita da autora deixou a desejar.

Na média, o ano foi bastante inconstante, com muitos altos e baixos, segundo o Goodreads, eu li mais de 16 mil páginas esse ano. Razoável, não? Com uma média de 343 páginas por livro nos 50 livros devidamente lidos. Cravei a minha meta! Mas foi suado...

Para 2016 eu espero algo mais tranquilo. Manterei a meta de 50 livros, mas vamos ver se vai ser melhor.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desafio Literário 2016

Para o ano de 2016 pretendo seguir apenas um Desafio Literário, o proposto pela Coruja do blog Coruja em Teto de Zinco Quente. Como 2015 foi um ano complicado, e eu sou uma pessoa minimamente realista, também manterei a minha meta de livros: 50. Se 2016 for melhor do que 2015, talvez eu seja mais animada em 2017. Mas vamos ao Desafio Corujesco e o que eu estou programando para 2016!

Janeiro:
Um Livro Escrito em Cartas
Bônus: Existe alguém – personagem fictício ou real – que você adoraria bisbilhotar a correspondência? Por quê?
Para esse tema eu separei os seguintes títulos como opções:
The Perks of Being a Wallflower
Dracula
Love, Rosie
we need to talk about kevin

O que eu conseguir ler dessa lista ficarei satisfeita, até porque não tenho todos os títulos ainda!


Fevereiro:
Um Livro Vencedor de Algum Prêmio
Bônus: que motivos você acredita terem levado os jurados a escolherem o livro que você leu?
Prêmio nobel: Alice Munro
Prêmio hugo: Redshirts
Prêmio nebula: Dune

Março:
Um Livro de uma Lista
Bônus: Que tal fazer sua própria lista dos seus livros favoritos que você acha que todo mundo tem necessariamente de ler? Ou de livros que VOCÊ acha que você não pode morrer sem ler?
Lolita
100 anos de solidão
Jane Eyre


Abril:
Um Livro com Título Bem Longo
Bônus: Todos os pontos para quem conseguir encontrar um título com mais de dez palavras (mas, veja bem, tem de ser o título, não conta o subtítulo!)
How to tell if your cat is plotting to kill you
zen and the art of motorcicle maintenance

Maio:
Um Livro Escrito por uma Mulher
Bônus: você acredita que existe algum tipo de diferença na forma como homens e mulheres escrevem? Por quê?
Não separei nada porque tenho tantos livros de autoras mulheres que é muito fácil escolher. São tantas opções... e é bom ter uma certa flexibilidade.

Junho:
Um Livro com um Personagem Animal
Bônus: qual a diferença entre escolher um protagonista humano e um animal? Personificar animais leva sempre a alegorias?
Segundo livro da série Nárnia

Julho:
Um Livro de Não-Ficção
Bônus: escolher um livro sobre alguma área que você não conhece. Nada como aprender algo completamente novo!
livro sobre fermentação (sim, eu tenho um)

Agosto:
Um Livro com Número no Título
Bônus: se o título do seu livro for apenas números, sem palavras.
Julio Verne (várias opções de livros com números no título)

Setembro:
Um Livro Publicado no Ano do seu Nascimento
Bônus: qual era o contexto da época em que o livro foi escrito (e você nasceu)? Existe alguma reflexo desse contexto na obra?
The color purple
Tia Julia e o escrevinhador

Outubro:
Um Livro com Título de uma Palavra Só
Bônus: se o seu título não é o nome de um personagem, mas uma palavra que não te entregue de imediato do que se trata a história.
Neverwhere

Novembro:
Um Livro para Terminar em Um Dia
Bônus: quanto tempo você levou para ler? Qual a sua velocidade média de leitura?
Um livro do autor Ondjaki.

Dezembro:
Um Livro Publicado esse Ano
Bônus: você tem algum livro pelo qual esteja esperando ansiosa para o próximo ano?
Ainda não escolhi... mas tenho 2016 todo para isso, quem sabe lança a continuação de "Please don't tell my parents"?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Retrospectiva Literária 2016



2016 foi um ano cheio de altos e baixos literários, e vou me ater apenas a esses tipos, porque senão precisarei escrever um livro inteiro sobre o assunto.

