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sábado, 18 de janeiro de 2020

Monstress, Vol. 4: The Chosen



SPOILER FREE

E no final de setembro de 2019 finalmente saiu o volume 4 de Monstress! Como o ano foi meio complicado, apesar de ter comprado no lançamento, demorei para conseguir pegar para ler.

Mas a espera valeu muito a pena! Sana Takeda continua com seu trabalho visual absolutamente perfeito em Monstress. Depois de ver tantas personagens femininas, finalmente alguns homens aparecem com jeito de que vão ficar por um certo tempo, e eles são tão maravilhosamente desenhados quanto as mulheres. Estou simplesmente apaixonada pelo trabalho dessa japonesa.

Mas Monstress não vive apenas do visual incrível, a autora americana Marjorie Liu sabe o que está fazendo. Todos os prêmios que os volumes anteriores de Monstress ganharam são muito merecidos. Marjorie criou um mundo com um viés matriarcal muito rico, interessante, cheio de violência, intriga e mitologias próprias. Suas personagens são apaixonantes, complexas e a história promete ir longe.

Já perdi as esperanças de ser uma série mais curta, acho que ficarei alguns anos sofrendo entre os lançamentos dos seus volumes. Mas se a cada lançamento eu puder ler algo tão bom quanto todos os volumes lançados até agora, vai valer a pena. O prazer de ler tantas personagens femininas maravilhosas, com direito a casamento real lésbico é indescritível.

Nota 10!

Em tempo, o terceiro volume já saiu em português (em Portugal, pela editora Saída de Emergência) com o título Refúgio, no Brasil a editora Pixel está lançando a série, mas até o momento só tem 2 volumes publicados.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Monstress, Vol. 1: Awakening - Monstress, Vol. 1: O Despertar



SPOILER FREE

Sabe aqueles livros que você resolver ler por causa da capa? A Graphic Novel Monstress se encaixa perfeitamente nesse quesito.

Mas não só de beleza gráfica, feitas pelas mãos da japonesa Sana Takeda, vive Monstress, visto que foi a HQ mais vendida de 2016 e ganhou o prêmio Hugo de 2017 e 2018 para melhor História Gráfica. Em 2018 ganhou também o Hugo de melhor arte. Foi indicado por 3 anos consecutivos ao prêmio Eisner de quadrinhos, levando os prêmios em 2018, além de levar o British Fantasy Award de 2016. É muito prêmio para se ignorar.

A autora americana, Marjorie M Liu, que já foi responsável por diversos títulos da Marvel, ganhando alguns outros prêmios nesse caminho, traz uma história original, passada num mundo de fantasia onde temos uma sociedade matriarcal com um jeitão steampunk. Nesse mundo existem 3 raças de seres, os humanos, os antigos (quase deuses, com poderes e imortais) e os arcãnos, que são híbridos dos dois primeiros. Os arcãnos e os humanos entraram em guerra, que terminou com uma trégua, porém os arcãnos são escravizados em territórios humanos e utilizados para a fabricação de uma substância com faculdades quase mágicas. A história é contada do ponto de vista de Maika Halfwolf, uma arcãna em caça de algo do seu passado, mas que por ser uma arcãna, também é caçada.

A arte é simplesmente maravilhosa. Fazia muito tempo que eu não via uma Graphic Novel tão bonita. A inspiração em mangás é bastante óbvia, mas a ilustradora acaba fazendo uso de muitos elementos diferentes, como a Art Nouveau, e os desenhos são incrivelmente ricos em detalhes.

A história anda bem rápido e é cheia de ação, porém o primeiro volume é meio confuso. Demora um bocado até você se localizar melhor entre as diversas personagens (quase todas mulheres, coisa linda!) e o que está acontecendo e porquê. As explicações teóricas dos gatos nos finais dos capítulos ajudam e são simplesmente fofas. Eu não falei dos gatos?

Então, gatos. Tem muitos gatos na história e eles são quase que uma raça a parte. Melhor, eles realmente são uma raça a parte e tem toda uma história própria, com direito a uma sociedade autônoma com sua própria deusa. Como não amar?

