Espaço para eu escrever sobre o que eu leio... Com espaço também para falar sobre autores que eu gosto e que eu não gosto... porque falar dos outros é fácil!!!
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sábado, 31 de março de 2018
The Sandman, Vol. 10 - The Wake
SPOILER FREE
E finalmente cheguei no último volume de Sandman!
Depois de mais de dois meses acompanhando diversas histórias maravilhosas, e vendo o Neil Gaiman crescendo como autor dentro da sua proposta para esse universo, não sei se fico feliz ou triste. O fim do volume anterior é lindo, mas triste, e esse último livro tem uma proposta de fechamento para toda a saga que é muito bonita.
Claro que como todo quadrinho, o final possui pontas suficientes para o desenvolvimento de novos arcos de história, mas isso não compromete, porque terminando aqui fica poético e me satisfaz como leitora. Depois disso vou precisar reler "American Gods", não vai ter jeito. Até porque na verdade já terminei de ler esse último volume há 15 dias e já estou com abstinência.
Ouvi falar que um novo autor, sob os auspícios do Neil Gaiman, deve retomar as histórias do novo Sandman, mas eu confesso que tenho minhas dúvidas se isso é uma boa ideia. Vide Lucifer (aguardem, a resenha dos volumes de Lucifer estão no forno). Mas claro que só vendo para julgar, não é mesmo?
De qualquer forma, fiquei muito feliz. Sandman como um todo faz jus e ainda ultrapassa toda a chuva de elogios que vejo por aí. Realmente entendo e concordo, não tem como ser diferente. Super recomendado.
Nota 10.
Nota para a saga completa 9,9.
Links para os volumes anteriores:
Sandman 1
Sandman 2
Sandman 3
Sandman 4
Sandman 5
Sandman 6
Sandman 7
Sandman 8
Sandman 9
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
The Sandman, Vol. 01: Preludes & Nocturnes
SPOILER FREE
Como janeiro é mês de tema livre, resolvi abrir o ano finalmente lendo Sandman. Ano passado (como se fosse há muito tempo) consegui para Kindle uma coleção completa de Sandman por um preço razoável (porque Graphic Novels nunca entram em promoção boa?), e sendo Graphic Novels uma das coisas que é melhor de ler no celular do que no kindle, e levando em consideração que pretendo viajar esse mês (FÉRIAS), era o momento perfeito para começar a coleção.
Preludes e Nocturnes é o primeiro volume dessa coleção, e contém umas 4 ou 5 histórias (não contei e não fica muito claro alguns inícios e finais). É o volume de introdução do personagem Sandman, que, convenhamos, foi feito descaradamente para ser igual ao Neil Gaiman:
A primeira história, que introduz o personagem e tem o primeiro conflito que dá o tom de todo o primeiro volume da coleção, é extremamente interessante, e eu gosto do seu jeito mitológico e toda a questão de se iniciar uma busca. A minha questão, na verdade, foi que não curti muito as histórias da busca em si, que completam Preludes & Nocturnes. Elas tem pontos interessantes, sim, mas não me empolgaram.
Curti especialmente a história que se passa no Inferno e a introdução do personagem Lucifer, que depois ganhou uma Graphic Novel própria - que eu já comprei também - e uma série de TV, que eu aprecio. Mas ela não é assim, genial.
A história que junta Sandman e Constantine eu achei especialmente chatinha.
Mas preciso dizer que a última parte da busca foi bastante interessante, com aparições especiais de personagens da DC, que não tem exatamente um papel importante, e eu gostei particularmente disso ser assim. Mas o conjunto da obra, nesse primeiro volume é simplesmente mediano.
Conhecendo trabalhos posteriores do Neil Gaiman, Sandman, pelo menos esse primeiro livro, está bem longe do seu padrão de alta qualidade. Para uma introdução é interessante, mas não é nada arrebatador, e sim, tem os seus problemas. Pode ter sido uma questão de expectativa, não só sendo Gaiman, mas também por conta de todo o seu vasto fã-clube. De qualquer forma, pra mim, deixou a desejar.
Nota 8.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
The Sandman Vol.3 - Dream Country
SPOILER FREE
Nesse terceiro volume da série de Sandman encontramos algo diferente: histórias independentes. Algo que lembra os livros de contos do Neil Gaiman, mas, claro, tudo relacionado ao personagem Sandman. Ou ao próprio Neil Gaiman, se você olhar bem...
Nesse livro temos juntos quatro contos: Calliope, Dream of a thousand Cats, a Midsummer Night's Dream e Façade, além do script "original" de Calliope, que é uma curiosidade para os fanáticos.
Todos os contos são muito bons, mas eu pessoalmente gostei mais de Calíope, onde temos a presença da musa grega de mesmo nome, e trata de inspiração de artistas. Confesso que minha paixão por gatos tem algo a ver com o meu apreço por "Dream of a Thousand Cats", apesar do conto ser sensacional por diversos motivos além de gatos.
O terceiro conto, "a Midsummer Night's Dream", chegou a ganhar um prêmio em 1991 como melhor "short story" de fantasia, que é um prêmio que nem é voltado para quadrinhos (o fato é devidamente mencionado na introdução dessa edição), mas entre os contos presentes aqui, preciso dizer que não é o meu favorito. Apesar da dupla presença ilustre de Shakespeare.