Foi um ano em que bati a minha meta inicial de 50 livros ainda com folga para aumentar a meta para 60 e batê-la novamente! (pausa para dancinha da vitória)

Foi também um ano de livros muito bons e livros muito ruins... mas vamos ver com um pouco mais de detalhe isso.

JANEIRO

O ano começou o romance água com açúcar "Love, Rosie", que veio para cumprir o tema de "livros escritos em cartas", mas que se revelou uma história absolutamente antiquada, o que me fez questionar como ele virou um best-seller. (é simples na verdade, tem muita gente retrógrada nesse mundo)

Depois veio "As vantagens de ser invisível", ainda no mesmo tema, e que veio para contrabalançar o início do ano, que não poderia ser de todo ruim. O livro, que também virou filme, é sensacional, e indico para todo o mundo. Aliás, vi o filme, e também curti, mas o livro é melhor!


FEVEREIRO

No histórico do blog diz fevereiro, mas a resenha saiu atrasada! O livro "Drácula" foi uma leitura de janeiro, ainda com o tema "livros escritos em cartas", e, na verdade, foi uma releitura extremamente apreciada. Não é a toa que é considerado um clássico.

Em seguida, li o livro "Garota exemplar", que virou filme concorrente ao Oscar de 2015, que, sim, é um excelente livro, mas... poderia ser melhor. O que não me impedirá de ler mais livros da autora.

Depois de ler "um quase Oscar", foi a vez de uma vencedora do Nobel de Literatura, a canadense Alice Munro, com "Dear Life", até porque o tema de fevereiro era um livro ganhador de prêmio! No caso do Nobel, quem ganha o prêmio é o autor, não uma obra em específico, mas isso é só uma tecnicalidade.


MARÇO

O mês de março começou com uma resenha atrasada (que vou culpar no Carnaval sem nem olhar o calendário), do livro "The five stages of Andrew Bradley", que ainda não foi traduzido para o português, o que é simplesmente uma tristeza, porque o livro é simplesmente maravilhoso.

E desde o início de 2016 o problema do Kindle já se fazia presente, o que direcionou as duas leituras seguintes, "Se eu ficar" e "The witch's broom". A primeira é um romance armadilha, que tem uma adaptação razoável para filme, mas, claro, o livro é muito, muito melhor, e que surpreende pela ausência de relacionamentos abusivos sendo retratados como exemplo de romance. O segundo é um livro de coletânea de mitos e histórias relacionadas a vassouras, um tema bem gostoso para seguidores de linhas religiosas pagãs.

ABRIL

Abril foi um mês super produtivo em matéria de leituras! Foram 7 resenhas, sendo que os dois primeiros livros resenhados na verdade foram lidos em março, mas quem liga?

O mês começou com um dos meus autores de infantojuvenil favoritos da atualidade, Richard Roberts (aquele dos livros "Please don't tell my parents I'm a Supervillain"), e que me doem o coração ao pensar que ainda não foram traduzidos para o português... Dessa vez eu li "Wild Children", uma espécie de fábula absolutamente fofa! Depois mudei completamente de ares, com a continuação de "O iluminado", escrita e ambientada mais de 20 anos depois, "Doutor Sono", que foi o ponto alto das leituras de março, de tão maravilhoso.

Para continuar numa onda sensacional de livros bons, peguei o clássico "O velho e o mar", que foi o meu primeiro livro do Hemingway (não julguem), e que eu gostei tanto que faltam palavras para expressar meu amor por esse livro. Seguindo pelos clássicos, peguei um livro da mestre do mistério Agatha Christie, "O inimigo secreto", que, bom, não foi lá grandes coisas. Ninguém é perfeito.

Depois resolvi ler algo simplesmente diferente, pegando um livro da ucraniana Oksana Zabuzhko, "Fieldwork in ukrainian sex", que apesar de ser bem pesado, é tão bem escrito e tão poético que simplesmente vale a leitura e as lágrimas. Já tenho outro livro da autora no meu Kindle, quem sabe ano que vem? Ah, ela também ainda não foi traduzida para o português.