É tanta personagem interessante que é difícil ser concisa, mas o fato de todas as personagens com um mínimo de importância serem femininas chama atenção. Personagens masculinos aqui ou são secundários ou não são humanoides, e mesmo assim são a minoria da minoria. Nem os soldados são homens, nem os sacerdotes... tuuuudo mulher. Eu gostaria de poder dizer que demorei a notar isso, mas infelizmente não seria verdade, entretanto, posso dizer que me deu o maior gosto de ler algo assim.

A edição brasileira de Monstress, vol 1: O Despertar (reúne os seis primeiros capítulos da história) foi publicada pela Pixel no início de 2018, vale a pena correr atrás de um exemplar. Ainda não há previsão para a publicação do segundo volume, infelizmente. Lá fora o terceiro volume com 6 capítulos foi publicado em setembro de 2018.

Nota 9,5.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Monstress, Vol. 2: The Blood



SPOILER FREE

A continuação de Monstress: O Despertar, traduzido como Volume 2: O Sangue, com mais uma coletânea de 6 capítulos na história de Maika Halfwolf, é ainda melhor do que o primeiro livro.

O livro ainda não saiu no Brasil, onde a editora Pixel está trabalhando com Monstress, mas já tem em Portugal pela editora Saída de Emergência, que publicou o segundo volume em janeiro de 2018.

A arte da japonesa Sana Takeda continua absolutamente deslumbrante. Tem momentos em que você fica parado, só olhando mais um pouco os desenhos. É tudo tão bonito e tão cheio de detalhe que até as cenas violentas parecem belas e poéticas. Os monstros? Eles são lindos! Sangue para tudo quanto é lado? Olha que padrão maravilhoso de vermelho em cima dos tons pasteis e os arabescos nessa pele arrancada... precisa de uma artista de mão cheia para chegar nesse tipo de resultado.

O texto da Marjorie M Liu melhorou nesse segundo volume. Talvez porque agora o leitor consegue ter uma visão mais ampla do que está acontecendo na história, mas eu acho que ela finalmente está acertando o tom das diversas personagens. Suas personalidades estão cada vez mais claras, e tem toda a questão das intrigas entre as diversas raças e entre os poderes dentro de cada raça. Monstros, poderes e carnificina à parte, a história em si é muito boa e prende o leitor. Não é a toa que a série tem ganhado tantos prêmios.

A questão da representatividade feminina e LGBT na série é um destaque que precisa ser feito e apreciado. É maravilhoso ter uma história onde todas as personagens em posição de poder são mulheres, capitães, generais, piratas, rainhas, deusas... a maior parte da minoria dos personagens masculinos em posição de poder são vilões. Se parece o inverso do que se costuma encontrar, é porque é isso mesmo. E tem toda uma gama de personagens LGBTs lindos... e apresentados de forma natural. Eles não chamam a menor atenção dentro da história por isso. É para aplaudir de pé!

Nota 10!

sábado, 10 de novembro de 2018

Monstress, Vol. 3: Haven

SPOILER FREE

Depois de ler os dois primeiros volumes de Monstress, O Despertar e Sangue, mal consegui me segurar e comprei sem me importar com o preço o terceiro volume lançado em Setembro de 2018 no mercado americano. Vício é uma coisa terrível para o bolso.

O terceiro volume, Haven, ainda sem tradução para o português, me deixou tão ou ainda mais encantada do que os livros anteriores com os capítulos dessa saga. Não sei o que acontece, mas a arte da japonesa Sana Takeda me parece cada vez mais bonita. As escolhas estéticas realçam a narrativa, e dão um tom particular à história, intensificando a experiência de imersão na leitura.

Aliado ao visual realmente incrível, a autora Marjorie M. Liu me parece cada vez mais à vontade com as suas personagens, e outras histórias paralelas a de Maika ganham mais corpo e complexidade. É muito sangue, morte, destruição e jogo de poder! Em uma frase: estou apaixonada por Monstress. É o tipo de narrativa que segura o leitor e você mal consegue dormir pensando no que vai acontecer.