Por fim, o último conto é bastante interessante justamente por não ter a presença do Sandman, e sim da sua irmã Morte. Estou amando essa personagem. Além disso, Gaiman novamente mostra traços da mitologia que viria a ser usada em American Gods. Como não gostar?
De toda forma, esse volume mostra uma flexibilidade muito legal dentro do que foi produzido para Sandman, e uma confiança depositada no autor ao se permitir que ele fizesse isso, com histórias não seriadas, independentes, mas contidas dentro do universo desse quadrinho.
Resumindo: mais um volume sensacional.
Nota 9,5.
domingo, 30 de junho de 2019
Death
sexta-feira, 2 de março de 2018
The Sandman, Vol.4: Season of Mists
SPOILER FREE
Nesse volume de Sandman temos uma história muito interessante, onde o senhor dos sonhos resolve consertar um erro do seu passado. Com isso temos a oportunidade de conhecer melhor não só os demais membros da sua família, numa ocasião muito mí(s)tica, diga-se de passagem, mas também outro personagem que depois ganhou uma série de quadrinhos própria (que está na lista de futuras leituras), e agora tem também uma série de TV (divertidinha mas não genial), Lúcifer. Apesar dele ter uma participação curta, porém crucial, nessa história, esse volume simplesmente me deixou morrendo de vontade de ler mais sobre esse personagem.
Aqui já podemos perceber que Neil Gaiman encontrou o tom para os personagens, e ele já mostra o potencial como autor que depois daria origem a tantos livros excelentes, pois mesmo que a mídia aqui seja quadrinhos, as histórias em si são muito profundas e cheias de nuances e de referências. A estrutura das histórias que Gaiman vai tecendo em Sandman estão muito mais na linha da mitologia e de uma busca interior do que num épico cheio de batalhas tão comum nesse meio. Sem julgamento de valor entre esses estilos.
O que posso dizer é que a cada volume mais me surpreendo com a série Sandman, e estou muito animada em continuar a leitura.
Nota 10!
domingo, 7 de janeiro de 2018
The Sandman, Vol. 02: The Doll's House
SPOILER FREE
Finalmente histórias com jeito do Neil Gaiman! Depois do primeiro volume de Sandman, que achei bem morno, o autor resolveu abrir suas asas.
The Doll's House já abre bem, com a primeira aparição da Morte, que achei maravilhosa. E depois entra na história principal, que dá o nome desse volume e que é dividida em muitas partes (seis se não me engano). E eu preciso dizer que gostei dessa história principal, ela tem cara de Gaiman, com o seu jeito sombrio e fantástico. Nela você vai encontrar mitologia, violência, mistério, fantasia e sexo. E nela você já vê de forma mais clara o mundo que o autor vai apresentar posteriormente em Deuses Americanos.
A questão me parece ser que finalmente Gaiman se sentiu a vontade com Sandman. Então, ele deixou fluir suas ideias bizarras e, assim, sua genialidade e suas melhores características como autor até que enfim aparecem. Agora começo a entender e concordar com o fã-clube dessa série. Vamos ver se isso se mantém até o final. Sandman é bem grande.
Nota 9,5.
sexta-feira, 2 de março de 2018
The Sandman Vol.7 - Brief Lives
SPOILER FREE
Nesse volume de Sandman, Neil Gaiman nos brinda com uma história de busca, onde Sonho e Delírio resolvem descobrir onde está o seu irmão Destruição.
Apesar de ter tudo para ser um épico, Brief Lives acaba tendo uma pegada muito mais psicológica e mítica do que épica. Todas as interações entre os irmãos (os Eternos são Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio) são de uma riqueza e de uma profundidade impressionantes. Fora toda a questão que acaba fazendo Sonho pensar sobre a relação entre os Eternos e as pessoas comuns e o mundo "real" em si.
Nessa busca pelo irmão fugido, Sonho acaba se confrontando com suas próprias convicções e também com o seu passado, e nesse processo ele acaba não apenas crescendo e quebrando paradigmas, mas também acaba por tomar atitudes que ele nunca esperava ter que tomar. É uma história sobre família, crescimento espiritual e limites. Pouca coisa.
Se eu já tinha achado tantas histórias de Sandman maravilhosas, aqui Gaiman consegue se superar mais uma vez.
Nota 10.
sábado, 31 de março de 2018
Lucifer Book One
SPOILER FREE
Depois de terminar de ler a série completa de Sandman precisei seguir o caminho lógico para quem gostou da série: ler a saga de Lucifer. Agora que tem uma série de TV com ele, o personagem fica ainda mais interessante e minha curiosidade maior para ler sobre ele.
Eu gostei muito da apresentação feita por Neil Gaiman, ainda no início de Sandman, e nem hesitei em seguir direto para a saga de Lucifer, que, claro, eu consegui em promoções na Amazon.
Nesse primeiro volume temos uma história completa sobre como Lucifer recebe uma oferta para fazer um trabalho para o Céu, com uma recompensa, claro, até porque a questão é que o Céu não quer se envolver diretamente na questão. Em outras palavras, um trabalho sujo. O livro funciona como um volume único, com um final bem redondinho, apesar das possibilidades de novos arcos que sempre existem em quadrinhos.
Mas preciso dizer: não é Sandman, e não é Neil Gaiman.