Depois de algo tão denso, eu precisava de algo bobo e leve para desobstruir a cabeça, então peguei a série de tirinhas sobre gatos "How to tell if your cat is plotting to kill you", que é até fofinho, mas infelizmente deixou a desejar, apesar de se encaixar no tema do desafio literário, que era livros com títulos longos. E, por fim, eu estava precisando pesquisar para um trabalho, e peguei o livro maravilhoso da Djamila Henni-Chebra, "Les danses dans le monde arabe", que indico para todos os estudiosos de dança do ventre e outras danças orientais.

MAIO

 Maio já não começou tão bem... "Zen e a arte da manutenção de motocicletas" foi um livro que custei a conseguir ler até o final. Com um ritmo lento e com um tema que eu simplesmente não me identifiquei. Tanto que ao seguir para o tema do mês do desafio literário, que era livros escritos por mulheres, apelei para um chick-lit (já reparou no padrão?) bem bobinho, "Dating the devil", que foi surpreendentemente divertido. E como esse livro foi curtinho, e eu precisava de uma fase mais longa de "detox", emendei com outro chick-lit, "Party girl", que parece ser uma versão de empresas de eventos de "O diabo veste Prada".

Em seguida, comecei a grande saga de livros do ano, com "Trono de Vidro", que simplesmente acabou virando o meu novo padrão para histórias de aventura com protagonistas femininas. Celaena é o máximo e para uma personagem feminina ser realmente sensacional precisa chegar ao nível dela. Isso vai explicar em parte a minha desilusão com a próxima série do ano, aguardem. Ainda em maio, li mais dois livros dessa série, "Coroa da meia noite" e "Herdeira do fogo".


JUNHO

E junho ainda foi continuação da saga, com "Rainha das Sombras", que desde então foi publicado em português! Para o próximo ano, já tenho o livro de contos relacionados com os personagens da saga e estou apenas esperando baixar o preço do volume 5. E se bobear, ainda começo a ler a outra saga da autora.

Depois li um dos livros mais legais sobre criatividade que já vi (não que tenham sido muitos...), "Roube como um artista" me surpreendeu de forma positiva, e depois ouvi opinião de diversas pessoas sobre o livro, todas positivas também. Então, já viu que o livro é sim uma boa indicação.

Ainda na vibe de literatura feminina, peguei "The light of the world", que foi simplesmente o livro mais bonito que li esse ano. E mais um livro que ainda não foi traduzido (acho que o mercado editorial brasileiro anda comendo mosca). E como o livro foi escrito por uma poetiza, terminei com vontade de reacender a leitura de poesias na minha vida (falaremos novamente sobre isso adiante), e por isso segui com "As poesias de Sapho de Lesbos", que me deixou chateada, porque imaginei uma coisa mas o livro era outra.

E como o problema do kindle estava se tornando grave, resolvi matar leituras leves e rápidas, tudo para esvaziar o bichinho, então peguei a saga da minha amiga e escritora Vivian Wolkoff e li todas as seasons de Blood Red, sua nova série sobre vampiros, e ainda em junho li as Season 1 e Season 2.

JULHO

Comecei o mês terminando que já foi publicado da série Blood Red, com as Season 3 e Season 4. E segui com leituras de escritoras mulheres porque sim, com o maravilhoso, sensacional, uma obra prima, "Hibisco Roxo". Mas como esse livro é daquela seara dos livros pesados estilo tapa na cara, acabei por continuar as leituras com a quase novela das 6 "A modern witch".

Depois li uma indicação do blog Coruja em Teto de Zinco Quente, "Alucinadamente feliz" agora está na minha lista de livros para dar de presente para os meus amigos. É bom assim. E agora eu sigo o blog da autora (super vale a pena) e estou doida para conseguir seus outros livros (desde então ela lançou um livro de desenhos que promete ser maravilhoso).