E a construção matriarcal do mundo, gente, que coisa linda de se ver. Quase morri de amor quando surgiu um possível casamento lésbico para fechar uma aliança entre estados. Não é por menos que a série tem ganho tantos prêmios, é muito merecido. Nada como quebrar paradigmas em épocas onde a sociedade parece que quer viajar para o passado. Ajuda a manter a esperança no futuro da humanidade.

O triste é que cada volume termina rápido demais, e agora eu não tenho a menor ideia de quando será lançada a próxima coletânea de seis capítulos. Não é a toa que pessoalmente eu não gosto de ler séries antes delas terminarem e eu ter todos os volumes em mãos. Mas às vezes acontece de eu iniciar uma sem saber que ela ainda está em andamento. E a culpa é minha, claro.

Marjorie e Sana são inocentes nisso, apesar de terem roubado o meu coração.

Nota 10.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019




RETROSPECTIVA 2019


Eu sei que está tarde para isso. Mas 2019 foi um ano muito difícil, mais do que a média. E eu comecei 2020 com umas sete resenhas atrasadas. Não dá pra fazer retrospectiva sem as resenhas todas, não é mesmo?

Apesar do ano complicado, em temos de leitura 2019 foi lindo, consegui bater meu recorde pessoal de livros lidos: 132 livros. Li livros muito bons, aumentei a leitura de poesia e de literatura brasileira. Li meu primeiro livro em espanhol, e consegui completar o Desafio Literário Popoca.

Pelo menos algo se salvou nesse ano!

Como boa estatística que sou, seguem alguns números importantes:

Total de páginas lidas (contadas pelo Goodreads): 33.491
Livro mais longo: The Legend of Holly Claus, com 554 páginas (eu sabia que ele era longo demais!)
Livro mais curto: Crafting a daily practice, com 32 páginas
Média de páginas por livro em 2019: 253 páginas

Total de livros escritos por mulheres, que era uma meta pessoal minha para esse ano: 99, equivalente a 75% dos livros lidos!

Total de livros brasileiros, outra meta pessoal: 12, equivalente a 9,1% dos livros lidos, um recorde pessoal!

Total de livros de poesia, porque leitura diária é importante computar: 24, equivalente a 18,2% dos livros lidos, nada mal!

Livros de fantasia: 51, equivalente a 38,7% dos livros lidos, uma preferência óbvia, né?

Livros de autores orientais (me chamaram atenção que é orientalista isso, mas eu simplesmente não quero listar os países): 9, acho que é a primeira vez que leio mais autores brasileiros que orientais.

Quadrinhos: total de 16, o que me surpreendeu, achei que fosse menos.

2 livros de autores africanos e 3 de autores latinos, não brasileiros.

Livros de temática LGBT: 10! Mais uma meta batida!

Normalmente aqui eu faria um comentário rápido sobre os livros todos de 2019, mas sério, não vou escrever sobre 132 livros, viraria um livro por si só. (eu sei que tem gente que já escreveu livros sobre isso, quem sabe um dia?)

Então, falarei apenas de alguns livros que me marcaram positivamente ou negativamente. Aviso que me recuso a apontar o melhor livro do ano, tem livros que não são comparáveis.

Mas, eu tenho um pior do ano, que nem cheguei a resenhar aqui, por uma mistura de pena e não querer brigar com minha sogra (não literalmente, ok?) ou causar algum problema. O balão caiu, da brasileira Claudia Ildefonso, é o pior livro que li esse ano, e ele briga pelo posto de pior livro que já li na minha vida. Conta a história de como Claudia foi cuidar da sua mãe, que caiu num balão na Turquia. Sugiro lerem as notícias na internet se ficaram interessados e passem longe do livro.

Entre os pontos altos do ano estão livros de alguns autores que eu amo de paixão e que gosto de ler com frequência: A máquina de fazer espanhóis do Valter Hugo Mãe, que vale demais a leitura, recomendo. Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchet, uma releitura muito bem escolhida, não só porque o livro é divertido demais, mas por conta do lançamento da série de TV baseada nele. Esse ano descobri a brasileira Conceição Evaristo, li um livro de poesia e um romance meio biografia. Ela entrou no meu hall pessoal de autores favoritos por causa deles.