Mas é bom. O personagem principal é realmente divertido, é legal ver tantos personagens da série de TV sendo introduzidos nos quadrinhos, e, claro, aqui eles são ainda melhores. As aparições curtas dos Eternos deixa a história mais interessante também.
Sendo o primeiro livro da série, é difícil de julgar por ele, mas de modo geral eu me diverti muito na leitura e gostei da experiência. Certamente me convenceu em continuar lendo!
Nota 8.
Lucifer Book Two
SPOILER FREE
Seguindo a saga de Lucifer, no segundo volume temos 2 arcos de história. O primeiro é uma espécie de continuação direta do primeiro, onde Lucifer resolve fazer uso do prêmio a que teve direito ao fazer o trabalho sujo que o Céu solicitou. A segunda história é uma questão de resolver a situação entre Lucifer e Amenediel, um anjo bem conhecido para quem assiste o seriado.
Aqui comecei a ter algumas questões com a saga de Lucifer. O principal problema é que não é Sandman e não é Gaiman. Isso no sentido de que, diferentemente do mundo trabalhado em Sandman, em que você tem diversos panteões possíveis que vivem juntos de alguma forma muito doida, mas que funciona, aqui o mundo é criação quase exata do que está na Bíblia.
Não gostei. Não só porque achei preconceituoso com todas as outras religiões que de qualquer forma continuam presentes através dos seus deuses ao longo dessa saga, mas achei que foge do que foi apresentado inicialmente e que funciona tão bem em Sandman. Heresia pura! Sacanagem com todo o trabalho feito por Gaiman até então. Imperdoável.
Outro problema é que por causa do que mencionei anteriormente, as histórias parecem rasas, sem aquela profundidade e a quantidade de referências do trabalho de Gaiman. Ficou pobre. E justamente com um personagem tão cheio de potencial como Lucifer. É quase triste de ver.
Já vou para os volumes seguintes desanimada.
Nota 7.
sexta-feira, 2 de março de 2018
The Sandman Vol.5 - A Game of You
SPOILER FREE
Nesse volume de Sandman, Neil Gaiman traz de volta uma personagem que apareceu muito rapidamente no volume 2, Doll's House. Relembrando em parte o que aconteceu naquela história, o autor aproveita não só para se perguntar quais foram as consequências daqueles acontecimentos para os personagens secundários, mas também para criar toda uma nova história com vida própria.
Como é quase um "episódio barriga", uma das coisas interessantes é que os personagens principais da série aqui são coadjuvantes, abrindo espaço para outros personagens que também são muito interessantes. Além, é claro, de ter a oportunidade de explorar a forma como o mundo que Gaiman criou funciona para os reles mortais que nele habitam.
Novamente a história tem muito mais cara de mito do que se esperaria de um quadrinho, e essa é uma das forças do trabalho que Neil Gaiman fez com Sandman. Saindo do "comum" do quadrinho, e criando histórias de qualidade, não é a toa que a série é considerada um marco no gênero. E o sucesso, claro, abriu espaço para o autor também fora dos quadrinhos, e todos nós ganhamos com isso.
Nota 10!
The Sandman Vol.8 - World's End
SPOILER FREE
No volume anterior de Sandman, o Eterno Sonho acaba por redescobrir a sua importância no mundo, como grande divisor entre sonho e realidade. Aqui Neil Gaiman traz uma revolução que essa redescoberta acaba por acarretar: uma tempestade de realidade.
Toda a história desse volume se passa numa espécie de caserna/pousada/hotel chamado World's End, e nesse lugar diversos viajantes que se perderam de suas realidades por conta da tempestade se encontram. Personagens extremamente ecléticos acabam por dividir uma mesa, comida e bebida, e enquanto esperam a tempestade passar seguem a tradição da casa: contar histórias.
"World's End" acaba por ser uma grande coletânea de histórias das mais diversas, que são divididas tanto para passar o tempo quanto para desafogar mágoas. E no meio da tempestade os viajantes tentam entender o que está acontecendo, pois enquanto a tempestade vai durando, mais cheio vai ficando o lugar, e apesar de muitos entenderem o que é fenômeno, ninguém sabe explicá-lo.
A explicação, claro, é mostrada no final do volume, e é de tirar o fôlego. Mas não posso dizer nada além disso sem dar spoiler. Só vou dizer que vale a leitura.
Nota 10.
sábado, 31 de março de 2018
The Sandman, Vol. 9 - The Kindly Ones
SPOILER FREE
Esse é o penúltimo volume das edições definitivas de Sandman. Neil Gaiman consegue se superar mais uma vez nas histórias do Morfeu. Dessa vez, ele traz uma história que você já sabe o final, e apesar de que isso faz você não querer que ela termine nunca, o caminho até lá é tão envolvente que não dá para parar de ler.
É uma sensação muito dividida, de amor e tristeza por todos os personagens até o momento. Mas ao mesmo tempo você sabe que tem mais um volume depois desse, e isso te traz não só esperança mas curiosidade. O que pode vir depois de algo tão final?
Mais uma vez, Neil Gaiman traz uma grande colcha de retalhos de mitologias, que ele explorará de forma mais profunda em "American Gods". Mas aqui o uso dessas misturas serve não apenas por conta dos diversos personagens de origens tão diversas, mas também por conta das referências que ele usa para dar o ar tão mítico para a história que ele desenvolve. Não é a toa que gosto tanto dele como autor.