Então, não tive como escapar do tema do desafio literário do mês, que era um livro com números no título, e escolhi um dos meus novos autores favoritos de terror, e filho do mestre King, Joe Hill, com "Nos4a2". Inclusive já tenho mais livros dele no meu kindle, quem sabe lerei outro dele no próximo ano, porque o rapaz está arrasando.

E aí, entrei em outra saga... aquele esquema de esvaziar o kindle, que está se tornando uma tarefa ineficaz pelo visto. Infelizmente dessa vez não dei sorte, "Through the door" é beeeeeem ruim.

AGOSTO

Infelizmente eu tenho a mania de ler livros e sagas ruins até o final, então continuei com a tortura que foi ler as continuações "Into the fire" e "Among the unseen". Absolutamente deprimente.

Tão deprimente que precisei de algo que me levantasse o espírito, e escolhi Terry Pretchett! "Dragons at Crumbling Castle" é um livro de contos delicioso de ler, obrigatório para fãs do autor. Em seguida li um dos livros mais originais desse ano, "The rest of us just live here" é muito bom! Fiquei com vontade ler outros livros do autor e assim que este for traduzido será devidamente distribuído para as crianças da família. E existe esperança nesse sentido, visto que outros livros do Patrick Ness já existem em português.

SETEMBRO

Setembro começou com uma saga curta da Gayle Forman, a mesma autora que eu já havia lido em março, e que apesar de prometer muito no primeiro volume ("Apenas um dia"), deixou a desejar nos seguintes ("Apenas um ano" e "Just one night"), uma pena.

E só então entrei no tema de setembro, livros lançados no ano que você nasceu! E me dei super bem, pois o clássico "A cor púrpura" pertencia a essa lista de livros, e fiquei muito feliz com isso, porque o livro é muito maravilhoso.

Antes de começar o livro seguinte, que supostamente também era desse tema, e que eu só resenhei em outubro, acabei lendo o livro de tirinhas baseadas em citações "Zen Pencils", que apesar de não ter tradução do português, você pode encontrar todo o seu conteúdo no blog do autor.

OUTUBRO

Comecei o mês atrasada na resenha do outro livro que supostamente era do tema de setembro, "Tia Julia e o Escrevinhador", que na verdade não era do tema, uma certa confusão de datas... mas que valeu super a pena a leitura, porque o livro é maravilhoso. Daí entrei numa onda de ler sobre o mundo árabe para o meu novo trabalho, com "The Rise of the Islamic State", do jornalista Patrick Cockburn, que super recomendo para quem conhece pouco sobre o assunto (sim, o livro foi traduzido para o português).

Mas entre uma leitura séria e outra teve a continuação "P.S. I still love you", e o livro tema do mês "Neverwhere" (tema: livro com títulos de uma palavra só), que infelizmente deixaram um pouco a desejar.

Mas aí eu li o livro de outro jornalista, "Robert Fisk on Algeria", que apesar de um pouco repetitivo foi melhor que do Patrick Cockburn. Virei fã do Robert.


NOVEMBRO

E então chegamos a um dos meses em que mais li, porque o tema do mês era livros para ler numa sentada só, e aí, foi uma profusão de livros curtos, entre eles: "Azul é a cor mais quente", "O paraíso são os outros", "Marvels" e "O árabe do futuro". Entrecortado por outros livros, como o outro livro tema de outubro, "Soufflé", que foi maravilhoso, um livro histórico da Wicca, "Aradia - Gospel of the Witches" e, por fim, um livro de poesia que li aos pouquinhos, "Songs of Experience", sensacional, do William Blake (eu disse que voltaríamos ao tema poesia!).

DEZEMBRO

Na verdade, acho que esse foi o mês que mais li... o que não faz o menor sentido, porque foi o mês mais enlouquecido do ano, em que mais fiquei enrolada. Talvez o estresse tenha tido algum papel nisso...

Mas o mês começou com um livro bastante interessante, "A lógica do cisne negro", que me fez procurar outros livros desse autor. Seguido por "O árabe do futuro 2", que simplesmente não consegui deixar de ler (aliás, consegui o terceiro volume em francês, aguardem!), depois veio o fofíssimo "Mary Poppins"! E porque não consigo ficar longe do Egito, li "Friendly Fire", que foi traduzido para o português, super recomendo. E então, terminei mais um livro de poesia, dessa vez "Elegias de Duíno".