Entre os quadrinhos, vou ressaltar Nimona, que me surpreendeu, e a série Monstress, que ainda está sendo publicada e continua partindo meu coração por causa disso. Leituras muito recomendadas. No ramo comédia, descobri uma série sensacional, chamada Superheroes Anonymous, estilo indie, ninguém conhece e não está na lista dos mais vendidos, mas foi das melhores leituras desse tipo para mim esse ano.

No quesito livro infantil e infantojuvenil, tenho duas indicações sensacionais de 2019, A Day in the Life of Marlon Bundo, encomendado pelo John Oliver, cliquem no link do livro para entender, vale a pena. E o outro é A garota que bebeu a lua, um dos melhores livros do ano, de tão maravilhoso.

Livros que olhando na minha lista eu queria ressaltar aqui: O alegre canto da perdiz, da autora africana Paulina Chiziane, o livro com a maior quantidade de marcações que li em 2019. As primeiras quinze vidas de Harry August, que foi um dos livros mais bem escritos que já li, a autora Claire North fez milagre ao criar 15 vidas diferentes e mistura-las num só livro, incrível. The particular sadness of lemon cake, da Aimee Bender, foi um dos livros mais lindos que li esse ano, apesar de ter lido num momento pouco propício, por isso a nota que dei na época, ele é daqueles livros que fica com você e conforme o tempo passa você gosta mais e mais dele. E, por último, porque sei que todos nós temos que ler os livros de 2020, This song will save your life, da Leila Sales, outro livro muito lindo e maravilhoso, que indico para quase todas as idades.

Ufa! E essa foi a retrospectiva de 2019! 

E para 2020? Bom, 2020 promete ser um ano complicado, mas é para isso que serve o escapismo da leitura. Esse ano pretendo seguir o Desafio Literário Popoca, mas, para facilitar minha vida, não pretendo escolher os livros de antemão, até porque já reparei que nunca sigo mesmo o que eu pretendo ler. Então, que 2020 seja cheio de leituras maravilhosas!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018


Esse ano de 2018 foi especial para as minhas leituras, primeiro porque li muita coisa legal, segundo porque pela primeira vez na vida cheguei no marco de 100 livros lidos. Confesso que nunca imaginei que chegaria nesse número. No dia que terminei o livro n°100 eu comemorei. Aliás, se você quiser dicas minhas de como chegar lá também, veja aqui!

Agora eu preciso confessar que não tenho a menor ideia se chegarei de novo nesse número. (ano novo é para se começar sem culpas ou sujeira embaixo do tapete, então essa é a hora das confissões)

O final do ano se aproxima e eu não tenho a menor ideia de como serão os meus horários ou minha agenda no próximo ano, por questões totalmente alheias ao meu controle, portanto, não é um bom momento para pensar em metas ousadas para 2019. Quem sabe ao longo do ano eu perceba que é possível chegar de novo nessa quantidade e eu volto a pensar no assunto.

Até lá, vamos para a Retrospectiva 2018! Sente-se num lugar confortável e com uma bebida geladinha (no hemisfério sul, nesse verão de rachar) ou quentinha (no hemisfério norte, que o inverno está prometendo ser pesado esse ano), porque haja retrospectiva para cobrir tanto livro. Tentarei ser sucinta.

O início do ano vai ser rápido de rever, foram duas séries completas de Graphic Novels que aproveitei para ler nas férias e no Carnaval. Comecei o ano com Sandman, numa edição dividida em 10 volumes, o clássico que lançou ao estrelato o maravilhoso Neil Gaiman, e que deu origem aos quadrinhos de Lucifer (que totalizam 5 volumes), um filhote meio bastardo do Mike Carey, que infelizmente não chegou aos pés do brilhantismo de Gaiman.