Independentemente do meio em que é contada, é literatura de primeira.
Nota 10.
sexta-feira, 2 de março de 2018
The Sandman Vol.6 - Fables & Reflections
Nesse volume de Sandman, Neil Gaiman volta a trabalhar com contos, e aqui encontramos os seguintes: "Fear of falling", "Three Septembers and a January", "Thermidor", "The hunt", "August", "Soft places", "The Song of Orpheos", "Parliament of Rooks" e "Ramadan". Ufa!
Com poucas exceções, o tema central das histórias é o poder dos sonhos. Em "Fear of falling" temos a história de uma pessoa comum, que após um encontro com Morpheus acaba revendo suas decisões. Em "Three Septembers and a January" temos uma disputa entre Sonho e Desespero pela vida de um homem arruinado. Já "The hunt" é mais um mito, onde um avô conta a história da origem da família para sua neta cética, que inclui um encontro com o eterno Sonho. "August" traz um dia na vida do imperador Augustus, em que ele decide passar o dia travestido de mendigo nas ruas e acaba revelando seus sonhos para um anão. "Soft places" brinca com a fronteira do que é e não é real no mundo dos sonhos, e traz como personagem principal Marco Polo. Em "Parliament of Rooks" uma criança pequena acaba por entrar no mundo do sonhos e é acolhida por diversos servos de Morpheus, que se alternam contando suas histórias para ela. "Ramadan" é uma história de temática árabe, onde um sultão sonha em preservar para sempre sua cidade majestosa enviando-a para o mundo dos sonhos.
Já os contos "Thermidor" e "The Song of Orpheos" contam passagens da vida do filho de Sonho. Aparecendo pouco até esse volume, o personagem de Orpheos se revela muito mais interessante do que eu esperava. A história "Thermidor" nem é exatamente com ele como personagem principal, mas acaba sendo muito interessante e mais a frente se torna importante em outras histórias. Já "The Song of Orpheos" conta toda a tragédia do rapaz, e é digna de um livro de mitologia.
De todos esses contos, preciso dizer que meu preferido foi "Ramadan", não só pelo tema árabe, que adoro, mas porque o final dele é tão tocante, e nos dias atuais com todos os conflitos no Oriente Médio, ele continua indo direto na ferida.
Nota 10, com louvor.
domingo, 24 de outubro de 2021
Snow, Glass, Apples
SPOILER FREE
Para o Desafio Literário Popoca de outubro, com o tema contos de fadas, resolvi pegar um autor que adoro, mas que faz um certo tempo que não leio, Neil Gaiman. Dessa vez, escolhi uma graphic novel lançada em 2019, Snow, Glass, Apples, que ainda não foi traduzida para o português, e que é baseada num conto do autor publicado em 1994.
Para a graphic novel, Gaiman se juntou à ilustradora Colleen Doran, com quem ele já havia trabalhado em Sandman e na adaptação de Deuses Americanos para quadrinhos, e que tem um histórico extenso de trabalhos com a Marvel e a DC. Com Snow, Glass, Apples eles ainda ganharam o prêmio Eisner de melhor adaptação, o Bram Stoker Superior Achievement in a Graphic Novel e o Ringo Award for Best Graphic Novel. E as razões deles terem ganhado os prêmios são bem visíveis.
Não só temos uma excelente releitura da Branca de Neve, no estilo sombrio de Neil Gaiman, com um jeito até mais adulto do que eu esperava para uma versão de um conto de fadas, mas Colleen fez um trabalho gráfico absolutamente brilhante. As ilustrações são de uma beleza ímpar, com uma pesquisa sobre o ilustrador irlandês Harry Clarke, que tem um estilo tipo Art Nouveau, o que deu à graphic novel um ar meio antigo que combinou muito bem com a narrativa.
Em Snow, Glass, Apples, Gaiman traz uma inversão de papeis para Branca de Neve, o que em 1994 não era comum, com um quê de sobrenatural. E a forma como ele vilaniza a protagonista é original, mas de uma forma que depois que você enxerga com os olhos dele, não tem mais como desver. Nunca mais vou conseguir olhar para Branca de Neve do mesmo jeito. E apesar da violência e das questões sexuais do enredo, Colleen conseguiu criar uma estética que valoriza o conjunto do enredo, ao invés de fazer um show de horrores, e mesmo assim o resultado não é infantil, o que me parece que era uma preocupação bastante justificada. Definitivamente o livro não é para crianças.
O resultado final é uma leitura belíssima, dinâmica e que deixa com um gostinho de quero mais, justamente porque ela é curtinha. Nem sempre curto as adaptações dos textos de Gaiman, porque muitas me parecem caça-níquel, mas Snow, Glass, Apples é tão bem feito que definitivamente é uma obra à parte e que se sustenta sozinha.
Nota 10.
domingo, 27 de dezembro de 2020
Demon King (Claimed By Lucifer #1)
SPOILER FREE
Vai chegando o final do ano e eu só quero saber de oba oba literário! Foi nessa onda que comprei e li Demon King, da americana Elizabeth Briggs. As piores resenhas que encontrei diziam que o livro era cópia da série de TV Lucifer, o que, sinceramente, me deu mais vontade de ler.