E finalmente ataquei o tema do mês, um livro lançado em 2016, onde consegui ler no meu kindle lotado "This is where it ends", um livro muito interessante sobre mass shootings.

Daí, resolvi fazer número, e li a série inteira The lunar Chronicles, que poderia ser muito melhor do que é, com os volumes "Cinder", "Scarlet", "Cress" e "Winter". E porque 2016 não podia terminar bem com as tristes mortes da princesa Leia e sua mãe, acabei lendo uma porcaria, "The Vampire Next Door".

2017

Como só estou publicando isso em 2017 por motivos de doença maior, posso adiantar que o ano começou super bem, apesar do final trágico do ano anterior... aguardem só mais um pouquinho, porque esse ano tá prometendo! Até lá, tem o meu post sobre meu planejamento de leituras aqui.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Please don't tell my parents I blew up the moon



SPOILER FREE

Depois de ter me apaixonado pelo primeiro livro da série, eu fiquei doida quando o segundo volume entrou em promoção na Amazon, e menos de um mês depois eu já tinha lido a continuação de "Por favor não conte para os meus pais que eu sou uma supervilã".

E não fiquei desapontada! "Por favor não conte para os meus pais que explodi a lua" é quase tão bom quanto o livro original. A história continua super fofa e os personagens são sensacionais, o único "problema" é que não tem o mesmo frescor do primeiro livro, talvez porque o enredo não é tão bom quanto o do primeiro livro, mas continua valendo a leitura. Além disso, a escrita de Richard Roberts não é lá nenhuma Brastemp, como eu já disse na resenha anterior, mas as ideias são tão boas e divertidas que isso simplesmente não é importante.

Dessa vez a história se passa no espaço, onde a grande líder dos vilões manda a gangue "The Inscrutable Machine" cumprir uma missão, que obviamente sai do controle, e depois de uma quantidade absurda de confusões, encontros com humanos que vivem há décadas no espaço e mais alguns superheróis improváveis, uma certa lua acaba sendo explodida. Não era bem o que a personagem principal, Penny, queria, mas permite um gancho que promete muito para um próximo livro para a série. Espero que seja o último, odiaria ver uma ideia tão legal quanto essa ser estragada porque o autor resolveu esticar a história pra ganhar dinheiro.

Confesso que estou doida para esse livro sair em português, porque vou comprar para todas as meninas da família, é bom demais ver personagens femininas como a Bad Penny sendo trabalhadas para crianças, trazendo modelos diferentes de meninas como personagens principais. Penny não é uma princesinha, e não é nada indefesa, pelo contrário, é uma supervilã de primeira categoria, e se não bastasse é a líder da gangue! A gangue em si, "The Inscrutable Machine" é composta por mais uma menina, Claire, e apenas um menino, Ray, que apesar de ser o personagem super-forte do grupo, deve o seu poder a um soro feito por Penny, então, bem, já é fora do padrão. E tem outras personagens femininas fortes e interessantes, o que é muito legal.

Nada como um livro-pipoca de vez em quando, nota 8.



domingo, 26 de agosto de 2018

Please Don't Tell My Parents I Have A Nemesis



SPOILER FREE

Depois da experiência de sofrer para lembrar de todos personagens secundários no livro anterior, resolvi emendar a série até o final, já que eu tenho os livros.

Não tem nada de novo na história desse volume em si, o estilo continua o mesmo, a fofura continua a mesma. Porém, o final... tem um gancho muito muito muito chato. Confesso que fiquei surpresa, já li diversos livros do Richard Roberts e esse é o primeiro que ele resolveu fazer esse golpe baixo com o leitor. Nem entendi a razão, não é que esse livro em si tivesse tanta coisa para contar que realmente precisasse disso, ou que os fãs da série não fossem ler mais uma aventura. Se ele tivesse se organizado melhor na linha narrativa e não tivesse perdido tempo com momentos em que nada acontece de verdade... Enfim, achei desnecessário, chato e fora do comum para o autor. Espero que ele não pegue essa mania.