Mais ou menos na mesma época eu li um livro de poesia da mineira Adélia Prado, que aprendi a apreciar, mais um clássico, Robinson Crusoé, que não consegui entender porque ainda é lido, porque é chato até dizer chegar, e uma série arthuriana de 3 volumes, dessa vez do ponto de vista da Guinevere, que, apesar de ter boas intenções, teve lá os seus problemas de execução.

Terminando esse monte de séries resolvi ler coisas que não tivessem continuação, daí sobre o mundo árabe eu li O Corão (não fiz resenha por motivos éticos), Extraordinary Women, com rápidas biografias de mulheres incríveis do mundo islâmico, Nove Partes do Desejo, um estudo jornalístico sobre as mulheres no mundo muçulmano, Madinah, uma coletânea de contos de autores árabes que me gerou uma lista de autores para pesquisar, e Islã da historiadora Karen Armstrong.

Para dar uma quebrada nesse clima, eu li também Let's Pretend This Never Happened, da mesma autora de Furiously Happy, o que é sempre certeza de diversão, The Golem and The Jinni, que mistura as mitologias judaica e árabe, uma obra belíssima que deve receber uma continuação (desnecessária mas quem sou eu para reclamar) no próximo ano, The life-changing magic of not giving a f*ck, uma paródia maravilhosa do livro da Marie Kondo, Mr. Penumbra's 24-hous Bookstore, um livro muito doido que me surpreendeu e amei, Her Reasons, meu primeiro livro da linha harém reverso, o que descobri que existia esse ano e, bem, não posso reclamar da sua existência, e num tom mais espiritual li Omnipresent, uma coletânea de textos sobre a(s) deusa(s).

Daí precisei de uma limpeza cerebral mais pesada e fui terminar séries, começando com Where she Went, mais uma continuação desnecessária mas fofa, Real Vampires take no prisoners, cuja série simplesmente deixou de me agradar e não pretendo ler mais nada da autora por falta de paciência até alguém me convencer, e o mais erótico Jock Row, porque, bem, eu gosto.

Limpeza mental feita, li os mais técnicos Belly Dance Around The World, uma coleção de artigos na linha das ciências sociais sobre a dança do ventre ao redor do mundo, No God But God, uma breve história do Islã do iraniano Reza Aslan, Muhammad's wives, sobre as diversas esposas oficiais do profeta Maomé e Kings and Presidents, uma análise de um ex-agente da CIA sobre a relação entre os reis sauditas (desde a fundação da atual Arábia Saudita) e os respectivos presidentes norte americanos.

Mais ou menos nessa época terminei vários livros de poesias, entre eles: A arte de pássaros do Neruda, que não parece Neruda, The garden of Heaven do Hafiz, numa tradução meio blé, A criança em ruínas do português José Luís Peixoto, um dos melhores livros de poesia desse ano, Letter to my daughter da maravilhosa Maya Angelou, virei fã e quero mais, e, por fim, Dog Songs da Mary Oliver, que pela fama eu esperava mais.

Entre os livros mais pesados e as poesias, li The Astonishing Color of After, um livro lindo demais e que estou doida pra ser lançado no Brasil, Ten Women da chilena Marcela Serrano, uma grande descoberta para mim de autoras latino-americanas. Num tom mais leve, Getting over Garrett Delaney, um livro muito bom para adolescentes, Celtic Tales, cujo título já explica que são histórias celtas, The Collaborative Habit da bailarina americana Twyla Tharp, que prometia mais do que entregou, A Mystic Guide to cleansing and clearing, que mais pareceu um livro de receitas, para o bem e para o mal, e The hating game, o melhor livro que já li da linha de inimigos a amantes.

Depois de tanta coisa levinha li para compensar um livro do maravilhoso autor egípcio ganhador do Nobel, Naguib Mahfouz, The Harafish, fechando minha meta anual de ler algo dele sempre, Girls of Ryad, um romance escrito por uma saudita que é simplesmente chocante, o clássico do Philip K. Dick que deu origem ao filme Blade Runner, Androides sonham com ovelhas elétricas?