Vou logo avisando que sim, Demon King tem lá as suas coisas em comum com Lucifer, isto é, o personagem principal é mesmo Lucifer, chamado aqui de Lucas Ifer (sim, pode rir), e ele é rico e dono de metade de Las Vegas (e não Los Angeles, onde na série ele tem só uma casa noturna), incluindo o crime organizado. Alguns personagens secundários também são parecidos, mas é só isso.
Na verdade na verdade, Demon King lembra muito mais a história de Hades e Perséfone do que a série de TV, que por sua vez é baseada nos quadrinhos derivados de Sandman. É tanta derivada da derivada da derivada de uma história tão antiga, tanto a bíblica quanto o mito grego, que querer ficar dizendo quem copiou o que de quem é muito sem sentido. O importante é se o resultado final ficou legal.
Uma diferença bastante importante é que esse livro é erótico, logo, tem muitas cenas de sexo, o que você não vai encontrar na série de TV, não com o mesmo propósito. E de forma geral, o livro é muito bom nesse quesito. Além disso, o livro também começa em torno de um caso policial, mas, diferente da série de TV, o mistério policial serve apenas para introduzir um enredo mais complexo de guerra de poder entre as forças demoníacas e os anjos.
O que nos leva para o grande defeito de Demon King, o final em gancho. Eu odeio com todas as forças finais em gancho. Especialmente quando o livro seguinte não foi lançado e eu fico só na vontade de saber o que vai acontecer. E certamente se existe um inferno para autores que escrevem finais em gancho ele não vai ser presidido por alguém tão lindo quanto esse Lucifer aqui. Só pra te avisar, Elizabeth.
Nota 8,5 para o gênero.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Meme Literário de Um Mês - 2012 - Dia 22
Dia 22 – Cite 3 escritores que você gosta. Fale sobre eles.
Novamente a limitação rsrsrsrs muito difícil isso. Mas vamos lá.
Christian Jacq - escritor francês que também é egiptólogo. Claro que o que ele mais escreve é romance histórico (a maioria sobre o Egito). Ele também escreve livros sobre o Egito sem ser em forma de romance. Já li os dois estilos, e adorei absolutamente tudo que já vi dele, e olha que a bibliografia dele é imensa e ainda falta muita coisa para ler... o problema é que os livros dele costumam ser caros, e eu evito comprar na Amazon, porque 1) não vou comprar tradução para o inglês quando posso ler o original em francês, 2) a Amazon francesa é muito cara, não os livros, porque os de bolso são até acessíveis, mas o frete em euro é proibitivo. Logo, fico na esperança de alguém me dar os livros de presente (minha mãe é responsável pela maior parte da minha pequena coleção), ou então peço no amigo oculto de Natal da família. No momento estou tentando completar a última série de livros dele para começar a ler. Tenho outros livros "solo" dele em casa que ainda não li, mas no momento ele não está se encaixando no Desafio Literário. :-( Ah, sim, ele tem um poder incrível, Christian Jacq faz você se apaixonar pelo Egito Antigo e ter certeza que viver lá nessa época era simplesmente o máximo. O amor dele é contagiante.
Amélie Nothomb - escritora belga absolutamente ensandecida. Seus livros são sempre muito curtos e nunca há continuações, e cada um é mais bizarro do que o outro, sempre tratando de assuntos pouco confortáveis (como a anorexia ou a gravidez precoce ou psicopatias), mas os melhores livros dela são os auto-biográficos (não é à toa que ela também apareceu na lista de personagens literários favoritos). Até o momento já li 4 livros dela desse estilo: Metafísica dos tubos (Metaphysique des tubes), Medo e submissão (Stupeur e tremblements), Ni d'Ève ni d'Adam (sem tradução ainda, mas seria algo como Nem Eva Nem Adão) e Biographie de la Faim (também sem tradução, mas algo como Biografia da Fome), todos muito bons. Em português se encontra ainda As Catilinárias (que é muito engraçado) e Higiene de um Assassino (que é surtado).
Neil Gaiman - estou numa fase de amor com Neil Gaiman, e graças a deus o marido é fã e portanto a nossa estante está cheia de livros dele para eu ler... inclusive andei presenteando o maridão com alguns livros que ele ainda não leu... acho que vou chegar primeiro :-) Mas o autor escreve basicamente livros de fantasia, além de ser bem conhecido no mundo dos quadrinhos (ele escreveu o best seller Sandman), e até hoje não conheci ninguém que não gostasse do seu trabalho (já li um blog cuja autora não gostava dos seus romances mas adorava os quadrinhos, então não conta, né?). Além disso ele tem um humor extremamente britânico e escreve livros infantis nada infantis. Neil Gaiman é só amor.
Dia 01 – Que livro você está lendo? Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?
Resposta aqui.
Dia 02 – Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá? Fale um pouco sobre eles.
Resposta aqui.
Dia 03 – Como você escolhe seus livros? Por autor? Por assunto? Pela sinopse? Por uma indicação? Fale sobre isso.
Resposta aqui.
Dia 04 – Você costuma lê certo livro só porque ele está em voga? Você é do tipo que lê o que todo mundo está lendo só para estar na “moda” ou segue o seu próprio estilo de leitura?
Resposta aqui.