Apesar desse problema, a série em si continua muito legal de ler. Só não leia o quarto livro sem ter o quinto perto de você. Recomendado para todas as idades!

Nota 8.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Please Don't Tell my Parents I'm a Supervillain



SPOILER FREE

Então, estou super atrasada com minhas resenhas... mas essa época do ano é muito cheia de afazeres e o tempo se torna mais escasso.Não para ler, claro, mas certamente para escrever!

Confesso que esse livro eu comprei por causa do título. Simples assim. Quem poderia resistir a um livro chamado "por favor, não conte aos meus pais que eu sou uma super-vilã"? E eu gostei tanto dele que fiquei triste ao perceber que ele ainda não saiu em português e por isso eu não pude comprar para dar de Natal para as crianças da família.

Então, quanto ao conteúdo: o livro conta a história de uma pré-adolescente, que é filha de dois super-heróis aposentados (pense em algo estilo "Os Incríveis") e está ansiosa para os seus poderes aflorarem (ou não, aparentemente é algo meio aleatório), ela tem 2 melhores amigos, um menino bem nerd que não gosta de falar da própria família, e uma menina que também é filha de uma super-heroína. Quando finalmente os poderes dela aparecem, um acidente acaba fazendo dela e seus amigos os vilões da situação, e eles ficam com a fama. A partir daí a história é sobre como eles vão fazendo besteiras pela cidade, se envolvendo em diversas confusões com super-heróis e outros super-vilões enquanto tentam manter suas identidades "civis" secretas.

O livro se resume em uma palavra: fofo. É tão fofo e divertido que você fica chateadíssimo quando descobre que tem uma continuação. Não é uma sangria desatada, o arco principal da aventura apresentado nesse volume termina (ainda bem!), mas ficam diversos ganchos interessantes para o segundo livro, que deveria sair ainda esse ano, mas aparentemente não vai rolar.

Mas... o livro tem defeitos. O autor não é nenhum gênio literário, às vezes a sua escrita é meio dispersa, e você se pega relendo alguns parágrafos para tentar entender o que aconteceu (nem tente, o livro precisava mesmo é de uma boa revisão), porém a história é tão fofa e divertida (já disse isso, né?) que você passa batido por cima dos problemas como num bom filme pipoca. Acho que deveríamos ter uma categoria para livros pipoca também, esse certamente ficaria bem colocado nela.

Nota 8,5.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018


Esse ano de 2018 foi especial para as minhas leituras, primeiro porque li muita coisa legal, segundo porque pela primeira vez na vida cheguei no marco de 100 livros lidos. Confesso que nunca imaginei que chegaria nesse número. No dia que terminei o livro n°100 eu comemorei. Aliás, se você quiser dicas minhas de como chegar lá também, veja aqui!

Agora eu preciso confessar que não tenho a menor ideia se chegarei de novo nesse número. (ano novo é para se começar sem culpas ou sujeira embaixo do tapete, então essa é a hora das confissões)

O final do ano se aproxima e eu não tenho a menor ideia de como serão os meus horários ou minha agenda no próximo ano, por questões totalmente alheias ao meu controle, portanto, não é um bom momento para pensar em metas ousadas para 2019. Quem sabe ao longo do ano eu perceba que é possível chegar de novo nessa quantidade e eu volto a pensar no assunto.

Até lá, vamos para a Retrospectiva 2018! Sente-se num lugar confortável e com uma bebida geladinha (no hemisfério sul, nesse verão de rachar) ou quentinha (no hemisfério norte, que o inverno está prometendo ser pesado esse ano), porque haja retrospectiva para cobrir tanto livro. Tentarei ser sucinta.

O início do ano vai ser rápido de rever, foram duas séries completas de Graphic Novels que aproveitei para ler nas férias e no Carnaval. Comecei o ano com Sandman, numa edição dividida em 10 volumes, o clássico que lançou ao estrelato o maravilhoso Neil Gaiman, e que deu origem aos quadrinhos de Lucifer (que totalizam 5 volumes), um filhote meio bastardo do Mike Carey, que infelizmente não chegou aos pés do brilhantismo de Gaiman.