Daí um tive outro surto de limpeza mental e li seguidinho Heartbreakers e Paper Hearts da Ali Novak, Love Machine da Kendall Ryan, The Accidental Harem da JJ Knight, The Player e The Catch da K. Bromberg e Taking the heat da Victoria Dahl. Desses eu só recomendo o Accidental Harem.

Para não perder o ritmo, pois a limpeza mental não tinha sido lá essas coisas, li 3 livros de histórias curtinhas, A lâmina assassina, novelas do universo de Trono de Vidro que serviram para refrescar a memória enquanto eu aguardava o lançamento do último livro da série, The Djinn Falls in Love, uma coletânea de contos sobre gênios (os da lâmpada mesmo) e Broad Strokes, uma coletânea de breves biografias e análises de 15 mulheres artistas plásticas.

Por ocasião do dia dos pais li Morreste-me, mais um livro do português José Luís Peixoto, que caiu super bem para mim. E continuei na saga de terminar séries de livros deixadas pela metade, com os três últimos livros de Please Don't Tell My Parents I'm a Supervillan, que eu adoro de paixão e de fofura, Always and Forever Lara Jean, porque estava na hora antes que eu esquecesse o nome das personagens todas, e no embalo li a série completa de Corte de Espinhos e Rosas (4 livros).

Para contrabalancear, eu li Robert Fisk on Afghanistan, com as matérias do jornalista especialista em Oriente Médio durante a guerra contra o Talibã, A Belly Dance Journal, um livro bastante técnico apesar de simples com sugestões de práticas voltadas para a dança do ventre, e terminei O Tarô Mitológico, que é uma versão das cartas do tarô usando mitologia grega. Terminei também os livros de poesia Poesia Completa de Yu Xuanji, uma das poetisas chinesas mais importantes e Les Fleurs du Mal, do francês Baudelaire, que eu nem sei quanto tempo levei para ler.

Daí entrei numa vibe ler sobre mulheres e devorei Men Explain Things to Me, que achei maravilhoso e bem no ponto, assim como I'm Judging You da nigeriana Luvvie Ajayi. Virei fã dela. No ramo ficção li The girl you left behind, uma história linda de mulheres incríveis, a série já publicada de Monstress (apenas 3 volumes até hoje), terminei a série Themis Files (2 livros e um mini conto), que apesar de não ser escrita por uma mulher tem mulheres fodas. Li a poetisa brasileira Laura Erber com A Retornada, e finalmente o último livro da série Trono de Vidro.

No meio dessa leitura feminina toda, eu li Odd and the Frost Giants do Neil Gaiman, que é uma categoria a parte, publicação da mortalidade, do português Valter Hugo Mãe, e o livro Histoires do francês Jacques Prévert, que eu amo.

Fora isso, continuei firme na linha feminina, com Made you up da Francesca Zappia, Poeta X da Elizabeth Acevedo, A filha perdida da Elena Ferrante, dois livros da Sarah Andersen, Herding Cats e Big Mushy Happy Lump, Dance was her religion, sobre 3 bailarinas do início do século XX que só criaram a dança moderna e mais uma corrida de livros que eu esperava que fossem eróticos mas... deixaram a desejar: A passionate love affair with a total stranger da inglesa Lucy Robinson, Sweetshop of dreams da inglesa Jenny Colgan, Part-time lover da Lauren Blakely e Dear Jane da Kendall Ryan, vencedor do título pior livro do ano. Em compensação teve o delicinha Scoring the wrong twin da Naima Simone.

Fechando o ano, terminei o livro da poetisa argentina Alejandra Pizarnik e dois livros de poetas de Moçambique, Rui Knopfli e Sangare Okapi. O livro super feminista para adolescentes Moxie e um de contos de natal, My True Love Gave to Me. Ufa.

Que 2019 seja recheado de livros maravilhosos para todos! Aliás, já viram o Desafio Literário do Popoca para o próximo ano? Excelentes dicas de livros para ler! Nem todas minhas, mas o que não foi meu eu pretendo usar! Clica aqui!