Dia 05 – Você costuma ler graphic novels e/ou gibis? Gosta? Não gosta? Tem algum que seja o favorito? Fale sobre isso.
Resposta aqui.
Dia 06 – Um livro que todos deveriam ler pelo menos uma vez. (Pergunta feita no Meme de 2010. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)
Resposta aqui.
Dia 07 – Você já pensou em escrever um livro? Se sim, sobre o que seria? Fale um pouco sobre o assunto.
Resposta aqui.
Dia 08 – Cite um livro que você gostaria que nunca acabasse. Por que?
Resposta aqui.
Dia 09 – O que você acha dessa “moda” de livros que acabam virando séries? É a favor? É contra? Não fede nem cheira? Diga o por quê.
Resposta aqui.
Dia 10 – Spoilers te assustam? Fica triste quando lê algum sem aviso prévio ou não faz diferença saber detalhes essenciais da história?
Resposta aqui.
Dia 11 – O que faz um grande escritor? O que faz um grande livro? Quais são as qualidades essenciais em ambos, na sua opinião, para que eles estejam entre os melhores?
Resposta aqui.
Dia 12 – Você prefere livros narrados em primeira ou em terceira pessoa? Na sua opinião, o tipo de narrador pode influenciar a história do livro? Fale sobre o assunto.
Resposta aqui.
Dia 13 – Cite um trecho de um livro que você gosta.
Resposta aqui.
Dia 14 – Você costuma frequentar bibliotecas? A biblioteca municipal? A da faculdade? Quantos livros costuma pegar? Fale um pouco sobre o assunto.
Resposta aqui.
Dia 15 – Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria?(Pergunta feita no Meme de 2011. Se você participou na época, procure comparar as respostas. Ainda é o mesmo livro? Você acabou conseguindo o livro escolhido da época?)
Resposta aqui.
Dia 16 - O que te faz largar a leitura de um livro no meio do caminho? Que defeitos imperdoáveis um livro tem que ter para você abandoná-lo?
Resposta aqui.
Dia 17 – Na sua opinião, qual é o propósito da literatura? Entreter? Educar? Ampliar horizontes? Fale um pouco sobre isso.
Resposta aqui.
Dia 18 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel? Por que? (Pergunta feita no Meme de 2011. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)
Resposta aqui.
Dia 19 – O que você acha da elitização da literatura? Você acha que realmente só é intelectualizado aquele que lê os clássicos da literatura? Que ler 1000 livros “de banca” não equivalem a 10 clássicos? O que você acha das pessoas que criticam a literatura “para a massa”, os blockbusters literários? É mesmo possível julgar o nível de intelecto de uma pessoa pelo que ela lê? Você tem algum preconceito literário?
Resposta aqui.
sábado, 22 de setembro de 2018
Odd and the Frost Giants - Odd e os Gigantes de Gelo
SPOILER FREE
Esse livro é mais uma colaboração entre Neil Gaiman e o ilustrador Chris Riddell (eles fizeram juntos o primoroso The sleeper and the spindle), mas dessa vez a temática é mitologia nórdica. Antes de lançar o festejado Mitologia Nórdica (que vergonhosamente eu ainda não li), Neil Gaiman fez alguns ensaios com histórias baseadas nessas mitologias, às vezes em forma de romance (como American Gods) e às vezes em livros mais curtos como esse. E tem, claro, Sandman.
Aliás, histórias com pegada mitológica é um dos pontos fortes do autor inglês, e é paupável o seu amor e domínio pelo assunto. Tanto que, dessa vez, ele criou uma história que apesar de não fazer parte do cânone nórdico, bem que poderia fazer, de tão bem encaixada que ela fica.
Com lindas ilustrações do Chris Riddell, o livro traz a história do menino Odd (esquisito em inglês, mas tem outra explicação interessante para o nome no livro), que perde o seu pai e foge de casa no meio de um inverno inexplicavelmente longo. Inexplicável até Odd encontrar alguns deuses perdidos, entender o que está acontecendo e se voluntariar para ajudar.
Não tem como não amar Odd, que personagem mais delícia de ler. E não tem como não gostar da história, é o tipo de livro que te deixa com um sorriso no rosto enquanto você está lendo. É fofo, divertido e poético, tudo junto. E com ilustrações lindíssimas, como não amar?
Nota 10.
domingo, 1 de abril de 2018
Lucifer Book Five
SPOILER FREE
E finalmente terminei a saga de Lucifer. Hora de prestar as contas.
Vou confessar que me decepcionei. Depois da apresentação fantástica do personagem em Sandman e de um primeiro volume muito interessante, a série desanda. Não quero me repetir, então veja os motivos nas resenhas anteriores (volume 1, volume 2, volume 3 e volume 4).
Acho que todo o problema foi a expectativa. Eu realmente esperava muito mais do que o autor foi capaz de entregar. Com alguns poucos momentos interessantes e memoráveis de verdade, na média as histórias de Lucifer são simplesmente medianas. O pior é que dos momentos legais que mencionei nenhum deles é por causa do personagem principal.
Então não li o último volume muito animada ou esperançosa de um final épico. Ainda bem, assim não fiquei chateada quando não teve um. O final é bem sem graça mesmo. Mas Elaine tem um final mais interessante, apesar de não ser fantástico, menos mal, mesmo que não seja bom.
Nota 6.