Mais ou menos na mesma época eu li um livro de poesia da mineira Adélia Prado, que aprendi a apreciar, mais um clássico, Robinson Crusoé, que não consegui entender porque ainda é lido, porque é chato até dizer chegar, e uma série arthuriana de 3 volumes, dessa vez do ponto de vista da Guinevere, que, apesar de ter boas intenções, teve lá os seus problemas de execução.

Terminando esse monte de séries resolvi ler coisas que não tivessem continuação, daí sobre o mundo árabe eu li O Corão (não fiz resenha por motivos éticos), Extraordinary Women, com rápidas biografias de mulheres incríveis do mundo islâmico, Nove Partes do Desejo, um estudo jornalístico sobre as mulheres no mundo muçulmano, Madinah, uma coletânea de contos de autores árabes que me gerou uma lista de autores para pesquisar, e Islã da historiadora Karen Armstrong.

Para dar uma quebrada nesse clima, eu li também Let's Pretend This Never Happened, da mesma autora de Furiously Happy, o que é sempre certeza de diversão, The Golem and The Jinni, que mistura as mitologias judaica e árabe, uma obra belíssima que deve receber uma continuação (desnecessária mas quem sou eu para reclamar) no próximo ano, The life-changing magic of not giving a f*ck, uma paródia maravilhosa do livro da Marie Kondo, Mr. Penumbra's 24-hous Bookstore, um livro muito doido que me surpreendeu e amei, Her Reasons, meu primeiro livro da linha harém reverso, o que descobri que existia esse ano e, bem, não posso reclamar da sua existência, e num tom mais espiritual li Omnipresent, uma coletânea de textos sobre a(s) deusa(s).

Daí precisei de uma limpeza cerebral mais pesada e fui terminar séries, começando com Where she Went, mais uma continuação desnecessária mas fofa, Real Vampires take no prisoners, cuja série simplesmente deixou de me agradar e não pretendo ler mais nada da autora por falta de paciência até alguém me convencer, e o mais erótico Jock Row, porque, bem, eu gosto.

Limpeza mental feita, li os mais técnicos Belly Dance Around The World, uma coleção de artigos na linha das ciências sociais sobre a dança do ventre ao redor do mundo, No God But God, uma breve história do Islã do iraniano Reza Aslan, Muhammad's wives, sobre as diversas esposas oficiais do profeta Maomé e Kings and Presidents, uma análise de um ex-agente da CIA sobre a relação entre os reis sauditas (desde a fundação da atual Arábia Saudita) e os respectivos presidentes norte americanos.

Mais ou menos nessa época terminei vários livros de poesias, entre eles: A arte de pássaros do Neruda, que não parece Neruda, The garden of Heaven do Hafiz, numa tradução meio blé, A criança em ruínas do português José Luís Peixoto, um dos melhores livros de poesia desse ano, Letter to my daughter da maravilhosa Maya Angelou, virei fã e quero mais, e, por fim, Dog Songs da Mary Oliver, que pela fama eu esperava mais.

Entre os livros mais pesados e as poesias, li The Astonishing Color of After, um livro lindo demais e que estou doida pra ser lançado no Brasil, Ten Women da chilena Marcela Serrano, uma grande descoberta para mim de autoras latino-americanas. Num tom mais leve, Getting over Garrett Delaney, um livro muito bom para adolescentes, Celtic Tales, cujo título já explica que são histórias celtas, The Collaborative Habit da bailarina americana Twyla Tharp, que prometia mais do que entregou, A Mystic Guide to cleansing and clearing, que mais pareceu um livro de receitas, para o bem e para o mal, e The hating game, o melhor livro que já li da linha de inimigos a amantes.

Depois de tanta coisa levinha li para compensar um livro do maravilhoso autor egípcio ganhador do Nobel, Naguib Mahfouz, The Harafish, fechando minha meta anual de ler algo dele sempre, Girls of Ryad, um romance escrito por uma saudita que é simplesmente chocante, o clássico do Philip K. Dick que deu origem ao filme Blade Runner, Androides sonham com ovelhas elétricas?

Daí um tive outro surto de limpeza mental e li seguidinho Heartbreakers e Paper Hearts da Ali Novak, Love Machine da Kendall Ryan, The Accidental Harem da JJ Knight, The Player e The Catch da K. Bromberg e Taking the heat da Victoria Dahl. Desses eu só recomendo o Accidental Harem.

Para não perder o ritmo, pois a limpeza mental não tinha sido lá essas coisas, li 3 livros de histórias curtinhas, A lâmina assassina, novelas do universo de Trono de Vidro que serviram para refrescar a memória enquanto eu aguardava o lançamento do último livro da série, The Djinn Falls in Love, uma coletânea de contos sobre gênios (os da lâmpada mesmo) e Broad Strokes, uma coletânea de breves biografias e análises de 15 mulheres artistas plásticas.

Por ocasião do dia dos pais li Morreste-me, mais um livro do português José Luís Peixoto, que caiu super bem para mim. E continuei na saga de terminar séries de livros deixadas pela metade, com os três últimos livros de Please Don't Tell My Parents I'm a Supervillan, que eu adoro de paixão e de fofura, Always and Forever Lara Jean, porque estava na hora antes que eu esquecesse o nome das personagens todas, e no embalo li a série completa de Corte de Espinhos e Rosas (4 livros).

Para contrabalancear, eu li Robert Fisk on Afghanistan, com as matérias do jornalista especialista em Oriente Médio durante a guerra contra o Talibã, A Belly Dance Journal, um livro bastante técnico apesar de simples com sugestões de práticas voltadas para a dança do ventre, e terminei O Tarô Mitológico, que é uma versão das cartas do tarô usando mitologia grega. Terminei também os livros de poesia Poesia Completa de Yu Xuanji, uma das poetisas chinesas mais importantes e Les Fleurs du Mal, do francês Baudelaire, que eu nem sei quanto tempo levei para ler.

Daí entrei numa vibe ler sobre mulheres e devorei Men Explain Things to Me, que achei maravilhoso e bem no ponto, assim como I'm Judging You da nigeriana Luvvie Ajayi. Virei fã dela. No ramo ficção li The girl you left behind, uma história linda de mulheres incríveis, a série já publicada de Monstress (apenas 3 volumes até hoje), terminei a série Themis Files (2 livros e um mini conto), que apesar de não ser escrita por uma mulher tem mulheres fodas. Li a poetisa brasileira Laura Erber com A Retornada, e finalmente o último livro da série Trono de Vidro.

No meio dessa leitura feminina toda, eu li Odd and the Frost Giants do Neil Gaiman, que é uma categoria a parte, publicação da mortalidade, do português Valter Hugo Mãe, e o livro Histoires do francês Jacques Prévert, que eu amo.

Fora isso, continuei firme na linha feminina, com Made you up da Francesca Zappia, Poeta X da Elizabeth Acevedo, A filha perdida da Elena Ferrante, dois livros da Sarah Andersen, Herding Cats e Big Mushy Happy Lump, Dance was her religion, sobre 3 bailarinas do início do século XX que só criaram a dança moderna e mais uma corrida de livros que eu esperava que fossem eróticos mas... deixaram a desejar: A passionate love affair with a total stranger da inglesa Lucy Robinson, Sweetshop of dreams da inglesa Jenny Colgan, Part-time lover da Lauren Blakely e Dear Jane da Kendall Ryan, vencedor do título pior livro do ano. Em compensação teve o delicinha Scoring the wrong twin da Naima Simone.

Fechando o ano, terminei o livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik e dois livros de poetas de Moçambique, Rui Knopfli e Sangare Okapi. O livro super feminista para adolescentes Moxie e um de contos de natal, My True Love Gave to Me. Ufa.

Que 2019 seja recheado de livros maravilhosos para todos! Aliás, já viram o Desafio Literário do Popoca para o próximo ano? Excelentes dicas de livros para ler! Nem todas minhas, mas o que não foi meu eu pretendo usar! Clica aqui!