Nota da série: 7
sábado, 31 de março de 2018
Lucifer Book Four
SPOILER FREE
No quarto volume de Lucifer somos apresentados a mais dois novos/velhos antagonistas, e a história vira uma espécie de épico pela supremacia no céu e no inferno. Como eu já repeti na resenha do volume anterior, os problemas que mais me incomodam na saga permanecem, e de alguma forma se aprofundam ainda mais.
Fiquei chocada de forma negativa o jeito que o autor trabalhou com os dois antagonistas. Fenris ainda faz algum sentido dentro do universo torto (perto do original de Sandman) apresentado em Lucifer. Mas Lilith... um desperdício total de personagem. Perto de todas as ideias originais que o autor apresentou até o momento, Lilith é a coisa mais clichê (do jeito mais negativo possível) que ele fez até o momento. Só foi a maior demonstração até o momento que o autor não trabalha bem personagens femininos. Triste.
Pelo menos agora só falta um volume pra acabar.
Nota 6.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Retrospectiva 2018
Esse ano de 2018 foi especial para as minhas leituras, primeiro porque li muita coisa legal, segundo porque pela primeira vez na vida cheguei no marco de 100 livros lidos. Confesso que nunca imaginei que chegaria nesse número. No dia que terminei o livro n°100 eu comemorei. Aliás, se você quiser dicas minhas de como chegar lá também, veja aqui!
Agora eu preciso confessar que não tenho a menor ideia se chegarei de novo nesse número. (ano novo é para se começar sem culpas ou sujeira embaixo do tapete, então essa é a hora das confissões)
O final do ano se aproxima e eu não tenho a menor ideia de como serão os meus horários ou minha agenda no próximo ano, por questões totalmente alheias ao meu controle, portanto, não é um bom momento para pensar em metas ousadas para 2019. Quem sabe ao longo do ano eu perceba que é possível chegar de novo nessa quantidade e eu volto a pensar no assunto.
Até lá, vamos para a Retrospectiva 2018! Sente-se num lugar confortável e com uma bebida geladinha (no hemisfério sul, nesse verão de rachar) ou quentinha (no hemisfério norte, que o inverno está prometendo ser pesado esse ano), porque haja retrospectiva para cobrir tanto livro. Tentarei ser sucinta.
O início do ano vai ser rápido de rever, foram duas séries completas de Graphic Novels que aproveitei para ler nas férias e no Carnaval. Comecei o ano com Sandman, numa edição dividida em 10 volumes, o clássico que lançou ao estrelato o maravilhoso Neil Gaiman, e que deu origem aos quadrinhos de Lucifer (que totalizam 5 volumes), um filhote meio bastardo do Mike Carey, que infelizmente não chegou aos pés do brilhantismo de Gaiman.
Mais ou menos na mesma época eu li um livro de poesia da mineira Adélia Prado, que aprendi a apreciar, mais um clássico, Robinson Crusoé, que não consegui entender porque ainda é lido, porque é chato até dizer chegar, e uma série arthuriana de 3 volumes, dessa vez do ponto de vista da Guinevere, que, apesar de ter boas intenções, teve lá os seus problemas de execução.
Terminando esse monte de séries resolvi ler coisas que não tivessem continuação, daí sobre o mundo árabe eu li O Corão (não fiz resenha por motivos éticos), Extraordinary Women, com rápidas biografias de mulheres incríveis do mundo islâmico, Nove Partes do Desejo, um estudo jornalístico sobre as mulheres no mundo muçulmano, Madinah, uma coletânea de contos de autores árabes que me gerou uma lista de autores para pesquisar, e Islã da historiadora Karen Armstrong.
Para dar uma quebrada nesse clima, eu li também Let's Pretend This Never Happened, da mesma autora de Furiously Happy, o que é sempre certeza de diversão, The Golem and The Jinni, que mistura as mitologias judaica e árabe, uma obra belíssima que deve receber uma continuação (desnecessária mas quem sou eu para reclamar) no próximo ano, The life-changing magic of not giving a f*ck, uma paródia maravilhosa do livro da Marie Kondo, Mr. Penumbra's 24-hous Bookstore, um livro muito doido que me surpreendeu e amei, Her Reasons, meu primeiro livro da linha harém reverso, o que descobri que existia esse ano e, bem, não posso reclamar da sua existência, e num tom mais espiritual li Omnipresent, uma coletânea de textos sobre a(s) deusa(s).
Daí precisei de uma limpeza cerebral mais pesada e fui terminar séries, começando com Where she Went, mais uma continuação desnecessária mas fofa, Real Vampires take no prisoners, cuja série simplesmente deixou de me agradar e não pretendo ler mais nada da autora por falta de paciência até alguém me convencer, e o mais erótico Jock Row, porque, bem, eu gosto.
Limpeza mental feita, li os mais técnicos Belly Dance Around The World, uma coleção de artigos na linha das ciências sociais sobre a dança do ventre ao redor do mundo, No God But God, uma breve história do Islã do iraniano Reza Aslan, Muhammad's wives, sobre as diversas esposas oficiais do profeta Maomé e Kings and Presidents, uma análise de um ex-agente da CIA sobre a relação entre os reis sauditas (desde a fundação da atual Arábia Saudita) e os respectivos presidentes norte americanos.
Mais ou menos nessa época terminei vários livros de poesias, entre eles: A arte de pássaros do Neruda, que não parece Neruda, The garden of Heaven do Hafiz, numa tradução meio blé, A criança em ruínas do português José Luís Peixoto, um dos melhores livros de poesia desse ano, Letter to my daughter da maravilhosa Maya Angelou, virei fã e quero mais, e, por fim, Dog Songs da Mary Oliver, que pela fama eu esperava mais.
Entre os livros mais pesados e as poesias, li The Astonishing Color of After, um livro lindo demais e que estou doida pra ser lançado no Brasil, Ten Women da chilena Marcela Serrano, uma grande descoberta para mim de autoras latino-americanas. Num tom mais leve, Getting over Garrett Delaney, um livro muito bom para adolescentes, Celtic Tales, cujo título já explica que são histórias celtas, The Collaborative Habit da bailarina americana Twyla Tharp, que prometia mais do que entregou, A Mystic Guide to cleansing and clearing, que mais pareceu um livro de receitas, para o bem e para o mal, e The hating game, o melhor livro que já li da linha de inimigos a amantes.
Depois de tanta coisa levinha li para compensar um livro do maravilhoso autor egípcio ganhador do Nobel, Naguib Mahfouz, The Harafish, fechando minha meta anual de ler algo dele sempre, Girls of Ryad, um romance escrito por uma saudita que é simplesmente chocante, o clássico do Philip K. Dick que deu origem ao filme Blade Runner, Androides sonham com ovelhas elétricas?
Daí um tive outro surto de limpeza mental e li seguidinho Heartbreakers e Paper Hearts da Ali Novak, Love Machine da Kendall Ryan, The Accidental Harem da JJ Knight, The Player e The Catch da K. Bromberg e Taking the heat da Victoria Dahl. Desses eu só recomendo o Accidental Harem.
Para não perder o ritmo, pois a limpeza mental não tinha sido lá essas coisas, li 3 livros de histórias curtinhas, A lâmina assassina, novelas do universo de Trono de Vidro que serviram para refrescar a memória enquanto eu aguardava o lançamento do último livro da série, The Djinn Falls in Love, uma coletânea de contos sobre gênios (os da lâmpada mesmo) e Broad Strokes, uma coletânea de breves biografias e análises de 15 mulheres artistas plásticas.
Por ocasião do dia dos pais li Morreste-me, mais um livro do português José Luís Peixoto, que caiu super bem para mim. E continuei na saga de terminar séries de livros deixadas pela metade, com os três últimos livros de Please Don't Tell My Parents I'm a Supervillan, que eu adoro de paixão e de fofura, Always and Forever Lara Jean, porque estava na hora antes que eu esquecesse o nome das personagens todas, e no embalo li a série completa de Corte de Espinhos e Rosas (4 livros).
Para contrabalancear, eu li Robert Fisk on Afghanistan, com as matérias do jornalista especialista em Oriente Médio durante a guerra contra o Talibã, A Belly Dance Journal, um livro bastante técnico apesar de simples com sugestões de práticas voltadas para a dança do ventre, e terminei O Tarô Mitológico, que é uma versão das cartas do tarô usando mitologia grega. Terminei também os livros de poesia Poesia Completa de Yu Xuanji, uma das poetisas chinesas mais importantes e Les Fleurs du Mal, do francês Baudelaire, que eu nem sei quanto tempo levei para ler.
Daí entrei numa vibe ler sobre mulheres e devorei Men Explain Things to Me, que achei maravilhoso e bem no ponto, assim como I'm Judging You da nigeriana Luvvie Ajayi. Virei fã dela. No ramo ficção li The girl you left behind, uma história linda de mulheres incríveis, a série já publicada de Monstress (apenas 3 volumes até hoje), terminei a série Themis Files (2 livros e um mini conto), que apesar de não ser escrita por uma mulher tem mulheres fodas. Li a poetisa brasileira Laura Erber com A Retornada, e finalmente o último livro da série Trono de Vidro.
No meio dessa leitura feminina toda, eu li Odd and the Frost Giants do Neil Gaiman, que é uma categoria a parte, publicação da mortalidade, do português Valter Hugo Mãe, e o livro Histoires do francês Jacques Prévert, que eu amo.
Fora isso, continuei firme na linha feminina, com Made you up da Francesca Zappia, Poeta X da Elizabeth Acevedo, A filha perdida da Elena Ferrante, dois livros da Sarah Andersen, Herding Cats e Big Mushy Happy Lump, Dance was her religion, sobre 3 bailarinas do início do século XX que só criaram a dança moderna e mais uma corrida de livros que eu esperava que fossem eróticos mas... deixaram a desejar: A passionate love affair with a total stranger da inglesa Lucy Robinson, Sweetshop of dreams da inglesa Jenny Colgan, Part-time lover da Lauren Blakely e Dear Jane da Kendall Ryan, vencedor do título pior livro do ano. Em compensação teve o delicinha Scoring the wrong twin da Naima Simone.
Fechando o ano, terminei o livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik e dois livros de poetas de Moçambique, Rui Knopfli e Sangare Okapi. O livro super feminista para adolescentes Moxie e um de contos de natal, My True Love Gave to Me. Ufa.


























